História Aos Dias Que Nunca Vieram - 2 temp. - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias Doctor Who
Personagens 11º Doctor, Amelia "Amy" Pond, River Song (Melody Pond), Rory Williams, Rose Tyler
Tags Doctor Who, Quinta Temporada, Reescrita
Visualizações 10
Palavras 3.840
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção Científica, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, whovians! Aqui está o último capítulo. :(
É o fim de mais uma etapa, mas a história continua, com certeza!

Aproveitem!

Capítulo 30 - O Big Bang 2


O Doutor deu algumas instruções ao Rory enquanto apertava as coordenadas. Após um último olhar de preocupação, o Doutor pressionou o botão deixando Rory completamente sozinho protegendo a caixa com sua amada dentro.

O Doutor reaparece em um cenário atual, porém, com um Dalek bastante velho e acabado em sua frente. Ele se vira e encontra Amy, ou melhor, duas Amys.

“Amy! Você já está fora da Caixa?!? E Amelia aqui?”

“EX-TER-MI-NAR!”

Sem perder tempo, o Doutor pegou a mão das duas e puxou elas para correrem. “Venham, Ponds!”

“EXTERMINAR”.

Eles pararam em outra sala com mais bonecos de cera do museu. O Doutor segurou um fez de um dos bonecos. O Dalek os encontrou, mas um homem com uma lanterna apareceu e o confrontou.

“VARREDURAS INDICAM QUE O INTRUSO ESTÁ DESARMADO.”

“Você acha?” Disse o desconhecido e, em seguida, dois tiros dispararam da mão dele, danificando a visão do Dalek e o desativando.

O desconhecido era Rory com roupas de vigia noturno do museu.

“Amy?” Ele gritou quando viu a pessoa que ele mais amava no mundo.

Amy surpresa correu para abraçá-lo.

“Amy, me desculpe!”

“Oh, cale-se!” Amy o beijou com saudades.

“Pois é, cale-se! Temos que ir. Vamos.” O Doutor tentou interromper os dois e evitar longas conversas.

“Eu esperei por você... Por dois mil anos.”

“Oh, não feche a boca ainda.” Amy o beijou de novo.

O beijo foi tão longo que o Doutor achou que eles não respiravam mais.

“Bem, alguém não saiu muito em dois mil anos.” Comentou o Doutor.

Amelia o cutucou no braço. “Estou com sede.”

O Doutor se perguntou como Amelia veio parar ali. Não houve muito tempo para pensar porque o Dalek começou a reiniciar.

“Fora, fora, fora.”

Os três intrusos correram mais uma vez junto com Rory. O Doutor os levou até à entrada do museu.

Com a porta trancada com a chave de fenda sônica, o Doutor pôs o fez na cabeça e gostou. Vendo que as trancas não seriam o suficiente contra o Dalek, o Doutor se apressou em pegar algo.

“O esfregão!” Rory exclamou de repente. “É como se parecia anos atrás quando me deu a chave de fenda sônica.”

“Não há tempo a perder, então.” O Doutor teclou no Manipulador de Vórtex ainda no braço e desapareceu. Ele reapareceu em Roma, dois mil anos atrás. “Rory! Ouça, ela não está morta! Bem, ela está morta, mas não é o fim do mundo. Bem, é o fim do mundo, pior, do Universo! Ah, não, espera!” Ele teclou no Manipulador de Vórtex de novo.

Reaparecendo no museu, ele pôs o esfregão na porta como pretendia e voltou à Roma. “Precisa me tirar de dentro da Pandorica.” Ele disse ao Rory, o Centurião.

“Você não está na Pandorica.”

“Sim, estou. Bem, não agora, mas eu estava. Viagem no tempo é muito para sua mente.” O Doutor apontou com sua chave de fenda sônica, o mostrou como usá-la, e entregou ao Rory. “Agora pode ir.”

Quando retornou ao século 21, ele lembrou de não ter a chave de fenda sônica. Teclando mais uma vez no Manipulador de Vórtex, o Doutor retornou a Roma. “Quando terminar, deixe minha chave de fenda sônica no bolso superior dela.”

Com um raio de luz azul, Rory viu o Doutor voltando de novo de sua viagem, indo até Amy e retirando a chave de fenda sônica do bolso que ele instruiu a colocar.

“Agora, Amelia.” O Doutor foi até a garotinha. “Como sabia que tinha que vir até aqui?”

