História Another World • taeseok - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Personagens Originais, V
Tags Bts, Hoseok, Jhope, Jimin, Kpop, Taehyung, Taeseok, Vhope
Exibições 21
Palavras 2.395
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Luta, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLAAA]
Eu acho que demorei um pouco mais nessa atualização, perdoem-me. Eu to na reta final na escola então entra as últimas provas. Não sei quando vai ser a próxima atualização, e não prometo que vai ser tão rápido :(
desculpas..

Boa leitura! [♡]

Capítulo 5 - [5]


A sexta-feira lhe trouxe um gosto amargo. No domingo, faria uma semana que Jiminnie estava desaparecido e nada havia mudado.  No mundo são, a hipótese de fuga havia sido levantada. A família não tinha inimigos (ao menos, não no nível de sequestrar o filho) e nenhum pedido de resgate havia sido feito. No diário do menino, muitas fantasias sobre ir embora para um lugar distante onde pudesse conhecer coisas novas apontavam para seu desejo de partir. A polícia afrouxava as investigações, sem saber mais onde procurar. Mas este era o atual cenário,  como disse, no mundo sensato. No seu mundo, no entanto, a sanidade estava mais para visita do que para moradora, as pistas pareciam cada vez mais malucas. Segundo elas,  Jimin estava no mundo das fadas e precisaria de um anjo para chegar lá.  E não era um anjo qualquer, tinha que ser um anjo importante, desses que devem receber milhares de e-mails por dia. Estava sentado em sua carteira, sem conseguir prestar atenção na aula, observando a carteira vazia de Jimin. Olhou em volta. Ninguém parecia ligar. Os colegas conversavam normalmente, o professor prosseguia sua aula, o relógio continuava a marcar a hora.  Nada mudara. Nada parara. Aparentemente, somente ele estava realmente preocupada com Jimin. 

Taehyung se lembrou como foi difícil romper a barreira que o amigo construiu ao seu redor. Jimin vinha de uma outra escola, de uma outra cidade e era evidentemente uma novidade. Os outros adolescentes o olhavam com curiosidade, mas Jimin permanecia sério e distante. Jimin usava muito preto. Insistia em usar lápis e manter a imagem de um gótico rebelde. Falava baixo e nunca sorria. A maldade peculiar do ambiente de escola logo lhe deram um apelido óbvio. Jimin não pareceu se importar, mas Taehyung sabia que era só uma atuação. Ele mesmo, que recebera muitos apelidos no decorrer da vida, sabia que eram apenas rótulos que os colegas usavam para tentar compreender outras pessoas. Taehyung por exemplo, era o alien, maluco, ou até mesmo o gayzinho. Taehyung não se importava. Seu pai lhe explicara que as melhores e mais brilhantes pessoas que já conhecera eram malucas. Taehyung aprendeu muito cedo a ser livre e não depender de aprovação de ninguém para seguir o caminho que escolhesse. Por isso, escolheu se aproximar do garoto mais esquisito da escola.

Achou que ia encontrar um desses wiccanos e, para puxar assunto, comprou uma resvitinha na banca chamada Wicca e leu. Gostou e, num intervalo de aula, ofereceu a revista para o garoto mais velho, tendo o cuidado de chamá-lo de Jimin. Espantado, o menino aceitou a revista, pegou suas coisas e, sem agradecer, levantou e foi para uma carteira vazia lá atrás. O professor entrou e a aula começou. Taehyung temeu que tivesse cometido uma gafe,  mas não havia nada que pudesse fazer naquele momento.

Ao fim da aula, enquanto arrumava suas coisas, Taehyung foi surpreendido por um Jimij de pé ao seu lado, devolvendo-lhe a revista.

- Gostei muito! Obrigado. - disse o menino.

- De nada...

Jimin ficou parado diante dele e Taehyung nao sabia bem o que do ser, pego de surpresa pela atitude amistosa.

- Você quer lanchar comigo? - perguntou Taehyung.

Jimin ficou parado por algum tempo, como se pensasse longamente sobre o assunto.

- Talvez outro dia.

