História Antes do Fim - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Bhuwakz, Drugs, Got7, Jackbam, Jingyeom, Kpopsongfic, Yaoi
Visualizações 30
Palavras 2.085
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Festa, Lemon, Luta, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


desculpem os erros e boa leitura!!

Capítulo 2 - VELOzES


Fanfic / Fanfiction Antes do Fim - Capítulo 2 - VELOzES

março, 29 (dois mil e dezesseis)

O barulho alto e perturbante nunca foi um problema para Bambam, que com o tempo acabou se acostumando com toda aquela poluição sonora conforme se tornava mais das ruas do quê de casa. Andando pelos becos sujos e fedidos com a jaqueta pesada apertada contra seu corpo pelos seus braços finos, faltava um pouco menos de meio quilômetro para que chegasse ao seu destino quando seu celular tocou dentro do bolso da calça jeans de lavagem clara, e ele esticou a mão para alcança-lo. Deslizou o dedo na tela para atender a chamada.

— Tá perto? — A voz de Mark soou do outro lado da linha, sendo atrapalhada tanto pelo barulho de buzinas e carros derrapando quanto as vozes que ecoava pela pequena passagem entre duas ruas meio abandonadas de casas velhas e maltratadas pelo tempo.

Pôde ouvir uma briga de casal acontecendo no prédio a sua frente quando elevou os olhos castanhos agora cobertos por uma camada esverdeada superficial; a sombra na janela do nono andar mostrava com clareza uma mulher de cabelos longos arremessando vasos de flores contra o marido, que gritava com ela palavras baixas que podiam ser ouvidas há tempos de distância.

— Tô.

— Vê se não demora. Sabe que ninguém aqui vai começar sem ter todo mundo aqui.

— É, eu já chego.

— Já saiu de casa?

— Já saí de casa, Tuan — revirou os olhos enquanto pulava uma poça de lama, a terra molhada tirando um fino dos seus Testoni recém comprados. — Quem tá na pista agora?

Houve uns segundos sem a voz de Mark ser ouvido, invés disso, conseguiu identificar a voz doce de Yugyeom perto do telefone em meio à outras desconhecidas, porém igualmente eufóricas à do amigo. — Acho que é a Cho. Ninguém tá prestando muita atenção, na verdade.

Bambam soube que ele se referia ao grupo de amigos que já deveria estar todo lá reunido, porque aquela barulheira toda não poderia ser em vão.

— Lastimável.

— Vem logo.

Mark não esperou uma resposta antes de encerrar a ligação, e Bambam apressou o passo quando colocou o celular de volta no bolso. Demorou pouco mais de cinco minutos para que Bambam entrasse no ferro velho conhecido por si, atravessando o entulho e chegando até uma ampla área horas atrás limpa e sem ninguém, mas que agora estava cheio de adolescentes e bebidas.

Ajeitou a camisa por debaixo do pano grosso que o protegia do frio naquela noite um pouco mais amena do que as outras, mas ainda desconfortável para quem usava blusas finas como as garotas que passavam por si, todas elas acompanhadas de amigas, com copos de coquetéis na mão e sorrisos animados no rosto.

Rodeando os olhos pelo local, apenas para relembrar as imagens já conhecidas por si, ele procurou seus amigos em meio à multidão que se fazia presente ali, homens e mulheres reunidos em volta a pista que dava caminho para a saída de Cheonga, o lugar era meio abandonado, porém era quase a casa para várias pessoas que costumavam frequentar nas noites solitárias as arquibancadas longas ladeando a pista há poucos metros de distância dela.

Foi questão de segundos até encontrar Youngjae sinalizando com os braços completamente desajeitado o lugar onde ele e os garotos estavam, e Bambam caminhou até eles rapidamente, olhando ao redor para ver onde conseguia arranjar um drink daqueles. As luzes eu seu rosto evidenciavam o cabelo recém tingido de preto.

— Achei que a madame não viria — Jaebum brincou, embora Bambam soubesse que ele estava um tanto irritadiço.

Cumprimentou ele com um toque de mãos suavemente, gesto este que foi repetido com todos os outros garotos, com exceção somente de Youngjae, que se jogou em cima de si com os dois braços, o abraçando, como sempre, e Bambam, como sempre, não sabia como reagir, então apenas retribuiu meio desajeitado.

— Todo mundo já tá aqui? — Mark perguntou, mais para si mesmo do que para os outros.

— Cadê o Jackson? — Jinyoung perguntou.

