História Antes da Escuridão - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bleach
Exibições 3
Palavras 1.983
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Uma flor entre as trevas


Era uma noite como qualquer outra: estrelada, fria e entediante. Ser capitão da 5ª divisão já não satisfazia Aizen como antes, e para ajudar seus subordinados estavam na Terra fazia alguns dias, sem dar notícias. Ele estava deitado em sua cama, estudando os relatórios das últimas missões de sua divisão. O tédio o consumia, mas era necessário, pois tinha a impressão de que algo estava errado, muito errado.

Aizen se levantou num sobressalto, pois alguém batia freneticamente em sua porta. Eram Hitsugaya e Yamamoto, capitão da 10ª divisão e ex-capitão da 1ª divisão, respectivamente. O capitão da 5ª divisão ficou bastante intrigado com a presença do velho Yamamoto, ele não costumava aparecer assim, a inda mais àquela hora da noite.

-Boa noite senhores, algum problema? –Aizen perguntou calmamente, mas com um sorriso sincero.

-Fala sério, né capitão Aizen? Faz mais de uma semana que seus soldados foram para a terra em missão, e não deram uma notícia sequer. Não acha que tem algo de errado? –Hitsugaya questionou irritado.

-Ah sim, é mesmo. –Aizen comentou distraído, fitando o vazio. –Capitão Yamamoto, por que está aqui?

-Estava desconfiado de que houvesse acontecido algo, e mandei Nanao para investigar. Ela acabou de chegar, e disse que seus homens foram quase dizimados, e apenas Momo continua viva. Reúna quem você quiser e vá imediatamente para e Terra. –Ordenou o velho Yamamoto.

-E qual o seu interesse em tudo isso? –Aizen questionou levemente curioso. –O senhor nem é mais o capitão da 1ª divisão, por que toda essa preocupação?

-Eu também não entendo senhor Yamamoto, não deveria ser Shunsui a dar esse tipo de ordens para Nanao? –Hitsugaya questionou confuso.

-Calem-se, seus moleques! Shunsui ainda não tem capacidade de ver o que está à frente, por isso vou intervir quantas vezes forem necessárias. –Yamamoto respondeu bravo, embora ele tivesse suas razões para tamanha preocupação. –Aizen, você deve ir para Paris imediatamente, monte uma equipe e vá!

-Está bem, posso levar o nanico comigo? –Aizen perguntou irônico, apontando para Hitsugaya, que ficou furioso.

-Eu não sou nenhum nanico, seu imbecil. Você se acha só porque é bem alto. –Resmungou o capitão da 10ª divisão.

-Que seja, vamos logo! –Aizen comentou impaciente. –Reúna a sua divisão e me encontre diretamente em Paris, estou indo agora.

Aizen sumiu entre a neblina, deixando Hitsugaya no vácuo. O shinigami ficou bastante incomodado, mas foi atrás de sua divisão, encontrando primeiro com Rangiku Matsumoto.

-Olá Toushirou, algum problema? –Perguntou a peituda, que estava bebendo em seu quarto, acompanhada de Renji e Shuuhei, ambos caídos no chão.

-Matsumoto, o que significa isso??? –Hitsugaya ficou indignado com a cena. –Sua irresponsável e cabeça oca, isso é postura de uma tenente da 10ª divisão???

-Poxa capitão não seja antipático, senta aqui e bebe com a gente, vai ser tão divertido. –Rangiku comentou manhosa, fazendo beicinho para Hitsugaya, que ignorou.

-Levantem daí seus imprestáveis, temos uma missão urgente. Vamos para a Terra agora mesmo. –O capitão disse firme e sério. Renji e Shuuhei levantaram num sobressalto.

-O que aconteceu capitão? –Renji perguntou preocupado.

-Os subordinados do capitão Aizen estão sendo massacrados por algum hollow desconhecido, apenas Momo segue lutando, mas parece que está gravemente ferida. Apressem-se! –Ordenou Hitsugaya.

-Sim! –Os três pinguços responderam em coro, preparando-se para partir.

Pelas ruas de Paris Seline andava sem rumo, procurando inspiração para seus desenhos, mas naquela noite estava difícil de encontrar. Ela caminhou por algumas quadras, até parar no Champ de Mars, a cerca de vinte metros de distância da torre Eiffel. O lugar era de tirar o fôlego, bastante iluminado, florido bastante limpo. Havia dezenas de pessoas fazendo um piquenique noturno, especialmente casais, já que o clima frio e seco favorecia o romance. As luzes da torre Eiffel deixaram Seline feliz e inspirada, decidindo desenhar ali mesmo. Ela se aproximou um pouco mais da torre, ficando a uns cinco metros de distância. Abriu sua bolsa e retirou um caderno de tamanho médio e um estojo com estampa de gatinhos, se preparando para desenhar. Observava os casais apaixonados e sentia uma pontinha de inveja, por nunca ter sentido o mesmo.

