História Anonymous -Criminal Life Sequel - Capítulo 26


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Lily Collins, Ryan Butler, Shelley Hennig
Tags Criminal Life, Justin Bieber, Lily Collins, Revelaçoes, Sequela
Exibições 27
Palavras 2.755
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Festa, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


PREPAREM-SE, o fim deste capitulo vai ser...

Capítulo 26 - Vinte


“Eu sei que não queres mas temos mesmo de falar sobre o que aconteceu naquela casa.” O Ryan olhou para mim com o rosto sério e eu suspirei “Tem de ser, é muito estranho o facto de eles te terem deixado escapar assim sem mais nem menos e no espaço de uma semana não termos recebido mensagem nenhuma do anónimo.”

“Pode até nem ter sido ele, eu não sei. Talvez quisessem raptar outra pessoa e tenha sido engano.” Dei de ombros.

O John abanou a cabeça “Foi mesmo o anónimo.” Deixou a cabeça cair para trás no sofá enquanto respirava “Não sentes nada de diferente?”

Abanei a cabeça negativamente “Não, eu sinto-me totalmente normal como se nunca tivesse acontecido nada.”

A Leah mordeu o interior da bochecha enquanto tinha o antebraço apoiado no ombro do Ryan “Isto é demasiado estranho. Eu acho que a Nora devia fazer análises. Ele pode ter feito algo…” ela parou-se a ela mesma para modificar as suas palavras mas eu sabia exatamente o que ela queria dizer “Que não se note exteriormente.”

“Estamos a falar de um chip ou de…” o John começou.

“Ou de a ter violado como o Klein fez?” o Chaz disparou e toda eu tremi.

Tentei não parecer afetada com aquilo que ele disse mas o certo é que com a pressão de todos os olhares sobre mim, vi-me obrigada a virar a cara. O Chaz foi muito bruto a dizer aquilo e demasiado direto. Passado tanto tempo, eu continuava a ter pesadelos de vez em quando e a ter medo de andar sozinha na rua. Se um estranho me tocasse, ainda havia uma parte de mim que quase pulava de susto e medo.

“Chaz.” A Leah repreendeu.

“Desculpa.” Ele disse.

Passei os meus dedos entre o meu cabelo e suspirei “Tudo bem.” Disse “Talvez eu deva fazer análises só para termos a certeza.”

Todos pareceram concordar e ficou silêncio no escritório. Cada um voltou ao seu trabalho e eu estava ali a mais. Não queria ter de me encontrar com o Jason caso ele ali aparecesse mesmo depois de todos me garantirem que ele só ia lá à tarde.

Despedi-me de todos e saí às pressas do escritório na companhia da Leah que me contava sobre o susto que lhe aconteceu quando a menstruação estava atrasada. Senti choques de eletricidade por todo o meu corpo quando vi um blusão preto em cima do sofá que me era tão familiar. Tinha visto o Jason no outro dia com ele e tinha quase a certeza que lhe pertencia. A Leah pareceu reparar porque depois olhou para mim com uma expressão que demonstrava medo pela minha reação.

“Está tudo bem. Vou-me embora e falamos depois.” Garanti-lhe.

“Na verdade,” ela começou enquanto me olhava com medo “Fui eu que o chamei.”

Virei a cara com rapidez na direção dela, totalmente surpresa com a informação. Ela estava a gozar com a minha cara, certo?

“O quê?”

Ela suspirou “Acho que o Jason também devia de ter algo a dizer quanto a isso. Afinal de contas, ele estava encarregue de olhar por ti, até pode ser que ele nos consiga adiantar algo mais.”

“Não Leah. Eu vou-me embora.” Assegurei com os olhos estreitos de modo a repreendê-la.

“Nora.” A sua mão agarrou o meu braço “Faz um esforço. Tu sabes que dizer isto quase me arranha a garganta mas o Jason faz um bom trabalho a proteger-te.”

Eu não precisava da proteção. Muito menos da do Jason. Era crescidinha e perfeitamente capaz de tomar conta de mim. E eu estava pronta para dizer tudo isso à Leah mas algo no seu olhar, fez com que eu me detivesse e pondera-se. A Leah não ia muito com a cara do Jason e para me estar a dizer isto, era porque ela realmente achava que o devia fazer.

