História Anos Dourados - Capítulo 32


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Exibições 31
Palavras 4.222
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi ^^ Desculpem me pela demora. Eu estive bem enrolada nestes dias passados. E bem, eu sei que vocês são compreensíveis! :D
Antes de irmos para o capítulo quero agradecer uma leitora por ter recomendado Golden Years. Obrigada Annesme pelo carinho. Fique sabendo que este capítulo é inteiramente dedicado a você.
Sobre o capítulo: A música utilizada pertence a banda Guns n’ Roses – Patience de 1988 (segundo pesquisa este é o ano de lançamento, na minha cabeça era 1992! Sei lá)Bem espero que gostem de capítulo. Boa leitura meus dengos.

Capítulo 32 - Patience


 

Sabe quando seu mundo parece estagnado? Preso no ponteiro de um relógio pendurado sobre a porta do vestiário feminino, sabe? Caso não irei lhe dizer qual é a sensação: horrível!

Como diria uma certa pessoa estou com a visão um pouco distorcidas dos fatos, pois o meu mundo não está estagnado no ponteiro de um relógio e sim nas palavras que serão ditas pelo avaliador da seleção, a qual já realizei. E fitando o maldito relógio aguardo a resposta que poderá mudar minha vida completamente.

E o estranho disto tudo é que eu não sei mais se quero que ela mude. Bem, eu sempre quis que meu mundo tivesse uma reviravolta, entretanto agora trabalhando com novos fatores, como costuma dizer uma pessoa, não sei mais se quero que mude.

Agora entendo um pouco da ansiedade das meninas em serem as estrelas de um show e mesmo não havendo holofotes e nem trilha sonora meu coração está quase saltando pela boca. Dentre todas as garotas ansiosas aguardando a resposta acho que sou a única indecisa sobre se quero realmente isso. Quero dizer, eu sempre quis, mas agora? Agora que estava tudo indo bem. Agora que ele está aqui?

- Por favor, sigam para o gramado. – Antes de levantar amarro novamente o cadarço da chuteira, mais um suspiro longo e meu ritual está concluído. Levanto me e sigo para o gramado. E a chegar no campo posso ver papai com seus sinais encorajadores. Na arquibancada quase vazia ainda o procuro mesmo sabendo que ele não está presente.

E a ver o olheiro da base internacional que observou a peneira inteira um misto de euforia e ansiedade me entorpece. Verifico novamente o número do meu uniforme pelo qual serei chamada, caso seja selecionada. Número 03.

- Meninas, os números que foram ditos por favor apliquem um passo a frente. – O avaliador diz calmo como se isso fosse algo insignificante e eu aqui quase sucumbindo. Olho mais uma vez para a arquibancada e meu pai está com os dedos entrelaçados na trela e pela porta lateral visualizo um vulto laranja e logo a cabeleira loira. Naruto atrasado e seus escândalos. Acabo rindo e sou repreendida por um pigarreio seco do treinador enquanto escuto meu nome sendo dito da arquibancada.

- Um passo à frente por favor, números 47, 31, 10, 18, 20, 04 e 07. – Ah, não! Olho para meu pai e ele faz sinal de tudo bem. Acho que desta vez ainda não será a minha. Pelo menos agora vou ficar com Neji.

- Obrigada por participarem meninas, podem se retirar. – Pelo menos eu posso dizer que tentei, fiz o meu melhor. Viro as costas para ir até meu fã número um e ouvir a enxurrada de palavras motivacionais.

- Ei! Mocinha. Permaneça no campo para a seguintes instruções. – Viro meio perdida e então percebo a gafe. Os números chamados estão fora do campo e além de eu apenas mais três garotas permanecem com um sorriso estonteante no rosto. Calma, acho que confundi algumas coisas.

- Fomos selecionadas? – Questiono baixo para a garota desconhecida do meu lado e ela afirma positivamente. Eu não acredito! Eu passei.

- Levem isso para o responsável legal e confira as clausuras contratuais. Bem-vindas ao time, meninas. – Recebo um envelope provavelmente com a papelada. E antes mesmo que eu saia correndo em direção a meu pai na corrida da vitória eu vejo ambos vindo na minha direção. Sem dúvida esse será um dos melhores dias da minha vida.

- Fui selecionada! – Digo a eles como se os mesmos não soubessem. Eu vou ser uma jogadora profissional. Isso, eu serei!

- Parabéns, TenTen! – Primeiro papai depois Naruto com abraços esmagadores. – Sua mãe estaria orgulhosa de você.

