História Ao apagar as luzes - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Castiel, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais, Rosalya, Viktor Chavalier
Tags Alexy, Amor Doce, Armin, Castiel, Confusão, Lysandre, Romance, Segredos
Visualizações 28
Palavras 1.315
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Essa fanfic está diretamente ligada a mim, foi criada em um momento inesperado, com imagens claras em minha mente, resolvi que deveria escrever primeiramente a mim mesmo, pois quando nós escrevemos para nós mesmos não há arrependimento, porém quero compartilhá-la com vocês. Espero que gostem ❤

Capítulo 1 - Ao abrir os olhos.


Meus olhos se abriram com grande relutância e o medo dera lugar ao pavor, era como se os meus olhos continuassem fechados, a escuridão tomava conta, parecia que ela iria me consumir a qualquer momento. Pouco a pouco fui me reerguendo até que finalmente me pus em pé. Eu estava errada, havia apenas uma claridade e essa estava no céu, vinda de uma grande e solitária lua, que se fazia protagonista naquele ambiente.

Após alguns minutos a observando, dei-me conta de que estava no meio de uma avenida, exatamente onde os carros deveriam estar passando, todavia, não tinha sequer um carro, não havia pessoas. 

De algo eu sabia aquilo era uma cidade, melhor dizendo: uma cidade deserta!

Isso era apavorante, porém eu sabia que não poderia ficar ali parada me questionando, tirei a o máximo dá poeira que estava em minhas roupas e segui andando.

Ao caminhar pela calçada observei as lojas pelas quais eu passava, abertas e totalmente abandonadas. Todas em tons opacos, sua estrutura antiga chamava atenção. 

 Cansada de andar resolvi entrar em uma pensão, eu não precisei ler a placa que estava acima do estabelecimento, algo me dizia que era uma pensão, e por incrível que pareça, nesse exato momento não existia nada em que eu confiasse mais do que a minha intuição.

Como era de se esperar, a porta estava aberta, engoli em seco e exclamei.

_ Com Licença?! _ não ouvi resposta.

O lugar estava totalmente bagunçado, era móveis espalhados, objetos jogados no chão, sujeira para todo o lado. O lugar estava realmente um caos.

Fui até o balcão, para dar uma olhada no que havia por ali, revirei a papelada e não encontrei nada que me explicasse o que estava acontecendo. Todavia encontrei uma foto.

_Erick?_ O que a foto do meu irmão estava fazendo em cima daquele balcão? Mesmo a fotografia sendo antiga eu o reconheci, fora tirada no seu aniversário de cinco anos, atualmente ele está com oito. 

Com o coração apertado, tratei de guardar a fotografia dentro de minha bolsa e voltei a investigar o estabelecimento.

Caminhando pela sala principal, vi que as coisas estavam em seus devidos lugares, o que era estranho já que a entrada estava devastada. Havia um grande sofá e nele estava sentado um garoto de cabelos loiros.

_Você demorou..._ disse ele olhando para o seu relógio de pulso e balançando a cabeça negativamente._ Sorte sua que eu não me canso. 

_ Por que a recepção está um caos?_ Perguntei ao garoto.

_ Ela não está._ Respondeu ele impaciente._ Você está vendo coisas.

Quando olho para trás, em direção a entrada dá pensão, percebo que tudo estava organizado, uma estante com livros estava ao lado do balcão, todos eles bem enfileirados, havia duas poltronas em cores pastel com uma pequena mesinha de madeira  de centro, nas paredes haviam diversos quadros, tudo muito sofisticado.   

Minha boca se abriu, evidenciando o meu espanto. 

_O que você fez?

_Eu não fiz absolutamente nada._ Respondeu o loiro, direcionando os olhos novamente até o relógio._Aqui eu não tenho poder algum, mas agora se você me permitir, será que podemos conversar, meu tempo está acabando.

Mesmo confusa assenti com a cabeça.

_Quando você vai começar a procurá-lo?_Aqueles olhos âmbar, eram como duas facas afiadas. O olhar do loiro era intenso demais, ao ponto de eu ter que desviar os meus olhos.

_Procurá-lo?_ as minhas perguntas já estavam me cansando, mas não era minha culpa se eu não estava entendendo absolutamente nada do que estava acontecendo ali.

Ao invés de falar, o garoto abriu o seu paletó e tirou dali uma pequena foto.

Erick...

Desesperada, procurei minha bolsa, contudo, não estava mais com ela.

_Aonde está o meu irmão?_ minha voz falhou e eu senti minhas mãos ficarem trêmulas.

