História Antinomia ~ Yoonkook - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, Suga
Tags Daddukink, Jungkook, Yoongi, Yoonkook
Visualizações 389
Palavras 3.288
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Holaaaaaaaaaa! Volteiiiiiiiii!
Desculpas pela demora mas explico melhor nas notas finais.
Boa leitura...

Capítulo 4 - Antinomia de Jungkook


Fanfic / Fanfiction Antinomia ~ Yoonkook - Capítulo 4 - Antinomia de Jungkook

Puxava-me pela mão enquanto subíamos escadas e mais escadas, ambos completamente molhados e sem roupa alguma. Meu coração parecia que queria explodir, meu corpo ardia como brasa, sentia-me no próprio inferno. Mordo meus lábios ao parar em uma porta e Jeon me jogar contra ela. Sua respiração podia misturar-se com a minha de tão perto que estávamos, olho em seus olhos e sinto sua mão em minha cintura, logo também um barulho de trava sendo aberta e percebo a porta abrindo em minhas costas. Seus lábios deixavam chupões fortes perto de minha orelha.  Meu corou é empurrado para dentro e a porta se fechar com força, enquanto suas mãos apertavam meu corpo de forma possessiva e bruta. Sinto a cama em minhas costas e seu corpo sobre o meu, seus olhos comiam-me de forma tão gulosa que lambia os lábios a cada beijo que dava em minha coxa e barriga, seus beijos permaneciam molhados e acompanhavam mordidas fracas. Minha respiração denunciava-me de forma descarada, mostrando minha pura excitação, queria te-lo, queria que ele me usasse da forma que quiser, do jeito que quiser. Minhas mãos são agarradas para que eu me aproxime de seu rosto e seus lábios marcavam bem meu rosto com inúmeros beijos carinhosos e alguns ardentes em meus lábios, afasto devagar e vou até sua orelha, encostando meus lábios com leveza vendo-o arrepiar sua pele. -

-- Quantas vezes trouxe aquelas puras para esse quarto? - sussurro e senti seu sorriso em meu pescoço, sua mão apertava minha cintura com força.

 --- Você é o primeiro a entrar aqui...- responde olhando em meus olhos e beijando meus lábios com fervura para no final, belisca-los com os dentes. - Hoje você quer ser fodido como, meu bem? - pergunta entre meus lábios e mordi os seus em resposta.

 --- Forte...- falo e vi o brilho de seus olhos em excitação, minha cabeça rodava com seu perfume em tão perto de mim, beijo seu queixo.- Rápido...- continuo vendo suas mãos apertarem meus fios de cabelo, dando mais espaço para brincar com minha clavícula.- Apenas foda-me...- arfo assim que minhas costas encontram o colchão novamente. 

 Meus lábios são abandonados agora por mordidas em meu peitoral e mãos brutas, apertando impiedosamente minha cintura enquanto seu corpo fazia fricções contra o meu de forma lenta e prazerosa, quem dera eu contestar. Estava entregue a Jeon Jungkook novamente. 


 *** 


 Eu definitivamente preciso de um psiquiatra. Minha bipolaridade é muita para uma pessoa como uma mente como a minha. Na verdade, eu sei a causa disso, e ela está no banheiro. Já era de manhã e já estava me arrumando para ir embora. Não quero enlouquecer mais, chega, eu devia estar feliz, transei, vou ficar longe desse demônio... porém, contudo, todavia, estou desempregado, pobre, marcado até a nuca de tantos hematomas, irritado, indignado, além de ódio de mim mesmo por cogitar ter sentimentos por um... Por um... Não existe nem mesmo adjetivos para difama-lo de forma ruim nesse momento. Suspiro cansado, minha cabeça está uma bagunça. Termino de abotoar a camisa de Jungkook - que o mesmo me emprestou - e amaldiçoo  até  a última linhagem daquele idiota por ter o cheiro que eu mais aprecio nesse mundo. Grunhi agoniado l, eram tantos chupões que dava medo, como me deixei levar a esse ponto? Passo a mão pelo pescoço enquanto olho-me no espelho. Eu estava, literalmente,  marcado até o pescoço, maus cabelos estavam assanhados, estou com cheiro de sexos, tenho marcas e meus lábios estavam mais inchados que os próprios roxos em minha pele, fora os arranhões nas minhas costas. Jeon não teve pena de mim, tanto que até com meu psicológico - dito como perfeito- ele brincou. 

