História Another Sunny Day - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Alternativo, Cigarro, Indie, Melancolia, Tristeza
Visualizações 5
Palavras 1.610
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi galerinha :v
Eu demorei um pouco pra atualizar porque vida de estudante é foda.
Enfim fiquem com o novo capítulo Sz

Capítulo 4 - Capítulo 3: O Estranho


Fanfic / Fanfiction Another Sunny Day - Capítulo 4 - Capítulo 3: O Estranho

Eu vou esperar aqui por você, por estar destruído

Para baixo, descendo desta vez para meu coração mentir

–Broken, Jake Bugg

 

Acabado novamente Edward acordou. O dia estava nublado, assim como seus pensamentos, que não paravam de lhe pregar peças.

Mesmo com a cabeça latejando e os olhos ardendo levantou e foi se arrumar. Se trocou, apenas procurando por algo que o mantesse aquecido e confortável, mesmo que não muito bonito.

Enquanto ia à procura da avó se perguntava o quanto havia dormido, e com certeza fora pouco já que olheiras estavam mais fundas do que nunca.

O garoto andava encolhido por conta do frio enquanto estava procura da senhora, que se encontrava no pequeno jardim que havia na frente da casa.

Flores de todas as cores eram cultivadas pela senhora, que adorava ver suas pequenas mudas se tornarem lindas rosas.

Enquanto Ed parecia inquieto, Joan estava completamente serena. Estava cuidando de suas queridas flores azuis quando percebeu o garoto ali.

– Bom dia querido! – disse a senhora animada como de costume – Acordou cedo hoje! Fique aqui comigo enquanto cuido das minhas mudinhas!

O garoto concordou com a senhora, não tinha nada para fazer naquela manhã, e certamente ficaria entediado.

Não querendo causar atritos fez o que fora sugerido pela avó. Pegou um de seus livros e se sentou na simples varanda, percebendo apenas o pequeno movimento da rua enquanto lia.

Joan e Edward ficaram em silêncio, curtindo apenas seus pequenos prazeres na compania um do outro.

 

(…)

 

Já era quase meio dia e Ed – que não havia comido nada – estava morrendo de fome. Se levantou da cadeira que estava e foi ao encontro da avó, que agora estava sentada na sala lendo sobre sua tão amadas orquídeas.

– Vó… – chamou a senhora meio envergonhado – Então, o que nós vamos almoçar?

– Ah eu esqueci de te avisar – disse a senhora preocupada com a reação do garoto – Nós vamos almoçar na casa da Elizabeth hoje.

– Sério? – disse o garoto meio desapontado – Nós não podemos só ficar em casa e tomar chocolate quente?

Joan o olhou com um sorriso e soltou e sonoro não, que fez o garoto ficar cabisbaixo e meio revoltado foi se trocar.

 

(…)

 

Edward estava vestido de uma forma inesperada, que combinava com a revolta que sentia por ter que sair de casa e ainda por cima ter de conhecer outras pessoas.

Descia as escadas com os fones de ouvido no volume máximo, tentando ao abafar todo e qualquer som externo. Suas roupas pretas deixavam mais nítida a pele pálida do garoto.

Brincava com os próprios dedos enquanto esperava a avó, que estava demorando muito para descer. Assim que a senhora chegou partiram para o seu tão temido destino.

 

Depois de caminhar por algumas quadras pararam em frente a uma casa branca, que era incrivelmente grande e bonita. Joan guiou o menino por um caminho de pedras que cruzava o grande gramado em frente a casa.

Assim que bateram na porta uma mulher aparentemente jovem abriu a porta com um largo sorriso.

– Joan! – anunciou a mulher abraçando a senhora – Quem bom que você veio! E pelo jeito trouxe um novo acompanhante!

Assim que se virou para Edward abriu um sorriso ainda maior que o primeiro.

– Prazer, eu me chamo Elizabeth – falou estendendo a mão – E você deve ser o Edward não é? Bem, eu adoraria te conhecer, mas acho melhor a gente entrar primeiro não é?

E então a mulher os guiou para dentro da grande casa, indo até o que parecia ser uma sala.

 

Elizabeth não parava de falar um minuto se quer, e os poucos momentos que passaram naquela sala pareceram horas para Ed, que estava totalmente perdido na conversa que Joan levava com a mulher ruiva.

Depois de muitos minutos de uma conversa incassável entre Elizabeth e Joan, Ed ouviu as escadas rangerem e quase que automaticamente se virou em direção ao barulho.

No final da escada se encontrava um garoto quase tão ruivo quanto a mulher  perto de onde Ed se encontrava.

– Adam venha comprimentar as visitas – disse Elizabeth para o garoto que pareceu ter congelado quando viu Ed, mas assim que foi chamado pareceu acordar.

O menino ruivo comprimento Edward e Joan, dando bom dia a mãe, já que o mesmo parecia ter acabado de acordadar.

– Bom, já que a Bela Adormecida acabou de acordar acho que nós já podemos almoçar – disse Elizabeth animada.

 

(…)

 

Durante o almoço Joan e Elizabeth continuaram com as conversar banais enquanto Adam encarava Edward, que não estava nada confotável com a situação. Adam claramente havia percebido a beleza natural do menino de olhos verdes, olhos os quais o deixava sem folego.