_É isso que você deve descobrir._ ele então se levantou do sofá em que estava sentado._E se você quer um conselho, você deveria começar a sua busca o mais rápido possível.

_Qual é o seu nome?_ Os meus questionamentos estavam apenas começando.

_Se eu bem me Lembro você costuma me chamar de Nathan. 

O garoto passou por mim e sem dizer mais nada foi embora, me deixando ali plantada.  

 

Fui atrás do garoto, porém não havia mais vestígio do mesmo.

 

(...) 

 

Meus olhos ficaram marejados, o rosto de meu irmão estava presente em meus pensamentos, tão doce é amável.

 

_ Xanda, Xanda acorde. _ ouvi aquela voz infantil me chamar entre soluços. Assustada, levantei-me e após limpar meus olhos encarei meu irmão caçula que chorava baixinho ao lado de minha cama.

_ O que foi meu amor?_ perguntei ao afagar seu rosto, vê-lo daquele jeito me partia o coração.

_ Tive outro pesadelo. _ Com um pequeno sorriso, fui mais para o lado, dando duas batidinhas no colchão para que ele subisse, sem pensar duas vezes, Erick, veio para o meu lado, encostando sua cabeça em meu peito. 

_Quer me contar sobre o que foi o seu pesadelo?_ Lhe perguntei, porém não recebi resposta alguma. Puxei aquela pequena criança para mais perto e lhe cobri com o cobertor, estava fazendo frio naquela noite, podia até mesmo ouvir o vendo soprar ao lado de fora dá minha janela. 

Erick era como se fosse meu próprio filho, não havia no mundo pessoa que que eu amasse mais do que ele. Olhá-lo dormir me acalmava, abracei aquela crianças por um longo tempo enquanto cantarolava a melodia de sua música preferida. "Amigo estou aqui." De Toy Story.

 

(...)

 

As lembranças me consumiam por inteiro, me fazendo esquecer até mesmo de onde eu estava, só fui despertar quando ouvi risadas vindo do segundo andar.

Aquilo me deixou apavorada, o que será que estava acontecendo ali? Após juntar todas as minhas forças, me dirigi até a escadaria que ficava ao lado dá recepção, ela era coberta por um tapete vermelho sangue que por algum motivo me causou arrepios.

Continuei subindo os degraus, eles pareciam intermináveis, a escadaria não era em linha reta, ao invés disso fazia diversas curvas. Nas paredes cor de creme haviam quadros, todos eles eram em tons escuros alguns mostravam paisagens, com grandes árvores iluminadas apenas pelo luar, outros eram de construções antigas. Continuei a caminhar até que finalmente cheguei ao final daquela escadaria.

 

A porta a minha frente estava entreaberta, me aproximei calmamente, tentando fazer o mínimo de barulho possível. Olhando pela fresta dá porta percebi que dois meninos conversavam, enquanto jogavam sinuca, eles estavam no que parecia ser uma sala de jogos. O garoto de cabelos azuis falava algo que eu não conseguia ouvir, enquanto o outro menino de cabelos pretos gargalhava.

 

"Era essa a risada que eu estava ouvindo!"

 

_Você não perde essa mania de bisbilhotar, não é mesmo Xan?_ perguntou o garoto de cabelos azuis. Ao ouvir sua voz, acabei o reconhecendo, Alexy, eu tinha certeza de que era ele e ao seu lado só podia ser o Armin.

 

Com receio, abri a porta. Finalmente, os olhos dos irmãos gêmeos se fixaram em mim, me analisando de cima abaixo. Armin, parou de gargalhar e agora ele apenas esboçava um pequeno sorriso de lado.

 

_ Eu preciso achar o meu irmão. _ Eu fui logo dizendo, eu precisava dá ajuda deles, não sabia o que​ fazer, não sabia por onde começar. 

_Aqui, você não vai achar ninguém!_ Armin afirmou, então me deu as costas e pegou o giz que estava em cima dá mesa de sinuca e passou na ponta do taco que estava segurando. Alexy olhou para ele de forma descrente, nem ele entendia o irmão as vezes.

_Querida, infelizmente o meu irmão insensível está certo, você não irá encontrá-lo aqui._ Alexy falou passando seu braço pelo meu ombro e me puxando para fora daquela sala.

Antes de sair, meus olhos foram em direção ao Armin, no momento exato em que ele encaçapou a bola de número oito e mais uma vez aquele sorriso brincalhão surgiu em seus lábios.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, qualquer opinião vai ser muito bem vinda ❤


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