Ela tirou de sua jaqueta um panfleto e o mostrou.

“Ah, minha caligrafia.” O Doutor rapidamente pegou um panfleto igual e escreveu as instruções com sua caneta vermelha e desapareceu dali. Chegando próximo à casa de Amelia, ele jogou o panfleto na portinha para cartas, então ele roubou a bebida dela mesma e deixou um bilhete para ela ficar depois que fecharem o museu.

“Pronto, aqui está sua bebida, Amelia.” Ele a entregou e correu para as escadas, porém, ele paralisou quando viu uma figura se materializando de um salto no Vórtex e ficou horrorizado ao ver que era ele mesmo. O seu eu do futuro não se aguentou em pé e caiu escada abaixo aos pés do Doutor. Ele se apressou até ao Doutor do futuro no chão que o puxou pra perto e sussurrou em seu ouvido. Depois, ele caiu de volta ao chão, sem movimentos.

“O que aconteceu?” Perguntou Rory preocupado. “O que ele disse?”

“Ele disse que tenho 12 minutos de vida. Vamos pro telhado!”

“Não vamos deixá-lo morrer!” Disse Rory.

“Ah, você está no comando agora?” A mente do Doutor estava trabalhando furiosamente e velozmente. “Então, me diga, onde está Amelia?”

Amy e Rory o olharam surpresos e se viraram para ver que Amelia tinha sumido. Apenas o copo que ela bebeu seu refrigerante estava no chão.

“O tempo pode ser reescrito. Ele vai encontrar um jeito.” Disse Amy.

Rory tirou seu casaco e cobriu o Doutor ‘morto’ no chão.

“Vamos, Amy e Rory!” O Doutor gritou já há meio caminho para o telhado.

“Por que no telhado?” Rory perguntou quando eles chegaram ao teclado.

“Já está de manhã?” Amy notou.

“O Universo está ruindo e o tempo encolhendo.” Disse o Doutor que foi até uma antena e a arrancou do lugar. “O que vocês acham que é aquilo?” Ele apontou para o céu.

“É o Sol.” Disse Amy.

“Nenhuma estrela jamais brilhou no céu, então aquilo não pode ser o Sol. Na verdade, estou procurando pela TARDIS.”

“Mas a TARDIS explodiu!” Disse Rory.

“Aqui está o som que aquilo faz.” O Doutor apontou a massa brilhosa no céu com a antena e usou a chave de fenda sônica para transmitir o som.

Woooorp woooorp woooorp woooorp...

“É minha TARDIS explodindo.” Disse o Doutor.

“Tem outra coisa. Outro som vindo de lá. São duas vozes.” Disse Rory.

“Não consigo ouvir nada.” Amy falou.

“Confie no plástico.”

O Doutor usou a chave de fenda sônica para amplificar os sons da TARDIS.

“Não consigo abrir a porta.” Era a voz da River. “Estamos presas.” Rose disse em seguida. Suas vozes se repetiam várias vezes.

“Deve ser uma gravação.” Comentou Rory.

“Não é gravação. É o protocolo de emergência da TARDIS. Ela pôs a sala de controle em um loop temporal para salvá-las.”

“Não consigo abrir a porta.”

“Estamos presas.”

“Não consigo abrir a porta.”

“Estamos presas.”

Amy e Rory não entenderam por que em uma situação como essas, o Doutor mostrou um pequeno sorriso enquanto apertava botões no Manipulador de Vórtex.

Ele desapareceu do telhado do museu e reapareceu dentro da TARDIS.

“Não consigo abrir a porta.” Disse River.

“Não precisa. Já estou em casa.” Disse o Doutor entrando na conversa.

“Isso são horas de voltar?” Perguntou Rose fingindo estar brava com o marido.

Brevemente, o Doutor retornou de braços dados com Rose e River, uma em cada lado. Os três andavam tropeçando um pouco. O Manipulador de Vórtex não deveria ser usado por três pessoas.

Quando a dor de cabeça de Rose passou, ela viu Amy e Rory. “Amy, Rory, vocês estão juntos!” Então Rose franziu o cenho. “Espera, quando Rory voltou?”

“É uma longa história.” O Doutor respondeu. “Rory é feito de plástico, mas está do nosso lado.”

“Namorei uma duplicata Nestene uma vez. Ele ficava trocando de cabeça. Animava o relacionamento.” Comentou River.

“Eu não queria saber sobre isso.” Disse o Doutor.

