História Another Cliche Fairy Tale • YoonKook / SugaKookie - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan Boys, Bts, Bts Sugakookie, Bts Yoonkook, Kpop, K-pop, Kpop Bts, K-pop Bts, Romance, Sugakook, Sugakookie, Taegi Friendship, Taeseok, Vhope, Vkook Friendship, Vmin Friendship, Yaoi, Yoonkook, Yoonmin Friendship
Visualizações 70
Palavras 3.864
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oi.

Capítulo 6 - [4] Quem Sou Eu?


Fanfic / Fanfiction Another Cliche Fairy Tale • YoonKook / SugaKookie - Capítulo 6 - [4] Quem Sou Eu?

Acordei com o som agradável dos pássaros que, aparentemente, estavam mais próximos de mim do que eu gostaria.

Abri os meus olhos e observei as folhas e galhos a cima de mim. Movimentei meus dedos, sentindo a grama na qual estava deitado sobre. Minha cabeça e corpo doíam muito, parecia que eu tinha sido espancado por animais raivosos, e eu nem conseguia mexer alguma parte do meu corpo sem praticamente gritar de dor.

Fiz um esforço grande – e bem dolorido – para poder levantar o meu tronco e, enfim, olhar onde eu estou.

Na verdade, eu nem lembro o meu nome... Ou de onde eu vim... Ou...

– Porra. Estou na merda. – Deitei na grama de novo, porque estava impossível movimentar-se. – Deixe-me pensar. – Eu tentava bolar algo em minha mente, mas o ato de pensar se tornava impossível por conta da minha dor de cabeça, então fui pelo mais lógico: – Talvez possa ter alguém por perto, não? – E então avistei alguém passar na estrada de terra, que estava próxima de onde eu me encontrava. – Ei! – O meu grito fez com que a pessoa pulasse por conta do susto. – Você! Vem aqui! – Ele, assustado e desconfiado, veio até mim com o pé um pouco atrás.

– Posso ajudar? – Aparentava ser um garoto na mesma idade que eu, com uma bochecha gordinha e feições de bebê. Ele era ridiculamente adorável. Usava roupas leves de sedas vermelhas que, quando batia sol, adquiriam detalhes laranjas, o que combinavam esquisitamente com seu tom de pele. Assim que me viu deitado, me olhou de cima para baixo, deixando seu cabelo castanho cair sobre seu rosto.

– Sim. Eu estou muito ferrado e não consigo mover um músculo, será que tem algum lugar aqui que possa me dar uma atenção um pouco maior? Um hospital, sei lá.

– Normalmente eles dão um tipo de pó todo início de semana que te ajuda. Já usou tudo? – Ele está falando de droga?

– Ahn, eu não cheiro.

– O que? – Ele começou a rir. – Isso não se cheira, isso passa.

– Ah. – Ele continuava rindo.

– Você é engraçado. Eu te dou um pouco do meu. – Ele estendeu o braço, esperando que eu desse a mão para ele para poder me levantar. – Vamos. Segura minha mão.

– Não da. Está doendo muito.

– Espera. – Ele abriu a pequena bolsa que carregava e retirou um pó brilhante prata, passou um pouco em suas mãos e veio até o meu corpo.

– O que é isso?!

– O pó que eu te falei.

– Mas por que- – Antes que eu terminasse a minha pergunta, ele passou um pouco no meu braço direito, trazendo efeito imediato. O pó tinha textura de creme comum de pele. Eu acho que estou ficando é louco. – Funciona mesmo. – Ele me olhou confuso antes de cair na gargalhada.

– Você é hilário, sabia?

– Onde eu estou?

– Onde você está? No Reino de Magix ou dxs Fadas. Especificamente, sub-reino de fogo. – Ele me olhava confuso. – Você deve ter batido muito forte a cabeça, rapaz. Como um fada do gelo esquece de onde veio?

Fada do que?

Sentei na grama em um salto e olhei para as minhas vestimentas – que, por coincidência, também eram feitas de seda, porém eram azul escuro – e para o meu corpo, reparando, então, que eu estava... Azul?!

– O-o que?! – Eu dei um pulo para o lado, assustando o garoto que me ajudara. – Q-q-que-

– O que foi? – Ele tentou segurar os meus braços e tentar me acalmar, mas o pânico tomou conta de mim.

