História Anomalia - Capítulo 32


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Categorias Arrow, Batman, Esquadrão Suicida, Five Nights at Freddy's, Gotham, Justiça Jovem, Legends of Tomorrow, Lendas Urbanas, Liga da Justiça, Mulher Maravilha, Novos Titãs (Teen Titans), S.H.I.E.L.D., Scream (Série), Slender (Slender Man), Smallville, Stranger Things, Supergirl, Supernatural, The Flash, Until Dawn
Personagens Ashley "Ash", Audrey Jensen, Balloon Boy, Barry Allen (Flash), Beth Washington, Bonnie the Bunny, Brooke Maddox, Charlotte "Charlie", Chica the Chicken, Christopher "Chris", Cisco Ramon, Detetive Joe West, Dr. Harrison Wells, Dra. Caitlin Snow, Eddie Krueger, Eli Hudson, Emily "Em", Emma Duval, Endoskeleton, Eobard Thawne / Flash Reverso, Felicity Smoak, Foxy the Pirate, Freddy Fazbear, Fritz Smith, Golden Freddy, Gustavo "Stavo" Acosta, Haley Meyers, Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Jake Fitzgerald, James "Jimmy" Olsen, Jeff, Jeremy Fitzgerald, Jessica "Jess", John Diggle, Kara Zor-El (Supergirl), Kevin Duval, Kieran Wilcox, Laurel Lance, Leonard Snart (Capitão Frio), Mangle, Margaret "Maggie" Duval, Marionette, Mike Schmidt, Nightmare, Nightmare Balloon Boy, Nightmare Bonnie, Nightmare Chica, Nightmare Foxy, Nightmare Freddy, Nightmare Mangle, Nina Patterson, Noah Foster, Oliver Queen (Arqueiro Verde), Personagens Originais, Phone Guy, Piper Shaw, Purple Guy, Ray Palmer, Richard "Rip" Hunter, Shadow Bonnie, Shadow Freddy, Springtrap, Thea Queen, Timothy "Tim" Drake (Robin), Toy Bonnie, Toy Chica, Toy Freddy, Wally West (Kid Flash), William "Will" Belmont
Tags Arrow, Creepypastas, Eyeless, Flash, Fnaf, Jason, Jeff, Joel, Jonas, Kim, Monstros, Olicity, Rae, Slender Man, Snowbarry, Supergirl, The Flash
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Palavras 2.625
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!!!! :) :D

Capítulo 32 - Capítulo 31 - Nunca julgue alguém pela altura.


“Tudo está mudando tão rápido. Não me dou bem com mudanças” 

-Supergirl. 

*** 

Kim olhou para ela com extrema raiva. Sentiu a força aumentando nas suas mãos, como se fosse socar o chão e este se partiria ao meio. Subiu para seu quarto ignorando sua mãe chamando. Se esbarrou no seu pai, mas não lhe deu a devida atenção, já que o mesmo reclamou por causa do barulho. 

Bateu à porta com força e pôde ver ela quase se rachando. Poeira saiu, demonstrando que foi forte até demais. Kim ficou chocada com tanta força que teve. O que está acontecendo com ela? O que é essa força repentina? 

Essas dúvidas foram ocupadas pela raiva. Ela definitivamente não era a mãe dela pelo simples fato de não aceitar ela do jeito que ela é, e não pelo desejo de que ela fosse igual aos outros filhos e adolescentes. Seus pensamentos foram para seus pais biológicos de repente. Será que os dois amariam ela do jeito que ela é? 

Ouviu alguém a chamando, mesmo estando sozinha. 

Pegou a primeira coisa que veio na sua mão. O Gatocórnio. Mal pensou na hora que ele era seu único consolo. Mas depois que ouviu o nome dela sendo chamado, percebeu que não podia ser de sua família. Ela levantou o olhar, prestes a mandar para deixarem-a em paz, mas sua voz travou. 

