História Antinomia - Undertale - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Frisk, Mettaton, Papyrus, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags (friskxsans), Antinomia, Cecifrazier, Chara, Frans, Frisk, Romance, Sans, Sansxfrisk, Undertale
Visualizações 83
Palavras 2.019
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


HEEEEEEY
Acho que não demorei TAAAAANTO dessa vez q

~~algumas pistas serão reveladas ao decorrer do capítulo~~

Boa leitura! <3

Capítulo 9 - Prelúdio


 

Prelúdio. 

 

Talvez prelúdio fosse a palavra certa para definir todos esses acontecimentos. De alguma forma, Sans sabia que algo estava para acontecer. Não podia ter certeza de nada, porém, sabia que suas ações induziriam à algo grande, uma possível punição. Claro, ao usar magia em Alice, tinha a melhor das intenções: salvá-la de si mesma. Entretanto, no momento que foi visto por aquela enfermeira, provavelmente todo o sigilo de seu pai em questão da magia, iria por água abaixo. A maioria dos funcionários não sabia sobre a magia, apenas pessoas como: Sans, Gaster, Chara, Alphys, Papyrus e... 

 

De repente, a enfermeira grunhiu baixo e caiu ao chão, desacordada. Tinha uma seringa em seu pescoço e atrás dela, havia uma mulher alta. Sua pele era bronzeada, seus cabelos vermelhos estavam presos a um rabo de cavalo e os óculos, com a luz refletindo sobre eles, lhe dava um ar macabro. Ela deu alguns passos para adentrar a sala, o barulho dos saltos ecoava pelo lugar. Encarou Sans e Alice, que estavam pasmos com a cena. Então, ela sorriu, e o doutor quase teve certeza que os olhos dourados dela brilharam.  

 

— Você só se mete em problemas, Sans.  

 

Com sua voz, Sans acordou de seu transe. 

 

— Ficou louca, Undyne?! — Ele exclamou. — Ela pode nos denunciar!  

 

— Não precisa me agradecer. — Undyne desviou o olhar para a criança, que estava assustada. — Vejo que fez meu trabalho, mesmo que seu plano tenha sido mal articulado.  

 

— Trabalho? — Franziu as sobrancelhas. — Como assim? 

 

— Bem... — Ela suspirou e caminhou até a enfermeira para pegar sua seringa de volta. — Como acha que as altas desse hospital estão acontecendo? 

 

— Não me diga que... 

 

— Sim, estou usando minha magia para curar os pacientes. — Undyne o encarou seriamente. — A pedido do seu pai. 

 

— Meu pai?! — Sans exclamou indignado. — Ele disse qu... 

 

— Se parássemos de usar magia completamente, seria muito estranho, não? Tantas doenças curadas em um curto espaço de tempo, e de uma hora para outra, as pessoas param de voltar às suas casas. — Ela deu uma pequena pausa. — Doutor Gaster me pediu para manter o ritmo, mesmo que aos poucos, já que minha magia é mais fraca. 

 

— Não acredito que ele escondeu isso de mim... — Sans passou a destra entre os cabelos. — Por que? 

 

— Se você soubesse, com certeza iria querer ajudar. Sua magia é de cura, não deixa nenhum resquício de doença, ou seja... se os pacientes voltassem sem nenhuma sequela, as pessoas começariam a desconfiar de novo. 

 

— Está me dizendo que as pessoas estão voltando com sequelas?! 

 

— Persuasão é uma magia um pouco instável, é possível que eles tenham alguma recaída, porém, faço o que posso com a ajuda da Alphys. Ela é quem passa os medicamentos e faz os exames. Acredite... seu pai sabe o que é melhor, confie nele. 

 

Sans a fitou com raiva e um pingo de mágoa. Ela sabia o quanto curar as pessoas significava para ele, e aquilo foi uma traição. Tanto de Undyne quanto de seu pai. 

 

— Você devia ter me contado. — Ele murmurou. 

 

— Estou te contando agora. — Undyne arqueou as sobrancelhas. — Posso ser punida se seu pai descobrir, e o pior de tudo, eu apaguei essa enfermeira. Pare de reclamar e agradeça dando um jeito nas câmeras, deixe que eu cuido da menina, já que é meu trabalho. 

 

Ele assentiu, então saiu da sala. Não teria problema em apagar o vídeo de segurança daquele corredor, pois Alphys tinha acesso ao computador principal com um programa específico. Tudo era tão bem articulado, tão bem planejado. Mesmo que Gaster fosse o dono do hospital, ele agia como um fora da lei, escondendo de tudo e todos o que acontecia ali dentro.   

