História Anonymous -Criminal Life Sequel - Capítulo 33


Escrita por: ~

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Categorias Justin Bieber
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jeremy Bieber, Justin Bieber, Lily Collins, Ryan Butler, Shelley Hennig
Tags Criminal Life, Justin Bieber, Lily Collins, Revelaçoes, Sequela
Visualizações 36
Palavras 2.203
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Festa, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 33 - Vinte e Sete


Ouvia os meus próprios batimentos cardíacos e o tempo parecia abrandar. Todo o barulho á minha volta parecia estar longe e apenas ouvia o batimento descompassado do meu coração. À minha frente, ele avançava de vagar. Comecei a sentir o meu lábio inferior tremer e da minha boca escapou-se um soluço alto. Estava a chorar ali no meio do chão e não me conseguia mexer por conta da dor no meu braço. Mas tinha de o fazer.

Depois de soluçar de novo, arrastei-me pelo chão com o auxilio do meu braço bom. Os movimentos eram lentos em comparação às passadas do homem à minha frente.

Era sequer um homem?

Acho que não queria descobrir.

Mais um passo. Recuei mais um pouco. As suas botas pretas aproximaram-se mais chiando no chão mas as minhas costas bateram contra a parede. Eu não podia andar mais. O coração parecia querer saltar-me do peito e agarrei-me à réstia de esperança que aparecesse ali alguém.

“Socorro!” gritei com soluços entalados “Ajudem-me por favor.” A minha voz saiu mais fraca por conta do choro. Lágrimas grossas rompiam a minha visão e eu desisti de manter os olhos abertos, deixando-me chorar.

À minha frente, o homem baixou-se e ficou a olhar para mim com os pequenos buracos no seu gorro que tapava toda a cara. Mordi o meu lábio inferior.

“Não me faças nada, por favor…” murmurei e ele aproximou gentilmente a mão direita até quase à minha cara. Fechei os meus olhos já a preparar-me para o pior.

Durante uns segundos, tudo o que ouvi foram os meus batimentos cardíacos e o meu fungar. Depois, consegui ouvir o chiar das rodas de um carro no parque e numa onda de adrenalina, consegui sentar-me no chão em segundos e gritar antes que as suas luvas pretas me tapassem a boca.

“Socorro! Ajudem-me!”

Não estava certa de que aquilo serviria para alguma coisa mas valia a pena tentar. O carro aproximou-se a grande velocidade e veio na nossa direção.

Oh, não. Por favor não.

A certo ponto fechei os olhos com força e encolhi-me mais sobre mim mesma. Até que o chiar se tornou mais intenso e próximo o que me fez abrir os olhos. A enorme carrinha preta de vidros esfumados estava parada à minha frente, a meros centimetros e por pouco que não me atingiu. Olhei à minha volta, desesperada em busca do anónimo mas não havia sinal dele. Deve ter fugido.

A porta do lado do condutor abriu-se e a primeira coisa que vi foram umas botas pretas de tropa. O coração parecia bombear-me na cabeça à espera de saber quem era. A minha respiração ouvia-se à distância e já não sentia lágrimas. Só medo daquilo que me esperava. As botas fizeram barulho quando pousaram no chão depois de saltarem do carro e subi o meu olhar.

O meu pai estava a fechar a porta do condutor e senti um enorme alivio percorrer-me a espinha.

Pai!” chamei em alivio.

Foram segundos até ele se baixar na minha direção e me agarrar nos seus braços fortemente mas com cuidado para não me aleijar ainda mais.

“Pai.” Chorei contra o seu ombro vestido por um casaco de cabedal preto.

“Oh Nora.” Abraçou-me nos seus braços fortemente “Estás bem? Ele fez-te alguma coisa?”

Afastou-se para ver a minha reação e eu abanei negativamente a minha cabeça “Eu estou bem. Tira-me daqui.”

Ele assentiu e ajudou-me a levantar do chão sujo. Entretanto, as luzes voltaram a acender-se e quase que pensei que aquilo tivesse sido um pesadelo.

-

Mais tarde, estava a arrumar as minhas roupas dentro da mala que me tinham ido levar. Já tinha tirado as roupas do hospital, deslizados umas calças vermelhas escuras de bombazina pelas pernas e deslizado um crop top preto pela cabeça. As pantufas confortáveis deram lugar a uns botins com pouco salto.

A porta estava aberta e conseguia ouvir as pessoas no corredor a falarem sobre aquilo que tinha acontecido. Mas eu só queria esquecer. Não queria voltar a falar sobre o que aconteceu mas sabia que mais tarde ou mais cedo, iria ser bombardeada com perguntas e mais perguntas.