Pelo pouco da corversa que havia prestado atenção Ed apenas descobriu que o garoto ruivo que o encarava tinha a sua idade, e havia perdido a hora da aula. Nada mais do que isso, já que os restante das informações ele apenas descartou.

Quando todos acabaram de comer Elizabeth ordenou que Adam mostrasse o Jardim dos fundos para Ed, com a desculpa de que queria falar com Joan em particular, mesmo que ambos soubessem que ela estava tentando aproximá-los

A contragosto Ed se levantou e seguiu Adam até uma porta de correr que dava para um belo jardim onde haviam várias árvores e flores. Adam foi até um dos bancos que haviam perto ao pequeno lago, chamando Edward para sentar ao seu lado.

– Você não é daqui né? - disse o ruivo depois de um tempo querendo iniciar uma conversa.

– O que você quer dizer com isso? – Ed falou desconfiado.

– Quer dizer, você é diferente demais pra essa cidade, além de é claro não ter nem um pouco do sotaque inglês.

Ed encarou o garoto um pouco pensando se “ser diferente demais” era bom ou ruim. De fato não era Inglês, diferente de seus pais ele havia nascido em Nova Iorque, como a maioria das pessoas que conhecia, mas não aceitaria ser visto como estranho por um desconhecido.

– Não, eu não sou daqui. Nasci nos Estado Unidos, mas todos os meus parentes são Ingleses – disse já irritado.

– Eu já esperava isso, não tem como alguém tão estranho ser daqui – falou o menino dando de ombros.

– Eu não sou estranho – disse Ed levemente ofendido – Você nem me conhece, como pode dizer isso?

– Eu não preciso – falou Ad gostando de irritar o garoto – Além do mais, quem disse que ser estranho é  ruim?

 

(…)

 

Adam se encontrava sentado observando o lago escuro e raso que refletia o balanço das árvores. Seus olhos azuis brilhavam, estava se sentido estranho, se sentia feliz.

Nunca antes havia conhecido alguém que mesmo tão melancólico, conseguisse ser tão incrível e animador, já que possoas tristes não costumavam agradar muito o garoto.

Mesmo que difícil Adam conseguiu ter uma conversa – que na opnião dele fora muito produtiva – com o garoto de olhos verdes, que para sua surpresa tinha um gosto musical muito parecido com o dele, o que facilitou muito as coisas quando ele já não tinha mais o que falar.

Seus pensamentos se perdiam enquanto o mesmo via o sol se por. Foi subtamente interrompido quando James, seu irmão mais velho, bateu na porta do quarto.

– Hey Ad! – chamou o outro garoto percebendo que o ruivo estava aéreo – Atrapalhei alguma coisa?

– Não, pode entrar – falou se voltando para o mais velho – Como foi a faculdade hoje?

– O de sempre né… Mas e você? Como foi o seu dia? – disse indo até a poltrona que havia no querto – Fiquei sabendo que não foi a escola.

– Eu acabei acordando tarde, mas tudo bem sabe… – Adam parou por um segundo e se perguntou se devia falar para o irmão sobre Ed, mas decidiu que manteria isso como um pequeno segredo – Acabei ficando em casa sem fazer quase nada.

James o fitou desconfiado tirou um cigarro do bolso e levou aos lábios o acendendo. Passou os dedos da mão livre no cabelo loiro tentando arrumá-los.

– Se você diz – falou o loiro olhando para o nada – Bem, acho que vou sair hoje. Quer ir junto?

Normalmente Adam não recusava uma proposta dessas. Adorava sair com o irmão e das poucas coisas que faziam juntos, essa era a que mais gostava.

James sempre o levava afestas e a lugares incríveis, onde ambos por pelo menos algumas horas se sentiam livres de suas tediosas vidas.

– Fico pronto em meia hora – falou o ruivo sorridente.

 

(…)

 

Edward havia chegado em casa no fim da tarde. O dia não havia sido tão ruim quanto imaginava, mas mesmo assim ainda não gostava muito de conversar com outras pessoas que não fossem a avó e a tia. Construir um diálogo era algo exaustivo para o garoto, além de que é claro que não estava em uma fase onde se sentia animado para conversar.

Para piorar a situação Elizabeth era exatamente o tipo de pessoa que ele odiava. Ela era muito anima, parecia estar feliz demais, de uma maneira impossível de ser. Para o garoto isso era pura falsidade, já que no mundo dele não havia essa tal de felicidade.

Por mais estranho que seja adam pareceu ser legal, algo que na opnião de Ed era raro.

Mesmo que tivesse passado a tarde conversando com o ruivo estava morrendo de sono, e então sem jantar ou conversar com a tia foi ao seu quarto se jogou sob as cobertas, dormindo com certa facilidade, já vencido pelo cansaço que o dominava.

Dormiu por horas, sem acordar no meio da madrugada ou ter sonhos ruins, o que não queria dizer que se sentia melhor. A dor que sentia parecia que nunca iria passar, como se a felicidade nunca voltaria para sua vida.

Ed era dramático, ou talvez apenas realista.


Notas Finais


Link da musica: https://www.youtube.com/watch?v=uC_oKTDObOM

Obrigada por ler e não deixem de comentar se gostaram (mesmo que eu não saiba responder comentários rs).
Desculpem por qualquer erro :v
Vou tentar postar o próximo capítulo em breve, mas por enquanto é só isso mesmo.
Bejos e até mais Sz


Obs.: a letra da música tem uma GRANDE ligação com a história então recomendo que escutem.


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