História Ao seu lado - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amizade, Colegial, Drama, Romance
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Palavras 1.834
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Quando se está sozinha, sua mente se abre para novas histórias.

Capítulo 1 - Recomeço


Fanfic / Fanfiction Ao seu lado - Capítulo 1 - Recomeço

- Entra no carro! - ela gritou - pegaram as suas coisas?

-Sim querida!

Eu havia passado o final de semana arrumando as malas, estávamos de mudança. Pareciam animados. Seria tudo diferente para nós.

- Filha, você está bem?

- Eu estou - falei desanimada, eu odeio mudanças e mal sabia o que poderia me acontecer nessa nova cidade.

- Se anima, por favor. Por mim.

Ela sempre me pedia esse tipo de coisa, e eu, nunca negava o que ela me pedia.

- Eu vou tentar

- Vai ser divertido. Você verá - e me deu um beijo na testa

 Demoramos um bom tempo para chegar em nosso destino. 

E a nossa nova casa, era linda, não era algo muito grande, mas era confortável e tinha bastante espaço no quarto. Pelas ruas, tudo era muito calmo e verde. Havia árvores para todos os lados. Eu poderia me adaptar a aquele lugar.

- Eu sabia que ia gostar desse quarto.

- É um quarto espaçoso, pai.

- Que bom que gostou. Sua mãe e eu te matriculados em uma escola perto daqui. As pessoas me pareceram legais.

- Aposto que sim - por que tinham que ser tão otimistas?

- Vi algumas meninas com o seu estilo, acho que iriam gostar de você.

- Você sabe que não sou comunicativa. Se lembra?

- Só queremos o seu bem. Vou descer e ajudar a sua mãe 

- Está bem.

Bom, tudo começou com o desemprego do meu pai. Ele trabalhava em uma empresa a meia década, e se dava muito bem. O seu azar começou quando o sobrinho do seu patrão se formou na faculdade e foi colocado no seu lugar, o meu pai perdeu o seu emprego. Acho que nunca imaginou que lhe aconteceria algo assim. Mas o maior motivo da nossa mudança foi por causa da minha mãe que trabalha como advogada e seu escritório era longe de onde moravamos e isso a deixava cansada. 

Desci as escadas até chegar a cozinha.

- Vamos precisar de tinta branca para o meu quarto

- Viu? Eu sabia que ela ia dizer algo do tipo - minha mãe estava preparando sanduíches enquanto falava

- Não é problema. Estarei livre durante esses dias.

É claro que estaria.

- Quando irá começar a caça pelo emprego perfeito?

- Eu estava olhando esses editais.

Eu peguei o edital da mão dele

- Olha, parece bom. Já é um começo.

- O que acha, mãe?

- Desde que pare de afundar o assento do sofá e suja-lo de varelos, por mim, está ótimo.

 Meu pai passava as suas maravilhosas tardes assistindo a jogos e lendo jornais inúteis. Por essas atitudes, acabavam brigando quase todos os dias. Era de se admirar a persistência e o amor que tinham um pelo outro.

Eu estava atrasada. Como sempre. Ótimo. Meu primeiro dia na escola e já tinha perdido a noção da hora.

Peguei meus jeans escuro e meu casado, estava frio.

- Pensei que nunca ia descer

- Não estou com tempo, mãe. Amo você. - é dei um beijo na testa 

- Me liga se houver algum problema!

Andando depressa pelas ruas. Eu poderia cair, já que sou um perigo ambulante. Se eu corrresse, alguém me notaria? Não importava. Comecei a correr e correr mais rápido que pude. Senti o vento batendo nos meus cabelos e jogando-o para trás. Faltava pouco para chegar. Corri mais até virar a esquina.

- Não! Por favor moça, me deixe entrar. É o meu primeiro dia de aula 

- Desculpe mocinha. Estou cumprindo o horário, como você deveria fazer 

Isso não está acontecendo comigo? Maldita! É só uns 8 minutos de atraso.

Entrei em casa e bati a porta

- O que aconteceu? - minha mãe levou um susto quando entrei

- Não consegui chegar a tempo - e me sentei no sofá

- Calma, não era pra ser -

 talvez não era mesmo, mal tive vontade de me levantar.

- Vamos. Troque de roupa e venha me ajudar com as caixas

- Onde o senhor seu marido se encontra?

- O senhor seu pai, você quis dizer. Bom, acho que foi atrás do emprego dele

- Ah - subi as escadas

Coloquei roupas velhas, até porquê não era preciso por algo arrumado para arrumar uma casa.

- Por onde vamos começar? - falei enquanto descia as escadas

- Estou pensando. Já está quase tudo arrumado. Me ajude a por essas coisas na estante - ela apontava para uma pilha de cds e livros empacotados.

Enquanto arrumava, encontrei algumas lembranças de quando era mais nova. Várias revistas de colorir e fotos com primas. Sorri por alguns segundos.

- A olhe para você. - ela pegou a foto que estava na minha mão - continua com o mesmo sorriso doce. 

- Sabe que mãe não pode opinar sobre aparência dos filhos.

- Você sabe que estou falando a verdade. Você deveria se elogiar mais

Eu odiava esse tipo de conversa

- Mãe eu já acabei- me pus de pé- vou andar pelo bairro

- Não vá muito longe. Eu vou sair. Seu pai deve chegar daqui a pouco.

 Como era bom sentir o ar fresco e a sombra das árvores na minha pele. Ohio não parecia ser tão ruim afinal. O clima era bom. 