Eu estou azul?! Fadas? Espera, eu sou fada? Eu posso não lembrar quem eu sou ou de onde eu vim, mas eu tenho a certeza absoluta que eu sou humano e provavelmente tive pais humanos... Não é?

“Isso não pode ser verdade. Eu bati a cabeça. Foi isso. Eu-”, pensei, desesperado.

E tudo o que eu vi depois foi o escuro.

《☆》

De repente, eu acordei em um lugar completamente vazio, sem vida e sem cor, sem direção ou sentido.

“O que estou fazendo aqui?”, pensei, porém, então, meu pensamento pareceu sair de minha boca, dando eco no local onde eu estava.

– Yoo... Yoon... – Senti uma mão grande e fina sobre o meu ombro e virei-me para ver quem era.

Uma mulher, com um grande sorriso que ia da lateral de sua cabeça até a outra ponta, com pele pálida, olhos grandes e completamente azul escuros, direcionava a fala para mim, mas tudo saia de trás para frente. Seu corpo adquiriu pedaços metálicos e ela cada vez mais ria alto. Tão alto que meu ouvido doía.

– Ei... Ei! Ei! – Uma terceira voz dava eco na escuridão e eu não sabia em quem prestar atenção, estava tudo confuso e minha cabeça doía.

– Ei!? – A mulher gritou e eu, então, acordei com o susto.

– Ei. – O mesmo garoto que me ajudara antes com aquele pó, agora estava sentado em frente da cama que eu me encontrava deitado. – Você parecia estar tendo um pesadelo.

– É. Eu acho que sim.

– Aqui. Toma um pouco d’água. – Ele estendeu um pote de madeira com água e eu, sedento, aceitei sem pensar duas vezes. – Então... Qual é o seu nome?

– Não sei. Eu estou a procura de descobri isso. E você? Como se chama?

– Você realmente bateu feio a cabeça. Eu sou Jimin, Park Jimin. – Ele sorriu para mim. – Posso te chamar de... – Ele olhou ao redor, possivelmente, procurando algo cabível para pôr como nome.

– Por favor, não fale que o meu nome vai ser madeira ou cadeira de jantar ou qualquer coisa assim. – Jimin começou a rir. – Eu estou falando sério, Park Jimin. Seríssimo.

– Que tal: Jibangi?

– Que merda de nome, Jimin. – Falei entre risadas. – O que seria isso?

– Um boneco famoso de onde eu vim. Você parece com ele.

– Me chama de Yoon. No meu pesadelo uma mulher tentava dizer algo com “Yoon” antes de começar a falar de trás para frente. Creio eu que é um começo para descobrir meu nome.

– Okay, Yoon. Eu ainda gosto da ideia de Jibangi.

– Que bom, pois eu não.

– Acho melhor te levar até a rainha. – Jimin levantou-se da cadeira. – Ela é uma das mais relevantes rainhas no Reino de Magix.

Ah, não, lá vem ele de novo falando de fada.

– Eu não sei que tipo de coisas você vem usando, mas eu sou humano e tenho a certeza absoluta que não estamos em nenhum mundo mágico. – Ele me olhou super indignado e talvez um pouco ofendido com o que eu disse.

– Mas você tem asa e eu acho que humanos não têm isso. – Ele estendeu um pequeno espelho para mim.

– Eu não tenho asas. Isso é ridículo. – Peguei o espelho da mão de Jimin, confiante, e apontei para mim, reparando, então, que eu realmente tinha asas. – Ai! Eu tenho asas! – Observei-as com todo o cuidado do mundo no reflexo enquanto Jimin ria. Isso é realmente real? – E-e cadê as suas asas? – Com minha pergunta, as asas de Jimin surgiram. Elas eram do mesmo tamanho que as minhas, porém eram verdes e as minhas azuis. – Caralho.

– Vamos até a rainha. Ela vai te ajudar. – Então, fiz como ele pediu. Sonhando ou enlouquecendo, não tinha muitas escolhas.

Levantei-me da cama, já recuperado das lesões e dores, e eu estava disposto a segui-lo até onde a rainha estava, mas Jimin, assim que abriu a porta de sua casa, começou a bater suas asas rapidamente como de uma abelha enquanto jogava um pó azul sobre seu corpo. Não sei para o que servia, mas era super agradável de se olhar por conta da sua beleza indescritível.

