História Anyway, I Like You - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Atlas, Hera (Juno), Jason Grace, Luke Castellan, Nico di Angelo, Percy Jackson, Piper McLean, Rachel Elizabeth Dare, Sally Jackson, Silena Beauregard, Thalia Grace
Exibições 6
Palavras 1.109
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sei q n tem quase ngm lendo ainda, mas espero continuar conseguindo fazer com que vcs gostem da história <3

Capítulo 2 - Apologize


Ano de 1998, Califórnia
   Hermes subiu no banco de areia para obter uma visão melhor da praia. Estava vazia naquela noite, sem ninguém caminhando na areia daquela noite gelada de inverno. Ela era tão confusa. Lembrou do cheiro de alfazema e dos olhos azuis e limpos dela. Só queria que ela entendesse que ele não estava ali de graça. Estava ali somente por ela. Esquadrinhou todo o perímetro, quase perdendo a esperança de que a encontraria na praia quando dois braços circularam sua cintura suavemente. 
— Achei que não viria.
    Hermes suspirou. Como assim ele não viria? Não importava o que Sally fizesse, ele estaria sempre lá pra consertar, ouvir, ou simplesmente fazer qualquer coisa que ela pedisse.
— O que você aprontou dessa vez, Sally? 
   O aperto em torno da cintura de Hermes diminuiu.
— Não sei como contar isso.
— Por que, Sally? 
— Hermes. Eu estou grávida.
   Hermes quase teve uma síncope. 
— Poseidon teve o que queria, então. Eu queria você, Sally. Tudo que eu sempre quis foi você. O que Poseidon sempre teve que eu não tenho?
   O rosto de Sally estava encharcado de lágrimas e seu cabelo negro grudava nas bochechas. 
— Eu não sei, Hermes. Eu não sei, eu não sei mesmo. Poseidon não quer a criança. 
    Sally era tão bonita. Fazia um belo par com o irmão adotivo de Hermes, o recém formado em Direito Poseidon. Mas Poseidon era idiota. E Hermes amava Sally mais do que qualquer coisa no mundo. Ela era o ar que ele respirava e a água que ele bebia. Mas Sally sempre amara Poseidon. Desde a infância.
— Foge comigo, Hermes. Vamos para Seattle. Posso transferir minha matrícula da faculdade para a filial de lá. Faltam só três semestres para eu terminar a faculdade de Medicina. 
— Você tem certeza disso, Sally?
— Vem comigo, Hermes.
   Sally abraçou Hermes e acariciou seu cabelo louro. Um segundo depois, os lábios dela pressionaram desesperadamente os dele num pedido mudo, as mãos descendo pelas costas definidas e malhadas pelas duas horas diárias de surfe que Hermes praticava religiosamente. 
— Eu vou.
   Ele não pensou muito pra aceitar. Iria onde Sally fosse. Os olhos dela sorriram em gratidão. 
— Tenho uma coisa pra você.
   Sally subiu num pequeno rochedo repleto de reentrâncias e acenou para que ele a seguisse. Quando chegaram no alto, se depararam com uma pequena gruta no meio das rochas.
— Eu nunca trouxe ninguém aqui. 
   A voz dela era rouca. Hermes olhou para o mar escuro da Califórnia, sentindo como se fosse a última vez, e como se o vento salgado que soprava fosse também o último vento da Califórnia que ricochetearia em seu rosto. Talvez fosse, mas ele não queria pensar muito nisso. Queria pensar que estaria com Sally pra sempre a partir daquele momento. Estava com os olhos perdidos na água. Quando voltou o rosto, a única roupa que ela trazia era sua pele impecavelmente branca e um sorriso tímido.
— Eu amo você, Sally.
   Ela não teve coragem de dizer aquelas palavras.
— Gosto de você também, Hermes.
   Ele não percebeu que ela não dissera, pois seu rosto já estava mergulhado em seus seios.

Ano de 2016   Nova York

    O rosto de Percy estava desagradavelmente surpreso.
— Como assim, você não vai embora? Aqui não é sua casa.
   O rosto de Annabeth se contraiu. 
— Temo que agora seja.
— Você não é minha prima, irmã ou parente. Eu não conheço você. Eu não sei se gostaria de conhecer você. Eu não entendo por quê está aqui.
— Sua mãe pediu minha guarda temporária na justiça. Não diga isso, Percy. Nós podemos nos conhecer e ser amigos. Sally me matriculou no seu colégio.
— Você vai roubar minha mãe de mim. Do mesmo jeito que o outro filho do meu pai, Tyson, rouba ele de mim. Além de dividir pai vou ter de dividir mãe. Não quero isso.
   Annabeth cravou as unhas na palma da mão sem dar por isso. Ela não queria competir pela mãe de ninguém. Ela só queria que a situação fosse mais fácil.
— Fique calmo, Percy. Não vou roubar o afeto que você já tem. Não se preocupe. Eu fico quieta. E a gente se ajeita. Por favor, não torne mais difícil.
— Difícil, Annabeth? Difícil pra você? Desculpa. Não posso deprimir mais a garota idiota fraca e machucada que caiu de para-quedas na minha cama num sábado de madrugada. Direitos humanos, não é? Foi seu namorado que fez isso com você? E você foi burra pra deixar? O tal Luke?
— Não fala o nome dele.
— Não preciso falar. Você chama ele enquanto dorme. Queria que você não tivesse chegado.
— Não vou dar o troco na mesma moeda, Percy. Você só está nervoso. Vou te dar um tempo, ok? 
— Não quero um tempo. Só quero que saia daqui. 
   Os olhos de Annabeth marejaram de lágrimas, mas ela engoliu o soluço. 
— Vou deixar você sozinho, Percy.
   Annabeth pegou o celular e os fones de ouvido e deitou no sofá. Ouviu os ruídos de Percy terminando de limpar a cozinha e atendendo o telefone. Não prestou muita atenção, mas ela compreendeu que ele havia recusado um convite pra sair à tarde. Talvez tivesse outro compromisso, ela não fazia ideia. Ela estava cansada e triste, ouvindo uma música velha do Pink Floyd.  Notou que ele se sentara no sofá na outra extremidade da sala de estar.
Cinco minutos depois, ela recebeu uma mensagem de número desconhecido.


Desculpe, Annie. Eu não queria ter começado com você desse jeito. A escola começa depois de amanhã. Venha comigo.


Não preocupa com isso. Posso ir de metrô, sei seguir um mapa.


Fui idiota com você.


Você foi.


Desculpe, Annie. Você é tão estranha. Diferente. Maravilhosa. Você chegou e está bagunçando minha rotina. De um jeito ruim e bom. Não se magoe comigo. Vamos começar de novo. É que... Não aprendi a lidar com você. Você é como uma música boa, mas que ainda não consegui me acostumar. Por favor?


Ela ergueu a sobrancelha.


Eu escolho a playlist. Ouvi dizer que a American é um pouco longe daqui.


Não me oponho a isso.


Como conseguiu meu número?


Facebook.


Claro


Ela riu, e olhou para ele com a sobrancelha levantada. Percy percebeu que seus lábios estavam abertos em um sorriso. Annabeth, no sofá do outro lado da sala, estava com os grandes olhos cinzas abertos e muito mais claros, tendendo para a cor da água transparente de um mar gelado de novembro, o celular bloqueado em cima da barriga. E ela também sorria. De um jeito que leve e tranquilizado. Ela parecia alegre, quase feliz. Seus dedos digitaram como se soubessem o que deveriam escrever, sem Percy pensar muito no que ia falar naquele momento.


Você é linda, Annabeth.


Notas Finais


Gostaram? haha


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