História Ao Fim do Sol - Capítulo 23


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Romance
Visualizações 19
Palavras 657
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Mutilação
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 23 - Capítulo XXIII


Na véspera de natal, acompanhei a mãe e a irmã do Nathan para comprar as coisas para a ceia, a família inteira vai se reunir na casa da Amelia. Como eu e a minha tia íamos ficar sozinhas em casa provavelmente dormindo, nos convidaram a passar com eles, que aceitamos sem nem pensar duas vezes.

A mãe dele é uma mulher muito boa, me contou as dificuldades que tinha por criar dois filhos sozinha, manter a casa e o emprego, como foi difícil quando o pai do Nathan abandonou a família, mas que agora estava melhor, porque ele nunca foi um pai de verdade, sempre chegava em casa bêbado e já chegou ameaçar bater nela diversas vezes. Contei para ela da traição do meu pai, que tudo era perfeito até eu saber disso e que depois fiquei muito mal, mas não contei sobre a fase ruim, não queria assustá-la. Conversamos tanto que já me senti parte da família. Quando estávamos voltando para a casa da Amelia, Madison disse:

— Você está fazendo bem ao Nathan, ele já foi até procurar emprego novo, sabia?

— Não, ele não me contou isso. Mas nossa, estou feliz que ele tomou essa iniciativa!

— Pois é, parece que certas influências estão dando certo. Vê se aparece mais vezes em casa, mesmo que não seja só para ver o Nathan, eu ia gostar da sua companhia.

Ela olhou para mim, piscou e deu uma risada. Será que ela acha que estou namorando o Nathan? Ainda bem que não contei nada sobre meu passado perturbador e muito menos sobre Luiz, ela poderia mudar totalmente sua visão sobre mim. Então apenas deixei o assunto quieto.

Quando chegamos, estavam todos ajudando na decoração, fui ajudar o Nathan a montar as luzes no jardim.

— Conversei muito com a sua mãe, e ela acha que estamos namorando. –Eu disse, enquanto dava risada.

— Desculpa, eu dei a entender isso. Só assim para ela parar de ficar no meu pé. Foi mal.

— Eu não acredito que você fez isso! Meu Deus que vergonha Nathan, eu vou matar você!

— Por que? Ela não vai falar nada para ninguém, pedi que guardasse segredo.

— Assim como pediu que ela guardasse segredo que você está procurando emprego?

— Não é um segredo, eu só queria contar se desse certo.

— Ok, não vou ficar brava. Mas ainda não acredito que contou isso para ela. Agora toda vez que ela me olhar vai pensar que a gente transa. QUE HORRÍVEL, NATHAN!

Ficamos rindo por um bom tempo, e ele disse:

— Transar comigo não é tão ruim assim, para!

Pensei em falar alguma coisa mas era melhor ficar quieta mesmo, só fiquei dando risada junto com ele, enquanto imaginava uma cena de nós quase transando. Parei com esses pensamentos pois senti estar traindo o Luiz, por mais que não tivéssemos nada sério, eu considerava isso como traição. Pelo menos enquanto não conto da existência do Nathan para ele.

Deixamos boa parte das coisas prontas para o dia seguinte, íamos passar o dia inteiro comendo, desde o almoço até a janta.

Voltei para casa com a minha tia, ficamos conversando e assistindo Reality Show já que não tinha muito o que se fazer. Ela disse:

— E aquele Nathan, hein? Bem bonito...

— Somos só amigos tia, não começa!

Ela deu risada e mudou de assunto.

Antes de dormir, fiquei fumando na janela do meu quarto, pensando na vida, quando ouço alguém me chamar na rua, tento reconhecer mas a pessoa está de capuz, mesmo não conseguindo enxergar o rosto direito, sei que é o Nathan. Então vou até a rua sem que a minha tia perceba que saí. Fomos para o beco unsafe. Aquilo já tinha virado nosso ritual, pelo menos 5 vezes por semana íamos lá, as vezes nem falamos nada, só ficamos lá, fumando, as vezes bebendo, só a presença bastava, ele era a única pessoa que o silencio nunca ficava constrangedor, aliás, dificilmente algo ficava constrangedor entre a  gente. 



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