Sua cama estava em meio a uma floresta escura de noite. Mal havia iluminação e as estrelas não ajudavam. Ela se levantou assustada e agarrou os cabelos loiros. De novo não, pensou. 

Olhou para o Gatocórnio, que também foi "teletransportado". Pegou ele e o segurou em posição de ataque, mesmo sabendo que não machucaria ninguém. Sua única defesa naquele momento. Em meio às árvores, ela enxergou uma estrutura similar à de uma casa. E uma garota gritava desesperadamente. Por algum motivo desconhecido, Kim sabia quem era, e gritou insaciavelmente pelo nome de Melanie sem saber o que raios estava acontecendo. 

Tudo ao seu redor se desfez em uma nuvem de fumaça negra. Kim sentiu um embrulho no estômago e alguém se esbarrando contra ela. Acabou caindo para frente, quase batendo a cabeça no piso de madeira que de repente se fez abaixo dela. Braços a envolveram em um abraço apertado. 

— Eu senti sua falta! — murmurou a dona da voz feminina e reconhecível para ela. Só não sabia de onde conhecia aquela voz. 

Em meio ao piso de madeira, na fresta entre duas tábuas, viu que estava cravada uma estranha flor amarela. E um líquido vermelho e escuro caiu por cima dele, preenchendo o amarelo. 

*** 

— MELANIE! 

— CORRE! — gritou ela exasperada. 

Os dois desceram as escadas cambaleando. Ouviram o som de um carro estacionando enquanto disputavam quem deveria se sacrificar. Um lobo grande se formou do lado de fora, mas este não pôde entrar. 

— Tem certeza de que é aqui? 

— Foi o que Owen disse até desligar — falou Jonas a Rae. 

Melanie tentou abrir a porta. Da janela ao lado, Rae, Owen, Jonas e Sue batiam no vidro exasperados. Owen batia mais por raiva por não ter conseguido alcançar Melanie. Se amaldiçoou por não ser tão rápido como ela. Mas tem que admitir que a velocidade que ela corria era um tanto sobrenatural. 

— Não adianta! A casa é protegida com magia negra! — gritou Owen, tentando arrombar a porta. 

— O que houve? Quem deixou você entrar? — perguntou Sue. 

— A Vindicta! Ela me achou! — falou Melanie — E-Ela me quer... E-Ela sabe o que eu descobri... 

— Melanie, não! 

— Owen, ela nunca vai me deixar viva... 

Owen viu uma nuvem negra circulando a casa. Eles se afastaram a medida que aumentava. Joel rosnou bravo. Owen se recusava a se afastar por Melanie, até que a nuvem negra o cobriu. Ouviu os gritos deles do lado de fora e se viu do lado de dentro. 

— Owen? — indagou Melanie. 

— Cara, o que você está fazendo? — gritou Jonas. 

Melanie correu até ele e deu-lhe um tapa. 

— Você é maluco? 

— Ai! A Vindicta me pôs aqui! — Owen alisou a região que ardia. Ele agarrou seus ombros. — Eu perdi você uma vez! Não posso te perder de novo! Ela não vai te pegar! Estamos juntos nessa! 

Ele a empurrou para a janela. 

— Todos nós estamos nessa — falou ele, reforçando todos. 

— Owen, eu tenho que fazer isso! — ela pegou do seu casaco cor de rosa alguns papéis e o entregou — Dê isso a eles! Dê isso a Joel e a Sue! Todos devem saber disso! 

— Mel... 

— Owen, me prometa! 

— O que vocês descobriram? — perguntou Jonas. 

— Se eu falar agora ela vai atrás de vocês também! — afirmou Melanie olhando para ele e depois para Owen — Foi pra isso que eu devo ter chegado aqui, Owen! Não faça o meu esforço ser em vão! 

Ele abria a boca para protestar, mas ela o interrompeu. 

— Eu sei que você não fará ser em vão! Mas me prometa... 