“Eu tenho perguntas. Mas a primeira é...” River disse se virando para encarar o Doutor. “O que, em nome da sanidade, você tem na sua cabeça?”

“É um fez. Fez é legal.”

Rose suspirou porque ela sabia o que iria acontecer. Em um piscar de olhos, o fez foi tirado da cabeça do Doutor – deixando ele bem surpreso – e foi jogado para o alto. River rapidamente puxou uma arma a laser de seu cinto e atingiu em cheio o fez no ar, desfazendo-o em pedaços.

“Provavelmente na TARDIS tem outro.” Comentou Rose para o Doutor, consolando-o.

“EX-TER-MI-NAR.”

Rápido como um raio, o Doutor ordenou que todos voltassem para dentro enquanto o Dalek atirava neles.

“O Dalek precisa recuperar as forças para atirar novamente.” Disse o Doutor enquanto entravam de volta ao museu. “Isso significa que temos exatamente quatro minutos e meio antes de atingir a capacidade letal.”

“Como você sabe?” Perguntou Rory curioso.

“Porque é quando vai me matar.”

“O quê?!?” Exasperou Rose. “O que isso quer dizer?”

“Agora não, querida, sem tempo para explicar!” O Doutor inspirou fundo, sabendo que ele precisa explicar à Rose seu plano. Mas, por enquanto, ele decidiu explicar o básico. “A explosão da TARDIS causou um evento de colapso total. Uma explosão temporal. Ela explodiu cada átomo em cada momento do Universo, exceto...”

“Dentro da Pandorica.” Continuou Amy.

“A prisão perfeita. E dentro, preservados com perfeição, poucos bilhões de átomos do antigo Universo. Em teoria, pode-se extrair todo o Universo de um só deles.”

“E reiniciar o Universo.” Concluiu Rose.

“Doutor, você está sendo ridículo!” Exclamou River. “Como você vai reiniciar o Universo inteiro?”

“E se a Pandorica tivesse um momento de poder infinito?”

“Isso seria ótimo, mas é completamente impossível!”

“Não completamente! Só precisamos de uma faísca.”

“Para o quê?”

“O Big Bang 2.” O Doutor esperou River assimilar a ideia. “Vou deixar você pensar um pouco enquanto vou falar com minha esposa. Devo algumas explicações a ela.”

River acenou uma vez e se voltou para Rory e Amy. “Vocês podem me explicar o que aconteceu antes?”

Rory contou a ela sobre ter atirado em Amy e a colocado dentro da Pandorica. Enquanto Rory explicava com a ajuda de Amy, River virou o rosto para o final do corredor e o que viu a fez estremecer. O Dalek encontrou outra entrada para o museu e agora estava apontando sua arma para o Doutor. “Doutor! Cuidado!”

O Doutor se virou, mas não desviou a tempo do raio quando o viu.

“DOUTOR!” Rose gritou quando ele caiu no chão.

O Doutor manteve seus olhos fixos em Rose quando ele apertou o botão do Manipulador de Vórtex e desapareceu. Rose não pôde fazer nada além de deixar suas lágrimas caírem.

Amy puxou Rose para trás da parede para protegê-la enquanto Rory atirava.

“Vocês procurem o Doutor, eu alcanço vocês depois.” Disse River determinada.

“Ele está lá embaixo. 12 minutos atrás.” Disse Amy.

“Então o que estamos esperando?” Disse Rose com esperança. “Vamos para lá!”

“Mas Rose... Ele está... morto.”

Rose baixou a cabeça, mas sua determinação voltou ao lembrar-se do que o Doutor conversou com ela minutos antes. “Vamos para lá, mesmo assim.”

Com Amy, Rory e Rose fora de vista, River Song ficou sozinha com o Dalek.

“VOCÊ SERÁ EXTERMINADA!”

“Ainda não. Seus sistemas ainda estão reiniciando. O que significa que seu escudo está comprometido.” Ela retirou sua arma a laser do cinto. “Um tiro certeiro através do seu olho vai matar você.”

“MEUS DADOS INDICAM QUE VOCÊ É UMA COMPANHEIRA DO DOUTOR. VOCÊ TERÁ PIEDADE.”

“Eu sou River Song. Verifique seus dados novamente.”

“PIEDADE.”

“Diga de novo!”

“PIEDADE.”

“Mais uma vez!”

“PI-E-DA-DE.”

