História Anxiety - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Tags Sekai Kaihun Drama Romance
Exibições 34
Palavras 2.725
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - O coquetel, parte 2.


Ao sairmos do banheiro, seguimos o caminho de volta para o salão e demos de cara com um Jongdae bem irritado, talvez pelo meu sumiço repentino sem nem dizer aonde ia. 

 

 - Onde vocês dois estavam? Sehun, meu pai estava te procurando, ele quer fazer um brinde em sua homenagem, espero que não se importe com o alvoroço. 

 

Eu odiava aglomerações e, principalmente, quando eu era o motivo de tanta atenção, mas não podia fugir daquilo, o pai de Jongdae era o dono da editora e sem o apoio dele meu livro não faria tanto sucesso, mesmo que eu escrevesse bem. Nessa vida, todos precisamos de um empurrãozinho de alguém para começar. 

 

- Não que meu medo de multidão seja relevante, seu pai é o chefe, ele que manda. 

 

Acompanhamos Jongdae e havia uma espécie de “palco” montado no meio do salão, provavelmente esperando o pai de Jongdae e eu subirmos para ele fazer o tal brinde em minha homenagem, bom, já que tinha de fazer aquilo, que fosse o mais rápido possível. 

 

O único problema é que, naquela altura, havia voltado a me dar conta que Luhan estava naquela festa. Subir naquele palco seria o mesmo que dizer “Oi, estou aqui! Consegue me ver?". Não queria, em hipótese alguma, ter contato com aquele garoto, mesmo que por olhar.

 

Se Luhan iria me ver, queria que me visse feliz e que percebesse que não faz nenhuma falta para mim, então Jongin deveria subir comigo e Baekhyun também...mas aonde estaria aquele garoto a aquela altura? Da última vez que o vi se encontrava conversando amigavelmente com o ruivo alto... 

 

Jongin me puxou pelo braço, coisa que me fez focar no que estava ocorrendo ao meu redor. Jongin, por sua vez, fez sinal para Jongdae, para que pudéssemos subir ao palco. Eu não conseguia parar de tremer, naquela altura Jongin havia notado meu nervosismo e tentava me manter calmo com o olhar, mas ele sabia que, o que eu estava prestes a enfrentar ali não era só a multidão, mas sim todos os demônios interiores que ficaram presos dentro de mim durante todo esse tempo. Demônios estes que podiam ser liberados a qualquer momento, só bastava eu fitar Luhan no meio de toda aquela confusão de corpos. 

 

O pai de Jongdae subiu no palco e começou a discursar milhares de palavras que entravam pelo meu ouvido mas não faziam sentido algum, não naquele momento. Eu estava mais nervoso que o habitual e sentia que ia vomitar a qualquer momento. 

 “Não posso, não posso” eu repetia mentalmente, para que pelo menos meu sistema nervoso tentasse se controlar naquele momento. 

 

Depois das inúmeras coisas que o pai de Jongdae havia falado, ele fez sinal com a cabeça para que eu falasse algo, e naquele instante desejei não ter aceitado aquele convite do coquetel. 

 

 “Você não serve para sair do seu mundinho. O mundo real não foi feito pra você” pensava com meus miolos. 

 

Aquela era a hora, ou eu demonstrava ser alguém crescido e totalmente confiante ou meu plano de fazer Luhan odiar-me iria por água a baixo. 

 

Por sorte, consegui avistar Baekhyun no meio da multidão, com um sorriso no rosto, este me passou a confiança que eu necessitava. Então, com toda a segurança, comecei a falar:

 

- Eu não sou tão bom em discursos quanto sou em escrever poemas, bem, ao menos dizem que sou bom nisso, mas eu gostaria de dizer algumas palavras, não muitas...É, eu já estou me embolando. Então, antes que eu prolongue mais esse meu discurso digno de um rei coroado, queria apenas agradecer pela homenagem a minha pessoa, não acho que seja um escritor digno de tanta honraria, mas sou muito agradecido ao senhor Kim, a Jongdae, a editora e a todos aqui presentes. E por último, mas não menos importante, um agradecimento especial as pessoas que me machucaram de alguma forma, obrigada, consegui catar meus pedacinhos um por um. 