Jonas, Sue e Rae nunca viram Owen daquela maneira. Os olhos lacrimejados e o corpo tremendo. Em um ato impulsivo, segurou o rosto de Melanie e a beijou. 

Os três desviaram o olhar. O beijo foi rápido por conta do perigo. 

— Prometa! 

Ele assentiu. 

— Eu prometo! — garantiu ele, segurando seus ombros — Mas nós dois vamos sair daqui! 

Melanie sorriu triste. Ela o abraçou e o virou discretamente para a porta. Os uivos de Joel a incomodavam e já demonstravam sua frustração. Ao se afastarem, Owen ouviu algo estranho. Sentiu algo envolta de sua mão. Ao olhar, a mesma estava presa contra a maçaneta por uma algema. 

— De onde você... 

— Por que acha que levei meu extanvaret? — ela ergueu o frasco com líquido estranho que usara para se proteger. — Nunca usei essa algema para algum monstro para contê-lo. Mas foi necessário conter você. 

Ela deu um beijo calmo em Owen. O mesmo sentiu lágrimas quentes escorrendo. Era bom sentir os lábios com gosto de maçã de Melanie, pois a mesma adorava o seu brilho com sabor de maçã. Nunca entendeu o porquê de sempre colocar aquilo. E agora ele nem fazia ideia do quanto sentiria falta. 

— Você é a única pessoa que me faz sentir parte dessa cidade! — ela disse — Tenho certeza de que vai encontrar alguém mais normal e que te ame tanto quanto eu amo você! 

— Melanie! — Owen tentou se libertar inutilmente. Melanie se afastou e recuou até as escadas. — Melanie! 

Jonas, Sue e Rae gritaram o mais forte que podiam. 

— Melanie! Eu não quero alguém normal! — berrou ele. Melanie sorriu em meio às lágrimas e subiu correndo — MELANIE! 

Em poucos segundos, em meios aos gritos desesperados de Owen, surgiu os de horror de Melanie. 

— Vai em frente! — do andar de cima, Melanie cerrava os punhos encarando a aura escura e maligna a sua frente — Anda! 

Uma mão negra segurou seu pescoço e a ergueu no ar. Surgiu uma mulher no meio da aura. Seu cabelo negro como a noite se confundia aos olhos de Melanie com a escuridão. Ela sorriu. 

— Você não vai ganhar! — disse já perdendo o ar — Eles não vão se render tão cedo! 

— Essa é a graça! — disse a mulher — Uma pena você morrer acreditando nisso! 

Melanie lutou com todas as suas forças. Um grito agudo e fino preencheu o local. 

*** 

As luzes da polícia eram visíveis até de longe. 

Depois de conseguir finalmente acordar daquela visão, Kim recebeu uma ligação de Rae. Após contar sobre sua visão, ela pegou a bicicleta e saiu sem avisar de casa. Foi fácil achar por causa das luzes e sirenes dos carros de policia. 

Repórteres e jornalistas, provavelmente da cidade buscando alguma notícia de útil naquela pequena cidade "pacata", já cercaram a área. 

Kim freou a bicicleta e avistou Joel, trajando seu uniforme de policial. Ao ver o rosto empalidecido de Kim, ele permitiu sua passagem discretamente pela fita amarela. Todos os outros polícias faziam perguntas a testemunhas, recolhiam amostras do local e faziam seus relatórios. Quando levantou a fita amarela, muitos jornalistas falaram com Joel. Este puxou Kim rápido e se afastou, rosnando baixo. Ele odiava repórteres que ficavam em cima dele. 

— Joel... 

— Rae já me falou — ele murmurou baixo. 

— Eles estão bem? 

O semblante de Joel tornou-se sombrio e abalado. 

— Você é amiga de Owen? 

Kim supriu sua raiva quando ignoravam suas perguntas. 

— Mais ou menos... 

— Tipo, muito amiga? 

Ela assentiu vendo um certo clima tenso pairando nele. 

— Ótimo! — ele a levou até o carro da ambulância. 