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Amy e Rory ficaram muito surpresos quando chegaram ao andar de baixo e não encontraram o Doutor caído no chão. Apenas o casaco de Rory estava lá.

“Mas ele estava morto!” Disse Rory.

Rose mostrou um pequeno sorriso. “Regra número um: o Doutor mente.”

River reapareceu ilesa.

“O que aconteceu com o Dalek?” Perguntou Amy.

“Ele morreu.” River olhou para o casaco de Rory no chão, mas sem Doutor. “Regra número um, eu presumo.”

“Eu sei onde ele está.” Todos os três olharam para Rose. “Ele está na Pandorica.”

Os quatro correram o mais rápido que puderam, guiados por Rory até a Pandorica.

O Doutor já estava lá, é claro. Rose foi imediatamente cuidar dele enquanto a realidade se partia.

“Oh, lembrei-me de algo.” Disse River e Amy a encarou com olhar de interrogação. “A TARDIS ainda está queimando! Explodindo cada ponto da história. Se jogar a Pandorica nessa explosão, bem no centro dela...”

“Então o quê?” Perguntou Amy.

“O Big Bang 2.” Respondeu Rose. “Tem haver outro jeito.”

“Não há outro jeito.” Disse o Doutor com a voz fraca, quase um sussurro.

“Você vai jogar a Pandorica no centro da explosão!”

“Tem que ser feito.” O Doutor inspirou fundo. “Preciso falar com Amy.

Rose acenou e chamou Amy para se aproximar dele. Antes de sair, Rose deu um beijo de despedida no Doutor, selando seus lábios juntos, como uma promessa de sempre estar com ele e saiu dali. Amy se aproximou e viu o semblante fraco do Doutor sentado naquela cadeira em que ela esteve por quase dois mil anos. Amy nunca o viu tão frágil.

“Oi.” Ela disse primeiro.

“Amelia Pond. A garota que esperou a noite toda no jardim. Valeu a pena?”

“Calado. Claro que sim.”

“Vai haver uma grande explosão. Tente lembrar da sua família e eles estarão lá. Você trouxe Rory de volta, você pode trazê-los também. Lembre deles e eles estarão lá.”

“Mas você não.”

“Você terá sua família. Não precisará de um amigo imaginário.”

Lágrimas desceram dos olhos de Amy enquanto ela via as portas da Pandorica se fecharam e prenderem o Doutor.

River afastou todos os outros enquanto a Pandorica ganhava grande impulso – como de um foguete – para atingir os céus. Nesse tempo, River recebeu uma mensagem em seu comunicador. “É do Doutor!”

“O que diz?” Perguntou Rose.

“GERÔNIMO.”

A Pandorica já não podia ser mais vista no céu, mas eles sabiam que ele já estaria chegando ao seu destino.

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O Doutor acordou e ele sabia que estava dentro da TARDIS quando olhou ao redor. Mas se sentia completamente diferente, uma sensação estranha que nunca iria esquecer. Ele era um fantasma, um eco, até mesmo uma sombra que estava pairando. Pairando pela sua própria linha do tempo.

Regressando em sua própria linha de tempo, ele viu Rose, Amy e ele mesmo voltando à TARDIS de uma viagem que fizeram semana passada. Tudo o que ele viveu estava se desfazendo. Tudo estava se apagando. A rachadura estava se fechando e ele estava do lado errado.

Quando tudo isso acabar, o que será de Rose? Ela nunca teria conhecido ele! Então ela ainda estaria trabalhando naquela loja em Londres? Claro que não, ela encontraria um emprego melhor. Ainda estaria com Mickey?

O Doutor se viu próximo a Aickman Road, onde mora Craig. Ele estava vendo pela primeira vez o momento que Amy leva o bilhete a ele, escrito com tinta vermelha. Amy sempre é a que aparece enquanto ele retrocede em sua linha do tempo, assim como a rachadura.

O Doutor grita o nome de Amy e surpreendentemente ela se vira em sua direção.

“Amy pode me ouvir.” Disse o Doutor para ele mesmo, mas no mesmo instante, ele retrocede mais um pouco e volta à época do Byzantium. Ele olha em volta e vê que está na floresta que ele deixou Amy e Rose.

“Você vai ficar bem, Amy. Só não abra os olhos, nem por um instante.” Disse Rose confortando Amy.

“Ok, eu vou tentar.”