- Obrigada pai. – Ele me deixa assim que o treinador solicita a sua presença. Olho para Naruto com o seu riso habitual. Aquele que sempre disse que eu conseguiria.

- Viu, eu falei que você conseguiria. – Afirmo ainda um pouco perdida. Nem mesmo eu estou acreditando. Primeiro ingressei no time de futebol para o campeonato regional e agora fui selecionada por um time de fama internacional. – Neji ficara orgulhoso de você.

Neji. E esse nome, na verdade tudo o que ele significa faz a indecisão voltar. Eu não posso ir embora agora. Naruto me olha e advinha meus pensamentos. Eu não posso deixar ele. Eu não quero. Até mesmo a fina garoa ganha mais intensidade como se concordasse comigo. E a certeza que a tempestade que chega é da cor dos seus olhos.

Shikamaru P.O.V

Um, dois, um, dois, três, quatro

 Estou acordado, mas o pesadelo terrível que tive a noite passada ainda permanece. Não sei por que estou aqui. Sentado na minha cadeira, na mesma carteira posta no fundo da sala. Acho que tomei esta decisão pautado na ideia que talvez ela viesse para aula, mas Temari não apareceu.

E pela primeira vez a inteligência toda que dizem que tenho não está servindo para muita coisa.  Eu queria fazer um interrogatório, mas infelizmente nenhum de meus amigos compareceram hoje. Acho que fui o único a ter esta ideia, mas na verdade eu já não conseguia ficar mais em casa.

Não depois da notícia que Sakura nos obrigou a aceitar, não depois do sumiço de Temari. E no meio desta bagunça toda estou tentando entender este comportamento. Todo mundo está precisando de uma pausa depois de ontem, mas a minha já foi o suficiente.

Escuto o alarme soar indicando o final das aulas e sem animo recolho a minha mochila. Não vou para casa e muito menos para casa dela. Ela deve estar querendo ficar sozinha. Sigo para casa de Neji, pois ele deve ser o único pensando razoavelmente.

Tudo parece ter retornado como era antes. Uma melancolia, uma estabilidade horrível e tudo parece ter sido uma fraude. E a únicas coisas que apontam que nada foi uma ilusão é a vontade de vê-la e a chuva que cessou a pouco. Aquele cheiro característico de terra molhada invade minhas narinas e o céu ameaçando despencar novamente me faz mudar de rumo.

De volta para casa. Será que ela já se foi? Eu nunca gostei de despedidas. Acho que pessoas certas deveriam permanecer para sempre. Costumava pensar assim quando era criança. Gostava de pensar que meus pais nunca me deixariam. Então eu cresci e descobri uma verdade aterrorizante: por mais que o tempo passe tudo vai embora e para sempre.

Derramei uma lágrima porque estou

Sentindo sua falta

Deixo isso de lado a ouvir passos pesados e apertados. Viro para trás na esperança tosca de ser ela, contudo uma transeunte com os olhos pesados me ultrapassa. E ao voltar a olhar para meu caminho a vejo encostada na caixa de correio em frente de casa. Sua aparência forte e com o capuz cobrindo os fios. E como se fosse um convite secreto para entrar a chuva fina começa a cair.

- Vamos entrar. – A chamo. Única coisa que consigo fazer, pois um brilho estranho em seus olhos grita que algo está fora do plumo. E a chuva começa a engrossar para piorar a situação, mas sentir os frios pingos da água não é pior de ver sua mandíbula endurecida e o negar com a cabeça.

- Vai ser rápido o que tenho que te dizer. – E sua voz vacila. Acho que no final das contas ela não é feita de rocha como pensei.

- Você some e depois quer conversar debaixo do chuvisco? – E pela primeira vez eu queria ser um idiota. Daqueles que não matam a charada facilmente. Enfim acho que meu tempo acabou.

- Nara, não complique as coisas. – Vejo seu cenho franzir e ela negar com a cabeça. Suas palavras parecem pesar e seus olhos desviam dos meus para seu coturno. – Estou indo embora.

Ainda me sinto bem o suficiente para sorrir

Garota, eu penso em vocês todos os dias agora

Houve um tempo que eu não tinha certeza

E esta é a parte que eu deveria questiona-la, entretanto ainda não entendi seu enunciado. Quero dizer, compreendo. Mas por quê? E seus olhos, os quais agora me encaram me consome. Como se esperasse uma declaração desesperada. Temari, eu sempre fui um poço de paciência.