— Ele saiu dizendo que ia pegar uma mesa pra pôr as bebidas e alguns banquinhos também se achasse —  Jaebum respondeu, e Bambam notou que na verdade todos eles estavam em um círculo ao redor de diferenciadas bebidas postas no chão ao lado de um isopor e sacos de gelo, desde as que custavam uma grana alta até outras vagabundas que eles conseguiam arranjar em qualquer mercantil.

Depois de um tempinho, Jackson voltava segurando uma mesa quadrada de plástico em um braço e dois banquinhos no outro, colocando tudo no chão perto deles e sinalizando onde havia achado.

— OK — Mark começou —, Bambam chegou, a gente já pode começar? — Perguntou para todo mundo, que assentiram prontamente.

O garoto foi até outro grupo de caras mais velhos, conversando com eles com a intimidade que era permitida pelo tempo que o Tuan estava envolvido com aquilo. Mesmo sendo o mais novo dentre os organizadores, ele e sua turminha tinham ganhado uma considerável popularidade pela aquela área desde o ano anterior, isso talvez se dando pelo fato dos garotos realmente gostarem de toda a adrenalina que eram os proporcionados dentro dos carros, e, claro, por serem incrivelmente bons em algo que consideravam um hobby para passar o tempo — enquanto outros levavam como um estilo de vida.

Mark mostrou-os o polegar direito, e quatro dos garotos começaram a colocar suas carteiras em cima da mesa, Youngjae não entendendo muito bem quando a mão de Jaebum saiu de dentro do seu bolso e tirou o celular do seu próprio, deixando perto de uma lata vazia de cerveja.

— P-Pra onde você vai?

— Juro que volto inteiro — deixou um beijo casto nos lábios do mais novo, saindo logo em seguida depois de sussurrar em seu ouvido algo que Bambam não pôde ouvir.

Youngjae suspirou, guardando o celular que antes brincava na sua mão dentro do bolso da calça.

— Não acredito que ele vai entrar em um daqueles carros — disse para si mesmo, olhando Jaebum de longe cumprimentando os outros concorrentes.

— Ei — Bambam chamou sua atenção, — não é querendo te fazer esquecer que ele vai correr em alta velocidade apostando uma grana alta pra passar primeiro da faixa quadriculada com chances de bater o carro no acostamento...

— Você não tá ajudando, Bam...

— ...porém — levantou o dedo indicador —, Jaebum é realmente bom nisso. Não vai sair na pior nessa. Confia em mim.

Youngjae suspirou audivelmente novamente.

— Tá bom...

Com isso, os dois se levantaram e rumaram rapidamente até a ponta da pista, onde abriram espaço para ficarem bem na frente, perto dos carros, que tinham os motores roncando ferozmente. Havia em média sete deles, todos importados, caros e bonitos com motoristas com sede de dinheiro. Exceto, claro, pelos seus amigos perdidos dentro dos carros, não realmente preocupados se perderiam ou ganhariam, mas sim ansiosos pela adrenalina que correria em suas veias em poucos minutos.

E Bambam, mesmo do lado de fora, conseguia sentir todo o fervor por todo o seu corpo. As luzes brilhantes junto ao barulho todo; mal podia escutar seus próprios pensamentos, e essa era a melhor sensação do mundo.

Jinyoung gargalhava junto a Mark dentro do carro mais afastado, Jaebum logo ao lado deles, os olhos direcionados para Youngjae, que não conseguia manter a expressão chateada por muito tempo e já balançava uma bandeirinha com um sorriso no rosto, mesmo que ainda contido. Yugyeom acelerava o carro que ganhara recentemente dos pais, e Jackson no banco do passageiro, batucava na porta ao ritmo de uma batida estrangeira que soava pelo lugar mais distanciado do centro da cidade, bem no subúrbio congelante.

O chinês levou dois dedos até a testa quando seus olhos se encontraram com os de Bambam, prestando continência com um sorriso de lado nos lábios finos. O garoto repetiu o ato, e logo a música deu vez para o apito agudo entre os dentes de um garoto com aparência nova demais para ser experiente naquilo.

Com uma faixa escarlate nos dedos, levantou-a, sinalizando com a outra mão que os corredores ligassem os motores já ligados.

Bambam sentiu estremecer com o barulho ensurdecedor dos carros, a adrenalina cobria toda a atmosfera.

Então o apito foi soado, e os carros saíram em alta velocidade, catando pneu contra o asfalto velho e deixando suas marcas conforme arrastavam as borrachas caras em seu caminho de curvas fechadas e perigosas.

— Toma — chamou a atenção de Youngjae quando não conseguiam ver mais os carros, além de pontos de luz entre o matagal que seguia pela estrada; a mão estendia uma garrafa de vinho pela metade.