Jonas e Sue estavam sentados na ambulância. Rae falava com alguém pelo celular. Já Owen, também sentado na ponta da ambulância, olhava para uma maca próxima dele. À medida que se aproximava, Kim viu as lágrimas escorrendo. Jonas tocou no seu ombro em sinal de conforto. Sue pegou na sua mão, pousada em cima de sua coxa. Kim não teve tempo de pensar no ato de Sue, pois seguiu os olhos de Owen para uma maca, da qual colocavam algo de tamanho humano em cima. 

Coberto até os ombros com um saco preto, uma das policiais ia pegar e cobrir até a cabeça. Mas antes, Kim reconheceu o rosto de Melanie, sem vida. Os cabelos caídos e sujos, os olhos fechados e a pele antes morena agora cinzenta. 

Kim olhou para Owen boquiaberta. Os policiais levaram o corpo para outro carro da ambulância. 

Owen levantou os olhos para frente, vendo o nada. Seu rosto iluminado pelas cores vermelhas e azuis da polícia mostravam suas lágrimas. 

*** 

— Não pode ser! — Luke já começava a abrir um enorme sorriso. 

Em um ato que o impressionou, Katie abraçou ele e puxou Michael. Os dois a abraçaram de volta, comemorando o objetivo que alcançaram. 

— São eles mesmo! — admirou Cisco deixando os papéis caíram no seu colo. Olhou para o lado, vendo Oliver no banco do motorista. — O teste deu positivo! 

— Meu Deus! Como isso é possível? — questionou Oliver passando a mão na barba recém-amparada e apoiando o cotovelo na janela. 

— Mas Raven tinha morrido! — alegou Cisco — Kim e Jonas também! 

— Mas não encontraram o corpo das duas — falou Michael se afastando do abraço animado. Demorou, mas conseguiram coletar salivas de Jonas, Kim e Rae. Foi duro pegar tudo durante o intervalo, quando saíam do refeitório. 

— Mas Rip disse que Jonas morreu! Ele viu o corpo dele! — contrariou Oliver. 

— E isso importa, pai? Nós conseguimos! Eu estava certa! — Luke e Michael a olharam — Nós estamos certos! E o mais importante é que Barry, Kara e Rip vão ter os filhos de volta! 

— E que estamos certos! 

— É, isso também é importante! — ela concordou com o irmão. 

— Isso é estranho... 

— Tudo que tá rolando nessa cidade é estranho! — disse Cisco — Então... Essa é a hora em que falamos a verdade e caímos fora dessa cidade maluca! 

— Eu apoio essa ideia!

— Eu também! — Luke e Katie concordaram em uníssono com Michael. 

Oliver ligou o carro triunfante. 

— Eu estou esperando você admitir pai... 

Katie foi interrompida por um som estranho vindo do carro. O mesmo parou bruscamente. 

— O que foi... 

Ela foi interrompida de novo por um vulto que cercou o carro. Os vidros se racharam e uma aura penetrou para dentro, cegando a todos e algo invadir na garganta de cada um deles.  

*** 

Fazem cinco dias que Melanie morreu. 

Melanie teria sido enforcada, mas o assassino a soltou antes que perdesse mais ar. Ela morreu de hemorragia interna. Como foi possível? Ninguém sabe. 

Rae não parava de pensar no que aconteceu. Joel a visitava frequentemente e até cancelou os treinos toda tarde depois da escola. Eles estavam abalados demais. Rae também teve que consolar ele. Finalmente conseguiu fazê-lo entender que magia negra é um dos piores inimigos para os lobisomens. Até Owen, que nos primeiros dias não falava com ninguém, disse que sabia que Joel tentou de tudo e se desculpou com ele, pois o culpava. Mas a medida que sua consciência raciocinava melhor, percebeu no idiota que estava sendo. 

Owen estava em estado crítico. Não foi para a escola. Não saiu do seu quarto. Não comia nada. Tinha visões constantes com Melanie. E mal arranjava briga nos corredores, coisa que ele fazia constantemente por ser impulsivo demais e nunca ficar de boca calada. 