- Nossa eu digo que vou embora e você apenas sabe abrir a boca? – Ela chama minha atenção afetada, como se sua partida fosse o fim do mundo. E a olhando agora secando as gotas da chuva passageira de verão estou começando a achar que sim. Sim, é o fim do mundo.

- E por quê? Pensei que seus planos haviam tomado outro rumo. Entretanto parece que retornaram ao curso normal. – Estalo a língua com uma sensação nova me preenchendo. Acho que estou num jogo e a regra aplicada é o efeito dominó. Tudo está indo ao chão.

Mas você acalmou minha mente

Não há dúvida, você está no meu coração agora

- Pois é. Acho que retornaram ao curso normal. – Vejo ela observar o meu sobrenome entalhando na caixa de correspondência apenas para parar de me encarar. Retroceder, Temari? Pensei que abominasse esta palavra.  – E eu fui o que? Um porto em que você parou para esperar o mar acalmar?

- Perdendo a paciência, Nara? – E suas provocações começam. Esta ferida como se fosse um animal, todo acuado e na defensiva. Sou Temari, ainda sou eu.

- Não. Apenas tentando entender seus motivos. Acho que você poderia apreender a se despedir melhor.  – E tudo que falo soa tão vazio que me causa enjoo. Não quero fazer isso parecer uma cena de filme. Não quero que ela se vá, bem como não quero perder minha paciência.

E eu disse: mulher pega leve

Tudo vai se resolver bem por si mesmo

Tudo que precisamos é de um pouco de paciência

- Estou começando a exercitar. Enfim, apenas queria me despedir. – A olho e deixo o nervosismo transparecer. E alguma coisa está errada nesta história. Eu pensei que nós éramos o casal que ficávamos juntos e dávamos um de cupido no final.

- Quer que eu te envie um cartão postal no Natal ou que te esqueça de vez? – E a minha paciência se vai. Ela sempre foi tempestade, eu sempre calmaria, mas acho que desta vez os papeis foram trocados. Ela fala como se tudo que houve entre nós não passasse de um sonho de uma noite de verão.

- Não complique as coisas, está legal? Já está sendo complicado demais.

- Por que está blindagem toda, Temari? – E eu queria me arrepender do que disse, pois, vê-la afirmar e concordância, conter o choro e consequentemente a vermelhidão está sendo complicado, mas com isso sei que ela se importa.

- Eu não queria isso, mas agora eu tenho que ir. – Escuto ela dizer com um tom ameno eventual na sua voz, a qual é sempre firme. – Eu queria poder ficar. Ficar aqui com você, mas uma oportunidade surgiu e desta vez estou apostando todas minhas fichas. Estou colocando em jogo você.

Desvio os meus olhos do seus. Essa aposta dever ser no mínimo importante. E o único azarão que nem entrou na aposta está saindo perdendo.

Eu disse: doçura, vá com calma

E vamos ficar bem juntos

Tudo que precisamos é de um pouco de paciência

- E o quer que eu faça? Me despeça? – Questiono. Acho que depois de hoje vai ser complicado pegar no sono. – Quero que tenha um pouco mais de paciência.

- Para que? Vai voltar. – Sento me na calçada mesmo estando úmida. Hoje eu apenas quero dormir feito antes de conhece-la.  Ela se senta no meu lado e o silêncio nos sufoca.

- Não precisa ser assim, sabe? – Digo na tentativa tosca de convencer me, entretanto ela afirma. - Eu não queria que fosse assim. Eu não quero que você vá embora.

- Não seja tão sentimental. – Escuto o seu riso fraco e o acompanho por impulso. Caso eu não soubesse do seu jeito, acharia que ela está feliz por me deixar, literalmente sentado na calçada debaixo da chuva.

Eu sento aqui nas escadas

Pois eu quero ficar sozinho

Se eu não puder te ter agora, eu esperarei, querida

- Você não respondeu a minha pergunta, Temari. – Vejo ela se levantar e arrumar sua costumeira saia jeans. – Não vai voltar, não é?

- Provavelmente não, mas caso ocorra uma exceção gostaria de te ver por aqui. – Abaixo a cabeça. Saber que esta é a última vez que irei vê-la, não é tolerável.

Às vezes eu fico tão tenso,

Mas eu não posso acelerar o tempo

Mas você sabe, amor, há mais uma coisa

Para considerar

- Só mais um pouco de paciência? – Levanto e seguro em sua mão. Vejo seu sorriso fino brotar na face e me pergunto como vou sobreviver sem o embalo da minha vida. Como ela pode ir embora agora? No final.

