História Another Inside - Capítulo 2


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Categorias Originais
Tags Acampamento, Anjos, Demonios, Guerra, Hibridos, Poderes, Superpoderes
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Palavras 925
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - O Reflexo do Felino.



Eu acabei de me jogar em minha cama, na cabana. Eu terminara de arrumar minhas coisas. Trouxe apenas o bastante para sobreviver por aqui, diferente de alguns.

A cabana é... confortável. Seis camas arrumadas, paralelamente. Há uma espécie de baú, para guardamos nossos pertences, na frente de cada cama. Na parede à esquerda da entrada, localiza-se o banheiro; nada extravagante, um boxer, uma pia, um espelho, um armário pequeno e um toilette.

-O quê achou daquela Sônia? - Luiz perguntou. Agora que percebi sua presença, na cama ao lado.

-Não opinarei ainda. É muito cedo. - Respondo.

-Você é muito...imparcial e neutro? - Ele bocejou.

-Você se acostuma... - Sorri, sarcástico. Pulei da cama - Vamos explorar o local.

-Agora? - O persuasor perguntou.

-Não, quando tua mãe acordar do coma. - Revirei os olhos, puxando-o.

Ele também já havia terminado de arrumar seus itens, logo, não tinha mais preocupações.

Assim que deixamos a cabana, encontramos André e mais algum menino, na varanda da cabana. Esqueci esse fato: tinha uma pequena varanda, cercada por pequenas grades de madeira, com um sofá antigo e uma mesa.

-Ah, Gabriel e Luiz, venham cá. - Ele disse, sorridente. Contra minha vontade, fui. - Este é o Eliúde, ele manipula a eletricidade.

-Oi... - Acenei.

-Estes são Gabriel e Luiz, umbracinese e persuasão, respectivamente. - André continuou.

-É, foi um prazer...Mas, tchau. - Saí de lá, puxando Luiz.

O maior não falou nada. Andamos por algumas partes do acampamento, o local é, demasiadamente, grande - poderíamos compará-lo a um latifúndio-, com o sol em seu auge.

O fato de estar em um local com pessoas como você é surpreendente; tantas diferenças e diversas semelhanças, bastante a aprender e muito a ensinar.

-Você faz aquela cara... - Luiz disse.

-Qual? - Perguntei, balançando a cabeça.

-A de quem está tendo pensamentos filosóficos. - Falou - Gabriel, devemos conversar.

-Eu sei. - Respondi, sério. - Entretanto, não agora.

Ele assentiu; nós precisamos falar do ritual. Continuamos andando pelo acampamento, conhecendo o local. Em determinado momento, paramos, um pouco distante de um lago.

-Olha ali. - Apontei.

Tinha um gato - pequenino e branco, com uma cauda preta - olhando, fixamente, para o rio. Ele, de vez em quando, soltava alguns...risos? Ele mexia suas patas na água, criando algumas anomalias na mesma.

-Nós nos aproximamos? - Luiz perguntou.

-Sim... - Respondi.

Posteriormente a minha resposta, Luiz andou até o gato. Ele andava, calmamente, até o felino. Quando estava próximo o suficiente para tocá-lo, o gato virou-se. Luiz o pegaria, contudo uma mão humana saiu da água, segurando seu braço.

-Quê diabos? - Ele se assustou.

-Não, João Pedro. - Disse um garoto - pardo, cabelo curto e de mediana estatura -, saindo da água, ou quase isso, pois ele saiu do que parecia o seu reflexo. - Eu manipulo os reflexos. Aquele é o Miguel, possui o mimetismo animal.

Andei alguns passos, aproximando-me dos outros. Quando fiquei ao lado de Luiz, o gato subiu no ombro do garoto que saíra da água.

-Eu s-sou Mi-miguel. - O gato disse. Então, pulou do ombro de João Pedro e se transformou em um humano - baixo, branco, seus cabelos são cacheados, seu olho esquerdo era azul, enquanto seu olho direito era esverdeado.

-Heterocromia? - Luiz perguntou.

-S-Sim... - Ele segurou um riso.

-Legal. - Disse.

-Sim, o poder dele é legal. Quem são vocês? - João Pedro perguntou.

-Gabriel. - Falei.

-Luiz. - O persuasor falou.

-Tá, tá. - Ele mexeu as mão, como se a informação não importasse - O almoço já será servido. Vamos andando.

Então, Miguel virou um gato novamente e subiu no ombro do pardo. Logo, eles saíram andando, comigo e Luiz atrás.

Enquanto andávamos, percebi que Miguel e João eram muito próximos. O gato passava sua cauda sobre o rosto de João Pedro, constantemente. Então, repentinamente, o manipulador de reflexos parou.

-Eu nem perguntei; qual o poder de vocês? - Ele arqueou uma sobrancelha.

-Umbracinese. - Menti, novamente.

-Esse; dance Macarena. - Luiz riu, enquanto João apenas dançava, sem controle algum do próprio corpo - Eu tenho persuasão.

Com a agitação do dançarino, o gato, vulgo Miguel, pulou de seus ombros, rindo.

-Já pode parar, né? - O bailarino bufou.

-Pare de dançar. - Luiz falou, contendo risos.

Então, o gato começou a fazer um barulho estranho. Todos o olhamos, ele cuspiu algo.

-Eu odeio bolas de pelo. - Ele voltou a ser humano. - Essa é a parte ruim.

Contive um riso e continuei a andar, com eles atrás. Andamos até onde os outros estavam. Entramos em um local com duas mesas, repletas de comida.

-Uma mesa por equipe. - Sônia disse.

De onde essa mulher saiu?

-Como as plantas absorvem a luz solar, eu consigo fazer com que essa luz me camufle. - Ela explicou, como se lesse meus pensamentos.

Em seguida, todos estavam sentados com sua equipe. Bem, faltava um de nossa equipe, ninguém sabia onde ele estava. Conversamos bastante, enquanto a comida desaparecia, aos poucos.

-Você já ouviram falar do outro acampamento que existe? - André perguntou.

-Existe outro? - Perguntei.

-Sim, só de meninas. Ele é novo. Foi construído a dois séculos. - Ele completou.

Bem, existem mais de "nós", obviamente. Todavia, nunca parei para pensar nisso. Os números de humanos especiais cai, cada vez mais. Pensar em separá-los chega a ser...estranho.

Depois de comermos, fui para o meu quarto, os outros foram explorar o local - o quê eu já fizera. Dentro de poucos minutos, fechei meus olhos e a minha consciência apagou.



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