– E-espera. – Ele se aproximou, segurou a minha mão e começou a me puxar consigo. – Ji-ji-Jimin?! – Eu não sentia mais o chão, fazendo com que me desesperasse. – Eu não sei fazer isso! – Ele puxou meu corpo para próximo do seu e nos colou, o que encaixou perfeitamente pelo fato de termos o mesmo tamanho. Eu estava com os olhos fechados, mas assim que senti o corpo de Jimin e seus braços em volta da minha cintura, atrevi a abri-los novamente.

– Está tudo bem?

– Acho que sim, mas quero que saiba que a minha afetividade por você diminuiu muito. – Jimin gargalhava como se não houvesse amanhã e também como se não estivesse segurando uma pessoa apavorada em seus braços.

– Eu te levo até a rainha, mas depois você precisa reaprender ou aprender a voar, porque eu não quero ficar te carregando por ai.

– É justo.

Enquanto fazíamos o caminho até a rainha, passamos por lugares incríveis, nas quais, obtinham vulcões ativos belíssimos que jorravam lavas não somente vermelhas, mas de várias cores, o que me deixaram completamente fascinado.

Observei pessoas, digo, fadas de diferentes tons de vermelho como cor de pele e vestimentas e eram todas super simpáticas e alegres, o que dava náuseas.

Jimin me contou um pouco da história do Reino de Fogo, da rainha, do mundo mágico e eu tive uma leve sensação de que já havia escutado isso antes, mas não me lembro como ou quando.

Percebi que estávamos perto do Castelo e da rainha quando o calor havia aumentado de repente.

O Castelo era enorme com vários andares e uma aparência de estilo gótico; com cor vermelho escuro e lavas borbulhantes ao redor, trazia o belo artístico á toma.

Jimin fez um pouso delicado e gentil sobre o chão do ‘quintal’ do castelo. Algumas pessoas que usavam uma armadura preta se aproximaram de nós, com suas grandes lanças e escudos.

– Como posso ajudar vocês? – Um dos cavaleiros, com uma voz fina, porém aveludada, abafada pelo capacete da armadura, se dirigiu à nós.

– Esse é Yoon, fada do gelo. Ele bateu a cabeça e não se lembra de seu nome, local de moradia ou até mesmo parentes ou colegas. Pensei que a rainha pudesse ajudar.

– Claro! – O, digo, a cavaleira, retirou o capacete que cobria sua cabeça, revelando, então, seu lindo rosto triangular com olhos redondos e uma boca grossa. – Não podemos deixar de passar uma situação tão grave como essa.

Os cavaleiros abriram o portão pesado e, enfim, entramos. Fomos guiados até a sala da rainha, que, durante o caminho, me decepcionei pelo fato de não ter conseguido observar os cômodos que estávamos passando por, pois era tudo muito escuro, mesmo com uma mínima iluminação avermelhada adentrando o lugar.

– A rainha já vai atendê-los. – Um dos guardas disse e esperamos por alguns segundos até que a porta se abrisse, revelando, então, a bela rainha de fogo.

Com um vestido longo apertado vermelho e detalhes de renda preta, a rainha, sentada sobre seu lindo e glamoroso trono, esbanjava poder; uma de suas – lindas, musculosas e finas – pernas se encontravam sobre o braço de sua cadeira, enquanto a outra permanecia no acolchoado, deixando um espaço entre elas. Ela se distraia com algumas pequenas bolas de fogo que formava com as mãos, brincando com elas. Seu rosto fino com bochechas secas apenas davam-lhe uma pitada a mais de poder.

Assim que virou o rosto para a direção da porta e, então, avistando-me, parecia chocada, adquirindo uma expressão de espanto, antes mesmo de vir correndo até nós.

– Por quanto tempo você está fora de seu reino, criatura gelada? – Perguntou.

– Eu sou Yoon, não “criatura gelada”.

– Oh. Perdoe-me, Yoon.

– Alteza, Yoon bateu forte a cabeça e não se lembra de onde veio ou até mesmo seu verdadeiro nome. – Jimin disse. – E cisma em dizer que é humano.

– Mas eu sou humano! Tenho certeza!

– Você não se lembra nem de seu nome, como pode lembrar a sua espécie, jovenzinho? – Ela tem toda a razão. Como eu posso saber se sou humano ou não se nem se quer consigo lembrar meu nome ou de dias anteriores à esse?