- É, só um pouco mais. – A abraço finalmente. Senti tanta a falta de seu contato, falta do seu escárnio. E agora, o que faço sem você?

Temari P.O.V

Geralmente as coisas costumam serem mais fácies do que pensamos. Sabe, complicamos demais as vezes, mas só as vezes. E agora parece ser uma exceção, pois está complicado demais deixar o seu abraço, o qual talvez eu não tenha mais a oportunidade de desfrutar.

E cara, juro que tentei descomplicar as coisas. Shikamaru sempre foi especialista neste quesito, o de descomplicar. E mesmo eu fugindo dele uns dias, para que, ele percebesse que algo estava errado e consequentemente ele começasse a se preparar, não resultou em grande coisa.

Por que eu pensei que ele aceitaria mais fácil e também criei esta ilusão. Está sendo mais difícil do que pensei. Na verdade, não está se equiparando a nada que eu já tenha vivido. E de certa forma eu queria que nossa despedida fosse mais romântica e não tão fria como agora. Mas ele sabe que se fosse diferente não seria eu, seria outra pessoa. Passei tanto tempo pagando de durona que no final das contas acabei me tornando uma.

E a única coisa reconfortante nesta história é que talvez eu volte. Por que eu sei que quando eu largar sua mão e entrar no carro, ele não irá vir atrás. Por que eu lhe pedi um pouco mais de paciência.

Eu disse: mulher pega leve

As coisas vão ficar bem

Você e eu só temos que ter um pouco de paciência

Pedido ousado, pois acho que ele já gastou todo seu estoque de paciência comigo. Uma das coisas que eu mais implicava com ele e agora acho que irei sentir falta dela. Sentir falta dele já se tornou um fato inquestionável.

Eu disse: doçura, não se preocupe

Pois as luzes estão brilhando

Você e eu temos aquilo que é necessário para dar certo

- Eu acho que sou a pessoa sentimental desta história. – Escuto sua afirmativa. E droga, esse vegetal não pode ser meu cara. E se ele for? Eu estou deixando-o da pior forma possível. Estou o abandonado no estilo Sabaku de ser.

- Pensei que o sentimental e racional não andassem de mãos dadas. Não se preocupe, você está se saindo bem. – O vejo sorrir diante de mais uma brincadeira minha para ele. Visto que o vegetal não e só cérebro.

- Recebi um intensivo de alguns meses a como sobreviver a você. Então é justificável o meu desempenho. – Soco seu ombro pela última vez e balanço a cabeça com aquela inconformidade regressando com força.

- Droga isso nem parece uma despedida. – Ele afirma diante da minha observação enquanto sigo para o carro a poucos metros em sua companhia.

 – De fato, você precisa ensaiar bastante. – Cesso o passo para observa-lo por uma última vez. A roupa na mesma paleta de cores escuras começando a ficar encharcada pela chuva, a mão posta no bolso da calça. E aquela expressão calma na face, mas agora com um diferencial: a minha partida a está afetando. Vejo seu sorriso abrir e seu riso baixo de algo desconhecido. E bem, dentre esse tempo que convivi com ele, estes segundos de observações foram os que eu mais ansiei para beija-lo.

Não fingiremos

Nós nunca romperemos

Pois eu não suportaria

- Você está rindo da minha cara, Nara? – O seu riso aumenta assim que o vejo passar a mão no meu rosto e tirar um pouco do borrado do rímel em meus olhos.

- Diga Temari, você esperou chover para dizer que não chorou na nossa despedida? – Reviro os olhos e o puxo para um beijo. O nosso último beijo. Eu nunca planejaria minha despedida para com você, vegetal.

Um pouco de paciência, sim

Um pouco mais de paciência

Sinto suas mãos pensarem na minha cintura e sua respiração vir de encontro com a minha. Sua testa rente a minha mais o seu calor são as coisas que me fazem acreditar que ele ainda está aqui, pois não tenho coragem para abrir meus olhos. Eu não tenho coragem para me despedir.

- Um pouco mais de paciência, sim? – Escuto sua voz, escuto sua pergunta. E tenho que concordar com ele, ainda bem que está chovendo. E no final, eu sei que quem precisa de um pouco de paciência sou eu. Afirmo positivo sem desgrudar do vegetal mais ativo da face da Terra antes de dizer em alto e bom som a minha despedida. O nosso pedido.

