História Another World. Another Me. - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Eldarya
Personagens Ezarel, Keroshane, Leiftan, Mery, Miiko, Nevra, Personagens Originais, Valkyon
Tags Eldarya, Ezarel
Exibições 26
Palavras 1.674
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, voltei após mais de um mês!
Eu peço desculpas pela demora, eu disse que iria voltar após o ENEM, só que dias depois que enviei o prólogo o carregador do meu notbook quebrou então fiquei sem escrever pq eu não sabia ao certo onde tinha parado na estória. Há uma semana atrás consegui arranjar um carregador [yeah!]
Espero que gostem desse capitulo, nos vemos daqui há alguns dias <3

obs: dei uma revisada de leve então perdao pelos errinhos =^-^=

Capítulo 2 - Um.


Os raios de sol iluminavam meu quarto com um brilho que considerei desnecessário naquele momento. Como todo trabalhador eu odiava o começo da semana, apesar de gostar um pouco do trabalho. Era uma simples recepcionista de um hotel, tinha folgas duas vezes na semana e ganhava o necessario para me sustentar. Aliás, desde que me conheço por gente eu me sustento, não me refiro somente a dinheiro, mas apoio familiar já que eu sou orfã, então tive mais dificuldade do que outras pessoas poderiam ter.

Atualmente moro com minha amiga Kerin, nos conhecemos fazem anos. Eu não era uma pessoa tímida demais no orfanato, eu até fazia amizade mas essas não duravam muito já que semanas depois que eu as conhecia elas iam embora com uma nova família. E eu aguentava toda aquelas despedidas e o sentimento de pena que os funcionarios do orfanatos sentiam de mim pois eu queria acreditar que um dia eu também teria uma família. 

Conheci Kerin aos 15, tinha acabado de entrar no ensino médio e já não podia mais estudar na escola que tinha um vinculo com o orfanato pois a mesma ia até o 9 ano. Então tive que ir para uma do outro lado da cidade, com alunos e funcionários que nunca tinha visto na vida. Acabei me tornando mais tímida nos primeiros dias de aulas, mas então uma garota muito bonita me perguntou se eu tinha copiado o dever de matemática e eu respondi que sim, e passando os dias eu e a bela Kerin acabamos ficando mais próximas. Descobri que ela vinha de uma família classe média e que tinha dois irmãos, nós partilhamos segredos e entre outros, até sairmos da escola.

No mesmo ano em que terminamos a escola ela propôs que morássemos juntas, já que no outro ano eu iria fazer dezoito e tinha que sair do orfanato e eu concordei, então moramos juntas há 4 anos. No começo eu esperava que tudo continuasse a ser como era antes, mas a Karin acabou arranjando um emprego que tirava muito de seu tempo e um namorado, então as chances de eu vê-la em casa acabaram se tornando menos frequentes e consequentemente nossa amizade esfriou e não passamos de colegas de quarto.

Os pensamentos de meu passado vagavam pela minha cabeça enquanto tomava banho, após isso me arrumei normalmente e segui para meu trabalho. Chegando vi que minha colega Genny não tinha chegado ainda então resolvi passar na cafeteria próxima ao hotel, já que eu estava adiantada 5 minutos.

— Dois cafés por favor — Daria um a Genny já que ontem foi o aniversário dela.

Estava quase alcançando a saída quando ouvi vozes conhecidas vindo de uma mesa no fundo do estabelecimento, me aproximei e vi que a minha colega de trabalho mais outras pessoas que também trabalhavam no hotel estavam lá .Resolvi sentar numa mesa perto deles mas que eles não me percebessem.

— ... E foi maravilhoso, meus pais fizeram uma festa surpresa e depois...— Genny estava contando como tinha sido seu dia ontem. Olhei para meu relógio e vi que estava na hora de eu voltar para o hotel, estava me levantando quando a ouvi se pronunciar novamente — Ah, Chefe Brian, nós queríamos falar um pouco da Angel... Você não se importaria de ficar por alguns minutos não é?

— Podem falar - Respondeu.

— Bem... Como você pode ter reparado, a nossa colega de trabalho não consegue se adaptar a todos nós, ela tem uma aura de desprezo total pela equipe e você sabe como é, sempre que uma pessoa no grupo é falho consequentemente todos falham. Então... estávamos pensando em pedir para o senhor reconsiderar a Angel como funcionária — Todos concordam.

— Oh... Como vocês sabem, eu não passo tanto tempo por aqui mas posso dizer que das muitas vezes que venho a Angel esta sozinha, antes eu pensava que ela era excluída mas como vejo, a maioria de vocês tem a mesma opinião. Eu reconsiderarei isso, pelo bem do trabalho em equipe. Agora podem ir, Genny fique, quero ter uma palavra com você sobre sua colega. — Todos foram embora sem me notar, eu estava em choque, as lagrimas queriam sair, eu queria gritar com todos ali e dizer que era mentira.

— Obrigada amor... Eu lhe garanto que minha irmã é muito melhor nisso.

— Não me chame assim em locais públicos! Como você conseguiu reunir tantas pessoas para tirar a Angel do seu caminho?

— Isso é um segredo. — ela riu, eles se levantaram e seguiram pela mesma direção que os outros tinham tomado.

Eu andava apressada pelas ruas sem saber o que fazer, após alguns minutos já não conseguia segurar o choro, eu não me importava se as pessoas me olhavam curiosas, eu estava profundamente triste, acabara de descobrir que uma colega minha não gostava de mim e que eu tinha perdido o emprego graças a ela.

