História Aos Dias Que Nunca Vieram - 2 temp. - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Doctor Who
Personagens 11º Doctor, Amelia "Amy" Pond, River Song (Melody Pond), Rory Williams, Rose Tyler
Tags Doctor Who, Quinta Temporada, Reescrita
Exibições 22
Palavras 3.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção Científica, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olááá! Olha eu de volta! Tive muitos trabalhos pra fazer e ainda mais muitos ensaios para a apresentação de ballet (me desejem sorte). Vocês me perdoam?

Aqui está a conclusão deste episódio incrível. Comentem o que acham deste episódio. ;)

Capítulo 23 - Mais Brilhante Que Girassóis


Como Vincent estava demorando, o Doutor decidiu vê-lo no quarto, talvez ele precise de ajuda em pegar suas coisas de pintura ou ele caiu no chão e desmaiou. Nunca se sabe.

“Vincent, você está pronto pra ir? Eu vou entrar, hein?” O Doutor abriu a porta do único quarto da casa apenas para encontrar o Vincent estirado na cama. Logo, o Doutor ouviu os fungados e percebeu que o pintor está chorando.

“Vincent, posso ajudar?” O Doutor perguntou preocupado.

“É claro que você não pode me ajudar.” Ele respondeu em voz de choro.

“Talvez eu deva chamar uma das garotas. Elas são melhores neste tipo de coisa do que eu...”

“Ninguém pode ajudar.” Vincent o interrompeu. “Vocês vão todos embora! Todos vão! E eu ficarei sozinho de novo e sem esperança.”

“Pela minha experiência, eu posso dizer que sempre há esperança.”

“Então sua experiência está incompleta!”

O Doutor pensou no que iria dizer, mas ele tinha que tirar Vincent daquele quarto e levá-lo até a igreja e seguir com o plano. Então, o Doutor insistiu em querer levantá-lo e logo se arrependeu quando Vincent agressivamente o expulsou de seu quarto aos gritos.

“O que aconteceu? Por que ele gritou assim?” Perguntou Rose preocupada.

“Acho que ele não quer nos ver agora.” Disse o Doutor sentando no sofá, onde ele estava anteriormente.

“O que foi que você disse para ele?” Rose perguntou.

“Eu não disse nada! Eu o encontrei meio que... depressivo, e ele me expulsou do quarto quando tentei animá-lo.”

Rose ficou chocada. “Quase me esqueci da fase da depressão que ele teve.”

“O que vamos fazer agora?” Perguntou Amy.

“Vamos partir!” Respondeu o Doutor já se levantando do sofá.

“E o monstro? Ainda podemos pegá-lo, não é?” Amy quis saber.

Rose também esperou pela resposta em expectativa.

“Sim. Vamos torcer para estarmos na hora certa.”

Quando todos menos esperavam, Vincent saiu do quarto de chapéu na cabeça, com os pincéis na mão esquerda, a aquarela e o tripé na mão direita. “Estou pronto!” Ele apenas disse.

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“Bem, chegamos! A igreja!” O Doutor exclamou aliviado por eles finalmente estarem lá. Já estava quase no final da tarde e até agora nenhum progresso em relação ao monstro.

Vincent prendeu o tripé em terra firme e pôs a cadeirinha para sentar-se. Ele sentou e começou a analisar o cenário.

“Se você avistar algum monstro, nos avise. Sei que você não é estúpido, – nem louco de verdade – mas eu preciso que esteja...”

“Shhh.” Vincent o interrompeu. “Estou trabalhando.”

“Ah, sim. A pintura! Pinte!”

As garotas se olharam e poderiam apostar que o Doutor não iria conseguir parar de falar.

15 minutos depois...

“Lembro de ver Michelangelo pintando a Capela Sistina. Vivia reclamando.” O Doutor ia contando. “E eu disse: Se tem medo de altura, não devia ter aceitado esse trabalho...”

30 minutos depois...

“...E Picasso! Que complicação. Eu vivia dizendo a ele: Concentre-se, Pablo. É um olho em cada lado do rosto.”

“Quieto!” Pediu Amy.

2 horas depois...

“É assim que o tempo passa normalmente?” O Doutor resmungou entediado. “Muito devagar e na ordem certa.”