Queria tanto negar que meu coração está explodindo, que meu corpo não se arrepia só de lembrar de praticamente horas atrás e de como deixei ele me ter daquela forma. Eu sou estúpido, o que estava pensando? Se realmente estivesse sóbrio, não teria vindo. Ele é tão malvado comigo, aquele idiota nem liga para mim, por que me iludi desse modo? Sinto meus olhos marejarem. Olha quem está chorando? Para que ser tão melodramático? Só constatei fatos. Aquele ninfomaníaco apenas quer sexo, ele só se aproveitou de mim e eu aceitei, com um ótimo trouxa. Desde o primeiro dia, como um bom trouxa. Aposto que ele está demorando no banheiro justamente por ligar para aquelas putinhas que ficam com ele. Queria que isso não fosse ciúme, queria não sentir tristeza por pensar nesses fatos. É isso que é ele faz comigo, deixa-me com paranóias de mim mesmo o tempo todo. Eu odeio Jeon Jungkook. Limpo meus olhos que já deixavam algumas lágrimas caírem. Por que me sinto assim? Eu não gosto dele e nunca gostarei... apresse-me-ei rapidamente para sair daquele lugar, não quero olhar para a sua face, parece que meu estômago vai embrulhar. 

 --- Já está indo embora? Não vai nem tomar um café comigo? - pergunta saído do banheiro e evito olhar para seu rosto.

--- Esquece de mim.- peço indo até a porta de forma fria, porém meu braço é segurado e puxado para trás. Abaixo a cabeça. Sinto-me patético por estar afetado com esta rosa ação. 

 --- Por que está sendo assim?- pergunta perto de meu nariz e respiro fundo.

 --- Por que eu quero.- respondo e sinto meu queixo ser puxado para cima, mas afasto sua mão. - Solte-me Jeon, tenho que ir para casa. 

 --- Por que és assim?- pergunta indignado e seus olhos pareciam cansados e também tristes.- Achei que finalmente...

 --- Achou o que Jeon? Que sou fácil como essas putinhas que vem aqui? - retruco e vi sua face com raiva, nem mesmo percebi minha voz alta e meio vacilante. 

 --- Nenhuma delas veio ou vai vir aqui.- contesta e engoli seco.- Está com ciúme?

 --- Ciumes... Por que eu estaria com ciumes de você, Jeon? Afinal, já não tivemos essa conversa? - tento me defender, porém seus olhos eram sérios.

 --- Você é inacreditável! Yoongi é sério?  Ficará negando até quando? - pergunta indignado e seu tom de voz, antes amenos, tinha aumentado. 

 --- Negando o que? Não tenho nada para negar! - respondo com raiva e fechando os punhos.

 --- Por que não admite logo que gosta de mim? 

 --- Por que eu odeio você! - exalto. Percebi que minhas palavras carregavam uma grande mentira, não vou dizer que não doeu, machucou até mesmo a mim. Sinto meu coração pesar.

--- Então por que veio? - pergunta afoito e enraivecido. Engulo seco.

 --- Por que... - fico em silêncio e respiro fundo. 

 --- Vamos, fale! Por que? - sinto sua impaciência, era para eu estar com raiva, não ele. 

 --- Por que você é um idiota! Você não se importa, então por que continua insistindo? Você é só um imbecil que só quer saber de sexo, por isso que eu te odeio! Parece que você não se importa! Brinca comigo, beija-me, faz sexo comigo de um jeito que me faz ficar confuso. O que realmente quer? Controlar minha mente e meus pensamentos? Desejos estranho vem a minha mente por sua causa. Eu não quero isso, mas meu corpo quer. Você me faz uma pessoa bipolar de um dia para o outro, sem cessar, parece um jogo. Você joga comigo. Acha engraçado me deixar louco? Várias antinomias vem e vão deixando-me sem respostas. - respiro fundo olhando em seus olhos.- Eu não quero ter algum sentimento por você. Não sei se gosto de ti, mas meu coração diz que sim, não sei se te quero, mas meu corpo diz que sim, não sei se te amo, mas minha cabeça afirma que sim. Isso é loucura para uma pessoa que te odiava praticamente dias atrás. Eu realmente te odeio, quero que você morra, porém de acordo com as horas desde aquele beijo me provam o contrário.- Soltei tudo que sufocava-me, olho surpreso com seu rosto vermelho de raiva.

