História Antes que termine - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Shawn Mendes
Tags Formatura, Romance, Shawn Mendes, Viagem
Visualizações 102
Palavras 2.426
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Sussurrando contra seus lábios


LUNA NARRANDO.

Queria que não fosse tão complicado, que pudessemos realmente gostar um do outro. Ir no cinema, shopping, parque... ou até mesmo comer cachorro quente na rua, um relacionamento simples e normal. Queria.

Não chega a ser paixão... eu sinto atração por ele... certo?

É Shawn Mendes... Todo mundo sente isso por ele... certo?

Sou despertada de meus devaneios quando as pessoas em volta batem palma, Shawn sorri e agradece à elas. Meu Deus como ele é lindo.

Ele sorri de uma forma descontraída e constrangida, seu rosto fica fofo.

-Vocês namoram? -Pergunta um rapaz atrás de Shawn.

Ele se vira para mim, em busca de uma resposta, mas como eu não digo nada, ele responde:

-Não, somos bons amigos.

Bons amigos?

Essa é a definição que ele tem para mim? Se alguém da família/amigos dele perguntar o que rolou na viajem ele vai dizer que só se encontrou com bons amigos? Excluindo o resto?

Sinto um peso no peito.

- Se é assim brô. -O rapaz caminha em minha direção e estende a mão. -Quer dançar? -As pessoas a nossa volta fazem ''oooo'' meio que caçoando da situação, Shawn não diz nada.

Não consigo olhar nos olhos dele, a resposta que ele deu, por mais que seja verdade, parecia estar desfazendo de mim.

- Claro. -Seguro sua mão, e o cara me guia pela areia fofa até às pessoas que dançam. Ele é da altura de Shawn, tem a pele bronzeada e os cabelos escuros, mais um pouco e acredito que ele é índio. - Mora aqui?

Ele me puxa para seu peito, colocando as mãos nas minhas costas, dançamos lentamente, uma música calma que o grupo em volta da fogueira toca. Não somos os únicos ali, há vários casais dançando também.

Amanda e Charlie conversam não muito longe dali.

- Está procurando algo? -Pergunta o lindo rapaz á minha frente. -E respondendo sua pergunta. Sim, moro.

- Tava só olhando meus amigos. -Aponto para os dois e ele segue procurando.

-Aah... -Ele suspira e sorri. -Sabe... pensei que estivesse namorando aquele cara.

Sabia que ele ia comentar algo sobre Shawn.

-Não estamos. -Balanço a cabeça em negação e o rapaz me ouve atentamente.

- Ele sente algo por você.

-Como sabe? -Pergunto sentindo uma fagulha no coração.

-Desde que viemos para cá, ele não para de olhar para a gente. -Ele olha por cima da minha cabeça. -Tipo agora, está me encarando. Mesmo rodeado de pessoas, sua atenção é aqui. Acho que eu nem me apresentei. -Ele se aproxima de meu corpo e coloca a boca em meu ouvido, a música é lenta agora por isso a aproximação. - Me chamo Arthur.

-Luna. -Respondo. Meus olhos se encontram com Carlos e ele faz uma cara estranha ao ver que não era Shawn com quem eu dançava, ele ergue as duas mãos em sinal de confusão e eu sorrio de volta.

-Vamos ir em uma festinha que ta acontecendo aqui perto. -Diz Amanda se aproximando. -Open bar e essas coisas.

-É no Tallula's? -Pergunta Arthur todo simpático.

-É sim! -Sorri Amanda.

-Bom... acho que tenho que te deixar partir flor. -Ele segura minha mão e deposita um beijo. -Espero te ver denovo por aqui.

-Espero que sim. -Eu o observo sair desapontada. -Poxa Amanda... tinha gostado dele. -Reclamo com a voz manhosa.

-Você podia tê-lo chamado para vir. -Ela olha desconfiada para mim e então faz sinal para Carlos que está um pouco longe, trocando uns amassos com o cara de antes.

- Fala gata.

(...)

Após nos reunir e conversar com o Shawn, decidimos ir na "festa", que fica algumas ruas da casa em qual estamos hospedados. Carlos canta aos pulmões na rua, suspeito até que esteja alcoolizado, mesmo negando.Charlie conversa com um Shawn emburrado, e Amanda anda abraçada comigo jogando conversa fora.

