História Ao Fim do Sol - Capítulo 22


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Romance
Visualizações 11
Palavras 907
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Mutilação
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 22 - Capítulo XXII


Fanfic / Fanfiction Ao Fim do Sol - Capítulo 22 - Capítulo XXII

Estava muito frio na praia, Nathan juntou alguns galhos de arvores secas que tinha por perto, jogou vodca e ligou com o isqueiro, fizemos uma pequena fogueira, para tentar não morrer congelados enquanto observávamos o céu escurecer e a lua aparecer. Por mais que o tempo estivesse nublado, dava para ver a lua, e realmente, Nathan tinha razão, a praia ficou linda sob a luz da lua. Ficamos lá sentados em volta da fogueira, abraçados. Imaginei por um momento um mundo paralelo onde eu tenho uma só pessoa com a personalidade do Luiz e do Nathan ao mesmo tempo. Luiz era o homem dos meus sonhos, a pessoa perfeita para mim, mas é o Nathan quem estava lá comigo. Não que isso seja culpa de alguém, mas não podia desmerecer o que eu tinha naquele momento.

Fomos andar pela praia, um do lado do outro, ficamos conversando sobre futebol, que eu não entendia nada, Nathan disse que torce para o time Arsenal, e que sempre ia em pub assistir ao jogo, no qual sempre termina em briga e ele todo machucado.

— Vamos algum dia? Aposto que você vai gostar. Sei de um pub que você vai conseguir entrar normal. –Ele disse.

— Só se você prometer não brigar.

— Eu prometo!

Ele deu um sorriso e pegou na minha mão, ficou andando de mãos dadas enquanto caminhava pela praia, e continuou falando de futebol. Não acreditei que ele fez isso, minha cabeça ficou confusa, não conseguia ouvir o que ele dizia, não conseguia prestar atenção, fiquei realmente em choque. Sei que para algumas pessoas, andar de mãos dadas é a coisa mais normal do mundo, mas para Nathan não. E toda essa pequena demonstração de afeto que ele tinha comigo, me assustou um pouco. Não queria acreditar que ele podia estar se apaixonando por mim, não queria me iludir com essa suposta situação. Mas fiquei feliz em saber que ele me tratava de um jeito especial.

— Vai ter um jogo esse final de semana, depois do Natal. Vamos? –Ele disse.

Assenti com a cabeça e demos um abraço. Já estava ficando tarde, então fomos embora. Tivemos que voltar para casa de ônibus, a viagem durou quase três horas. Deitei minha cabeça no ombro dele e dormi um pouco, já que a viagem ia demorar.

Chegamos em casa quase onze horas da noite. Ficamos no meu quarto, deitados na minha cama, conversando.

— Preciso me matar de estudar para conseguir passar no vestibular da University College of London, será que você pode me ajudar? –Eu disse.

— Sério que você vai estudar lá?

— Ah, minha tia estudou lá, e a universidade é muito boa. Vim para cá por esse motivo, fazer algo da minha vida. E o que eu estou fazendo? Fumando e bebendo todos os dias.

— Ok, eu ajudo.

— Mas por que você não estuda?

— A vida não é só ter diploma de uma única profissão e trabalhar apenas com isso pelo resto da vida. Quero fazer várias coisas, e não quero perder tempo, forçar a saúde mental para uma coisa que vou acabar enjoando. Admiro e acho estranho ao mesmo tempo essas pessoas que conseguem fazer apenas uma coisa a vida inteira.

Concordo com ele, trabalhar com uma coisa só é entediante e chato, mas prefiro isso do que não ser formada em nada.

O tédio começou a contagiar, então decidi fazer um jogo. Eu disse:

— É o jogo da verdade, logicamente a primeira e principal regra é “não pode mentir”; não pode retrucar perguntas; todos os tipos de pergunta são válidos; não pode ter reação e nem comentário sobre a resposta do outro; só pode uma pergunta por vez. Eu começo! Por que decidiu começar a fumar?

— Via as pessoas fumando e achei interessante, foi por pura influência. Qual é seu lance com o cara do Brasil?

— Uau, essa foi boa... então, se eu estivesse morando no Brasil, com certeza estaríamos namorando. Somos amigos porque não queríamos ter nada sério à distância. Você já foi machucado? Romanticamente falando.

— Já te falei de uma menina que eu acho que me apaixonei, ela foi o que chegou mais perto de me machucar... na verdade foi mais uma decepção, que querendo ou não, machucou. Já se apaixonou por quantas pessoas?

— Sou fácil de me apaixonar, não sei ao certo quantas paixões já tive. Mas para não deixar a resposta vaga, eu já gostei de verdade só de duas pessoas. Por que ela te decepcionou?

— Ela disse que estaria do meu lado o tempo todo, e que ia ganhar minha confiança, ia fazer eu gostar dela de verdade. Quando comecei a confiar nela e a me apaixonar, passei por um momento ruim em casa e estava quase em depressão, ela não aguentou e me largou. Disse que não queria aquilo para a vida dela. Quem são essas duas pessoas?

— Jonatan, meu ex-namorado, e o Luiz, aquele meu amigo do Brasil. É por isso que você não quer se apegar a ninguém?

— 70% é natural de mim não me apegar mesmo, e os outro 30% é medo de acontecer o mesmo.

Quando demos conta da horário, já era mais de uma hora da manhã, estávamos começando a ficar com sono. Como a minha tia já estava mais familiarizada com ele, achei que não teria problema dele dormir lá mesmo. E nós estávamos cansados, não queria ter que pegar outro colchão para ele dormir, até porque já dormimos juntos uma vez, então estava tudo bem. 



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