 --- Eu não estou brincando contigo! Eu realmente gosto de você. Na percebeu que fico olhando-te a cada segundo no escritório? Que me faz ficar louco por você? Seu corpo, sua língua afiada, seu olhar, tudo em você me deixa em puro fascínio, deixando-me também confuso. Eu te quero. Não nego que aquele primeiro beijo foi apenas um jogo, queria provar a mim mesmo que não sinto nada por você além da atração. Porém provou totalmente o contrário. Eu penso em ti todo dia, em como me fez ficar dependente em tão pouco tempo, rejeitei todas as mulheres que antes entravam no meio escritório, todas, apenas para ficar contigo aquele dia. Eu sou viciado em ti à contragosto. Você me faz ter antinomias de mim mesmo o tempo todo! - explode e fico paralisado com sua proximidade. Parecia que alguém tinha jogado agia na minha cara.- Principalmente ontem, em um instante estava se afastando e no outro estava aos beijos comigo... 

 --- ... - fixo meus olhos nos seus, não tenho respostas, nada sai da minha boca. 

 --- Você é louco? - talvez eu seja... percebo que sua pergunta foi rouca e fecho meus olhos ao sentir seu suspiro no meu rosto e sua boca roçando na minha.- Viu? Eu te quero agora, mesmo estando aos nervos com você...- sussurra com raiva e indignação. Pelo seu som, quase desmanchei de medo, minhas pernas tremiam.

 --- Mentiroso...- tiro coragem e sussurro pela proximidade, seus olhos fitando-me.- Você não tem antinomia nenhuma... 

 --- Eu sou o mentiroso?- pergunta em tom estridente, sua respiração começado a ficar pesada.

 --- Sim, mentiroso... imbecil...- sussurro mais baixo ainda, enquanto suas mãos iam para minha nuca e seus dedos emaranharam-se em meus cabelos. 

 --- Diz que não me quer então... Afaste-me... - desafia e fecho meus olhos com seu leve selinho em meus lábios.- Se fizer isso, eu te deixo...

 --- Eu...- minha voz saiu baixa, meus lábios estavam formigando.- Eu desisto... 

Seguro seu pescoço e beijo seus lábios com urgência. Entreabro meus lábios deixando sua língua explorar minha boca de forma lenta enquanto puxava meus cabelos já assanhados. Mordo seus lábios assim que separo e percebo o que fiz. Novamente uma ação inconsequente, irresponsável, confusa, estúpida, aperto meus olhos e afasto depressa. Chega. Levo a mão aos lábios e evito olhar para o donos das íris negras, sinto-me confuso e contrariado. Minha teimosia não me deixa entender o que realmente sinto, abaixo a cabeça e pressinto lágrimas caindo em meu rosto. Eu não gosto desse sentimento de impotência, sinto-me preso. Sua mão acaricia minha bochecha e limpa a lágrima que caia devagar, porém afasto-o com um empurrão e abro a porta correndo até a saída. Cada vez mais pareço um adolescente, um idiota, um imbecil, um burro que não consegue sequer decifrar seus próprios sentimentos. Corro até o portão e tento abri-lo com força. Sorte que estava aberto. Precisava pensar, esvaziar a cabeça. Puxo meus cabelos com raiva e chuto o lixeiro de uma das casas com raiva de mim mesmo. Por que sou assim? Por que ele me deixa assim? Por que?  Estou prestes a ter um surto mental por ele, por mim e por minhas atitudes. Suspiro olhando para o céu claro da manhã.

 --- Parece que sou minha própria loucura. - bufo frustrado. 


 *** 


 Depois de recuperar-me do ataque que tive ontem, finalmente consegui colocar meus sentimentos ordem. Descobri que ficar culpando alguém por essa situação não vai ajudar, absolutamente em nada. Passei Passei a noite em claro esvaziando a cabeça, pensando em tudo e ao mesmo tempo tem nada, tudo que remexia em meu cérebro eram lembranças, lembranças com ele. Não tem como negar que estou me apaixonando por ele, dado aos sintomas que sinto e tambem experiências passadas, negar era o impossível naquela situação. Olhei no espelho mais de quatro vezes, deparando-me com suas marcas em minha pele, tentei enganar-me falando para mim mesmo que era apenas desejo, mas o que explicava os ciumes? Eram tantas afirmações contraditórias que cansei de tentar enganar meu psicológico. Porém não é algo que me orgulhe, foi um fato que me deixou triste. Exatamente por saber que é quase impossível ser correspondido veemente, seria um amor " unilateral" e não desejo este tipo de amor à absolutamente ninguém, é solitário, triste. Queria apenas esquecer aqueles beijos, aquelas carícias, aqueles apertos, tudo que falei, até mesmo esses sentimentos que estão em meu coração. 