O Tallula's é um barzinho muito do chique, não há filas do lado de fora então adentramos logo de cara. Uma música alta e com boas batidas ecoam no local. Mesinhas altas com banquetas pretas ocupam grande parte do lugar, uma pista de dança com vários corpos saltitantes e provavelmente embriagados ocupam o lugar, pessoa conversando e outras se pegando, acabamos achando uma mesa disponível para 5 pessoas e é com ela mesmo que ficamos, pedimos alguns drinks e conversamos ali mesmo.

Shawn não troca uma palavra comigo, nem me encara, ele está me ignorando por completo e uma onda de raiva passa por mim, mas não é o suficiente quando vejo uma loira magricela e de pernas longas se aproximar de Shawn.

-Shawn? -Pergunta ela curiosa.

Não idiota é o papai-noel, estamos em dezembro lembra?

-Eleonor? -Ele se levanta e a abraça. (Mas o que diabos é isso?)

-Nossa quanto tempo! -Ela estufa os peitos nitidamente siliconados para Shawn (é nítido pq uma garota magricela como ela não teria peitos desse tamanho e ele ta muito esquisito de aparência tipo nitidamente uma bola estranha).

-Gente, essa é Eleonor, uma amiga de escola. -Ele nos apresenta um por um.

-Ja vi você em algum lugar. -Diz Carlos pensativo.

Ela agita as mãos.

-Provavelmente em tv, sou modelo. -Ela soa de um jeito esnobe e pisca para Carlos.

-Ja vi mesmo, em um comercial de leite e você era a vaca leiteira com esses peitos de borracha. -Sussurra Carlos ao meu ouvido, uma crise de risada toma conta de mim e eu não aguento segurar, começo a rir alto e Carlos sabendo da piada começa a ri também. -Ela é louca, não liga. -Diz limpando a lágrima em baixo dos olhos e rindo mais ainda, então ele se vira e cochicha ao ouvido de Amanda que solta uma gargalhada alta (ela também não sabe disfarçar). Eleonor faz uma cara feia para a gente.

Quando finalmente conseguimos parar de rir.

-Borracha. -Cutuco e acabamos voltando a rir feito loucos novamente.

-Borracha! -Repete Amanda batendo na mesa.

Os drinks chegam e Eleonor não some, Shawn da seu lugar para que ela sente e os dois começam a conversar sobre o passado. Sinto-me desconfortável, então arrumo o colar e o decote do meu vestido. Os olhos de Eleonor vem igual ao de um gavião em cima se mim.

-São de verdade? -Olho para ela confusa e procurando em mim sobre o que fala. -Seus peitos. -Diz revirando os olhos.

Amanda se engasga com a bebida e Carlos começa a rir.

-Ah, minha querida... São de verdades sim e são lindos! Precisa ver em um biquíni. -Chuto a perna de Carlos por debaixo da mesa, ele tem um senso de proteção enorme comigo.

Eleonor faz uma cara de fresca.

-Ah, jura? Achei que fosse silicones.

Isso é sério? Meus seios não são tão grandes assim, talvez pareçam porq tenho 1,68 de altura e sou relativamente magra, eles são médios e não G.

-Ora... -Carlos começa a dizer.

-Não. são meus mesmo, quer ver? -Pergunto irônica.

Qual o problema dessa garota? Até meus seios? Pelaaaaaamoorrr!!!

Ela faz uma carranca e Shawn fica sem graça com a situação tentando puxar outro assunto com Eleonor.

Chega!

Não posso mais ver isso.

Não posso gostar dele.

Não posso ficar com ele.

Cutuco Carlos e indico a pista com a cabeça. Ele me olha maliciosamente e se levanta.

-Vamos beijar sister! -Ele me puxa pelo braço. -Se precisarem de nós, irei estar arrumando um gato para minha sister beijar. -Ele diz para Amanda e Charlie que sorri de volta já sacando a coisa toda. Antes de sair da mesa, viro todo o meu drink e ainda o de Carlos junto, para dar uma animada.