As garotas riram dele. Elas ficaram sempre observando Vincent pintar, muito atraídas pela forma como ele pintava e o quadro estava quase pronto.

“Está ficando lindo, Vincent!” Disse Rose.

“Lindo como girassóis. Não se esqueça dos girassóis!” Disse Amy.

Vincent olhou para ela. “Não tem girassóis aqui.”

“Talvez depois.”

O Doutor suspirou entediado.

“Ali! Lá está ele! Na janela!” Vincent alertou a todos. “À direita!”

“Como eu esperava! Vou entrar!” O Doutor se apressou para a entrada da igreja.

“Eu vou também!” Gritou Vincent.

“Não!” O Doutor negou. Vendo o olhar de confusão em Vincent, o Doutor continuou a dizer. “Você é Vincent Van Gogh. Fique aí.”

Equipado com uma maleta, o Doutor entrou na igreja após dar instruções à Rose e Amy para ficarem do lado de fora.

O Doutor tirou o aparelho que usou de manhã cedo de dentro da maleta e o vestiu, passando as alças pelos ombros. Ele começou a andar, dando total atenção aos lados e à sua frente. Ele viu uma estátua de um anjo e se lembrou de todas as vezes que enfrentou Anjos Lamentadores. O que não era a caso dessa vez. Ele viu outras esculturas e vários candelabros com as velas apagadas. Não haviam motivos de estarem acessas mesmo. Mais para frente tinha uma cruz que...

“Precisa de ajuda?”

O Doutor quase pulou de susto, quase.

“Rose? O que está fazendo aqui? É perigoso aqui dentro!”

“É, eu sei! Como quase todos os lugares que a gente vai!”

“Mas eu disse para esperar lá fora.”

“Mas você esqueceu sua chave de fenda sônica.”

“Não esqueci, não.” O Doutor apalpou os bolsos da jaqueta e não sentiu a presença da chave de fenda sônica. Apalpou os bolsos da calça e nada.

Rose mostrou a chave de fenda sônica em sua mão.

“Como isso foi possível?” O Doutor questionou confuso.

“Na verdade, fui eu que peguei do seu bolso. Só queria um motivo para vir atrás de você.”

O Doutor pegou a ferramenta de volta. “Espero que Amy não faça a mesma coisa.”

“Não duvido que ela apareça aqui também.” Confessou Rose.

“Tudo bem, vamos seguir adiante. Acho que já posso ouvir o monstro daqui.” Disse o Doutor e os dois se concentraram no caminho escuro.

O Doutor movimentava a tela/espelho de um lado para o outro para olhar por trás. A criatura só pode ser vista pelo espelho, então Rose estava às cegas. Isso o preocupava mais. Eles não sabem por quanto tempo ficaram procurando pelo monstro, só perceberam que o encontraram quando foram atacados.

Ainda bem que a criatura atacou o aparelho e não diretamente a eles. Tendo a oportunidade de fugir, o casal correu ainda mais para o interior da igreja. Acharam um confessionário e se esconderam dentro.

“Silêncio absoluto, Rose.” Pediu o Doutor.

“Acha que ele tem uma super-audição?”

O Doutor estava prestes a responder um ‘talvez’ quando o monstro atacou ambos os lados do confessionário. “Acho que ele tem sim!” Ele respondeu.

O ataque só parou quando ouviram uma voz chamando pelo monstro. Era Vincent! Ele estava atraindo o monstro?

“Vocês estão bem?” Amy apareceu perguntando a eles.

“Estamos bem, Amy!” Respondeu Rose agradecida.

“O que estão fazendo aqui?” Questionou o Doutor. “Eu disse para ficarem... Oh, esqueça!”

Os três, reunidos outra vez, viram Vincent usar uma cadeira contra o monstro. Ele a usou para afastar o monstro enquanto seus amigos recuavam. Amy encontrou uma enorme porta que dava para uma enorme sala.

Todos a seguiram e, trancando a porta, parecia que todos estavam a salvo temporariamente.

“Ufa, escapamos! Por enquanto!” Disse o Doutor arfando enquanto que eles apoiavam as costas contra a porta para deixá-la fechada. “Ok, o plano é o seguinte: Amy e Rory...”