O Doutor ouviu as vozes delas e aproveitou a oportunidade para se aproximar das duas. Ele olhou profundamente apaixonado para Rose e lembrou que a última vez que a viu foi quando embarcava na Pandorica. Pareceu que foram séculos atrás.

“O que está fazendo aqui?” Questionou Rose enquanto ela olhava para a direção que ele devia ter ido.

“Preciso falar com Amy.” Ele respondeu e se abaixou pra ficar na altura de Amy que estava sentada na rocha. “Amy, você precisa confiar em mim. Nunca foi tão importante.”

“Mas nem sempre diz a verdade.”

“Se sempre dissesse, não precisaria que confiasse.” Ele brincou. “Lembra o que eu disse quando você tinha 7 anos?”

Amy ficou confusa. “O que você disse?”

O Doutor se lembrou de que ele não teve oportunidade de falar com Amelia, mas Amy tinha que saber. “Você tem que se lembrar.” Ele a beijou na testa como despedida.

“Se lembrar do quê?” Perguntou Rose tão confusa quanto Amy. “Você não deixou a jaqueta para trás com o Anjo?” Ela apontou para a jaqueta de tweed do Doutor.

“Rose, sempre tão observadora e corajosa! Ficou para trás pra cuidar de Amy!”

“É o que nós fazemos.”

O Doutor se aproximou de sua esposa, bem sério. “Vai dar tudo certo. No futuro, vai dar tudo certo.”

“Você não sabe...”

O Doutor pôs uma mão em cada bochecha de Rose. “Eu te amo.” Ele a beijou e em seguida retrocedeu novamente em sua linha do tempo, dessa vez só parando onde queria estar, na casa da Amy quando ela tinha 7 anos.

Deixando da sala de estar, – o Doutor sabia que Amelia estaria no jardim esperando por ele e Rose – ele saiu pela porta da frente e a encontrou apoiada na mala, dormindo profundamente.

“A garota que esperou.”

O sono era tão profundo que Amelia não despertou quando o Doutor a pegou nos braços e a levou para a cama dela. O Doutor a enrolou no lençol e sentou no banquinho ao lado da cama. “Amelia Pond.” Ele começou a falar pra ela. “Quando você acordar, você terá mãe e pai. Eu e Rose seremos apenas uma história. Mas tudo bem, somos todos histórias no final. Um velho cheio de besteiras que roubou uma caixa mágica e fugiu.”

O Doutor se inclinou na cadeira e suspirou. “Oh, aquela caixa, Amelia! Você sonharia com ela. Grande e pequena ao mesmo tempo, nova e antiga, e o azul mais azulado de todos.” O Doutor sorriu tristemente. “Estará na sua cabeça. Todas as aventuras que nunca tivemos e os dias que nunca vieram.” O Doutor olhou para a rachadura do quarto. “Meu tempo está acabando. Vou pular logo o resto. Odeio repetições.” Ele deu um último beijo na têmpora de Amelia. “Viva bem e ame o Rory. Adeus, Pond.”

Ele se levantou e foi até a rachadura. Com uma última olhada pra trás, ele deixou a luz da rachadura envolvê-lo e sugá-lo por completo.

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River caminhava em Leadworth a procura de uma festa de casamento que estaria acontecendo. Ela segurava firme seu diário azul-da-TARDIS – todo em branco porque era como se ela nunca tivesse existido – enquanto entrava na recepção da festa. Ela encontrou Amy em seu vestido de noiva e percebeu que a festa ainda ia começar, embora o casamento já tivesse sido realizado.

“Pra você.” Foi tudo o que a River para Amy, entregando o diário.

Amy achou aquilo esquisito porque nunca tinha visto aquela mulher na vida, mas aceitou o presente e ficou com ele durante a festa. Aliás, a manhã inteira tinha sido esquisita, pois a cada momento ela ficava surpresa com coisas normais, tipo, quando viu sua mãe, seu pai e falou com Rory. Ela achou que fosse nervosismo por ser o grande dia.

Foi no finalzinho da tarde, no momento dos discursos, que Amy viu o diário que recebeu no começo da festa mais uma vez e começou a pensar. A pensar no velho livro de capa azul em branco.

Quando seu pai, August Pond, se levantou para fazer seu discurso ao casal, ela se lembrou. “O Doutor... O Doutor e sua Rose.”

August discursava. “Quando ela tinha seis anos, ela dizia que...”

“Cale-se, pai!” Amy exclamou alto, até mais alto do que gostaria. “Tem alguém faltando, alguém importante. Aliás, duas pessoas faltando.”