E foi embora. Taehyung poderia lamentar a derrota, mas ele não era esse tipo de pessoa. Taehyung era o tipo que comemorava vitórias, mesmo quando elas eram pequenininhas. Tinha dado um passo na direção certa. O objetivo só estava mais longe do que pensara. Teria que dar mais alguns passos, só isso. Assim, nos dias seguintes, levou uma revistinha Wicca diferente para ele por dia. Descobriu que tinha mais 100 números diferentes, então podia fazer isso por, no mínimo, 100 dias.  Felizmente, não precisara de tanto. No terceiro dia, Jimin lhe sorriu e aceitou seu convite para lanchar.

Taehyung sorriu ao lembrar de sua cara quando descobriu que Jimin não era wiccano, nem mesmo sabia o que era Wicca, mas que tinha gostando tanto das revistinha que estava pensando seriamente no assunto. Não demorou muito e se tornaram bons amigos. Não, um pouco mais do que isso: melhores amigos.

Um som chamou a atenção da turma, tirando também Taehyung de seu passeio pelo passado. O professor foi até a janela e os alunos acabaram por fazer o mesmo assim que a música começou. Taehyung foi até lá e viu um grupo de mexicanos vestidos à caráter com enormes chapéus e cantando Blue Moon. Uma placa dizia "Feliz Aniversário Taehyung! Domingo é o dia!"

Toda a turma começou a rir e cumprimentar Taehyung pelo seu dia, enquanto a melodia de espalhava por todo o lugar e é o menino continuava olhando abismado. Alguém estava insistindo na mesma pista. Só precisava entender o que significava.








Assim que a aula acabou, saiu correndo para casa. Entrou esbaforido e foi direto para o computador. A cada estava vazia, os pais estavam trabalhando, mas ele não iria parar para almoçar. Não podia perder mais tempo. A placa dizia "Feliz Aniversário, Taehyung! Domingo é o dia!". Sabia que seu aniversário do aconteceria dali a seis meses. Então, o que isso queri dizer? O que aconteceria domingo?

A primeira coisa que fez foi lugar seu computador e imprimir a letra da música e sua devida tradução. Algo lhe tinha escapado, a pista estava ali. Entrou na internet e baixou algunas versões da música, não sabendo exatamente como isso iria ajudar. Era um homem desesperado. Precisava entender o que aquilo queria dizer.

Um carro de som estacionou na frente da sua casa e começou a tocar alguma coisa.

Taehyung apurou os ouvidos, acreditando que fossem tocar o raio da música de novo. Mas dessa vez não houve música, e sim uma voz anasalada e unicórdia fazendo propaganda de um produto qualquer.

Taehyung voltou à sua busca, percebendo que nem todo som era diretamente direcionado para ele. Continuou procurando alguma coisa referente à música, mas nada lhe tocava algum sino. Já estava imprimindo quando lá fora:

- Fadas gostam de frutas! E gostam de doces!

Taehyung correu novamente para a janela. O carro de som já virava a esquina, repetindo sua cantinela, mas sem citar fadas novamente.

"Essas pistas estão muito estranhas... Não pode ser o Universo! Tem que ser alguém...", pensou.

A resposta veio claramente a sua cabeça.

"Jimin! Jimin está me mandando as pistas de onde ele está! Não sei como, mas ele está!

Taehyung pegou seu caderno e as impressões da música. Pegou também o livro que recebera sobre o mundo das fadas e foi para sua cama, onde sempre pensava melhor. Começou a colocar as pistas en ordem. Espalhou-as sobre a cama em papéis separados e as observou:

1. Cuidado! Fadas!

2. O Tabuleiro abre portais.

3. Jimin não está no Reino dos mortos.

4. Jimin está em outro mundo. Vivo, espera-se.

5. Os índios apaches colombianos da pracinha tocaram Blue Moon para ele.

6. Livro das Fadas que chegou misterisomente pelo correio.

7. O Arcanjo Rafael rege o Reino das Fadas, juntamente com Paralda.

8. Os mexicanos, provavelmente colombianos da mesma família dos índios, tocaram Blue Moon para ele pela segunda vez.

9. Fadas gostam de doces e frutas.

Essas eram as pistas que tinha. Não sabia o que a última queria dizer. Mas sabia que precisava falar com Rafael. Como fazer isso? Levantou-se e foi até a imensa biblioteca da casa. Tinha uma parte sobre misticismo, magia e bruxaria. Taehyung já tinha lido algo sobre isso é acreditava que era possível falar com seres de outros mundos através de magia. Com Rafael não deveria ser diferente. Pegou os livros que abordavam o tema e procurou o que lhe interessava. Ao fim daquele dia, falaria com um anjo e teria uma resposta sobre seu desaparecido amigo Park Jimin.