 

•○•●•○• 

 

Estava um clima tão agradável que Frisk se recusava a abrir os olhos. Ela estava com dor de cabeça, resultado de um pequeno estresse tarde da noite. O que deu na cabeça dela de sair beijando seu psiquiatra?! Frisk podia estar louca, só pode! O que era uma grande ironia, já que não há muito tempo atrás fora taxada disso. Ela, entretanto, por mais calada que fosse, não era tão ingênua assim. Havia coisas que algumas pessoas não sabiam, porém já achava que sua mãe tinha notado.   

 

Por fim, Frisk decidiu levantar-se da cama. Espreguiçou-se e, como de costume, ligou a televisão para assistir algum filme ou desenho idiota. Esperaria pacientemente a empregada trazer seu café da manhã, pois detestava tomá-lo com seu pai, principalmente depois da discussão durante a madrugada. Asgore já sabia que ela não havia ido para a praia e sim, para uma casa noturna. O motorista encobriu a parte de que a menina saíra com Sans, já que se esse detalhe fosse revelado, seu pai teria um surto. Provavelmente contaria para Toriel. Provavelmente.  

 

Deixou seus pensamentos de lado ao ouvir pequenas batidas na porta. 

 

— Senhorita Frisk? — Uma moça alta, de pele clara e cabeços castanhos presos a um rabo de cavalo, abriu uma pequena fresta da porta. Em sua outra mão, equilibrava uma bandeja com dois sanduíches e um copo de suco. Do jeito que Frisk gostava. — Já de pé? 

 

— Não me chame de "senhorita", Agatha. — Frisk sorriu com gentileza e a viu adentrar o quarto. — Não precisa usar essas formalidades comigo. 

 

— Sabe que é preciso. — Agatha retribuiu o sorriso, deixando a bandeja sobre uma mesinha de centro em frente à televisão. — O clima está pesado lá embaixo. 

 

— Ah. — A garota revirou os olhos. — Como tá aquele balofo? 

 

— Não diga isso do seu pai, Frisk. — Disse em tom repreensivo, porém, suspirou e sentou-se ao lado da mesma, sobre um puff próximo ao dela. — Vai que ele escuta. 

 

— Que escute, não tenho nada para falar com ele. — Frisk cruzou os braços. — E a mamãe? 

 

— Parece triste. — Agatha a viu inclinar-se e encostar a cabeça sobre seu colo. Logo, fez carinho nas curtas madeixas de Frisk. — Vai ficar tudo bem, sempre fica. 

 

— Agatha... você realmente acha que eu sou esquizofrênica? — Ela levantou um pouco o olhar, sussurrando receosa.  

 

— Eu sei que não. — Sorriu sutilmente. — O que você tem é um dom, mas as pessoas são muito céticas para entender. 

 

— É que às vezes eu tenho medo das vozes. O que poderia ser? Eu não deveria ter medo delas. 

 

— Quando se tem contato com espíritos, Frisk, nunca se sabe quando eles podem ser bons ou ruins. — Agatha suspirou, fazendo menção de se levantar. — Não prefere conversar sobre isso com outra pessoa? Alguém que entenda do sobrenatural.  

 

— Não sei quem poderia entender. — Frisk deu de ombros. — Mas, sabe... as vozes me dizem que eu não devo contar nada para os meus pais, por isso parei de falar com eles. Isso foi depois que tentei pedir ajuda, mas... eles não ligaram. Ninguém ligou, na verdade, a não ser você e o... 

 

— Sans, é isso? — Ela pôs as mãos na cintura. — Sei não... tem certeza que pode confiar nele? 

 

— A mãe dele falou comigo, disse que ele é uma boa pessoa. Posso confiar, tenho certeza. Ela disse que ele pode me ajudar!  

 

— Ajudar como, pequena?  

 

— Ajudar a me fazer livre desse tormento. 

 

•○•●•○• 

 

Chara estalou os dedos e alongou os braços. Finalmente havia terminado sua partida online após de uma hora de sessão. Se era irresponsável jogar no trablho? Sim, era. Porém, o hospital estava vazio e não tinha nada para fazer, aparentemente. Não havia visto Sans desde quando se encontraram no refeitório e isso o deixou intrigado. Também não havia visto aquela pirralha cujo nome era Frisk. Só de lembrar do beijo que ambos trocaram, sentia ânsia. Não sabia que Sans sentia atração por menininhas, muito menos por aquelas que eram suas pacientes. 

 

Mas tinha algo de errado em Frisk. Algo muito além de apenas "esquizofrenia" ou "sensitividade". Assim que pôs os olhos nela, soube. Era como se uma pequena fagulha houvesse acendido em seu interior, revivendo coisas que nunca deveriam ser revividas. 

 

Não queria que fosse aquilo de novo. Tudo, menos isso! 

 

Ele levantou-se da cadeira, tomando uma expressão melancólica para si. Revirou os olhos pela sala, certificando-se de que não havia algo de errado. Nada? Certo, talvez fosse só coisa da sua cabeça. 