 

O silêncio tomou conta do salão em um primeiro momento, antes de Baekhyun começar a bater palmas e logo todos os presentes se uniram a ele e, assim que começou a tocar música novamente, todos se dispersaram. 

Jongin e eu nos sentamos em um sofá em uma área menos movimentada. Por sorte, Jongin não era o cara que gostava de chamar atenção, apesar de seus talentos e todos seus interesses dizerem o contrário. 

 

Tentando colocar meus pensamentos no lugar e me acalmar depois dessa situação, comecei a observar os convidados do coquetel que circulavam por ali. Poucas pessoas estavam por lá, as que estavam realmente gostavam de poesia, muitas ali nem deviam me conhecer, mas é aquele ditado: O dinheiro move o mundo, e a editora tem fortes investidores. 

 

Não me lembro de ter visto Luhan no meio da minha “plateia” enquanto fazia o discurso, e muito menos o vi depois que todo mundo se dispersou, estava começando a pensar que tudo aquilo era miragem e medo de quando realmente o encontrasse, por isso pensei ter o visto. 

Seria realmente uma ótima explicação, se a voz atrás de mim não dissesse o contrário:

 

 - Há quanto tempo, hein? Senti sua falta, velho amigo. 

 

Eu juro que tentei ignorar e pensar que aquilo era coisa da minha mente tentando pregar peças, mas quando o menino de cabelos loiros se aproximou e ficou na minha frente tive certeza que aquilo estava longe de ser fruto da minha imaginação. Jongin pareceu percebeu que eu não sabia como reagir e teve certeza que aquele era o Luhan que eu tanto falava e abominava a ideia de o reencontrar. De canto de olho, vi quando Jongin se levantou e estendeu a mão para Luhan.

 

- Prazer, Kim Jongin. Sou o namorado de Sehun - Jongin estendeu a mão e Luhan correspondeu o ato com um olhar de estranheza.

  

- Namorado? Achei que Sehun nunca fosse conseguir me esquecer... Ei moleque, o que aconteceu com aquela história de me amar para sempre? Achei que fosse promessa. - apesar das palavras de Luhan soarem sérias, eu sabia que não havia nenhuma seriedade ali, ele parecia mais debochado do que nunca. 

 

- Meu mundo não gira em torno de você, Luhan. Nunca girou, só demorei um pouco para perceber. - ele estendeu a mão para cumprimentar, mas o máximo que fiz foi cruzar os braços e continuar sentado, olhando para direção oposta a dele - Não quero te ver nunca mais, sai da minha frente. 

 

- Não acho que seu desejo será cumprido, principalmente se levarmos em consideração que eu sou seu novo chefe. - confuso olhei para ele pela primeira vez - Comprei a editora. 

 

 - O quê? - olhei confuso para Jongin, que parecia não estar entendendo nada, se eu estava perdido, imagine ele no meio de toda aquela situação?! 

 

 Levantei dali correndo e Jongin foi atrás de mim, mas senti o braço de Luhan me puxar com certa força, vi Jongin lançar um olhar furioso para o loiro até este último soltar meu braço, coisa que Luhan rapidamente fez. 

 

 - Perdão, não quis te machucar, só queria que nossa amizade continuasse, Sehun. Eu sei que posso ter falhado com você, talvez você ache que sou um monstro agora, mas se eu comprei essa editora foi porque você trabalha e escreve pra ela. Você sabe que sempre adorei esse seu talento e sempre o incentivei, só queria que aquela amizade que mantínhamos antes de eu ir embora continuasse a mesma. - mesmo que tudo que Luhan falasse fosse sincero, não fazia mais diferença para mim. 

 

- Só pare de perturbá-lo, ele já sofreu o suficiente com muitas coisas para você vir e estragar toda a paz que ele adquiriu. A paz que eu e Baekhyun lutamos para dar a ele. - Jongin disse, encarando- o furioso e puxando seu colarinho. 

 

Se eu fosse Luhan, aquela hora estaria com muito medo de Jongin, ele sabia ser um cara dócil e gentil, mas quando alguém se metia com quem ele amava, bom, sabe se lá o que ele faria. 