-Seria tão bom se a Seiren e a Hanabi estivessem aqui, ela iriam amar Paris. –Seline suspirou baixinho, com saudades das irmãs. Estavam sem se ver tinha um pouco mais de três anos, desde que Seline ingressara na Academia de Belas Artes de Paris, que era seu sonho desde a infância.  Ela estava prestes a fazer o seu primeiro traço, quando seu celular tocou.

Seline: Alô?

Voz feminina: Sua desnaturada, ligar de vez em quando para as suas irmãs faz bem, sabia?

Seline: Ah Seiren, me desculpe, mas é que eu tenho andado tão ocupada. Você sabe muito bem que esse é meu último semestre, e como trabalho de conclusão eu devo fazer uma mini exposição, de pelo menos sete obras. Só consegui fazer três até agora, estou apavorada!

Seiren: Acalme-se! Você é uma excelente artista e tenho certeza que vai conseguir terminar a tempo, tenha um pouco mais de fé em si mesma.

Seline: Estou tentando, mas tá difícil maninha. Queria que vocês estivessem aqui...

Seiren: Falta pouco agora, prometo que estaremos aí no dia de sua exposição, e vamos fazer uma grande festa para comemorar!

Seline: Acho bom mesmo. Papai tem dado notícias?

Seiren: Não, mas sinto que logo ele vai aparecer. Você sabe que meus pressentimentos nunca falham.

Seline: Sei sim, e como está a Hanabi?

Seiren: Está ótima, acabou de voltar de uma turnê na Romênia. Como sempre voltou reclamando, dizendo que as pessoas não sabem valorizar um talento nato, coisas do tipo.

Seline: Bem típico dela, mas agora eu tenho que desligar. Amanhã eu te chamo no Skype, pode ser?

Seiren: Tá bom, e vê se dorme cedo e se alimenta direito. Não quero te ver magra demais e doente, viu?

Seline: Pode deixar, eu amo vocês. Tchau!

Seiren: Também te amamos, até logo!

Seline riu ao desligar o telefone, achava divertida a maneira superprotetora e controladora de Seiren. A mãe delas morreu quando Hanabi nasceu. Seiren tinha oito anos e Seline quatro. O pai as deixara sob os cuidados de uma tutora, que as abandonou quando se casou. Como Seiren já tinha dezoito anos, as três irmãs se viraram sozinhas, recebendo visitas periódicas do pai, que pouco sabiam sobre ele, e não possuíam nenhuma outra família. Sua mãe lhes deixara uma gorda fortuna, então dinheiro não era problema, assim puderam estudar o que tinham vontade.

Ela começou a rabiscar alguns traços, que logo tomaram a forma de um casal trocando juras de amor eterno sob a torre Eiffel. A moça possuía longos cabelos loiros cacheados, olhos violáceos suaves e apaixonados, de estatura baixa, usava casaco roxo e botas marrons. Já o rapaz era alto, olhos e cabelos verdes, um sorriso tão brilhante quanto raios de sol, trajando um casaco preto e calça xadrez. Ele se ajoelhou e pediu a moça em casamento, que começou a chorar. Seline sentiu seu coração bater descompassadamente com a cena.

-“Deve ser tão bom amar alguém, como eu invejo essas pessoas.” - Suspirou desanimada. Ela continuou desenhando os enamorados quando notou uma cena estranha atrás deles. Havia algumas pessoas lutando contra uma criatura horrenda, mas tinha a impressão de que ninguém estava vendo, apenas ela.

A estudante de artes se aproximou lentamente de onde estava ocorrendo a luta, curiosa. Ela se escondeu atrás da torre, sozinha, já que o casal tinha ido embora. Não conseguia acreditar no que seus olhos lhe mostravam: um ser que usava um manto grafite lutava com facilidade contra seis pessoas, que estavam vestidos praticamente iguais, mas um em especial lhe chamou a atenção.

Era um homem alto, olhos e cabelos castanhos, e usava óculos. Ele aparentava ter cerca de 30 anos, e parecia ser muito robusto e sexy. Sua expressão calma e paciente deixou Seline chocada, que não conseguia parar de olhar para ele.