 

Saiu da sala na esperança de encontrar seu 'chefe' por aí, ver se ele estava precisando de algo ou apenas para jogar conversa fora. 

 

•○•●•○•

 

Pronto. A gravação de segurança havia sido alterada, a parte em que Sans adentra o quarto foi retirada, juntamente com a da enfermeira. Ficou apenas o momento em que Undyne chega e sai do local com a criança. Era engraçado, Alphys também possuía magia, porém a dela se aplicava em causar ilusões. O que era perfeito para alterar as imagens do sistema. 

 

— D-desculpe por não termos de contado antes, Sans. — Alphys disse com as bochechas um pouco vermelhas por causa do constrangimento. Ela era uma mulher baixinha, a pele bem branca e cabelos loiros curtinhos. Era um pouco gordinha também e usava um óculos grande redondo, o que a deixava muito fofa. — Doutor Gaster não nos deu permissão para isso, pois conhecendo você do jeito que conhece, sabia que você iria querer interferir.  

 

— Fique despreocupada, sei que a culpa não é de vocês. — Sans abriu um sorriso gentil. — Prometo não contar a ele que sei. 

 

— Obrigada! — Ela exclamou com um sorriso no rosto. — É melhor você voltar à sua sala, ou pode acabar se metendo em problemas. 

 

— Tem razão. — Ele bagunçou as madeixas lisas da mesma. — Até outra hora. 

 

E então, Sans saiu da sala com as mãos enfiadas no jaleco. Tudo estava acontecendo de uma forma corrida. Mal o ano começara e já tinha várias preocupações e pensamentos atormentantes. Primeiro, passara a suspeitar que Frisk tinha dupla personalidade, assim como Chara um dia teve; segundo, soube que seu pai escondia mais coisas do que poderia imaginar. O que mais Gaster estaria ocultando?  

 

— Doutor Sans? — Ouviu Chara lhe chamar à sua frente. Ele estava no início do corredor. — Finalmente te achei. Pensei que tinha ido pra casa. 

 

— Não pense besteiras, eu não saio tão cedo assim. — Sans suspirou, tentando manter o semblante calmo. — O que faz aqui? 

 

— Ué... te procurando. Não é óbvio? — Chara deu de ombros. — De qualquer forma, vim pedir uma saída. 

 

— E posso saber para quê? 

 

— Pendências, Sans. Pendências. — Respondeu impaciente. 

 

— Saiba que no momento você está em horário de trabalho. Será que não poderia deixar suas "pendências" para depois? 

 

— Já olhou ao redor? Qual é, hoje é primeiro de janeiro, não tem nada para fazer. Você deveria me dar um aumento por vir trabalhar na folga. 

 

Sans respirou fundo. Era verdade, realmente, entretanto, aquele motivo era estranho. Chara não pedia uma saída por nada, principalmente quando vinha em um dia de folga, quando sabia que iria ter um aumento em seu salário por isso. 

 

— Tá, que seja. — O albino revirou os olhos. — Venha, vou assinar a declaração para você. 

 

•○•●•○• 

 

Já era quase meio dia. Frisk estava deitada sobre a cama, fazendo vários nadas. Ela lia algumas revistinhas em quadrinhos, não prestando a mínima atenção à televisão que deixara ligada. O clima estava péssimo no andar de baixo, tanto que nem se atrevera a descer as escadas. Sua mãe fora lhe ver depois do café, e como sempre, não falou muito. Limitou-se em ser monossilábica, pois não havia muito o que falar. 

 

— Hey, Frisk! — Ouviu a voz de um garoto lhe chamar do outro lado do quarto. Era ele, de novo, então apenas revirou os olhos para encará-lo. — Por que essa carinha? 

 

— Eu pedi para me deixar em paz. — Frisk respondeu grossamente e voltou a ler sua revista, ignorando-o completamente.  

 

— Enjoou de mim? — Ele fez uma expressão triste. — Achei que éramos amigos. 

 

— Não sou sua amiga, você só me atormenta. — Ela jogou a revista no chão e sentou-se sobre a cama com as pernas cruzadas. — Diga o que quer de uma vez e vaza! 

 

— Você sabe o que eu quero. 

 

— Não vou te dar minha alma. 

 

— Calma, não sejamos precipitados. — Ele sorriu, então caminhou até ela e se sentou ao seu lado. — Preciso de um favorzinho. 

 

— Que tipo de favor? — Ela franziu as sobrancelhas. 

 

Frisk o viu sorrir mais ainda, e por um momento, sentiu seu corpo temer quando ele disse: 

 

— Você sabe quem é Chara, não é? 

 


Notas Finais


Ih ala
Themonio fazendo a cabeça da Furisque
O que será que vai acontecer?
Nem eu sei HAUAHUAHUA

Até o próximo capítulo! <3


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