Quando percebi já estava na porta de meu apartamento, entrei limpando as lágrimas no caso de a Kerin estar em casa e me ver nessa situação, acabou que ela como sempre não estava. Fiquei alguns minutos me olhando no espelho do quarto, não podia ficar assim por uma coisa tão banal, eu só tinha começado meu dia com o pé esquerdo, amanhã eu iria atrás de um emprego mesmo que nesses tempos estava cada vez mais difícil arranjar um. E com esse pensamento em mente eu acabei dormindo.

Acordei após uma hora, ouvi a voz da minha amiga na sala e resolvi contar tudo a ela. Hesitei em abrir a porta quando ouvi a voz de seu namorado.

— Esta tudo marcado! — sua voz parecia alegre — iremos viajar em algumas semanas.

— Isso é ótimo, nem acredito que nosso noivado realmente acontecerá.

— Sim! Aliás, você já contou a Angel?

— Não... E creio que vai ser difícil quando ela souber que eu provavelmente não voltarei a morar com ela e que irá arrumar outro apartamento, o dono desse apartamento me disse ontem que iria vende-lo... Mas vamos pensar em outra coisa! A noite quando ela voltar do trabalho eu conto tudo a ela, não se preocupe.

Não, não, isso não estava acontecendo primeiro eu tinha perdido o emprego, agora minha casa e também minha melhor amiga! Isso não era apenas um dia ruim, como eu iria arranjar um lugar para morar? Eu não poderia pedir emprestado a Kerin porque provavelmente ela estava juntando tudo que tinha para isso.

Passei algumas horas ouvindo tudo o que os dois estavam conversando enquanto eu fiquei sentada encostada na porta. Após alguns segundos respirei fundo, peguei um papel e uma caneta e escrevi.

"Kerin! Eu subi de cargo no hotel e soube que iria ganhar muito mais então estou pensando em me mudar, você sabe, morar sozinha, ser independente. Obrigada por me ajudar todos esses anos, sério, você é uma boa pessoa mas acho que não consigo mais depender de você. Eu ainda não sei o endereço direito do lugar onde morarei então mandarei depois, não se preocupe. Estou levando algumas roupas minhas na minha bolsa, ficarei na casa da Genny por algum tempo, guarde as coisas que sobraram, talvez voltarei para buscar, se não, jogue fora.

O motivo de estar escrevendo a carta ao invés de falar é que estamos muito ocupadas ultimamente e eu acabaria chorando ao falar, sou sentimental e você sabe disso.

Sério, obrigada por ser minha amiga e não me abandonar, peço perdão se você sentir que estou te abandonando mas a vida é assim não é?

Angel."

❈ ❈

E lá estava eu andando pelas ruas da cidade, trazia uma mochila nas costas e andava sem rumo da mesma forma que há algumas horas atras quando soube da falsa Giny, só que dessa vez era diferente, eu não tinha para onde voltar, nem tinha amigos para desabafar ou buscar apoio eu estava sozinha novamente. Nesse tempo todo eu tentei não ficar só, eu tentei ao máximo, fiz amizades, arranjei um emprego. Tudo aquilo para eu cair na solidão novamente. Eu odiava isso.

Enquanto momentos de minha vida, na maioria deles eu tentando mascarar minha tristeza para não deixar as pessoas em minha volta desconfortáveis, passavam pela minha cabeça como um filme interminável, meus pés iam para a direção onde eu passei dezoito anos de minha vida. Onde tudo começou e acabaria.

Fui para atrás do prédio do orfanato que passei minha infância e adolescência, o que sobrava dele era apenas uma estrutura em pedaços, fora condenado há um ano atrás e desde então não funciona mais. Cheguei na pequena floresta que ali existia, olhei para todas as arvores e o céu — que agora estava nublado, respirei fundo e adentrei. Aqui foi onde tudo realmente começou. Enquanto eu andava, me aprofundando mais naquele lugar onde não sabia ao certo onde iria parar as lagrimas que antes ameaçavam cair agora tomavam conta de mim. Eu não deveria ter nascido. Meus pais me abandonaram, se eles fizeram isso comigo porque mais alguém iria me aceitar?. Eu não devo existir mais.

Me sentei próxima a uma árvore e fechei os olhos, estava quase adormecendo quando as gotas de chuva me fizeram acordar, corri tentando achar um lugar para não me molhar mas foi em vão, eu deveria fazer isso logo, eu deveria me matar de uma vez só e acabar com tudo aquilo. Procurei minha mochila e percebi que tinha deixado na árvore que tinha repousado há alguns minutos, voltei na trilha que tinha andado olhando para todos os lados mas tudo aquilo parecia igual, a chuva tinha apagado o resto da trilha, tremendo de frio eu só desejava que tudo aquilo acabasse de uma vez, eu não me importava com as consequências — se é que existisse uma consequência pós vida para o suicídio. Um rio, isso! Quando eu era menor eu costumava a brincar com os peixes do pequeno rio que tinha aqui, eu não sabia nadar, era perfeito.

Me levantei disposta a e fui andando mas parei quando me senti tonta, minha visão ficou turva, não ouvia mais som algum de chuva, o mundo estava em completo silencio. Tudo escureceu.


Notas Finais


tandandandan!!!!

obrigada a você que leu até aqui, e obrigada pelos comentários e favs, vocês são demais! <3


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