 

No meio de toda aquela confusão saí correndo e chorando, apertei o botão do elevador umas cinco vezes na esperança de que ele chegasse mais rápido. Como tudo que eu queria era apenas sair dali, avistei a porta da escada e desci o mais rápido que pude, quando não aguentava mais por estar sem fôlego, escorrei minhas costas na parede, com as poucas forças que me restavam, e sentei em um dos degraus da escada. O que havia acontecido ali? Por que eu não podia simplesmente seguir em frente sem precisar passar por todo aquele massacre de ter que ver as fuças de Luhan novamente? E, pior, por que ele tinha que comprar justo a editora para qual eu publico meus livros? 

 

Se antes eu buscava ter um pouco de pena por aquele garoto, agora eu só sentia ódio. 

 

Não sei em que momento daquela noite eu adormeci, e como consegui adormecer estando sentado num degrau tão gelado, mas eu apenas fechei os olhos e quando abri novamente já era dia. A luz do sol que entrava pela fresta da janela foi o suficiente para me acordar. 

 

Ótimo, a essa hora Jongin e Baek estavam me procurando feito loucos e mal sabiam eles que eu estavam o tempo todo aqui, dormindo. Eu sou uma criança idiota mesmo, nem telefone eu tinha para fazer uma ligação e pedir que Jongin e Baek viessem me buscar, o que faria agora? Talvez na recepção eu conseguisse fazer uma ligação. 

 

Desci o resto da escada e cheguei a recepção, pedi a recepcionista para usar o telefone, ela pareceu não entender nada, mas reconheceu meu rosto e sorriu para mim. 

 

Depois da ligação feita e muitos xingamentos de Baekhyun por ter deixado ele e Jongin desesperados atrás de mim, sentei em um sofá da recepção e esperei até alguém vir me buscar, minutos depois ouvi a buzina e estranhei a rapidez, ao descer o vidro vi que era Jongin que parecia aliviado em me ver. 

 

- Você me deixou desesperado, moleque! 

 

- Reparei seu desespero, chegou mais rápido que o the flash. 

 

- Estava rodando o bairro para ver se te achava, mas nem ninguém da editora nem da rua havia visto você, eu realmente pensei que o pior tivesse acontecido – Jongin confessou ao me abraçar. 

 

- Eu estou bem, pelo menos bem o suficiente para continuar vivendo. Ruim mesmo é ter que encarar que Luhan é dono da editora a qual meus livros são publicados. Não aguento olhar na cara daquele moleque. Vamos embora? Eu estou morrendo de fome, mais um minuto aqui e eu desmaio. 

 

Jongin abriu a porta do carro e, antes que eu entrasse, me deu um beijo na testa. 

 

- Pode deixar que o chef aqui vai deixar a criança bem alimentada. 

 

Depois do longo caminho daquele bairro até em casa, que pareceu duas vezes mais longo já que estava com fome, chegamos e logo corri para o meu quarto, tudo que eu queria era deitar numa cama descente, diferente de onde eu havia dormido na noite anterior. 

 

Tentei colocar os pensamentos no lugar e raciocinar como lidaria com a editora de agora em diante. Jongdae teria que continuar resolvendo qualquer coisa relacionada aos meus livros, ou qualquer chance de eu ter ligação com a editora seria cortada.

 

Não sei como e quando começou aquilo, mas uma raiva tomava conta de mim ao lembrar do rosto de Luhan. Me enojava o fato de algumas pessoas cometerem atos horríveis contra alguém e depois voltarem a sua vida, sem nenhuma permissão, e acharem que não houve nada. 

 

Não se machuca alguém que lhe deu a mão, nem se machuca alguém que te amou. Fingir que se importava aquela hora não fazia mais diferença. 

 

Jongin me veio a mente, pensei em todos os momentos que se importou comigo, o jeito carinhoso e prestativo e o modo como me olhava, com tanto amor. 

Jongin merece todo amor do mundo. E eu não sabia se era digno desse amor, mas jurei tentar e jurei honrar minha palavra. 

Foi com os pensamentos em Jongin que me recordei que havia algo que eu queria mostrar a ele. Desci e procurei por ele na cozinha, pois era lá que certamente se encontrava. 

 

- Desistiu de descansar? - ele disse, quando me viu entrando de fininho, porém voltando seu olhar para os ingredientes que usava a sua frente. 