– Mas, rainha, eu sinto que meu lugar não é aqui.

– É claro que não é aqui. Você é do gelo, nós somos do fogo.

– O que? Não! Eu estou dizendo desse mundo mágico. Eu não pertenço aqui. – A rainha me olhava de baixo para cima, como se estivesse tentando me compreender ou talvez encontrar a solução de toda essa confusão.

– Não temos como ajudar, Yoon. Talvez a rainha do gelo possa fazer algo, mas eu apenas sou do elemento oposto ao seu. Somos diferentes. – Ela sorriu para mim. – A propósito, você não pode ficar tanto tempo fora de seu Reino. Retirem-se daqui, por favor, e Jimin?

– Sim, alteza.

– Cuide dele. – Jimin, assim que ouviu o que a rainha havia lhe pedido, virou-se para mim, hesitando em responder o comando tão audacioso da rainha.

– Sim, alteza. – Mas, no final, aceitara sem lutar.

Assim que saímos do Castelo, Jimin pegou-me pela cintura – na mesma posição que chegamos aqui – para voar de volta para casa.

– Por que aceitou? Pensei que não fosse me aturar durante muito tempo.

– Ela é a rainha. Ela que manda.

– Mas você deveria lutar contra algo que não quer fazer. – Mas eu apenas recebi um suspiro cansado como resposta.

《☆》

Chegando na casa de Jimin, sentamos no sofá e ficamos em silêncio durante alguns agonizantes minutos até então eu quebra-lo.

– Então, Jimin, você é daqui mesmo? – Essa pergunta foi um pouco idiota, não?

– Creio que sim, mas deixei esse local muito novo. Sem pais ou alguém responsável para cuidar de mim, fui enviado pelo próprio mundo mágico para a terra, na qual fui deixado na porta de um casal de mulheres, que me adotaram. – Ele sorriu para mim. – Sinto saudades delas.

– Entendi, mas por que voltou?

– Recebi um comunicado da escola de Fadas falando que deveria comparecer ao local e eu pensei: “por que não?”. Eu ia perguntar sobre você, mas seria a mesma coisa que eu perguntasse para um muro.

– Sim, você tem razão.

– Quer aprender a voar? – Ele sorriu e apertou a minha bochecha, recebendo um olhar de desprezo como resposta. – Vamos. Levante-se. – Fazer o que, né? Não tenho outra escolha. Jimin segurou uma das minhas mãos e puxou-me consigo para o lado de fora de sua casa.

Estava anoitecendo, mas, pela entusiasmo de Jimin, nada ia nos impedir.

– Ok, primeiro, inspire e expire lentamente, enquanto isso tente esvaziar a mente. – E, assim, eu fiz. Inspirei e expirei diversas vezes. Eu podia até sentir o meu corpo e mente mais leves. – Abra os braços e feche as pernas. – Eu o obedeci e automaticamente as minhas asas também pareciam entrar no ritmo.

Senti o bater de asas nas minhas costas, que pareciam mais penas por serem tão leves. Jimin ainda segurava a minha mão para ter certeza que eu não ia me machucar. Meus pés finalmente saíram do chão e eu pude sentir o peso da gravidade sobre meu corpo, mas ao mesmo tempo a leveza de uma pena.

Minha asas batiam rapidamente, como de um bater de uma borboleta. Faziam um pequeno vento nas minhas costas e mantinham o equilíbrio do um corpo.

– E agora? – Perguntei.

– Agora eu vou te soltar. – Ele, enfim, soltou a minha mão e o meu corpo começou a “cair” para frente como se eu estivesse preso em algum tipo de brinquedo que gira, ou coisa do tipo. – Saiba que ainda existe gravidade aqui. Você sente o peso nos ombros?

– Sinto sim, mas não tem muito o que fazer, certo?

– Com o tempo você se acostuma. Agora vamos aprender a voar de verdade. – Ele sugeriu sorrindo assim que percebeu que eu já adquiria equilíbrio. – Deite-se como se estivesse boiando na água.

– Olha, é mais fácil falar do que fazer, sinceramente.