Gostaria de esperar todos irem dormir para começar o ritual. Temia que alguém irrompesse no aposento e o encontrasse cercada de velas e incensos. Sabia que sua mãe era mais aberta a esse tipo de coisa, mas seu pai não gostava muito dessas coisas que ele mesmo chamava de bruxaria. Taehyung achava eu pai era tão religioso que poderia ser um padre, embora não conseguisse imaginar um homem como aquele, do tipo que chamava a atenção onde quer que fosse, mantendo-se fora de problemas com paroquianas.

Infelizmente, a hora adequada para chamar Rafael era nove horas da noite na sexta-feira. Teve que contar com a sorte, então. Trancou a porta e aguardou a hora certa, segundo uma tabela de horas relacionadas a gênios ou anjos. Olhava para o relógio ansioso. Nunca tinha feito isso antes e estava nervoso. O rádio tocava uma música ambiente, trilha sonora de algum filme. Começara de forma inspiradora, mas quando o relógio acusou a hora certa, a música imediatamente se tornou mais sombria. Taehyung acendeu as cinco velas coloridas sobre a mesa onde um pentagrama havia sido desenhado. Acendeu os incensos e começou a recitar o encantamento no livro, tentando ignorar a música de terror assombrando seu quarto.

- Tw autem Domine susceptor meus et gloria mea et exaltans caput meum...

Um calafrio percorreu-lhe o corpo. Eram 72 salmos em latim para, somente então,  chamar especificamente por Rafael. Não podia se distrair, nem errar.  Concentrou-se e continuou. A fumaça do incenso espiralou e dançou, como se acompanhasse a música. Envolveu-o como se fossem pequenos dragões do ar, enquanto sua voz continuava a recitar as palavras em latim.

Quando terminou, chamou por Rafael sete vezes. Na última vez, as chamas das velas cresceram e se tornaram azuladas e a fumaça do incenso se tornou reta como uma corda esticada.

Tarhyung ficou parado, esperando algo mais acontecer. Não sentia mais calafrios, pelo contrário, estava morrendo de calor, como se houvesse uma lareira acesa no quarto. As chamas das velas voltaram ao seu tamanho e cor normais e a fumaça do incenso voltou a dançar e formar desenhos no ar.

Taehyung relaxou os ombros, decepcionado. Não havia funcionado.

Foi quando ouviu uma voz.

- Foi você quem chamou?

Taehyung nao respondeu de pronto. Estava confuso, porque a voz parecia clara, mas vinha de dentro de sua cabeça.

- Foi você? - repetiu a voz.

- F-foi... - gaguejou ele, achando estranho responder aparentemente para si mesmo, já que a voz continuava dentro de sua cabeça.

- Bom... O que posso fazer para ajudá-lo?

- Você é Rafael?

- Não, ele está muito ocupado no momento. Mas vim em nome dele, pode dizer o que você quer.

Taehyung tinha um monte de perguntas, mas sabia que precisava ir direto ao ponto.

- Meu amigo Jimin desapareceu domingo passado. Eu acho que ele está no Reino das Fadas. Pode me ajudar a encontrá-lo?

A voz não responder de imediato, como se não esperasse aquele tipo de pergunta.

- Alô? - Taehyung temia ter caído a linha.

- Estou aqui. Estou apenas verificando seu pedido. Aguarde um momento, por favor.