“Quem?” Perguntou Amy.

“Desculpe, quis dizer Vincent. Hãã...”

“Qual é o plano?”

“Na verdade, não sei.”

“Que tal falar com ele?” Sugeriu Rose.

“Falar com ele? Não acho possível...” O Doutor parou e pensou um pouco. “Mas pode dar certo! Não custa tentar.” O Doutor se virou para a porta. “Escute, eu que pode me entender. Mesmo que não saiba o porquê, você pode me entender.”

O Doutor esperou até o monstro parar de empurrar a porta. Rose e Amy aproveitaram para se afastarem da porta. Vincent também saiu dali.

“Eu também não sou deste planeta e não estou sozinho, mas já estive. Se confiar em mim, sei que podemos nos entender.”

Houve um silêncio. Quando todos acham que ganharam a atenção do monstro, o vidro de uma das janelas se quebra fazendo um barulho alto e logo percebem que o monstro entrou por ela.

Vincent foi buscar o tripé, cujos pés são pontudos, para usá-lo como arma.

“Ele está se movendo ao redor da sala. Está rodeando o lugar.” Vincent avisou.

“Eu sou muito estúpido...” O Doutor falou enquanto pensava.

“Deve ter acontecido algo grave para você se autoavaliar dessa maneira.” Disse Rose.

“Mas eu sou estúpido! Ele ataca, mas nunca devora as vítimas e foi abandonado e deixado para morrer.” O Doutor ia explicando. “Ele está rodeando a sala sem nenhum motivo aparente, como Vincent disse. Isso porque o monstro é cego! E explica porque ele tem a audição tão apurada!”

“O que infelizmente explica porque ele está vindo para cá!” Vincent anunciou.

Como reflexo, Van Gogh foi em defesa dos amigos, usando o tripé para afastar o monstro que só ele vê. Com coragem, Vincent foi ao ataque e o tripé ficou preso na criatura, o que indica que ela foi atingida. Mas Vincent não soltou o tripé e o monstro o usou para levantá-lo.

Vincent soltou o tripé e segundos depois o monstro caiu. Eles podiam apostar que o monstro estava gravemente ferido. Os quatro se aproximaram onde ele dificilmente respirava.

“No final das contas, ele é apenas cego.” Vincent falou com emoção em sua voz. “Eu só queria machucá-lo e não...”

“Shh, shh. Está tudo bem, Vincent. Nós entendemos.” Rose tentou acalmá-lo.

“Ele está tentando dizer alguma coisa.” Disse o Doutor focando nos grunhidos do monstro no chão.

Bem, talvez não seja tão monstro assim. De acordo com o Doutor, ele dizia ‘Estou com medo! Estou com medo!’, enquanto agonizava no chão atingido por um tripé. O Doutor tentou acalmá-lo e ficou transmitindo conforto até que aa criatura parou de respirou. Todos abaixaram a cabeça em silêncio em sinal de respeito ao inocente, que apenas foi deixado para trás e era cego.

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“Eu queria ter algo valioso para dar a vocês.”

Depois de tudo o que aconteceu na igreja, os quatro amigos tiveram dificuldades para dormir, mas tentaram descansar. Vincent foi o que mais sofreu emocionalmente, pois sabia que eles iriam embora no dia seguinte. Ele queria ao menos dar algo que os façam lembrar dele enquanto estiverem viajando. E Amy... Ah, Amy! Como sentirá falta dela! Eles estavam começando a se conhecerem melhor!

“Não, não! Não poderíamos aceitar um presente tão extraordinário.” Disse o Doutor segurando e admirando um dos quadros mais famosos de Vincent Van Gogh: o Autorretrato.

Rose olhava para o quadro e de volta para Vincent repetidamente. Era impressionante como o quadro ficou muito parecido com ele mesmo.

“Tudo bem.” Vincent pegou o quadro de volta. “Não são os primeiros a rejeitarem minha oferta. Amy! A abençoada, a maravilhosa!”

“Seja bom e amável consigo mesmo!” Disse Amy o abraçando.

“Farei o possível. Rose!” Ele abraçou Rose. “A flor do dia! Eu farei um quadro cheio de rosas em sua homenagem.”