Deito-me na cama já arrumado para ir buscar minhas coisas naquele maldito lugar, nem mesmo as circunstâncias não me auxiliam nessa tarefa aparentemente difícil. Levanto em um pulo e calço meus tênis com pressa. Se mais cedo eu chego, mais cedo livro-me dele. Entro no elevador apertando logo o botão e vendo as portas fecharem, bato o pé repetidas vezes até finalmente as portas de ferro abrirem e logo me dirigir até meu táxi. Passo o caminho inteiro pensando na vergonha que irei passar, serei praticamente motivo de chacota. Meu coração pesa somente pela possibilidade de encontra-lo. Mordo meus lábios e vejo que o táxi já havia parado. Agradeci e olhei para as portas de vidro e várias pessoas entrando e saindo. Respiro fundo e passo por aquelas portas, ganhando imediatamente olhares, afinal estava sem uniforme de trabalho e também - provavelmente- perguntando-se o por que de estar ali. Ignoro-os e ando calmamente até o elevador e aperto o botão para o andar de meu escritório; meus batimentos aumentavam a medida que ia se aproximando do andar. As portas abrem e minha respiração prende  ao ver Jeon Jungkook na minha frente. Paraliso no lugar e vejo seu olhar perdido mas logo seu sorriso em minha direção. Não pensei duas vezes em correr para meu escritório e abrir a porta com minha chave. Fecho a porta de uma vez e solto a respiração. Atitude infantil? Com toda certeza, porém faria de novo se tivesse outra chance. Olho para minha mesa e vejo um uniforme e um cartão ao lado. Suspiro. Merda. Viro-me e jogo o cartão no lixo, logo saindo para fora de meu cubículo e vou até seu escritório. Abro a porta e mordo meus lábios com força.

 Uma mulher estava bem atrás de si e falava algo em seu ouvido enquanto seus olhos estavam fechados e suas mãos massageavam suas têmporas. Bato a porta assim que entro e vejo a mulher completamente vermelha e olhava-me com raiva. Ciumes agora? Sim. Olho para ela e aperto meus punhos com raiva. " rejeitei todas as mulheres que antes entravam naquele escritório, todas, apenas para ficar contigo aquele dia"... Mentiroso. Meu coração aperta e novamente a raiva dele vem até mim. Maldito! Abaixo os olhos sentindo meus olhos marejados, porém era tristeza misturada com ódio. Vi a mulher sair e fechar a porta com um olhar decepcionado, levanto o olhar e vejo suas orbes negras olhando diretamente para mim. Respiro fundo e levanto o pacote com o uniforme novo, ando até sua mesa e jogo o pacote na cadeira.

 --- Por que está devolvendo o uniforme?-pergunta e evito olhar em seus olhos.

 --- Estou despedido, não preciso desse uniforme.- respondo frio e virando-me para sair, contudo, sua voz chega até meus tímpanos parando-me completamente.

 --- Fique, tenho assuntos a conversar com você. - fala e ando mais um passo.- Não seja tão teimoso. 

 --- Eu sou o que eu quiser.- sussurro e ouço uma risada bem próxima ao meu ouvido, não cairei nessa de novo.

 --- Dormiu bem? - levanto as sobrancelhas estranhando. 

 --- É para responder? - ouço uma risada suave e mãos em minha cintura, minhas pernas quase vacilaram.- Jeon...

 --- Eu não dormi, pensei em ti.- fala e paraliso sentindo minha respiração pesada.

 --- Mentiroso.- falo tirando suas mãos e virando-me, afastado para trás.- Você mente demais. 

 --- Não é mentira, eu só estou preocupado.- responde sério e olho para o chão. - Eu queria te chamar para sair... mas já colocou na cabeça que me odeia. 

 --- Eu te odeio, você está certo.- afirmo e percebo seu sorriso fraco.- Quem era ela?

 --- Não sei. 

 --- Mentiroso, você é um péssimo mentiroso. 

 --- Por que continua me chamando de mentiroso? - pergunta me olhando cínico.

 --- Por que você mente?- zombo e vi seu olhar sério. 