-“Pelos deuses, de onde saiu esse homem?” – Seline pensou boquiaberta, hipnotizada pelo misterioso homem.

Por um instante a luta parecia ter sido encerrada. Três das seis pessoas haviam conseguido derrubar a criatura, que urrou de dor. Seline suspirou de alívio ao ver que todos estavam bem, especialmente o homem de cabelos castanhos. Quis se aproximar, mas sua timidez e receio foram mais fortes, então continuou observando de longe.

Aizen e os demais já estavam bastante exaustos pela luta com o estranho hollow, que era bastante ágil e parecia saber as técnicas de luta de cada um. Momo estava quase sem forças, mas se mantinha em pé. Hitsugaya, Renji e Shuuhei conseguiram golpear a criatura, que caiu no chão. O capitão da 5ª divisão sorriu olhando para trás, sem motivo aparente. Ele avistou uma garota atrás da torre que o olhava fixamente. Ela era baixinha, traços femininos e delicados, longos cabelos prateados que brilhavam como a luz da lua, seus olhos verdes eram grandes e curiosos, seus lábios eram carnudos e rosados, com formato de coração. Aizen ficou perplexo ao ver que a garota podia vê-lo também, e foi em sua direção. Ao chegar perto constatou que a garota estava muito assustada, pois tremia muito, e num impulso segurou suas delicadas mãos. Os dois se encararam por alguns segundos, sem dizer uma só palavra.

 -Q- quem é você? O que estão fazendo? –A garota perguntou assustada.

-Eu é que deveria fazer essa pergunta. Quem é você? Como é capaz de me ver? –Questionou Aizen, agora segurando a garota pelo pulso, de maneira firme, mas gentil.

-Com os olhos ué, só se eu fosse cega pra não ver alguém do seu tamanho. –A garota respondeu de forma irônica, por causa do nervosismo. –Meu nome é Seline Yamamoto, sou uma estudante de artes. E você?

-Me chamo Sousuke Aizen, e isso é tudo o que precisa saber sobre mim. –O capitão respondeu curto e grosso. Seline fez beicinho, como se estivesse prestes a chorar. –Por favor, isso não é hora para fazer drama. Deve sair daqui imediatamente, é perigoso.

-Cuidado! –Matsumoto gritou de longe, mas era tarde demais. O hollow atingiu Aizen nas costas, que caiu por cima de Seline. A estudante soltou um grito tão estridente e ensurdecedor, que fez o hollow desaparecer.

-Senhor Aizen, por favor, acorde! – Seline pedia soluçando, desesperada com o homem desacordado em seus braços. –Ei vocês, temos que leva-lo ao hospital urgentemente, ele pode morrer!

-Não se preocupe com isso senhorita, vamos leva-lo a um lugar que possam tratar de seus ferimentos corretamente. –Renji respondeu com um certo tom de deboche, carregando Momo em seus braços.

-Mas como assim? Eu quero ir junto com vocês, preciso saber se ele vai ficar bem. –Seline protestou, indignada.

-Escuta aqui garota, não dificulte o nosso trabalho, e você não pode ir para onde vamos. –Matsumoto respondeu irritada, querendo dar uns tabefes em Seline, que não baixava a guarda.

-Não me interessa, esse homem me protegeu do monstro, quero ficar ao lado dele até ter certeza de que ele está bem. –Seline respondeu firme, embora estivesse apavorada.

-Ele vai ficar bem, tem a minha palavra. –Garantiu Hitsugaya. –Nós somos todos companheiros, e não vamos permitir que ele morresse.

-E como eu posso confiar em vocês? –Seline questionou desconfiada.

-Não pode, vai ter que simplesmente acreditar. Quando Aizen estiver bem, pedirei a ele que lhe procure, se ele concordar. –Shuuhei disse normalmente, ajudando Matsumoto a carregar o capitão ferido.

Antes que pudesse responder mais alguma coisa, os seis sujeitos desapareceram na noite, deixando a estudante de artes muito confusa. Ela voltou para onde havia deixado seus materiais e olhou ao seu redor, mas parecia que ninguém tinha visto o mesmo que ela, ficando muito confusa. No caminho de volta para casa, ela se questionava se havia sonhado ou estava enlouquecendo, mas não conseguia parar de pensar em Aizen, e uma ponta de medo instaurou-se em seu coração. Medo não pela criatura horrenda que viu, mas medo de nunca mais ver Aizen de novo.



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