História Antes Que O Inverno Acabe - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor Tóxico, Inverno, Quatro Estações
Visualizações 6
Palavras 1.461
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Heyo!
Boa madrugada, não achei que viveria tempo suficiente pra postar isso, já que tenho todo o inverno pra terminar a história, porém cá estou eu nessa começo de dia dos pais sem o menor sono
Não tenho muito o que dizer pois estou com a visão um pouco embaçada por estar muito tempo sem descansar e eu não quero prolongar muito isso aqui.
Eu não corrigi ainda, perdoem os erros :'''
Boa leitura~

Capítulo 2 - Você vai me ver desabar;


O corpo de Angel parecia imerso de calafrios, entretanto não eram nem de longe causados pelos pequenos selos deixados em seu pescoço pela garota atrás de si enquanto ajeitava sua camisa social.

Estava nervoso, seu coração já começava a entrar em um pré-desespero mesmo antes de por os pés para fora de casa.

Odiava festas grandes, agitadas e cheias de gente, mas o que podia fazer se sua namorada era uma organizadora de eventos bem influente?

"Você está muito mais bonito com esse traje, não sei porque queria usar aquele seu terno escuro."

Talvez porque eu goste dele.

Veja bem, a garota com quem dividia seu apartamento não era um monstro. Lydia era uma moça simpática com seus conhecidos, um tanto calorosa demais, porém sempre extrovertida e exalava o que muitos diziam ser charme. Angel também já se viu tão encantado por ela quanto as pessoas ao seu redor.

Mas hoje, enquanto seguia até o local onde seria o tal evento, ele só queria dar meia volta e, e vez de voltar pra sua casa, iria direto para sua antiga casa, onde não tinha que lidar com pessoas demais.

O sorriso que antes custava muito a sair agora aparecia em seu rosto, e claramente se podia notar que era um de seus sorrisos "ensaiados" (para não dizer falsos), e agora tinha a quase obrigação de sorrir e cumprimentar a todos que chegassem ou estivessem no lugar.

O que vocês chamam de interação, eu chamo de tortura.


Seu peito parecia encolher-se a cada momento em que achava que a festa não acabaria nunca, então, como um pequeno escape para o seu subconsciente, resolveu se arriscar em alguma bebida no bar. Não queria em hipótese alguma encher a cara enquanto estivesse ali dentro, mas também não aguentaria aquele tempo todo totalmente sóbrio.

"Oh céus, espero que você não esteja cogitando se embebedar aqui, pois isso não seria muito agradável para a imagem da sua namorada." Uma voz atrás de si acabou lhe assustando, então virou para trás e viu a figura de sua psicológa lançando um pequeno sorriso para si. "Boa noite, Angel."

O homem apenas soltou o ar pela boca enquanto a morena sentava ao seu lado, não perguntando se o outro queria a sua companhia. Mas a verdade era que Kassie podia melhor que qualquer outra coisa ali dentro.

"Não se preocupe, meu vício não é esse." Murmurou Angel, bebericando do líquido verde em seu copo. "Há coisas piores que álcool."

A mulher o encarou, estreitando os olhos, mas logo a expressão neutra voltou ao seu rosto.

"Lydia está elegante hoje, e ela dança bem. Deveria estar do lado da sua namorada." Kassie, pela primeira vez depois de um bom tempo, não levou à expressão sua namorada nenhuma particularidade ruim. Talvez estava distante demais para isso.

Angel olhou mais uma vez para o centro da festa, onde o aglomerado de pessoas parecia aumentar a cada instante; pessoas dançando, conversando, rindo alto, todas juntas em um pequeno espaço... Aquilo era perturbador.

"Acho melhor irmos para o lado de fora." A garota teve que levantar a voz para que ficasse audível sobre a música alta, mesmo assim demostrando preocupação, e após receber um aceno em resposta, se levantou e passou a andar até a porta que todos entravam, sendo seguida por Angel.


Respirar o ar da cidade as vezes não era a melhor coisa, mas a noite de domingo era calma e não parecia tão poluída como os outros dias da semana. E para Angel qualquer coisa era melhor que compartilhar o ar com muitas pessoas em um mesmo lugar.

A frente do salão de eventos era um belo projeto de arquitetura, tinha que admitir, e agradeceu mentalmente pelos banquinhos não muito longe que ficavam em frente ao jardim da entrada. Dirigiu-se até um deles e se sentou, seu copo com a bebida quase terminada ainda em mãos, e Kassie estava logo a sua frente de pé enquanto acendia mais um de seus amaldiçoados cigarros; observava a sua careta costumeira ao colocar o objeto entre os lábios, então passou a encarar o céu atrás da morena. O negrume da noite lhe acalmava sem explicação, mas o que lhe encantava eram as estrelas que brilhavam incessantemente sobre aquele plano escuro em cima de suas cabseça. 

"Esse é o tipo de hora que você repensa sobre certos tópicos da sua vida e tenta mudá-los, como por exemplo: relacionamentos." Kassie murmurou, fazendo Angel rir de leve.