“Já estás pronta?” uma voz soou atrás de mim. Virei a minha cabeça e vi o meu pai encostado à porta.

Anui em resposta “Sim, vamos.”

Quando estava para sair do quarto, o meu pai agarra-me os braços para me parar “Vais ficar em minha casa Nora. Nem penses que te quero sozinha no teu apartamento. Ali eu posso-te proteger.”

Os meus olhos aumentaram de tamanho e detive-me no meu lugar. Ele estava mesmo a falar a sério?

“Nem penses!” a minha voz saiu mais alto que o pretendido e algumas pessoas que estavam no corredor olharam para nós. Depois de lhes dar um sorriso de desculpas, voltei-me para o meu pai “Nem sonhes que vou para aquela casa tendo em conta que o Jeremy pode lá estar a qualquer momento!” falei, desta vez mais baixo.

Abanou negativamente a cabeça “Não é uma sugestão o que te estou a fazer.”

O meu olhar tornou-se desafiador enquanto o encarava “Pena que já tenho vinte e quatro anos, não é? Parece que já não me podes obrigar.”

O meu pai suspirou e eu revirei os olhos já à espera de treta “Dá uma oportunidade ao Jeremy, tu não sabes se aquilo que o Jason te contou é tudo verdade. Passou muito tempo e já tens idade suficiente para perceberes que as pessoas mudam.”

Assenti com a cabeça “Lá isso é verdade. Tu és a prova disso.” Chutei com veneno “Pena que não para melhor.”

Ele parecia estar a tentar manter-se calmo enquanto olhava nos meus olhos. Sabia que não me ia agredir no meio do hospital e provavelmente foi isso que me salvou. Conseguia sentir chamas a passar por entre os nossos olhos até que ele voltou a falar.

“O Jason não te contou tudo e acho que devias ouvir a versão do Jeremy.” Cruzou os braços “Para além disso, tu já nem és nada ao Jason, o que raio te interessa aquilo que ele lhe fez?”

“Pai!” gritei numa tentativa de o chamar à realidade, aquele não podia ser o meu pai “O Jeremy sugeriu que devias bater no Dean e que a nossa família não funcionava tão bem sem a mãe, como é que consegues dizer uma coisa dessas?”

Eu estava a sentir-me frustrada por não perceber o que ali se passava. Roger Montgomery nunca iria admitir que falassem sobre a nossa família. E o Jeremy não é boa pessoa nem aqui nem na china.

“O Jeremy é um monstro. Eu é que namorei com o Jason,” apontei para o meu peito “Quem viu cada cicatriz que ele tem por causa desse monstro fui eu e durante muito tempo desejei matá-lo, sabias? Pois bem, se não queres que mate o teu amiguinho como ele te fez matar o Logan, acho bem que me deixes afastada dele.” Apontei para o peito dele e falei com a voz fria e despromovida de emoção.

Os olhos do meu pai perderam a cor com a ideia de a filha dele conseguir matar alguém. Nem eu sei se seria capaz de matar alguém mas honestamente, se conseguisse, essa pessoa seria o Jeremy.

Foi então que percebi que não estávamos ali sozinhos. O Jason estava ao nosso lado e não parecia muito feliz. Os seus braços estavam cruzados e formava-se uma ruga na sua testa. O dedo que apontava para o peito do meu pai caiu e foquei-me no Jason.

“O Jeremy o quê, Nora?”

Estaquei completamente e senti o meu lábio inferior tremer. Ele nunca me ia perdoar. Nós estávamos também. Ele tinha dito que queria ficar comigo, tinha acabado de me escolher e eu já tinha estragado tudo. Devia ter-lhe contado. Devia ter-lhe contado quando ele me perguntou o que se passava. Não. Devia ter-lhe contado à cinco anos atrás assim que soube da verdade.

“Responde. O Jeremy o quê?” falou com a voz mais alta.

“Acalma-te rapaz.” O meu pai empurrou os ombros do Jason e só aí é que percebi que ele se tinha aproximado mais de mim com um olhar ameaçador no rosto. O meu sangue gelou enquanto os seus olhos despromovidos de vida encararam os meus.

O Jason olhou para o meu pai “Acho que não problemas no meio de um hospital, Roger.” Disse o nome dele com nojo e eu fechei os meus olhos.

Porque é que me está a acontecer tudo isto hoje? Era suposto ser um dia fantástico e não assim.

“Agora responde foda-se!” voltou a gritar para mim “O Jeremy mandou o quê?!”