Depois de um longo suspiro, entrei na sala. Esta estava vazia mas rapidamente pude aperceber-me de que estava alguém a entrar nela, saído da casa de banho do andar de baixo e a minha cabeça virou-se instantaneamente. O Jason estava atento ao seu telemóvel e pareceu nem reparar na minha presença.

“O Ryan tem de começar a escrever alguma merda de jeito. Não percebo um caralho da mensagem, foda-se.” Resmungou com a Leah enquanto abanava a cabeça “O que é que significa vpf, afinal de contas?”

“Vem por favor.” A Leah respondeu e ele olhou para ela e depois para mim quando se apercebeu da minha presença na sala. As suas sobrancelhas uniram-se em confusão e em surpresa “E não foi o Ryan que a enviou, fui eu.”

O Jason arrumou a telemóvel no bolso e cruzou os braços enquanto olhava para nós as duas, à espera que continuemos. Mas eu mantive-me calada à espera que a Leah continuasse –ou melhor, começasse- a conversa.

“Acho que vocês têm muito que falar.” Cruzou os braços “Tu sabes que eu não te apoio em nada ou quase nada, Jason mas tenho de admitir que fazes um bom trabalho a proteger a Nora, se bem que por vezes és só estupido e impulsivo.” Conhecia bem a Leah para saber que ela se referia à cena do estalo. O Jason permaneceu calado e não consegui detetar nenhuma reação no seu rosto. Seria isso mau? “Sei que te preocupas genuinamente com a Nora mesmo que por vezes sejas idiota e ela precisa de alguém assim neste momento. Alguém que se preocupe e que evite que o anónimo se aproxime. Para além disso, vocês já têm idade suficiente para porem certas coisas de lado.”

Ele abanou a cabeça “Eu já lhe pedi desculpa, não me parece que possa fazer muito mais.”

A Leah estalou com a língua no céu da boca “Aí é que está! Tu pensas sempre que não podes fazer mais mas podes: não voltes a repetir isso e sê cem por cento sincero com ela.” Depois, olhou para mim “E tu sê cem por cento sincera com ele. Pelo menos façam isso pelo grupo. Estivemos demasiado tempo sem estarmos todos juntos por isso façam um esforço, por favor.”

Esperava que ela continuasse a falar ou que pelo menos não se fosse embora mas segundos depois, ela deixou-nos sozinhos na sala com os nossos problemas e tudo o que temos para resolver. No entanto, ambos ficamos em silêncio a tentar arranjar algo para dizer ou pelo menos coragem para o fazer. Poderia dizer-lhe muitas coisas: és um idiota, um estupido, um bruto, odeio-te, não te quero ver mais à frente, odeio a maneira como as tuas tatuagens me fazem sentir atraída para ti, odeio a maneira como me fazer sentir – e a principal, ainda te amo. Mas claro que não ia fazer nada disso, não me ia envergonhar a mim mesma.

“É verdade.” Ele interrompeu, longos segundos depois “Eu preocupo-me contigo.” Apressou-se a continuar, depois de notar a minha ausência de resposta “E tu sabes disso. Sabes que por vezes até me preocupo de uma maneira demasiado louca e obcecada mas eu preocupo-me e isso nunca vai mudar. Errei ao dar-te o estalo mas isso não quer dizer que não tenha respeito por ti. Isso só quer dizer que te queria magoar da mesma maneira como as tuas palavras me magoaram. Fizeste-me sentir inferior ao c-“ interrompeu-se a ele mesmo e fechou os olhos enquanto respirava fundo “Ao Tyler, enquanto que nem fazes ideia de como me senti quando foste raptada. Mais uma vez. Era claro que eu tive medo que te voltassem a fazer o que o Klein te fez, especialmente quando mais uma vez me garantiste que confiavas em mim.” abanou a cabeça “Ver que não fui eu a salvar-te fez-me sentir como merda para ser honesto.”

Não queria que ele continuasse a falar. Eu só queria… Foi uma questão de milésimos de segundos até eu juntar os meus lábios aos dele num beijo e de pôr as minhas mãos no seu pescoço. Ao inicio, o Jason parecia surpreso mas depois logo pousou as suas mãos na minha cintura já com os ombros relaxados e me puxou mais para ele. Esta era a minha maneira silenciosa de dizer que ainda o amava. 