– Vamos, Yoon. – Ele disse entre risadas. – Para de reclamar. Você consegue. – Ele se distanciou alguns metros de mim e bateu suas asas para encontrar-me no ar. Jimin me chamou com um sinal de mãos com o intuito de fazer com que eu movesse até ele. Ele pensa que eu sou seu cachorro ou algo do tipo?

Deitei-me no ar, juntando as minhas pernas e braços, como se eu estivesse realmente sobre a água, então, minhas asas pareceriam entender o comando, o que fez com que eu me movimentasse.

– Isso é voar, Jimin?

– Ahn, acho que sim? – Eu estava caindo para os lados, perdendo o equilíbrio, mesmo deitado, e Jimin apenas conseguia rir. – Vamos parar por aqui. Já está de noite. Você pode dormir aqui, se quiser. – Com o pedido repentino, demorei um pouco para assimilar, até que concordei com um sorriso. Jimin é um cara gentil e eu também não tenho para onde ir. – Você pode dormir na minha cama. Eu não incomodo.

– Tem certeza?

– Tenho sim. – Ele sorriu para mim. – Amanhã vamos até a escola falar com a diretora. Ela vai dar um lugar para a gente lá.

– Mas é assim? A gente chega e fica?

– Sim. Eu acho que sim. A diretora é gentil. Ela não vai negar moradia para alunos. – Eu estava tendo dificuldade para voltar para o chão e, enquanto Jimin falava, eu me balançava de um lado para o outro e ele, obviamente, passava mais tempo rindo de mim do que me ajudando a descer.

– Para de rir, caralho. – E ele ria mais e mais.

Enfim, Jimin pôs suas mãos – que eram pequena e fofas – sobre meus ombros e me puxou para baixo consigo.

– Melhor? – Já no chão, Jimin perguntou-me.

– Sim. Obrigado. – Eu sorri e ele retribuiu. – Vamos entrar, eu estou com sono. – Eu fui na frente e Jimin me seguiu.

– Deita na minha cama. Eu vou deitar no sofá. – Ele apoiou a mão sobre meu ombro, enquanto sorria. – Boa noite. – Ele pegou um travesseiro e uma manta e deitou-se no sofá.

Jimin tem uma bochecha grande, que, quando, deitado de lado, deixa essa característica fofa bem aparente, além de ser bonito em todos os ângulos.

Dei uma apressada nos passos para chegar mais rapidamente no quarto de Jimin, me deparando com uma cama grande, que parecia ser incrivelmente confortável, com uma manta grossa e travesseiros, aparentemente, fofos.

– Ei. – Jimin apareceu na porta segurando uma muda de roupa. – Tira a roupa que eu vou lavar, pode usar essa. – Ele me entregou suas vestimentas vermelhas.

– Está quente.

– É porque... – Ele segurou o meu braço, fazendo com que me queimasse – não que ele quisesse fazer –.

– Aí, porra! – Puxei com toda a velocidade e força o meu braço para longe do seu. Os poucos segundos juntos fez com que a minha pele azul se transformasse roxa com a alta temperatura. Senti o meu corpo amolecer e a minha cabeça quase explodir. – Não me sinto bem, Jimin. – Apoiei a lateral do meu corpo contra a parede que estava ao nosso lado.

– Merda. Você está muito tempo no Reino do Fogo. – Ele se aproximou de mim, mas com o receio de me tocar novamente para evitar outra recaída ou queimadura. – Toma uma ducha fria, Yoon. Tem a opção ‘gelo’.

– Por que... Tem... Opção de ‘ge... – A impressão que eu tinha era que a minha pressão tinha caído mais 15 vezes. É dessa vez que eu morro.

– Suas asas estão murchando! – Jimin parecia desesperado, mas eu estava cansado demais para adquirir alguma opinião ou sentimento diante dessa situação. – Porra. – Ele pareceu pensar em milhares de coisas, mas sem achar solução alguma, então, pegou-me pelo braço – o que doeu pra caralho por conta da alta temperatura – e me levou até o banheiro.

Eu tirei a parte de cima da minha roupa, enquanto ele ligava o chuveiro e eu reparei que realmente existia uma opção “gelo”, mas por que isso existe?

Jimin se retirou do banheiro para que eu pudesse tirar o restante da minha roupa e, enfim, tomar minha ducha. A água estava temperatura “ambiente” para mim, mas tenho quase certeza que isso se tornaria insuportável para o Jimin.

