História Ao Fim do Sol - Capítulo 24


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Romance
Visualizações 13
Palavras 722
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Mutilação
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 24 - Capítulo XXIV


Eu e a minha tia acordamos cedo para se arrumar e ir ajudar na ceia de almoço na casa da Amelia. Chegando lá, minha tia foi ajudar a fazer os doces e eu fui ajudar a Freya a montar a mesa no jardim.

— Você se dá bem com seu irmão? –Eu disse, para puxar assunto.

— Mais ou menos, ele quase não fica em casa.

— E você sente falta dele?

— Um pouco, mas tudo bem. Agora que você é amiga dele, pode ser minha amiga também, não é?

— Claro que posso! Vou te visitar algumas vezes se você quiser, está bem?

— Sério? Eu ia adorar.

Ela me deu um abraço e um beijo na bochecha, ficou muito empolgada com a ideia de sermos amigas.

Quando tudo ficou pronto, todos se sentaram à mesa, fizeram uma oração e comeram. Nathan não era nem um pouco religioso, mas sua família sim, imagino como deve ser difícil para o Nathan lidar com a pressão religiosa da família. Quando eu era pequena, eu e meus pais sempre íamos para a igreja, mas ao decorrer dos anos fomos cada vez menos, até parar de vez. Mas eu nunca fui ligada à isso, só ia porque era obrigada.

Todos são extremamente carinhosos e divertidos, uma das melhores famílias que conheci. Nathan só tinha uma avó ainda viva, ela era um amor, ficamos conversando um pouco e eu adorei, ela tinha um jeito fofo de falar, um sotaque bonito e usava palavras formais. Contou-me que era jornalista e que já falou com a Rainha Elizabeth II, queria ficar lá ouvindo e imaginando todas as histórias fascinantes que ela devia ter vivido, mas Nathan me chamou para fumarmos. Fomos para fora da casa, eu não queria que sua família inteira soubesse que eu fumava. Depois de um tempo Amelia apareceu, acompanhou a gente na conversa e disse para mim:

— Estou feliz que está aqui conosco.

— Também estou feliz, vocês me acolheram de um jeito que não tem nem como agradecer o suficiente!

— Cuidado viu? Parecem bons, mas é só virar as costas que começam a falar mal e te julgar! Eu já estou acostumado mesmo, então nem ligo mais. –Nathan disse, dando risada.

— Nathan! Por que você tem que ser assim? Que merda. –Amelia disse, bem irritada.

— Calma Am! Mas não estou mentindo, estou?

— Você só vê o lado ruim das coisas, e sabe que odeio isso.

Amelia voltou para dentro da casa, Nathan continuou rindo. Não me atrevi a dizer uma palavra se quer sobre isso. Sei que Amelia defende a família a todo custo, já o Nathan é o contrário, mesmo sem motivos, sempre arruma algum jeito de ofender alguém e dizer que são péssimos.

— Única pessoa que vale a pena nessa casa é a minha avó, a minha mãe e a Amelia, de resto eu nem faço questão de dizer um "oi". Eles vivem me criticando e dizendo o que eu tenho que fazer sem ao menos me conhecer de verdade. –Disse ele, rindo ironicamente.

Voltamos para dentro da casa para socializar um pouco, fiquei conversando com a mãe da Amelia, contei como era lá no Brasil e meus planos para o futuro. Percebi que a minha tia tinha sumido, e coincidentemente um tio do Nathan também. Nem queria continuar imaginando o porquê, sabia o que estava acontecendo, e ri por dentro.

Depois do jantar, todos arrumaram um lugar para descansar, comendo tanta comida daquele jeito, difícil alguém conseguir disposição para algo. Fiquei no quarto da Amelia com ela e o Nathan, colocamos um CD de uma banda de rock que ela gosta e ficamos lá, só ouvindo as músicas, ninguém dizia nada. Minha tia bateu na porta, Amelia a convidou para entrar, e ela disse:

— Carla, você quer ficar para dormir aqui?

Entendi aquilo como “pode não ir para casa? Vou estar usando enquanto transo com o cara que acabei de conhecer”. Então só assenti com a cabeça e dei risada.

Estávamos tão cansados que deitamos na cama e dormimos em seguida, todos juntos, a cama dela era grande então coube sem problemas.

Acordei com o sol nascendo e a luz brilhando nos meus olhos, fui ao banheiro e quando voltei, Nathan estava na janela fumando um cigarro, sentei ao lado dele e fumei junto, rezando para que o quarto não ficasse com o cheiro da fumaça.



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