— Hm, eu não bebo e você sabe disso.

Bambam olhou para Youngjae, as bochechas rosadinhas e o olhar meio perdido sem Jaebum ao seu lado. Tentou recordar-se quando foi que, de repente, ele tinha deixado de ser aquele garoto calado e passou a andar com o grupinho problemático deles, porque Youngjae com certeza não era do tipo das pessoas ali, mas ainda assim, era como se sempre fizesse parte.

Talvez a única coisa que tivesse faltando fosse alguém com capacidade suficiente para baixar a bola de Im Jaebum, coisa que Youngjae conseguiu fazer com maestria e meio que todo mundo ficou agradecido por ele deixar de ser um completo babaca depois que esbarrou no sorriso bonito do Choi.

— Eu também não bebia — sorriu quando, depois de alguns segundos o encarando, Youngjae pegou a garrafa da sua mão e ingeriu o líquido de cor fosca.

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— Kunpimook, seu fodido! — Jaebum disse, fazendo Bambam revirar os olhos meio tonto.

A corrida chegara ao fim, os garotos com os bolsos cheios de dinheiro por terem ficado entre os 4 primeiros a cruzarem a linha de chegada e expressões eufóricas no rosto, exceto por Jaebum, que fora primeiramente recebido com um beijo caloroso de Youngjae com direito a mordida no lábio e respirações entrecortadas, além do gosto forte do whisky que o garoto tomara por último — o que foi justamente o seu motivo para se dirigir ao tailandês com uma expressão raivosa no rosto.

— Eu não enfiei bebida goela abaixo dele, tá legal? Vê se fica tranquilo, Im. Ele bebeu por que quis — deu de ombros.

Jaebum revirou os olhos, segurando a mão de Youngjae enquanto este olhava para as luzes no alto dos postes com brilho nos olhos, que ficavam ainda mais pequenos devido ao provável sono que sentia.

— A gente já tá indo, tá? — Disse, jogando algumas notas sobre a mesa.

Bambam só conseguia ouvir, na verdade, as vozes dos outros garotos no fundo da sua mente. O resto do lugar era ocupado por barulhos externos, pensamento internos e uma melodia que tocava por toda a arena, tudo misturando-se na sua cabeça e começando uma dor quase que insuportável se ele não estivesse acostumado com ela.

— Quem leva o Bamie? — Jinyoung perguntou, tirando as chaves do carro do cós da calça.

— Pode deixar que eu levo — Bambam ouviu a voz de Jackson, os olhos estavam focados em uma garrafa com o resto de vodca no fundo, que foi parar em suas mãos enquanto sua cintura era puxada delicadamente pelo chinês, o guiando para o lado de fora da arena e em segundos Bambam conseguia deslumbrar o ferro velho em meio a visão embaçada.

Virou-se repentinamente para Jackson assim que eles chegaram ao carro do mais velho.

— Me deixa dirigir — pediu, juntando as mãos.

Jackson riu soprado, olhando para longe, um ponto qualquer atrás de Bambam.

— Qual é, Wang — começou, a voz baixa meio rouca. — Sabe que eu consigo — sussurrou.

— Você bebeu quanto? — Perguntou, por via das dúvidas.

— Isso faz diferença? — Bambam se encostou no carro escuro atrás de si a medida que Jackson deu um passo para frente.

— Não, na verdade — disse, e o garoto soluçou.

— Isso nunca foi um problema antes.

A única coisa que soava na rua silenciosa era a respiração dos dois e o barulho do som abafado vindo da pista, além de alguns latidos ao longe e buzinas de carro. O barulhinho dos grilos e o cheiro de terra molhava era comum para ambos, assim como as noites passadas nas vielas de Cheonga somado à garrafas e mais garrafas de bebidas alcoólicas que conseguiam por aí.

— Vai me deixar dirigir? — Voltou a perguntar, a cabeça sutilmente tombada para o lado e a voz profunda, os olhos direcionados aos do mais velho.

Jackson suspirou baixo, colocando a mão dentro do bolso da calça preta apertada, cobrindo suas coxas grossas. Bambam observou conforme ele a tirava de lá e ergueu as chaves do carro na altura do rosto dos dois.

— Você quem manda, Bhuwakul — disse, com um sorriso de lado.


Notas Finais


acho que a história vai começar a andar? tô com umas ideias bem bacanas aí, só falta pôr em ordem e passar pro papel, mas acho que as coisas vão ficar melhor a partir de agora, se é que me entendem, rs
até!!!


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