Minhas forças começaram a voltar devagar e eu me senti vivo novamente. Conseguia respirar e movimentar a minha cabeça sem nenhum problema, o que era ótimo.

Assim que fechei o chuveiro, coloquei a vestimenta que Jimin me dera, que, agora, estavam em uma temperatura boa para mim e me retirei do banheiro, encontrando o dono da casa do lado de fora do cômodo com uma expressão bem preocupada.

– Melhor? – Perguntou.

– Sim. – Sorri meio sem graça. – Obrigada por ter me ajudado. Eu não conseguia nem me mover.

– Disponha. – Jimin apontou para o meu braço e pediu mil desculpas e aceitei-as.

– A propósito, aqui está a minha roupa que pediu. – Entreguei a vestimenta para ele, mas assim que entrou em contato, parecia estar sendo queimado, jogando a minha roupa no chão. – O que foi?

– Está gelado. – Ele olhou para suas mãos, que encostaram na roupa, e as viu adquirirem cor laranja, como as minhas queimaduras roxas que ele causou em mim. – Merda. Pelo menos estamos quites, não? – Jimin me olhou nos olhos e começamos a rir. Claramente sabemos que essa amizade não vai dar certo. – Na escola vai ser diferente. Todxs xs fadas adquiram a mesma temperatura corporal e ninguém se machuca.

– Assim eu espero. – Peguei as roupas do chão e ele me guiou até onde lava suas vestimentas, que era um rio que ficara atrás de sua residência. – Você lava aqui?

– Sim, sempre evitamos usar tecnologia nessa parte. Se quiser ver tecnologia, precisa ir para o Reino da Tecnologia.

– Hm. Mas isso é água, não te machuca?

– Não, as águas... – Ele fez uma pausa para, possivelmente, formular uma explicação que faria sentido. – Como posso explicar? Funcionam como mágica, eu diria. Qualquer fada pode usar as águas do rio.

– Isso fez o menor sentido. – Jimin caiu na gargalhada, concordando com a cabeça. – Na verdade, nada faz sentido aqui.

– Muitas coisas também não fazem sentido na terra.

– Se eu lembrasse, eu, obviamente, concordaria.

Abaixei-me para poder alcançar o rio, já que Jimin não conseguia nem se quer segurar minhas roupas sem se ‘queimar’.

– Jimin, por que tem opção ‘gelo’ no chuveiro?

– As vezes, temos um aumento exagerado na nossa temperatura, o que se torna perigoso para as pessoas que estão ao nosso redor e até mesmo para nós mesmos. Machuca tomar banho no ‘gelo’, mas é necessário.

– Okay, mas por que a gente se queima agora e não se queimou antes?

– Eu utilizei o pózinho mágico. Agora o feito já saiu.

Terminei de lavar minha roupa e Jimin pediu para colocar sobre o varal que tinha próximo de sua casa e, assim que eu fiz, a corda parecia estar diminuindo sua alta temperatura, soltando fumaça com o contato gelado.

Voltamos para casa e, enfim, deitei na cama e me cobri com a manta até o pescoço, sem nenhum motivo aparente, pois estava fazendo um calor terrível, mas é uma algo na qual não consegui evitar.

Antes de permitir que meu corpo adquirisse completamente o cansaço, aproveitei para pensar sobre o dia e tentar resgatar memórias para lembrar quem sou eu e de onde eu vim, porém apenas consigo lembrar de momentos cortados com pessoas de rostos borrados e vozes abafadas.

Consigo me lembrar de algumas características humanas como roupas, algumas críticas, gênero, presidentes etc. Coisas que não são ligadas diretamente à minha vida. Eu ainda não sei quem sou eu, de onde eu vim, quem eram meus pais etc.

É extremamente cansativo e perturbador não lembrar seu nome, seus pais – se eles ainda estão vivos ou se um dia eu já conheci eles –, meus amigos – se um dia eu obtivesse um –, minha vida em todos os sentidos.

De tantos pensamentos, possibilidades, paranoias, criadas por minha mente em menos de 1 minuto, a minha cabeça doía e, então, eu apaguei.

“Espero que amanhã a diretora me ajude”, pensei.


Notas Finais


tchau.

Espero que tenha gostado ♡
Sinta-se livre para dizer qualquer coisa nos comentários 💕💗💖💓💕💗💖


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...