Para Kassie, toda hora era a hora perfeita para pensar em acabar com um relacionamento. 

"Você deveria pensar em parar de fumar essa merda." Angel rebateu.

"E achas mesmo que eu daria ouvidos a alguém que não segue os meus conselhos? Você me paga para isso sabe, então deveria dar valor ao seu dinheiro." Ela o olhou de soslaio, então com uma expressão mais suave continuou. "Pessoas levam consigo armas para se protegerem, e não está muito longe da minha lógica. Isso é apenas um modo de me proteger da arrogância humana e de não devolver tudo na mesma moeda."

Ela se sentou ao seu lado e se juntou a observação do céu, acompanhando Angel. Dentre todos os vestidos de festa bem elegantes e modernos das mulheres ali, o garoto achava interessante o fato de Kassie ser a única a estar com calças jeans, uma jaqueta escura e uma bota de salto; a morena era diferente das demais, e talvez seja por isso que Angel tenha se encantado tanto com a sua amizade.

"Não é como se isso fosse meu vício." Murmurou Kassie depois de um longo tempo. "Eu sei que posso largá-lo quando eu quiser. Talvez quando você se livrar de seu vício eu possa me fazer prometer acabar com o meu problema."

Angel sorriu de lado, ainda olhando para cima.

"Não seria de todo uma ideia ruim."

Angel ainda divagava quando percebeu que a presença de alguém que estava chegando perto de onde estavam. Tentou não parecer surpreso ao ver Lydia do lado de fora e com um olhar sério. 

"Angel... Nós poderíamos conversar?" A garota loira falou baixo, mas o suficiente para que os dois amigos ouvissem e logo tocassem olhares interrogativos.

Vendo o silêncio desconfortável, Kassie se levanta do banco e se despede dos dois, voltando para dentro do prédio. Angel encarava a namorada sem nenhuma expressão aparente, esperando que ela começasse a falar.

"Estou um pouco chateada contigo... Eu pensei que você ia gostar de estar aqui comigo; até me prontifiquei em te apresentar para várias pessoas a fim de te enturmar."

O garoto talvez não visse tanta maldade nesses atos, o que mais lhe perturbava a cabeça era como o pronome de possessão era usado a cada pessoa que te apresentava. "Esse é o meu namorado", "Já conheceram o meu amor?" 

Seu corpo não cinsrjia reagir de forma que não fosse negativa quando a palavra meu era usada por Lydia.

Tinhas muitas dúvidas em sua cabeça, mas por hora preferia deixar apenas que sua cabeça se afundasse nos pensamentos que lhe assombrava.

"Angel…" A voz dela parecia soar tão longe que ele quase não percebeu quando a garota tinha os olhos marejados. "Você sabe que eu faço tudo isso por você, são apenas coisas que eu sei que podem te fazer bem e você deveria tentar gostar. E sabe por que eu faço tudo isso? Porque ninguém jamais irá te amar como eu te amo, e você precisa do meu amor."

Os olhos de Angel estavam tão distantes quando depois de um longo silêncio resolveu falar.

"E se…" Mais uma pausa. "E se, na verdade, eu realmente não precisar?"

Lydia olhou para o seu companheiro como se não estivesse entendendo o que ele queria dizer. 

"O que você quer dizer com isso?" A garota parecia estar mais inquieta, e quando Angel fez menção de falar ela o interrompeu. "Ah, não. Eu não quero ouvir isso aqui e agora, nós vamos voltar pra casa e iremos conversar melhor com calma."


Uma garoa calma se fazia do lado de fora, porém aquele apartamento parecia ter sido engolido por uma tempestade.

Os móveis que antes eram organizados em seus devidos lugares agora faziam todo um caos pelo local, e em algum lugar entre aqueles cômodos que ainda ecoavam vozes gritos estava Angel. 

Seu corpo já não parecia ser mesmo há muito tempo, notou; podia ver suas costelas bem destacadas e outras partes, como se estivesse se deteriorando aos poucos, o que não deixava de ser verdade. Encostado em um parede qualquer o homem tinha os olhos fixos no chão, ainda sentindo-se abatido demais para mexer algum músculo.

Os fatos se deram tão depressa que era até difícil colocá-los em ordem.

Angel e Lydia voltaram pra casa.

Os dois brigaram.

Ele levantou a voz.

Ela levantou a mão.

Ele caiu no chão enquanto ela saía pela porta da frente.

A marca rubra ainda permanecia viva em seu rosto, porém Angel tampouco parecia se importar, pois sabia que a qualquer momento Lydia apareceria pela porta da frente.

Logo ela estaria de volta.



Notas Finais


Primeiramente: Angel foi um apelido carinhoso para uma pessoa querida que já me contou umas boas histórias sobre seu péssimo vício.
Segundo: quem já conviveu com uma pessoa que te faz mal constantemente deve saber como é já cansar de se abalar tanto com uma garoa, sabendo que no dia seguinte poderia vir o temporal.
Dêem um alô para seus pais por mim agradecendo por terem colocado pessoas maravilhosas como vocês no mundo ^^
Abracos~ ♡


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