- Um pouco mais de paciência.

Ino P.O.V

A sensação de andar por esses corredores sabendo que será umas das últimas vezes, causa um sentimento nostálgico. Todas as emoções que vivi dentro destes muros compõem minha vida. Especialmente as dos últimos meses. E andar no corredor sem a minha rosada do lado é estranho. Ela se foi a tão pouco tempo e já abriu uma lacuna incapaz de ser suprida.

- Ei, Ino! Espero que possa participar. – Chouji me entrega um panfleto e nem mesmo preciso olhar o conteúdo para saber do que se trata. O baile do final de ano. A despedida das turmas formandos.

Nem mesmo sei se tenho mais ânimo para isso, mas vou forçar Gaara a participar. Será uma das últimas coisas relacionadas ao colégio que iremos participar.

- Ino! – Escuto meu nome novamente e vejo uma das últimas pessoas que estariam na escola no período da tarde, ou seja, Neji.

- Perdido por aqui? – Brinco com ele assim que consigo abrir meu armário, mas não recebo nem uma resposta, fator que me obriga fita-lo.

- Sabe do paradeiro do Gaara? – Franzo meu cenho diante de sua pergunta pelo simples fato de que Gaara falou que iria estar com Neji. – Não está com você? Ele falou que iria te encontrar.

Neji olha para os dois lados dos corredores certificando que não há ninguém e depois me fita sério.

- Provavelmente ele foi se despedir de Temari. Temos que conversar. – Ele fecha meu armário, pega minha mochila e me arrasta com ele.

- Como assim? A Tema está indo embora? – Questiono, pois não lembro de ninguém ter me informado sobre nada.

- Ele não te contou nada, não é? – Nego com a cabeça e Neji cessa o passo, cruza os braços e fica na típica postura quando vai falar umas verdades.

- Não sei se compartilha da mesma ideia que eu, mas quando gostamos de uma pessoa queremos o melhor para ela, certo?

- Certo, mas isso está relacionado a que, Neji? Você não está falando nada com nada. – Suas mãos pousam em meus ombros e vejo seu sorriso forçado. E não preciso mais do que isso para saber qual é o assunto da vez.

- E as vezes partir é a melhor coisa a se fazer. – Escuto ele dizer e encosto na parede. Se Temari foi embora, Gaara também deve ir. Mas essa ideia, depois de tudo, não está descendo bem pela garganta.

- E você pode me dizer ao menos por que ele tem que ir, senhor sarcástico sabe tudo? – Vejo seu rosto sustentar uma expressão irritadiça e logo o suspiro impaciente surgir. Vamos lá, Ino. Pelo jeito você vai ter que abrir mão de tudo novamente. Tudo.

Neji P.O.V

Não sabia que tinha um talento nato para fazer garotas chorarem, não por partirem seus corações, mas por ser o anunciante de notícias trágicas. E elas me olham com tanto ressentimento como se eu fosse o culpado da história toda. E desta vez, talvez eu seja.

Gaara, você vai querer me espancar, entretanto nem de longe vai ser o primeiro. Sakura se foi, Temari idem e Gaara, você vai. Tsc e no meio de tudo isso nem fui vê-la ainda. Nem mesmo fui saber se fora classificada. Mesmo estando convicto que ela deve ter sido selecionada. E ficarei feliz por ela independentemente dos resultados. Mesmo que este a afaste definitivamente.

Como se já não bastasse Sasuke sem rumo e distante para apoiar agora tem também Shikamaru e Ino. Entre os três, ela se sairá melhor. Pelo menos foi a melhor que compreendeu até agora. E ela já está tão decidida que está me assustando.

- Você sabe que eu não queria que fosse assim, Ino. – Digo para ela e vejo seu afirmar sincero. Ela sabe que Gaara é meu melhor amigo e o processo de afastamento da Sakura ainda está em andamento.

- Eu sei, Neji. Obrigada por me contar. Gaara não consegue enxergar um palmo a sua frente quando quer, afinal vamos estar aqui para ele, caso não dê certo.

- Exatamente, Ino. - E eu estou torcendo para que dê certo. Mais de um final feliz seria bom nesta história.  – E já sabe como convence-lo?

- Tenho um plano. – Escuto ela dizer. Tentar convencer Gaara em alguma coisa é mesma coisa de convencer uma pedra a andar. Abro a porta para ela e dou de cara com uma Tsunade desesperada.