 

- Acho que já descansei o suficiente. E havia algo que eu queria te dizer. Ou melhor, mostrar. - levei o caderno de poemas, que eu escrevia sempre que algo vinha a mente, até ele e o abri em uma página já marcada com um discreto marcador.

 

 - O que é isso? Alguma data especial? - ele parecia não entender. 

 

- Todos os dias são especiais quando se tem alguém que os torna mais especiais ainda. E você é a pessoa que torna meus dia especiais. 

 

 Tirei a folha do caderno e dei para ele ler, foi um dos primeiros poemas que havia escrito depois que ele havia chegado em minha casa. Foi ali que percebi o quanto Jongin era importante pra mim. 

 

“I’ ll make everything 

to never let you away 

so say you wont let my hand down 

say you’ll do the same 

say you’ll make everything 

say no matter how many times the world try 

that we’ll stay side by side.” 

 

Com um sorriso no rosto ele retribuiu aquele gesto de carinho, que quase nunca eu dava, com um abraço e um beijo na minha testa. Naquela hora um beijo na testa era fofo, mas não o suficiente para mim. 

 

- Sabe que pode me beijar na boca, não sabe? - indaguei, dando uma cutucada no seu braço. 

 

- Achei que estivesse chateado por eu ter dito a Luhan que eu era seu namorado, até estranhei essa vinda repentina aqui na cozinha. - retrucou, e voltou a preparar a comida. 

 

- Acha mesmo que se eu tivesse chateado, viria aqui com toda essa fofura te dar um poema de presente? - cruzei os braços e dei uma piscadinha para Jongin. 

 

 - Então quer dizer que tudo bem eu fingir ser seu namorado? - seus olhinhos brilharam. 

 

- Por mim tudo ótimo, afinal um dia tudo isso vai se tornar realidade mesmo, não é? - e saí deixando Jongin feliz com aquele sorriso que eu amava enfeitando sua bela face. 

 

 Jongin trouxe a comida para mim umas horinhas depois, ficamos no meu quarto jogando conversa fora até perdemos a noção do tempo. Conversamos sobre tudo, sobre a infância de Jongin, sobre como gostava de ficar com sua vó na casa onde estivemos naquele dia depois do parque, de como ele adorava dançar. Ele até mesmo me prometeu me levar um dia ao estúdio de dança aonde treinava. jurei ir e não bancar o chato preguiçoso. 

 

Mas, é como dizem, felicidade de pobre dura pouco. Não que eu fosse pobre, aquele ditado soava até irônico. 

 

Tive meu momento feliz atrapalhado pelo meu mais novo chefe me ligando, ele mesmo Luhan. 

Desci até o escritório quando ouvi o telefone tocando, não sabia onde Baekhyun estava naquele momento, então eu mesmo atendi ao telefonema. 

 

- Alô? - eu disse para quem estava do outro lado da linha. 

 

 - Oi...eu só queria me desculpar por ontem à noite, foi um erro ter voltado, mas tente entender meu lado, eu quero apenas arrumar as coisa.- era notável o arrependimento em sua voz, arrependimento esse que eu não engolia. 

 

- Desculpe-se pelo tempo que me fez sofrer e que se fez ausente. Ah, mas lembrei agora...Desculpas não apagam cicatrizes mais profundas. Isso, nem o tempo apaga. 

 

- Vai continuar mesmo com esse joguinho do ferido e rancoroso? Abre o jogo, Sehun. Eu sei que no fundo você ainda é caídinho por mim. 

 

- Você é um nojento. - gritei com ele e desliguei na sua cara. 

 

Se para seguir em frente com minha vida tranquila eu tivesse que não ter mais o apoio da editora, nem dos patrocínios, eu abriria mão. Tudo para não ter que ver mais a fuça de Luhan. Estava disposto a abrir mão da minha estabilidade como escritor, mesmo que naquele momento estivesse tudo começando a dar certo. 

Se fosse o caso, eu acharia outra editora para publicar meus livros, mas, de forma alguma, deixaria com que Luhan me destruísse outra vez.

 

 




 


Notas Finais


Vocês acham que o Sehun deve abrir mão da carreira por culpa do Luhan, ou ele deve tentar se vingar? ME DIGAM!!!!


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