“A Nora não sabe o que está a dizer.” O meu pai advertiu e tentou mantê-lo afastado de mim.

“Sabe sim. Nota-se que ela sabe.” Apontou para mim e disse ela como seu eu fosse um pedaço de lixo que tinham deixado à porta de casa dele. E meio que é assim que me sinto tendo em conta a frieza com que ele está a falar comigo.

“Tu sabias que ele estava de volta e não me disseste nada!” gritou.

Por esta altura, já tínhamos feito o corredor inteiro olhar para nós. Desejei nunca ter aberto a boca.

“Nora caralho, fala antes que me passe!”

Aquele ali não era o Jason. Os seus olhos estavam pretos e ele estava intimidante. Sabia que o assunto do pai mexia com ele e era precisamente essa a razão pela qual não lhe queria ter dito nada.

O meu pai voltou a afastar o Jason e olhou para ele com os maxilares cerrados “Estamos num hospital, tu não queres armar confusão.”

O Jason assentiu afirmativamente “Tem razão.” Passou a língua pelos lábios enquanto a sua cabeça continuava a abanar “Vamos para casa, Nora. Tu vais comigo.”

“Mas é que nem penses!”

A minha cabeça já doía por esta altura. Odiava ver o meu pai e o Jason a discutirem. Eles os dois são perigosos e sabe-se lá o que podem fazer um ao outro.

“A Nora não vai contigo a lado nenhum.” Disse firme.

Os olhos agora pretos do Jason movem-se para os do meu pai “Ai isso é que vai. Temos muito que falar. Consigo, eu falo depois.” Agarrou o meu braço “Agora vamos.”

O Jason puxou-me com força e sentia-me a ser magoada. Física e psicologicamente.

Levei o lábio inferior entre os dentes para não gemer de dor em frente ao meu pai. Se eu demonstra-se que ele me estava a magoar, o mais certo era os dois pegarem-se à pancada no meio do hospital. Estavam os dois tão cegos de raiva e odio que nem repararam que estava a ser magoada. Tentei esquivar-me do aperto mas foi inútil.

O meu pai interveio e tirou a mão do Jason de mim. Apontou o dedo indicador à cara do Jason “Tu não vais levar a minha filha a lado nenhum, seu monte de merda. Eu bem sei o que a fizeste passar e que a andas a enganar ao fazeres-te de vitima.”

“Fazer-me de vitima quando a quê?” cruzou os braços com o olhar desafiador “O Jeremy é um filho da puta e você não é diferente. Agora, eu vou com a Nora. Não a quero perto dele.”

“Tens medo que ela saiba a verdade, é?” perguntou com um tom ameaçador que indicava que estava prestes a largar uma bomba.

“Que verdade?” afastei-me dos dois e olhei para cada um delez, à vez.

Os músculos do Jason enrijeceram “Não o ouças, Nora. São tudo montes de mentiras.”

“Peço desculpa,” uma enfermeira interveio, parecia incerta de como os abordar e não a julgava se tivesse medo “Mas vão ter de abandonar o hospital ou vou chamar o segurança. Não são permitidos conflitos cá dentro.”

De que raio estava o meu pai a falar? Eu precisava de saber e só tinha duas opções: ou ia com o Jason e ouvia o que ele me tinha a dizer ou ia com o meu pai e ouvia a versão do Jeremy da historia. Algo me dizia que neste momento não podia confiar no meu pai, por isso aproximei-me dele e pus a mão no seu peito.

“Eu vou com o Jason.” Abanei a cabeça para lhe demonstrar que estava certa daquilo que dizia “Não te preocupes, qualquer coisa eu não hesito em ligar-te.”

Os olhos do meu pai mergulharam nos meus de tal maneira que pareciam ler-me a alma. Ele assentiu “Tem cuidado. Vou ligar-te logo á noite, está bem?”

Assenti e ele deu-me um beijo na testa, continuando a seguir: “Não te deixes enganar por ele.”

“Sim, pois.” O Jason puxou o meu braço “Bem sabemos quem é que a anda a enganar. Agora vamos.”

Continuei o caminho em frente ao Jason e olhei para trás uma ultima vez, vendo o meu pai e o quarto de hospital ficando cada vez mais longe e longe, até que as portas se fecharam e deixei de os conseguir ver.

Os meus instintos diziam-me para me manter calada sem abrir uma única vez a boca. E os músculos rijos das costas do Jason a andarem à minha frente, diziam exatamente o mesmo.

Baixei a cabeça enquanto abri a porta do seu carro e esgueirei-me lá para dentro.


Notas Finais


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