- Ainda bem que te achei, vamos. – O que? Ela retrocede nos degraus indo em direção à rua. Está muito séria.

- Vou falar com o Gaara. – Ino se despede seguindo um rumo diferente do meu enquanto Tsunade espera com paciência em frente ao seu carro.

- O que aconteceu desta vez? – Pergunto impaciente. E ela acende um cigarro. Sinal de que nada está bem.

- Eu peço calma antes de tudo. Não quero nenhum surto.

- O que Hiashi fez desta vez? – A questiono e ela nega.

- Nada. – Sua pausa para prosseguir é demorada e uma aflição me toma. Senão é Hiashi, Sakura e Gaara o que deve ser?

- Preste muita atenção. É sobre uma denúncia, mas fique calmo ela está bem. – Levo a mão ao rosto porque a calmaria que ela está tentando passar não está ajudando.

- Que denúncia, Tsunade? – Vejo ela fechar os olhos, suspirar e me olhar com dureza. Até que minha ficha vai caindo. Isso tudo só pode ser um pesadelo. Isso é um pesadelo terrível.

Hinata P.O.V

A risada de Hanabi está alta demais desde do início do almoço, entretanto papai ainda não a repreendeu, pelo contrário até riu junto. Algo de muito bom deve ter acontecido com ele. Pisco para Nane que nos acompanha na mesa hoje, pois seus problemas de saúde se agravaram.

E pensando em problemas de saúde recordo-me de Sakura. Faz tão pouco tempo que ela se foi e já estou sentindo sua falta.

- Você também irá não é, Hina? –Hanabi me questiona acerca de algo e afirmo positivo mesmo sem saber do que se trata. – Viu papai, a Hinata vai ao baile. Então eu posso ir também?

Baile? Meu pai me olhar com um sorriso no canto dos lábios e nega com a cabeça para Hanabi.

- Hinata já está crescida, você não tem idade para isso ainda. – Acabo rindo da expressão nervosa de Hanabi. E a fala de Hiashi me faz crer que é um bom momento para dizer sobre meu namoro secreto. Nane afirma positivo adivinhando meus pensamentos e eu junto coragem para dar fim a esta omissão de vez.

- Desculpe interromper senhor, mas tem um garoto que insiste em te ver imediatamente. – E antes mesmo que meu pai retruque a substituta temporária de Nane ele entra na sala de jantar.

- Neji? – Questiono espantada, pois ele era a última pessoa que iria invadir esta casa. Meu pai está predificado em sua cadeira enquanto Neji está mais do que nervoso.

 – O que aconteceu? Levanto da cadeira e sigo em sua direção, mas ele nem me destina atenção. Apenas fita meu pai como se quisesse começar uma árdua discussão.

- Eu tenho uma proposta a te fazer. – Sua voz parece ter adquirido peso. Meu pai deixa o guardanapo de lado e se ajeita melhor em sua cadeira. Agora em seu estado normal.

- Estou te ouvindo, sobrinho. – Neji afirma e inspira fundo. Algo de ruim deve ter acontecido. Vejo Tsunade apontar e escorar na entrada da sala com um semblante abatido.

- Eu faço tudo o que você quiser, caso você acate somente um pedido meu. – Meu pai leva a mão até os lábios como se estivesse em uma negociação importante de negócios.

- Prossiga. – Neji me olha e depois fita a única criança na mesa. Neste momento seu cenho se franze e minha dica do que houve se finda neste gesto. Coral.

- Traz uma pessoa de volta. – Meu pai afirma sem hesitar, Tsunade nega, Neji assenti e eu quero entender o que está acontecendo. E a chuva torrencial lá fora parece  gritar um mal presságio.


Notas Finais


Então, eu sei, eu sei. Onde está meu coração, não é? Bem, queria dizer que estou encurtando a fic, mas de uma maneira que ainda fique como eu quero, pois estou falando que vai acabar faz um tempão e nunca acaba, não é?
Para quem ficou meio perdido no final do capítulo sobre o P.O.V Neji/Hinata foi a denúncia feita por Shion (Lembra?) sobre a permanecia da Coraline <3 na responsabilidade de um menor de 18 anos, o que resulta o acolhimento institucional imediatamente. Sim, o Neji ficara sem ela, gente.
E bem agora os personagens irão saindo gradativamente da fic, como por exemplo a Sakura. Mas tia, ela não vai mais aparecer? Vai! Todos irão. Isso é tudo pessoal por enquanto, espero que tenham gostado. Bejinhos <3


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