“Ainda acho girassóis uma ideia melhor.” Disse Rose.

Vincent sorriu e se virou para o Doutor. “Doutor, meu amigo! Nós lutamos contra monstros e ganhamos. Não teria conseguido sozinho.”

“Nem eu.”

Os dois se abraçaram.

O Doutor, Rose e Amy finalmente estavam indo embora para a TARDIS. Antes mesmo de saírem da propriedade, Rose teve uma ideia.

“Doutor, eu tive uma ideia!”

“Acho que sei qual é! Tá pensando em passar em um restaurante para comer e beber um daqueles deliciosos vinhos?”

“Hummm, até que não é uma má ideia... Mas depois vamos levar o Vincent para a TARDIS, certo?”

“O quê?!?” Perguntou o Doutor parando de andar.

Rose parou também. “É só para ele ver o futuro.”

“Não, não, não! Você quer levá-lo para o museu. Para ele ver as próprias obras, não é?” Questionou o Doutor.

“É verdade, é exatamente isso que eu quero. Eu acho que ele merece saber que é admirado.”

“Eu concordo com a Rose.” Disse Amy. “Talvez ele fique feliz com isso.”

O Doutor suspirou.

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“Você sabe, Vincent, conversamos sobre a possibilidade de haver mais para se viver do que pessoas normais imaginam?”

“Sim.” Respondeu Vincent.

As duas garotas se olharam e rolaram os olhos. Alguns metros a frente estava a TARDIS coberta de panfletos. O Doutor teve que usar a chave para traçar uma linha nos panfletos que empatavam a porta de abrir.

Quando Vincent entrou – e foi o primeiro a entrar – ele ficou admirado e fez o que todos faziam: rodeou a caixa de polícia por fora, depois olhou pra dentro e depois olhou por fora mais uma vez.

“Será que realmente fiquei louco?” Perguntou Vincent entrando na nave pela última vez. Ele olhou ao redor com mais cuidado. “O que tudo isso faz?”

“Muitas coisas.” Respondeu o Doutor.

“Não queria atrasá-los, mas gostaria de ouvir sobre as maravilhas do Universo. Que tal um café?”

“Boa ideia, mas as garotas e eu queríamos te mostrar uma coisinha primeiro.” Após mexer em alguns botões, o Doutor se dirigiu à porta.

Vincent não sabia, mas as garotas já sabiam que haviam estacionado no futuro como foi combinado e elas ficaram bastante nervosas. Como será a reação de Vincent ao ver sua própria obra exposta em um grande museu?

“Onde estamos?” Vincent perguntou assim que saiu da nave.

“Paris, 2010. E este é o imenso museu de Orsay! Abriga muitas das maiores pinturas da história!” O Doutor explicou.

“Isso é maravilhoso!” Vincent se alegrou, embora também parecesse curioso com este novo... mundo.

“Vincent? Alô?” O Doutor chamou a atenção do pintor distraído estalando os dedos. “Ignore isto, tenho coisas mais importantes pra mostrar.”

“Venha, vamos entrar no museu.” Disse Amy puxando Vincent pela mão.

Ele deixou que seus novos amigos o guiassem, por mais estranho que o lugar parecesse. Eles viram esculturas pelo caminho, inúmeros de outros quadros e subiram escadas. O lugar era enorme! Mas foi na galeria de Van Gogh que ele mais se maravilhou. Vincent viu seus quadros – onde geralmente ele guarda em qualquer lugar de sua casa, até debaixo da cama – sendo expostos e admirados por uma multidão de gente como se fossem obras-primas.

“Olá! Nós nos conhecemos há alguns dias. Eu lhe perguntei sobre a igreja.”

Rose e Amy ouviram o Doutor iniciar a conversa com o Dr. Black e pediram ao Vincent para escutar também.

“Sim, que bom que ajudei. Você elogiou minha gravata.” Respondeu Dr. Black.

“Sim, e hoje há um elogio que você pode fazer. Mas, entre 100 palavras, qual sua opinião do que seria a cotação de Van Gogh na história da arte?”