“O que foi, Amy?” Perguntou Rory preocupado.

“Desculpem-me, mas quando eu era criança, eu tinha dois amigos imaginários.” Rory suspirou, mas Amy continuou falando. “O Doutor Maltrapilho e sua Rose. Homem maltrapilho, eu me lembro de vocês! Você me contou uma história, da nova e antiga caixa azul.”

“Amy, o que está acontecendo?” Perguntou Rory enquanto taças tremiam nas mesas.

“Algo velho. Algo novo. Algo emprestado. Algo azul.”

Somente quando a TARDIS se materializou é que Rory se lembrou de tudo. “É o Doutor! Como nos esquecemos do Doutor e Rose? Eu era de plástico!”

A porta se abriu e o Doutor espreitou pra fora, vestindo um smoking. Em seguida apareceu Rose com um vestido elegante e rosa.

“Olá a todos! Sou o amigo imaginário de Amy! Mas eu vim mesmo assim.” O Doutor anunciou feliz e Rose foi abraçar os recém-casados e dar os parabéns.

“Agora são o Sr. e Sra. Pond! Adorável.” Disse o Doutor apertando a mão de Rory.

“Não, eu não sou o Sr. Pond.” Rory disse. “Não é assim que funciona.”

“Sim, é.”

“Sim, é.” Rory concordou.

“Vou tirar minha caixa. Vocês precisarão do espaço. Eu só vim pra dançar mesmo.” O Doutor piscou pra Rose antes de entrar de volta em sua nave.

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Horas depois, o Doutor se divertia muito enquanto dançava com as crianças. Ele mostrava a elas uma dança desengonçada, levantando os braços e os balançando de um lado para o outro. As crianças chamaram de ‘a dança da girafa’.

Rose observou tudo de longe e dançou um pouco com a Amy até o Doutor chamá-la pra dançar. Eles estavam dançando uma música particularmente lenta quando o Doutor falou, “Vamos sair daqui?”

“Mas... Amy e Rory?”

“Eles estão casados e felizes.” Ele disse puxando ela para onde tinha estacionado a TARDIS.

Enquanto o Doutor procurava a chave em seu bolso da calça, uma voz soou por trás. “Estou feliz por ver vocês dois, mas preciso do meu manipulador de Vórtex.”

Eles se viraram e viram que era a River Song. O Doutor logo pegou o manipulador de Vórtex de seu casaco e a entregou.

“Guardei pra você. As escritas voltaram.” Disse Rose, mostrando o livro azul que levava nas mãos e também a entregou. “Não deixei o Doutor espiar. Sei que meu marido é curioso, mas ele se comportou dessa vez.”

River foi colocando o Manipulador de Vórtex em seu braço sem pressa.

“River, quem é você?” Perguntou o Doutor profundamente interessado.

“Logo vocês vão descobrir. E sinto muito, mas é quando tudo muda.” River apertou o botão e desapareceu.

Rose ficou atônica e o Doutor a puxou para dentro da TARDIS.

“Ei, o que estão fazendo? Vocês saíram sem dizer tchau.” Amy disse entrando na TARDIS. Rory entrou em seguida.

“Estávamos partindo.” Disse Rose meio triste. “Acho que é um adeus.”

“Sim, acho que é um adeus.” Disse Amy. “Você acha que é um adeus, Rory?”

“Definitivamente um adeus.”

Sem mais uma palavra, Amy e Rory foram até a porta e acenaram com as mãos para o lado de fora, para Leadworth. “Adeeeeus!” Eles disseram juntos e fecharam a porta de novo.

Após a partida, a TARDIS se mostrou inquieta e o Doutor decidiu deixá-la descansando no Vórtex. O casal Pond, cansados, logo se retiraram para seu quarto para ficaram a sós.

“Estou pensando em mandar esses dois para uma lua de mel. Eles vão adorar!” Disse o Doutor.

“Acho que devíamos fazer o mesmo.”

“Fazer o quê?” O Doutor olhou nos olhos de Rose e viu o que ela queria dizer. “Oh, é claro! Eu concordo.”

Rose acenou e sorriu com língua entre os dentes. O Doutor não resistiu e a levou logo para o quarto deles.

FIM


Notas Finais


Até a próxima temporada!

P.S.: Postarei notas finais quando eu tiver o nome da próxima temporada (que eu ainda não nomeei), então não deixem de acompanhar para receber as novidades.


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