Taehyung achou ter ouvido algo em outra língua, mas ofi muito rápido. Tudo ficou em silêncio e ele continuou esperando, achando que aquilo estava parecendo com um serviço de telemarketing. Algum tempo se passou em que Taehyung não ouviu absolutamente nada além da música que ecoava no quarto e algum cachorro latindo ao longe.

- Você conhece os perigos do Mundo das Fadas? - perguntou finalmente a voz.

- Conheço... - Taehyung não estava muito seguro.

- Então sabe que ao ir para lá, pode nunca mais voltar?

Taehyung não respondeu. A voz parecia jovial, mas muito séria.

- Sabe que ao tentar recuperar o que perdeu, pode perder tudo o que tem?

- Não procuro tesouros! - respondeu Taehyung de repente. - Não quero ir porque estou curioso, embora esteja mesmo. Não quero ir para ver uma fada de verdade. Quero ir porque meu melhor amigo foi levado para lá e pode estar sozinho ou em apuros agora! Sou o único amigo de verdade dele, ele só tem a mim para ir até lá. Se você fosse arrastado para outro mundo, e estivesse em perigo, ou sofrendo, não gostaria que alguém que o amasse o bastante fosse até lá e resgatá-lo?

Houve um breve silêncio.

- Você aceita os riscos, então? - disse a voz, em um tom mais baixo, e Taehyung quase notou um traço de decepção.

Taehyung respirou fundo.

- Aceito.

Fechou os olhos, esperando que uma ventania adentrasse o quarto e ele fosse sugado para uma outra dimensão. Mas nada aconteceu. Abriu olhos novamente. A fumaça branca do incenso ainda dançava, as velas ainda aguardavam tranquilamente.

- Muito bem... - tornou a voz. - Você deverá escolher o monento certo, do dia vento, no ligar certo e fazer o que tem que fazer. Não deverá levar consigo nenhum aparelho eletrônico. Mas deve levar o seguinte:

Taehyung ficou atento esperando o resto.

- Anote! Ou você pode esquecer!

Ele pegou atarantado um bloco e uma caneta e começou a anotar o que a voz lhe dizia. 

- Você deve levar frutas,  doces e coisas que voce coma,  além de uma garrafa de água. Não precisa ser em grande quantidade, apenas o bastante para uma refeição. Não leve carne de nenhum tipo.

"Puxa, que pena, não poderei levar 20 kg de costela pra fazer um churrasco...",  pensou Taehyung, achando o conselho um tanto idiota.

- Você pode não levar costela, mas bem que ia gostar de levar um frango assado! - disse a voz,  surpreendendo-o.

- Você pode ouvir o que eu penso???

- Posso ouvir e posso ver. Então é melhor tomar cuidado com seus pensamentos.

- E lá se foi minha privacidade... - murmurou a contragosto. - Muito bem,  não levar carne, e o que mais?

- Você não deve comer nenhum tipo de carne a partir de agora. Nem beber bebidas alcoólicas. Você deve levar, e isso é muito importante, uma coisa que o lembre de quem você é e de onde você veio. Você deve levar algumas jóias, não precisam ser verdadeira, mas precisam ser brilhantes e bonitas. Não vá de preto. Nos encontraremos lá!

- Peraí! Lá onde?

- Você não estava prestando atenção? No lugar certo, no momento certo do dia certo!

Taehyung sentiu a energia à qual já estava se acostumando começar a se afastar.

- Espere! Qual o seu nome?







- Hoseok.





E foi a última coisa que ouviu da voz, que desapareceu logo depois. Taehyung foi até o interruptor e acendeu a luz. Foi apagar as velas e se surpreendeu em como elas estavam menores. Olhou o relógio. Começara o ritual às nove horas da noite, exatamente. Era agora quase uma hora da manhã. Como não percebera que já haviam se passado quase quatro horas? Apagou as velas e recolheu tudo. Deitou-se, exausto. Queria pensar mais no assunto, mas assim que encostou a cabeça no travesseiro, o sono o levou.


Notas Finais


então é isso ;) espero que estejam gostando! como eu disse nas notas inicias, não sei quando sairá atualização... mas não desistam de mim!

E aí, gostaram da aparição do Hoseok???? 🤔

até a próxima!

um beijo e um abraço! [♡]


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...