Shawn tem a cara emburrada e Carlos realmente conseguiu seu objetivo. PROVOCAR!

Toda vez que a gente sai, eu sou a unica que não fica com ninguém. Toda vez! Não consigo ficar pulando de cara em cara, porém, Carlos adora provocar e isso foi nitidamente para Shawn.

Ao passar por um rapaz, sorrio para ele e puxo seu copo para mim, tomo tudo em um gole só, sem saber nem o que tem dentro.

Na pista entramos dançando, jogamos as mãos para cima e balançamos no ritmo da música. Procuro Shawn e Eleonor nas mesas e o encontro rapidamente (por causa dos peitos grandes dela), os dois conversam e riem de algo que não posso ouvir. Shawn se vira e nossos olhos se encontram, sinto um peso no coração.

Minha mão é puxada e eu sou rodopiada delicadamente, indo de encontro ao peito de Arthur.

-Oi flor. -Diz ele com um sorriso perfeito.

-Ahh! Oi Arthur! -Digo assustada.

-Assustei você, flor?

-Um pouquinho! -Sorrio.

-AGORA PARA AQUELE LINDO CASAL. NO PROMISES! -Grita o Dj, apontando para o casal perto da gente.

Meu coração entra em um estado de desespero, em minha mente vem a lembrança do baile. Eu o desafiava por conta da letra de sua musica e, sua resposta me impressionou demais. Busco seus olhos novamente.

-Sem promessas? -Movo a boca (sem som) para ele.

Shawn ergue uma sobrancelha e sorri maliciosamente. Eleonor me passa um olhar de deboche e então se levanta, balança os seios e apanha a mão dele, que é recusada, porém, a magricela insiste e então os dois caminha para a pista próximo de nós. Tenho que ignora-lo isso sim.

-Quer beber algo? -Pergunta Arthur me rodopiando para si.

-Claro!

Tomando minha mão caminhamos em direção ao balcão, Arthur pede nossas bebidas ao barman e eu me sento nos banquinhos. Instantes depois o barman retorna com os copinhos de vodka, assim que o copinho é posto no balcão eu o pego, jogando a cabeça para trás engulo o líquido de uma vez só, parece um ácido que bebo, ele desce queimando e rasgando minha garganta, faço uma careta involuntária. Preciso me esquecer dele.

Arthur sorri e então faz o mesmo com o copinho. Observo Carlos dançar com um cara, ele olha para mim e acena, rebolando de costas no corpo do rapaz. Carlos consegue ser uma vadia quando quer!

E eu só queria ir embora daqui, o Dj coloca um remix muito alto e eu tenho que fazer sinal para que Carlos venha até mim.

-Vamos embora?! -Sorrio me sentindo tonta por conta do álcool.

-O que você bebeu? -Diz Carlos colocando as mãos em meus ombros.

-Vodka. -Responde Arthur se aproximando de mim. -Porq?

-Ela vai ficar doidona, Luna não aguenta beber, na última vez que fez isso, ela arrancou a roupa e subiu em cima do balcão do barman, tipo esse aqui. -Ele bate no balcão. -Ela dançou e ficou tonta, vomitou ali mesmo. Sister foi engraçado. -Diz para mim.

Lembro-me da situação e faço uma carranca.

-Não foi engraçado.

Tinha sido minha segunda vez, tinhamos ido numa festinha de uma amiga nossa (foi esse ano) então ela era mais velha, havia repetido um ano, Mia estava completando 18 anos, teve open bar, a galera da escola estava todos lá, ja haviam avisados que não eram responsáveis por quem estava bebendo. Eu só queria me divertir, e os meninos também, começaram a me desafiar. Um copo, dois....eu ja estava no meu sexto vendo estrelas e mesmo assim não parei, foi o desafio da cerveja, era umas canecas de vidro de 900 ml, eu virei duas de uma vez só e ridicularmente achei divertido dançar no balcão, tirei o vestido e subi. Eu rodei algumas vezes e fiquei tonta, comecei a vomitar lá em cima mesmo, fui tirada de lá nos braços de Charlie preocupado e uma Amanda e Carlos desesperados. Foi meu primeiro PT pra nunca mais, fui acordar cinco horas da tarde do dia seguinte. Me apilidaram de pé de vidro por um bom tempo na escola.