Continei andando por um tempo até chegar em uma pracinha pequena. Me sentei em um dos bancos. Havia alguns garotos jogando bola na quadra. E eu os observava enquanto jogavam. Eram 4. Um com o mesmo tom pálido de pele como o meu e de cabelos ruivos, o outro estava com a pele queimada pelo sol, era o mais bonito, era louro e os outros dois eram idênticos, deveria ser irmãos.

O Louro olhou para mim por alguns instantes e eu retribui. Algo vibrava no meu jeans.

- Droga. - meu celular estava no bolso e estava tocando - alô!

- Filha, faz um favor para mim?

- Sim, pai. Diga.

- Quando voltar, passe na padaria e me traga pão, por favor.

- OK. Já estou voltando.

- Obrigada.

Fui em direção a um pequeno mercado perto do bairro. Com certeza compraria barras de chocolate. Eu estava ficando boa em me localizar naquele lugar.

Após pagar pelas "compras" eu sempre aferia o troco. Continuei andando olhando para o dinheiro em minhas mãos.

- Aí! - eu havia esbarrado em alguém.

- Me desculpe - falamos ao mesmo tempo. Não reparei em seu rosto, mas sabia que havia sido um garoto pelo tom de sua voz.

Então, saí em direção a minha casa, não era muito distante, que era algo positivo. 

- Ei! Menina! - um garoto vinha correndo em minha direção

- Você é a menina que estava na praça há poucos minutos?

- Sim, sou eu

- Ah. Prazer. Me chamo Erick

- April. - e continuei andando

- Então... April

- Você mora por aqui?

- Sim. Me mudei essa semana.

- E o que acha do seu novo bairro?

- É legal. Não conheci muitos lugares ainda 

- Se quiser um dia eu posso te mostrar alguns lugares legais

- Ah, aposto que sim - ele atava me deixando constrangida

- Você é muito bonita, April. O seu estilo é bem legal.

- Obrigada, mas, poupe nos elogios - não acredito que ele elogiou a minha roupa velha.

Andamos e conversamos até chegar a minha casa.

- Bom, eu moro aqui.

- Legal. Foi bom conversar com você. Até a próxima. - Se houver uma próxima.

- Até. Tchau.

Isso não é real? Pela primeira vez pude ter uma conversa agradável com algum sexo oposto. E ele é tão gato. 

Quando entrei, meu pai estava fazendo o que sempre fazia em suas tardes. Estava sentado assistindo a jogos. Andei até a sala e ele escutou os meu passos 

- Olá. Como foi a aula?

- Não foi. Não pude entrar - e coloquei o pão encima da mesa

- Terá outros dias para isso

- Pois é - falar sobre escola me desanimava.

- Gostou do passeio? Da vizinhança? Lembrou de quando vínhamos aqui passar o Natal com a sua avó? - Por que tantas perguntas?

- Foi legal. E não... Eu não me lembro dos natais em família

- Ah como era bom. Você era pequenininha e muito fofa

- Pai, isso é constrangedor. Eu vou subir. Qualquer coisa me chama

- Ta bom. Só mais uma coisa

- O que?

- Eu amo você, filha

- Eu também te amo pai

Na manhã seguinte consegui chegar a tempo de entrar na escola. Não era diferente das outras escolas Americanas. Os corredores estavam lotados de  alunos. De vez em quando algumas pessoas esbarravam em mim. Os grupos eram super divididos, entre eles haviam líderes de torcida, jogadores sarados pelos corredores e até grupos de meninas metidas.

A primeira aula foi de matemática. Não poderia ser pior.

Meu professor era um senhor de idade, com uma careca reluzente e pelo jeito gostava de casacos de lã. Ele nem notou a minha presença em sala. No segundo dia de aula, também não foi diferente. As horas passavam muito rápido. Nas horas vagas me sentava em uma mesa ao ar livre e comia lanches comprados. E quando voltei a sala, havia uma aluna nova sentada no fundo da sala.

No terceiro, já me sentia entediada e dessa vez, as horas pareciam não passar.

- Bom dia alunos - minha nova prorofessoa de história parecia bem animada

-Ja pararam pra pensar como os acontecimentos da idade moderna influenciaram a nossa sociedade nos dias atuais?

Óbvio. Todos pensamos nisso diariamente.

- Bom quero que façam grupos de três pessoas, quero façam um trabalho sobre esse assunto e me tragam qualquer tipo de acontecimento naquela época.

- Olhem! não pude deixar de reparar na nossa aluna nova - ela falava olhando para mim - como se chama?

- Eu me chamo April - Senti minhas bochechas queimarem.

- Seja bem vinda, April. E você aí atrás? Quando entrou? - Ela apontou para a outra aluna.

- Hoje mesmo, professora. Me chamo Rebeca. - Seu tom de voz era tão calmo. Quando a professora abriu a boca para falar algo, alguém bateu na porta e todos olharam em direção a ela.

- Desculpa o atraso professora. Tive uns problemas.

uma garota loura entrou em sala

- Entre, por favor. Como eu ia dizendo. Sejam bem vindas.

E continuou falando sobre as matérias das provas e blá blá blá.

- Vamos dar continuidade aos trabalhos. Quero grupos de 3 e nada de 4. Quero que todos formem os seus trios e comecem a elaborar um tema sobre o trabalho. April e Rebeca, vocês duas dariam uma ótima dupla e agora só está faltando uma. - sua mão direita se posicionou debaixo do queixo, seus olhos foram de encontro para o alto, como se estivesse planejando algo - Ah! Hayley, seja o trio delas. 

E ela apontava para a loura atrasada. Espero que isso dê certo.



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