Os seus lábios cheios continuavam a mover-se contra os meus com tanta convicção como à poucos momentos atrás e ele parecia também não querer que o momento acabasse. As minhas mãos desceram até ao colarinho da sua t-shirt e eu apertei-a entre os meus dedos com força, desejando poder tê-lo mais perto e apaixonado por mim. Eu queria o Jason e sabia disso desde o dia da corrida, por muito que nessa altura nem pondera-se vir a apaixonar-me por este homem.  Era possível que passados cinco anos eu ainda estivesse loucamente apaixonada por ele? Eu estava. Mesmo. Já mal respirava quando deixei um breve espaço entre os nossos lábios mas nunca afastei os nossos narizes ou as nossas testas. Queria, desesperadamente, tê-lo o mais perto de mim possível.

“Acho melhor ir lá para dentro.” O Jason disse ofegante enquanto os seus dedos se afundavam na minha cintura, fazendo-me suspirar “Antes que eles venham aqui e nos vejam assim.” Parou mais uma vez e tentou recuperar a respiração “Não que eu não queira continuar mas é melhor. Podemos sair logo à noite?”

Ele tinha entendido aquele beijo como um perdão e um ‘agora já podemos voltar a fazer sexo sempre que quisermos às escondidas de toda a gente’. Eu tinha perdoado o Jason? Era mesmo isso que eu queria? Nem sequer sabia se era possível perdoa-lo tão depressa depois daquilo que ele fez. Sempre ouvi dizer que quem faz uma vez, faz duas ou três. Ninguém me garante que aquilo não volta a acontecer.

Dei um passo atrás e fechei os olhos. O Jason não se moveu, apenas deixou cair as mãos que seguravam a minha cintura. Abanei negativamente a cabeça em resposta e engoli em seco. Queria tanto mas tanto perdoá-lo que estar a rejeitá-lo fazia a minha garganta doer.

“Mas No-“ ele começou.

“Tens razão, é melhor ires.”

Quando abri os olhos, vi uma expressão espantada e confusa na sua cara que parecia esculpida por Deus. Nossa senhora, de onde é que ele veio? Passei as minhas mãos pelo cabelo e respirei fundo. A vontade de me atirar para os braços dele e de me trancar num quarto com ele era enorme mas o meu amor próprio tinha de ser maior. Demorei muito para voltar a construir as minhas defesas e não as podia deixar cair assim.

“Nora nós-“

“Estamos bem. Vemo-nos depois.”

“Logo?” perguntou esperançosamente.

Forcei-me a mim mesma a olhar nos seus olhos e quase caí quando vi um lindo sorriso no seu rosto. Foquei-me nos seus lábios e depois nos seus olhos “Na próxima reunião do grupo.” Corrigi.

Estava farta de ser a outra, a terceira roda. Se o Jason realmente queria que tivéssemos alguma coisa, ele tinha explicado as coisas à Megan. Mas ele não o fez, o que indica que ele me vê como uma escapatória e essa é a razão pela qual se está a dar a tanto trabalho para eu o desculpar. Ele não podia controlar tudo. Não ia permitir que ele controlasse esta situação.

Suspirou “Tudo bem.” Desviou o olhar para o chão e depois voltou a olhar para mim “Então até amanhã.”

Abanei a cabeça “Até amanhã.”

Quando o fresco da rua bateu contra a minha cara e fechei a porta atrás de mim, senti-me um pouco melhor. Pelo menos não tão sobrecarregada. Custava-me imenso fingir que não queria que isto continuasse enquanto que uma parte de mim queria voltar ao dia da corrida em que ele foi gentil comigo. Em que ele me pediu para ficar em minha cara com tanta sinceridade que me encheu o coração e pensei que aquilo fosse amor mas era apenas desejo. Podia ter passado das marcas naquilo que disse mas ele também o fez.

-

“Olá também para ti Dean.” Disse secamente enquanto que o meu irmão parecia só ver o telemóvel à frente e nada mais. Revirei os olhos quando ele não me respondeu e cruzei os braços. Miúdos de treze anos de hoje em dia já não se interessam por carros?

“Sabes do pai?” perguntei e desta vez ele deu de ombros.

“Achas que sei? Até parece que ele passa muito tempo em casa.”

Tirei-lhe o telemóvel das mãos para captar a sua atenção mas nada feito. Tudo o que consegui foi um rapaz de treze anos frustrado por ter interrompido o seu video de ‘como ganhar mais dinheiro nos jogos’.