Mas em compensação ganhei o respeito de todo mundo POR TER SIDO A QUE MAIS BEBEU NA FESTA (não é grande coisa vai por mim).

-Ela vai querer beber mais. -Diz Carlos.

-Claro que eu vou. -Respondo fazendo bico e ja me virando pra pedir outra coisa ao cara de preto e muito gato que é o barman.

-Não vai não. Pega ela. -Carlos sai para que Arthur se aproxime de mim, ele passa a mão em baixo de meus joelhos e costas, me puxando para seu peito, eu sorrio.

-Você é o maior gatinho hein. -Coloco o dedo em seu peito forte, fazendo circulos sedutoramente.

-Da pra ver que não aguenta mesmo, hein flor. -Ele sorri.

-Não sei do que está falando. -Faço uma voz de manha, as pessoas á nossa volta viram para nos olhar e Carlos caminha para Amanda, que instantes depois está perto de mim junto com Charlie.

-Quer que eu a leve? -Pergunta Charlie para Arthur.

-Não cara, pode deixar.

-O que está acontecendo? -Shawn chega preocupado.

-Aahh e você quer mesmo sabeeerrr? -Respondoo com a voz irritada. -A culpa é sua. Por me fazer gostar de você e depois ficar fingindo que nada aconteceu e ainda por cima, me tratar com indiferença.

-Está bêbada. -Diz ele com a testa franzida.

-Está sincera demais amor. -Diz Carlos sorrindo.

Sou levada para fora do estabelecimento, e recebida pelo calor e me sinto até sufocada, sendo que lá dentro tinha ar-condicionado chega estava frio, mesmo com todo mundo pulando soados.

-Acho que consigo andar. -Falo.

-Ta bem. -Arthur coloca minhas pernas no chão e Carlos me entrega as sandálias que nem lembrava de ter tirado. Sinto-me tonta, mas consigo andar.

Após andar alguns minutos, chegamos na casa, sinto-me envergonhada e ao me despedir de Arthur peço desculpas pelo ocorrido. Quando entro na casa, todo estão em seu quarto, retiro as sandálias e a carrego na mão sobre as escadas. Entrando no quarto eu as jogo no chão e me sento na cama.

Que dia mais doido...

Só preciso relaxar...

Tomo um banho rápido, escovo os dentes e ao colocar o sutiã observo meu reflexo na frente do espelho, eu dei uma perda de peso, é possível ver o início do vão no meio das coxas, eu não tinha isso. Passo a camisa grande pela cabeça e depois um short confortável, pesco um amarrador (chiquinha ou elastico do que quiser chamar) na bolsa, e amarrando em um rabo bem alto, saio do quarto para respirar um pouco na sacada.

Na mesinha entre as espreguiçadeiras há um esqueiro e um palitinho para acender as velas, e uma por uma, eu as acendo. Elas possuem um cheirinho doce e confortante. Encosto-me na "grade'' de vidro, para ouvir o mar, está muito escuro, porem, o seu som, ainda continua incrível.

-O que você disse antes...-Viro-me no pulo, para dar de cara com Shawn, ele está apenas com uma bermuda e sua barriga definida à mostra. -Estava falando sério?

-Quando eu bebo, falo coisas desnecessárias. -Escosto-me no vidro, para ficar de frente para ele.

-Você não me respondeu. -Ele da um passo para frente, depois outro...caminha devagar em minha direção.

-Eu...Eu...Sim. -Gaguejo. Não consigo pensar direito, ele caminha sedutoramente, até ficar cara a cara comigo. -Não faça isso... Shawn eu não...

-Porq que não consegue calar a boca pelo menos uma vez...? -Ele segura meu queixo com a mão direita e com a esquerda me aperta na cintura. 

-E porq você não faz isso dessa vez . -Sussuro contra seus lábios. Sua respiração toca meu rosto e seus lábios estão prestes á tocar os meus...


Notas Finais


Fica no ar o que aconteceu depois...

Ooo meu Deus, não aguentei...tive que postaaarrrr !!! ♡♡


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