A cidade antes conhecida como pacata e com crimes leves, agora passava por luto. Os noticiários da cidade não paravam de passar aquela matéria. Ninguém sabia o que realmente havia acontecido. Todos estavam em choque. O velório foi a três dias atrás. 

Rae não era íntima com Melanie, mas estava em dívida com ela. Avisou-a sobre a Vindicta. E se não fosse por ela, não descobririam que Frank Adams já falou com criaturas sobrenaturais e que ela invocava um feitiço ao redor da cidade para atrair os mais temíveis monstros que existia atrás deles. Era o que estavam naqueles papéis. Melanie e Owen foram atraídos para lá por uma armadilha. Sorte de Owen que sempre carregava um frasco de .... consigo, e ela pegou os documentos. Se não fosse por Melanie, eles nem estariam vivos. 

Ela foi uma verdadeira heroína. 

Aquilo é o suficiente para Rae refletir no quanto a vida é injusta. Prometeu para si mesma nunca se esquecer de Melanie. É o mínimo que poderia fazer por ela e pela coragem que ela tinha. 

O sentimento de luto foi tomado pela raiva e ódio ao caminhar pelos corredores. Desde que entrou, todos a olhavam comentando algo em voz baixa. Ela foi uma das testemunhas do que aconteceu. Do crime que abalou a todos. Uns sentiam remorso. Outros a culpavam. E a maioria achava que Rae sabia de algo a mais. Estes não estavam errados. 

Tudo piorou ao passar em frente ao armário de Melanie. A foto dela estava pregada ali. Embaixo estava escrito 'Descanse em paz' e várias outras mensagens de luto. Há uma semana atrás a foto dela estava ali em um ato de deboche e bullying. 

Rae se aproximou de Kim e Jonas. Eles também não estavam em perfeito estado como ela estava. 

— Hipócritas! — murmurou ela com cara de poucos amigos, parando em frente à eles. 

— Há uma semana atrás ela era alvo de bullying! Agora é 'descanse em paz', 'ela está em um lugar melhor' e 'ela era uma boa garota'! — Rae nunca viu Jonas tão decepcionado e bravo antes. 

— Era melhor terem ficado calados! — falou Kim em voz baixa. 

Ela indicou com a cabeça para o armário de Melanie. Duas pessoas se aproximavam dele. Alice e David. Mas não para colocarem mais velas ou lamentarem sua morte. E sim olhando para o armário e a todos que estão ao seu redor. Rae supôs que ela devia estar tendo o mesmo pensamento que eles. 

— Sai daí garota! — resmungou um garoto. 

Alice cerrou os dentes. David olhou para todos ao seu redor. 

— Era só isso acontecer, não é? 

A maioria olhou para David, que havia soltado a voz. 

— Era só a garota morrer para vocês respeitarem ela? — ele falou de novo. 

— Sai daí, David! — um garoto gritou. 

— Ela morreu! Será que dá para você ter um pouco de compaixão... 

— Compaixão? Vocês é que não tem compaixão! Vocês zombavam dela! — David virou a cadeira de rodas, interrompendo a garota que havia falado. — Vocês debochavam dela! Não gostavam do estilo dela! As únicas pessoas que vi que a aceitavam eram os amigos dela e o clube de artes! 

Rae, Kim e Jonas se entreolharam. Claramente ele se referia a eles e Owen. 

— Até onde sei, vocês não são amigos dela e nem são do grupo de artes! Vocês são idiotas! — berrou ele, expressando toda sua fúria — Se querem mesmo honrar ela dessa maneira, fingindo que se importavam com ela, é melhor ficarem calados e cuidarem de suas vidas! 

David saiu do corredor, acompanhado de Alice. Rae notou que, mesmo com uma cadeira de rodas, David foi maior do que todos ali. No sentido figurado. Ela não discordava de nada do que ele disse. 



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