História Antes e depois de você - Capítulo 59


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Jellal Fernandes, Juvia Lockser, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Ação, Fairy Tail, Graju, Jerza, Nalu, Romance
Exibições 137
Palavras 1.121
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


boa leitura

Capítulo 59 - Ligação e se recolvendo


Liam corria com Thor nos braços, o pelo do animal lhe causava um calor incomodo, era quente demais, o peso de Thor era tanto que seus braços já estavam dormentes e sua coluna lhe mostrava ter partes que ele nunca descobriu antes e para piorar o cachorro não parava quieto, ele se remexia nos braços do garoto e já tinha feito Liam cair pelo menos umas cinco vezes, em todas elas ele se assegurou de colocar o cachorro em cima de sí, para que ele se machucasse menos.

Liam chorava de medo, seus joelhos estavam cortados e ele estava todo suado, seus cabelos lhe grudavam na testa e ele lutava por ar enquanto corria. Já deveria ter corrido por uns dezesseis quilômetros e estava esgotado, suas pernas. Há ele nem as sentia mais. Seu corpo já corria no automático. Suas mãos queimavam e ele reprimia a vontade de gritar. Ele apenas continuava repetindo.

Corre, não para, estamos quase lá.

Estamos quase lá.

Não para.

Corre.

Não para.

E ele de fato não parou, correu até o hospital, até quase cair de exaustão, o peso, a dor, o calor, o cansaço, tudo isso acabava com ele, mas no momento que passou pelas portas transparentes do hospital e sentiu o ar frio lhe bater de frente o alivio lhe bateu no peito. Ele correu até a recepcionista e deixou bem claro que era urgente.

Afinal só de olhar para ele já dava para saber que era sério. O veterinários chegaram e tiraram Thor de seus braços, eles se assustaram ao ver que o menino tinha conseguido levantar tanto peso por tanto tempo. Eram quarenta quilos nos braços de um garoto que não tinha mais de 14 anos.

Para ter ideia de como isso pesava saiba que poucos homens adultos levantam quarenta quilos no braço nu sem ajuda de seu tronco e pernas. E ali estava ele, um garotinho acabado carregando seu melhor amigo com aflição e em condições deploráveis.

Os veterinário se retiraram e Liam fraquejou, sua vista estava embaçando, mas ele não caiu, não tremeu. Quer dizer, não tremeu mais do que já tremia de cansaço. Ele ouviu lhe chamarem e se virou para encarar a recepcionista.

- Hey... qual o numero do seu responsável? Tem alguém que eu possa ligar? – perguntou a mulher e ele assentiu. Pensou na loira. Nunca desejou tanto ela consigo, nunca desejou tanto escutar suas palavras calorosas e sentir seus braços lhe envolvendo. Liam se sentou em uma cadeira e sentiu o corpo queimar de dor. Depois ele apenas viu a recepcionista falar com alguém no telefone e apagou, as sombras tomaram sua visão e a última coisa que ele sentiu foram mãos... e o chão frio.

‘’Lucy...’’

Foi quem ele chamou enquanto dormia, sentiu lhe afagarem os cabelos, mas não era a loira. Não eram os dedos de sua irmã. Não era o carinho dela, era o John. Depois disso Liam tomou um soro nas veias para se hidratar e um remédio para dor muscular.

Tempos atuais....

                Estava tudo escuro, mas mesmo assim ele estava sentado em frente a TV, encarando a tela negra como se passasse alguma coisa, um filme interessante. Mas ela estava desligada assim como o resto das luzes. Ele fungou e esfregou as mãos, tentando fazer a lembrança de Thor em seus braços ir embora.

Não, não era isso.

Ele lembrava das mãos quentes de Lucy sobre as suas. Do calor fraternal que saia delas, do amor que queimava nos olhos da loira quando ela o encarou, da dor quando ele falou que a odiava, da frustração, quando ele mostrou-lhe os hematomas da briga da escola.

As lagrimas escorreram por seus olhos e ele fungou, queria desabafar e o escuro tinha virado sei melhor amigo e a solidão sua companheira. Então ele disse, disse tudo que o machucava, afinal, não seria julgado. As pessoas não o julgariam ali.

- Eu chamei você, liguei para você tantas vezes... – ali, falando, ele nem notou que não estava sozinho. – eu estava com tanto medo, queria você ali... – fungou – eu cansei de chorar, cansei de sentir, mas não tenho coragem para por um fim nisso. Não sei porque as lágrimas insistem em cair, não sei porque elas nunca secam... quando eu levei o Thor ao veterinário eu estava com tanto medo... eu chamei por você, mas você não atendeu. Eu me senti tão assustado.

A pessoa junto a ele no cômodo levou a mão a boca para não deixar que seu grito abafado de tristeza saísse. Os fios dourados vieram junto ao seu aperto e ela deixou que as mãos pendessem ao lado de seu corpo quando o grito se foi.

- Mas, mesmo não achando forças para parar de chorar, mesmo não achando forças para me por de pé sem meus irmãos, eu achei forças para dizer tudo aquilo para você. Disse que te odiava, a dor que vi em seus olhos naquela hora foi de arrasar, me arrependi, mas não parei por ali, te julguei por você ter mudado quando todos nós mudamos, te chamei de egoísta quando você foi a única que sorria para o mundo e nos carregava nas costas. Achei que você ia me deixar para trás, quando você corria para impedir que a porta me tranca-se do lado de fora. Falei que te odiava, quando o motivo que eu tinha para acordar era você, a Jen e o John... até mesmo o papai e o Thor.

A pessoa no cômodo já estava chorando a muito tempo, seus ombros tremiam e ela segurava os soluços que queriam vir. Já o Liam... ele havia parado de chorar, mas o vazio em seu peito o comia por dentro, aumentando o espaço vazio dentro de sí.

- Lucy – a voz dele quebrou o silencio – eu fiz tanta merda que nem sei como pedir desculpa, sou tão covarde que estou aqui falando com as paredes enquanto você dorme lá em cima. Mas... se eu pedir perdão, você diz sim?

Nessa hora a loira não aguentou, ela se lançou na direção do pequeno, o envolveu nos braços, o abraçando pelas costas e deixando que suas lágrimas lhe molhassem os ombros.

- Eu te amo, eu te amo. – falou chorosa. Liam arregalou os olhos surpreso, mas não se mexeu. Ele estava perplexo. – SIM. – falou a loira e ele a abraçou.

- Desculpa Lucy. – sussurrou. – eu menti sobre tudo..

- Shiiii, eu já escutei, eu já sei. Está tudo bem... tudo bem...

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Levy povs on;

- Mãe! Atende logo o telefone!

- Você tem perna pra que? – respondeu.

- TAMBÉM TE AMO! – Gritei de volta e corri até o telefone.

- Alo? – falei e a pessoa na linha prendeu o ar. – Alo?

- Ge-he, e ai baxinha? 


Notas Finais


até o próximo!


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