História Anyway, I Like You - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Atlas, Hera (Juno), Jason Grace, Luke Castellan, Nico di Angelo, Percy Jackson, Piper McLean, Rachel Elizabeth Dare, Sally Jackson, Silena Beauregard, Thalia Grace
Exibições 8
Palavras 1.141
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi glr, minha primeira fic aqui, então espero que gostem!

Capítulo 1 - Prólogo


A festa da casa dos Di Angelo parecia um Hallowen. Às vezes, Percy pensava que eles levavam a sério demais o nome do pai, Hades. Eles faziam de tudo para parecerem daks e góticos em qualquer coisa que fossem fazer. Até mesmo uma festa do terceiro ano da American School. Percy adorava festas, mas abóboras com caretas espalhadas pelo teto e uma anfitriã vestida de Perséfone das trevas com uma tiara de sementes de romã em pleno fevereiro era um pouco demais. Pelo menos havia bebidas à vontade. E drogas. Não que Percy gostasse  de drogas ou as usasse. Sempre fora esperto demais e muito consciencioso para ao menos pensar em fazer uso de alucinógenos. Mas, para os alunos da American, droga era sinônimo de ficar louco, e ficar louco era sinônimo de liberdade. Ele nunca pudera ver uma lógica nisso, embora fosse histórica a inclinação dos americanos para pregar essa ideia aos quatro ventos. Desde On The Road, com o lendário Sal Paradise, já se percebia como os americanos levariam a questão da droga para um contexto de liberdade. Era incrível como ele podia começar a pensar aleatoriedades do nada, em qualquer lugar, e não parar.
   Uma menina bonita e morena, com o cabelo cor de chocolate trançado, abraçou Percy por trás, o perfume de jasmim e cravo misturado ao cheiro intenso de maconha. Piper. Estava vestida com um vestido minúsculo cor de ameixa e saltos imensos que a faziam tropeçar. Então, apesar de ter prometido que não usaria mais nenhuma droga, Piper, a namorada de Percy, continuava a fumar indiscriminadamente. 
— Você tinha prometido, Piper. Não podia ter feito isso. É a terceira vez. 
   Os olhos de Percy se encheram de água. Ele tinha prometido a si mesmo que da terceira vez que ela descumprisse a promessa, o namoro estaria terminado. Não durara nem seis semanas. Piper era uma menina linda e agradável quando não estava chapada daquele jeito,  com os olhos verdes dilatados, vermelhos e lacrimejantes. Mas Percy não podia nem sabia lidar com isso. 
— Desculpa, Jackson. Connor Stoll me chamou e... Eu não soube dizer não.
— Está tudo acabado, Piper. 
— Não pode fazer isso comigo, Percy.
— Acabou, Piper.
   Percy se desvencilhou dela e pegou a primeira dose de tequila que o garçom ofereceu. As lágrimas inundaram seus olhos. Pegou mais uma dose. De repente nada parecia assim tão ruim. E mais duas. A música eletrônica que tocava parecia boa o suficiente pra dançar e esquecer. Mais quatro. Uma linda garota ruiva em um estranho e ainda assim bonito vestido branco já dançava colada a ele deslizando as mãos em seu peito. Mais seis. A garota tentava beijá-lo e Percy decidiu que já era hora de ir embora. A ruiva estava completamente bêbada, mas conseguiu rabiscar seu número com caneta roxa na mão direita de Percy.
— Meu nome é Rachel Dare!
   Ela ainda gritou, mas Percy mal registrou. A novata do terceiro ano, lembrou vagamente. Filha do psicólogo mais famoso e rico de Nova York. Entrou no táxi mal conseguindo balbuciar o endereço de casa e deu quase o dobro do dinheiro necessário ao motorista, que foi pra casa feliz.
   Quando finalmente conseguiu encaixar a chave na fechadura e se arrastar vagarosamente até a geladeira, Percy chegou em seu quarto. Constatou, surpreso, que uma garota loira dormia enrolada em sua cama, aninhada nos edredons azuis. Num primeiro momento, pensou que era um presente dos deuses para finalizar sua noite, mas olhando melhor, viu curativos em seus pulsos e hematomas de um roxo intenso espalhados pelo seu rosto e pescoço. Terminou vagarosamente a garrafa de água gaseificada, tentando entender o que a garota fazia ali. Se arrastou até a parede, sentindo-se muito bêbado para raciocinar, até que viu sobre a cômoda um bilhete rabiscado no verso de uma caixa de cereal:

Oi, Percy querido
Esta é a Annie. Conversamos sobre ela depois, mas não a acorde. Deixei edredons limpos na minha cama.
Beijos,
Mamãe 
Obs: não a assuste, querido.

  Percy demorou ainda alguns minutos em seu quarto,  a cada segundo se fascinando mais pelo pequeno mistério loiro em sua cama. Não era bonita, nem também feia. Tinha um tipo incomum de rosto, suave e circular, com pontos de acne salpicados nas bochechas. Os cílios imóveis no sono, eram imensos e curvados, e as sobrancelhas bem delineadas e espessas. O que mais o surpreendeu, porém, foi seu tamanho. Ela não tinha mais de 1,60 metro de altura, e estava magra a ponto de se ver os ossos da linha dos ombros bronzeados. Quem seria tão bruto com alguém tão delicada? Tocou suavemente a face dela com as costas da mão, e ela se mexeu brevemente, o rosto se abrindo num leve sorriso adormecido.
   Seus dedos desceram até o ombro, parando num hematoma feio e vermelho em meio ao dourado da pele. Ela se esquivou, rolando sobre a cama, e ainda dormindo, soltou um longo grito desesperado:
— Luke!
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   Então a garota era real. Percy fixou os olhos nas costas e ombros surpreendentemente graciosos da garota sentada na mesa de seu apartamento repleta de comida caseira recém preparada. Isso explicava o forte e inesperado cheiro de café, pãezinhos recém-assados e bacon que pairava no ambiente. 
— Você é real?
   Ela se virou, e outra surpresa. Ela tinha olhos incríveis, da cor de uma borrasca cinzenta num céu sobre o oceano. A resposta veio numa voz firme, divertida e grave.
— Você é? 
   Não pôde evitar sorrir. Então ela era real. E cozinhava.
— Você é esperta, Annie.
— Annabeth. Annabeth Chase.
—  Annabeth Chase. Bonito. Agridoce.
   Ela arqueou a sobrancelha como se não aprovasse ou duvidasse dele, e ele compreendeu naquele momento, com uma certeza estranha e infundada, que iria amar aquele gesto até o fim dos tempos. Ela convidou-o a se sentar. Comeram em um silêncio fácil e agradável, sem necessidade de perguntas e sem preocupação em manter nenhum assunto de pé. Percy se sentiu agradavelmente estranho ao tomar café com uma desconhecida que não falava sobre si. Mas alguma coisa dizia que estava certo ela estar ali. 
   Você ainda deve estar bêbado, pensou. Se ergueu da mesa e começou a limpar a cozinha, enquanto ela permanecia sentada e absorta na xícara de café preto. 
— Por que está limpando a cozinha?
Ela perguntou calmamente, mas sorrindo.
— Porque é  justo
— Você me conhece?
— Minha mãe disse que ia cuidar de uma garota. Eu só estive meio bêbado noite passada, e não sabia quando você ia chegar. Fiquei surpreso. Você caiu de para-quedas na minha cama.
   Ela gargalhou, e seu riso era limpo e cristalino. 
—Me desculpe. Sally insistiu que eu ficasse confortável e tivesse privacidade. Não que eu me importe. Não queria mesmo cair de pára-quedas na sua cama.
— Não se incomode. Posso ficar uns tempos no sofá, até você ir embora.
    Annabeth mordeu o lábio, preocupada.
— Esse é o problema, Percy. Eu não vou embora.


Notas Finais


Gostaram! Quero a opinião de vocês!
Beijinhos


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