 --- Por que me odeia?- pergunta e mordo os lábios, respiro fundo e ri sem graça.

 --- Você brinca comigo e com meus sentimentos, não gosto que me tratem como uma brincadeira, por isso te odeio. -falo e complemento.- O fato daquela mulher estar aqui a alguns minutos atrás só serve para mostrar o quanto você mente.

 --- Esta com ciumes? 

 --- Sim, pois acreditei na sua mentira e agora sou seu refém, refém de suas loucuras estúpidas. - solto sentindo o peito aliviar e logo se sorriso aumentar. 

 --- Você está apaixonado por mim?- pergunto e assenti devagar vendo seus olhos pesarem.- Aquela mulher e eu não fizemos nada, estava quase a mandando embora.

 --- Então por que não mandou?  

 --- Por que eu queria mostrar a mim mesmo que não estou louco por você. Com certeza você se sentiria melhor se eu não sentisse nada por ti, mas percebi que estou completamente enfeitiçado por você, louco, obcecado.- seu olhar pesa e meu coração acelera a cada vez que seu corpo se aproxima do meu. - Ontem... doeu ver seus olhos cheios de sua cara de confuso. Queria tanto dizer-lhe que és minha antinomia, minha contradição, minha antítese. A única certeza que tenho é que o pronome " minha" sempre se repete, sabe por que? 

 Nego olhando em seus olhos. As palavras pareciam entaladas em minha boca e pareciam estar guardadas para o final da conversa. Sua mão vai para meus fios com cuidado e fecho os olhos por alguns segundos, novamente, totalmente entregue aos seus braços. 

 --- Por que eu já estou completamente a mercê de ti, ver-te chorando foi minha destruição. Quando correu meu coração se findou em pedaços.- sussurra em meu ouvido e seu nariz aspirava meu perfume no pescoço. Por favor, se fiz algo que o machucou, diga-me. Eu estou morrendo por dentro. 

 --- Brincou comigo...- respondo e sua respiração pesa.- Fez me apaixonar por ti, ficar louco e bipolar...

 --- Perdoa-me?

 --- Não. - respondo e seu nariz sobe pelo meu pescoço e encontra o meu, seus olhos ficaram fechados enquanto seus lábios estavam a milímetros dos meus. - Não vou lhe perdoar. 

 --- O que eu faço então? Estou preso a você como uma corrente, como posso soltar-te se a qualquer momento, pode ter alguém que roubou seu coração novamente.- sorri fechando meus olhos. 

 --- Entre nessa antinomia comigo...- seus lábios roçaram nos meus, sentia seu olhar intenso. 

 --- Eu te amo...- fala em um sussurro e toma meus lábios para sí de forma calma, era um toque singelo e carinhoso, algo que me faz completamente feliz. E o melhor, sua sinceridade era tudo que tinha certeza.- Se um dia lhe machucar, avise, pois no segundo seguinte me afastarei. Mesmo se eu estiver com raiva, louco de saudades, continuarei apaixonado por você.- afirma separando nossos lábios e beijando-lhes de novo. 

 --- Promete?

 --- Prometo.- respondeu encarando meus meus olhos.

 --- Então posso afirmar que te amo.- senti seus braços me levantarem do chão e minhas pernas serem colocadas ao seu redor.- ainda não disse que te perdoei. 

 --- Por que mesmo e amando quero calar-te por dizer frases com essa língua afiada cheia de veneno?

 --- Por que nos somos uma antinomia, nossa antinomia, respeite-a. - respondo rindo e pegando seu rosto, dando um selo rápido e vários beijos roubados. 

 Depois desse episódio, percebi que a antinomia era algo que nos conectava. Nossas antíteses e contradições faziam-nos ficar juntos. Descobri que a que mais amo é a que mais me fascina.

 A nossa própria antinomia do amor. 


Notas Finais


Acaboooooooooo!
Então, gostaram? Olha eu estava pensando em fazer um extra por que eu não consigo largar essa história ><

Bem obrigada quem leu e comentou, me sinto feliz que vocês leram, mesmo que tenha pegando um pouco de seu tempo. Eu agradeço que esteja aqui para ler algo que me empenhei tanto e peço que deixe sua opinião sobre ela nos comentários, pode ser qualquer coisa.
Sentirão Saudades? Eu sei que eu demorei demais e já é o último capítulo, por isso eu vou fazer o extra... bem mais uma vez obrigada e amo vcs <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...