“Dá-me o telemóvel Nora.” Saltou do sofá e foi para perto de mim com a braço esticado.

Ergui o meu queixo “Quando é que o pai volta?”

“Foda-se, não sei!”

Ofereci-lhe um olhar semicerrado que esperava que ele entendesse como uma repreensão. Não era por com a idade dele eu dizer coisas bem piores que um simples foda-se que ele podia andar por aí a dizer isso. Ele fechou os olhos e passou a mão pelo seu cabelo que estava num dos dias em que não punha gel, fazendo com que este caisse facilmente para cima dos seus óculos de ver ao perto e tapassem a sua visão.

“Desculpa,” bufou e voltou a esticar a mão “Já me podes dar o telemóvel, por favor?”

Primeiro, olhei-o de lado para demonstrar que não estava contente com o seu comportamento mas depois estiquei-lhe o seu telemóvel “Nós vamos ter uma conversinha sobre essa tua educação, meu menino.”

“Tu não és minha mãe.”

As palavras saíram tão depressa da sua boca que ele nem teve tempo de pensar nelas. Pela sua cara, ele também não queria ter dito aquilo exatamente da maneira que eu não queria ter ouvido. Imagens de mim a falar mal com a minha mãe passaram-me pela cabeça e o meu olhar enfurecido caiu no chão com rapidez. Desviei o meu olhar do dele e passei as mãos pelas minhas ancas como que a ajeitar as calças.

O Dean não sabia o que dizer, tal como eu. A situação tornou-se constrangedora e o ambiente pesado. Custava-me a acreditar que ele quisesse mesmo dizer tais palavras mas a realidade é que elas doeram e não foi pouco. Sinto falta da minha mãe todos os dias, sem exceção.

A porta da entrada foi aberta e não pude deixar de me sentir aliviada por ter saído desta situação. Precisava mesmo de falar com o meu pai e ele não podia ter vindo em melhor altura. Estava com as palavras na ponta da língua, pronta para lhas dizer quando ouvi risos de outro homem e de outra mulher. Foi inevitável as minhas sobrancelhas unirem-se em confusão. Não era habitual o meu pai trazer amigos cá a casa. O meu pai não tinha amigos.

Um homem de quarenta e poucos anos entrou na nossa sala, com o braço em volta da cintura de uma linda mulher que aparentava ter uns trinta e muitos com um sorriso estampado no rosto, assim como o meu pai. Parecia que a conversa deles estava a ser divertida mas deixou de o ser. Pelo menos para o meu pai que parou de sorrir assim que me viu.

“Nora.” Ele disse com uma cara séria.

“Olá?” eu ergui as minhas sobrancelhas. Porque é que ele ficou com aquela cara assim tão de repente? Havia algo que não era suposto eu saber? Oh, se havia, deixou de haver.

Aclarou a voz “Nora, este é um amigo meu.”

‘Um amigo meu’ apenas isso? Não diz um nome? Algo de muito estranho está a passar-se aqui e eu não estou a perceber. Ao ver que ele não se adiantava, estiquei o meu braço ao homem que me sorria de uma maneira subtil. Aquele sorriso não me era estranho, nada. Onde é que o tinha visto?

“Prazer, Nora. Sou a filha do Roger.” Sorri amavelmente na esperança de que ele me dissesse o nome.

Ele deu-me um aperto de mão enquanto ouvi as palavras mais inesperadas saírem dos seus lábios “Jeremy McCann, sou amigo do teu pai há muitos anos mas nunca te conheci.”

Toda eu congelei quando percebi que o homem que estava à minha frente era aquele que o Jason mais odiava. Logo a seguir ao Tyler, aparentemente. O homem que tanto lhe causou dor e sofrimento depois de mandar matar o homem que o Jason considerava como pai.

As mãos deste homem estava a escorrer de sangue do Logan.

Olhei para o meu pai, com uma expressão indecifrável mas que ele sabia perfeitamente o que queria dizer.


Notas Finais


Blog: https:lostin-thestatic.blogspot.pt
Insta: sgdrigues
Snap: saragrodriguees
Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC1tjVmjnLXajJBLCFMxpuDw (fiz uma maquilhagem para este Halloween, go checkk <3 )


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