“Bem, grande pergunta. Para mim, Van Gogh é o pintor mais admirável de todos. Certamente o maior e mais popular pintor de todos os tempos. O mais amado. Seu domínio sobre as cores é maravilhoso. Ele transformou a dor e o tormento de sua vida em beleza extasiante. Dor é fácil de retratar, mas usar sua paixão e dor para retratar o êxtase, a alegria e a magnitude do nosso mundo? É algo que ninguém nunca tinha feito antes. Para mim, aquele estranho e selvagem homem que perambulou pelos campos de Provença não foi somente o maior artista do mundo, mas foi também um dos maiores homens que já viveu.”

Após o longo discurso do Dr. Black, Vincent não pôde conter a emoção e foi abraçá-lo com muitas lágrimas de alegria.

“Muito obrigado, senhor. Obrigado.” Disse Vincent beijando as bochechas do homem como forma de gratidão.

“Não há de quê.” Respondeu Dr. Black sem jeito.

Os viajantes do tempo tiveram que retirar Vincent do museu por causa de tanta emoção. A missão deles foi cumprida e só faltava levá-lo de volta ao seu tempo.

“Isso muda tudo!” Disse Vincent já saindo da TARDIS após ela se materializar. “Amanhã vou sair com meu cavalete me sentindo um novo homem. Ainda não acredito que um dos meus garfos de feno esteja no museu! Que embaraçoso!”

“Foi uma grande aventura e uma grande honra!” Disse o Doutor agradecido.

“Tem certeza que o casamento está fora de questão?” Perguntou Vincent à Amy.

“Desta vez.” Ela respondeu e o abraçou para se despedir. Rose não acredita que o flerte deles chegou à conversa de casamento.

Assim que embarcaram, os três voltaram à galeria do museu.

Amy estava tão animada! Em contraste com o Doutor, que nem se apressou em voltar ao museu. Rose notou que ele devia saber de alguma coisa.

“O tempo não pode ser reescrito.”

Já falaram isso para ele tantas vezes que ele já sabe exatamente o que esperar: Nenhuma mudança.

Foi aí que Amy notou. Nenhuma mudança. Nada de quadros novos. E o suicídio dele...

“Não fizemos nenhuma diferença.” Disse Amy derrotada.

“Eu não diria isso.” Disse o Doutor.

“Eu sinto que fizemos sim diferença na vida dele.” Completou Rose para o consolo de Amy.

“Da forma como vejo, a vida é um monte de coisas boas e ruins. As coisas boas nem sempre diminuem as ruins. Mas, o contrário também vale. As coisas ruins não estragam as coisas boas, ou as fazem menos importantes. E definitivamente acrescentamos algo de bom na vida dele.”

“O Doutor está certo, Amy. Vincent pôde ver algo que ninguém mais podia ver em sua época. O sucesso de seus quadros.” Rose disse e apontou para uma parede. “Veja o quadro da igreja.”

Amy se aproximou do quadro e observou bem. “Sem Krafayis.”

“Sem Krafayis.” Concordou o Doutor.

O quadro voltou a ser o quadro original, sem criatura na janela. Amy ainda ficou decepcionada pelo final da vida de Vincent Van Gogh. Caminhando sem se importar, ela foi até um dos quadros da galeria como se estivesse sendo guiada até lá. Ela não entendeu essa vontade de seguir em frente, mas um sorriso se mostrou em seu rosto se tornando mais visível cada vez que chegava mais perto. Vincent, como prometido, havia pintado o quadro dos girassóis e o dedicou à Amy com sua assinatura em baixo.

“Para Amy. Vincent.” Amy leu as letras miúdas gravadas no jarro de girassóis e pensou em Vincent. “Se tivéssemos filhos, eles teriam cabelo muito, muito vermelhos.” Ela disse consigo mesma.

O Doutor e Rose a observaram de longe. O Doutor estava com um braço por cima dos ombros de Rose.

“É uma pena para Amy. Ela perdeu duas pessoas que gostava em um curto período de tempo.” Comentou Rose. “E ela nem sabe disse.”

“Até resolvermos esse mistério do Rory, é melhor ela não saber.” O Doutor disse beijando a têmpora de Rose. “Devemos lembrar que Vincent teve uma vida brilhante.”

Rose sorriu. “Mais brilhante que girassóis.”

O Doutor sorriu de volta.

Ainda havia esperança para Rory.



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