História Aos Sons da Quadra - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Aomine Daiki, Himuro Tatsuya, Kagami Taiga, Kise Ryouta, Kotarou Hayama, Kuroko Tetsuya, Midorima Shintarou, Momoi Satsuki, Personagens Originais, Takao Kazunari, Yukio Kasamatsu
Exibições 57
Palavras 2.419
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi pessoal, faz muuuuuuuuuuuuuuito tempo que eu não posto nenhuma história, mas resolvi voltar a ativa. É a primeira vez que eu escrevo com esses personagens, então peço a compreensão de vocês.
Beijos U_U

Capítulo 1 - Capitulo 1 - Hayama Kotaro


Fanfic / Fanfiction Aos Sons da Quadra - Capítulo 1 - Capitulo 1 - Hayama Kotaro

Quando eu, Hayama Kotaro, conheci Hirise Tora, soube que aquela pequena garotinha de apenas 4 anos tinha algo especial. Não foram seus cabelos vermelhos sangue ou seus sorrisos fáceis que me provaram o quão diferente aquela criança poderia ser, mas sim seus lindos olhos heterocromáticos. Tão parecidos com os de outra pessoa a qual já pude conhecer, alguém que alcançará o mundo. O mundo do basquete.

Mesmo tão pequena, possuía traços bem marcantes do pai. Como a maneira que avaliava a tudo e todos antes de dar-se ao luxo de sorrir amavelmente, em uma cópia bem típica do mesmo olhar analitico que Akashi Seijuro possui, porém, notadamente mais carinhosa que o ruivo. Ah! E o sorriso presunçoso de quando estava certa que também era uma marca registrada do velho amigo.

Vou contar tudo isso e muito mais, mas primeiro acho melhor voltar ao princípio, afinal de contas, nenhuma criança nasce sem antes uma história. E, por hora, o que me interessa é a relação dos pais de Tora.

 

*****

 

    Akashi tinha um pequeno costume que foi adquirido com o tempo. Após todos os treinos da Rakuzan nos fins de semana, contando até mesmo o tempo que ele passava após os horários oficiais treinando com nós, os reis não coroados, ele ia para uma sala de vídeo e revisava todos os treinos de cada um na semana, um trabalho árduo e cansativo, mas que era recompensado após melhoras incontáveis em cada um dos membros do time.

    Ele sempre foi extremamente metódico com seus horários e tempo livre, por este motivo e, obviamente, um medo não muito bem mascarado pelos outros jogadores, seus turnos pós treino sempre eram solitários, mas o que realmente importa é o momento em que eles deixaram de o ser. O momento em que ele conheceu Hirise Ari.

Ela parecia uma pequena boneca de porcelana moldada a mão, com traços únicos, mas não se engane com sua aparência, esta pequena garotinha do primeiro ano tinha mais garra que qualquer um de nós, meros jogadores de basquete. Inicialmente, sua presença foi incômoda para Akashi, ora, ninguém quer uma garota destrambelhada em sua quadra, ainda mais quando essa faz questão de atrair a atenção de todos os seus jogadores e os distrair do que realmente importava.

Porém, Ari-chan estava pronta para provar o seu valor, sabendo que só permaneceria como gerente do clube se fosse realmente útil para o ruivo. Então, após uma semana vendo os treinamentos do time inteiro, não apenas do primeiro time, como também aqueles do segundo e terceiro, que ela provou o porquê de estar ali. A melhor tabela de treinamentos em conjunto e solo que a Rakuzan já tivera, superando até mesmo as do próprio Akashi.

A partir deste momento, já na metade daquele ano, além de sempre almoçar com Seijuro que, só descobrimos muito tempo depois, era exclusivamente para debater assuntos do time, ela começou a participar também dos turnos após os treinos do fim de semana. Veja bem, a relação dos dois não decolou de imediato. Passavam muito tempo quietos em seu canto e, muitas vezes, não se escutava uma troca de palavras entre os dois além das meras formalidades.

Nem mesmo eu, uma das poucas pessoas que era verdadeiramente amiga de Ari, não entendi o que havia entre os dois. Só que algo aconteceu durante o pequeno período de férias ao final do meu último semestre escolar, algo que os deixou muito próximos, ao ponto de no início do último ano escolar de Akashi, os dois já declararem-se como um casal. Hoje sei dizer com clareza que ela, a pequena boneca de porcelana, com os cabelos arroxeados e bochechas rosadas, era a única que poderia suportar o ruivo.

Infelizmente não sei dizer muito mais além disso, pois a correria que a faculdade me proporcionou, impediu-me de ir visitá-los ou até mesmo acompanhar como seriam os passos que acarretaram o fim daquele casal tão diverso. Os meses passaram rapidamente e quando dei-me conta já estava no fim do primeiro ano da universidade, recebendo a informação de que Akashi Seijuro, tal como toda a Kiseki no Sedai e Kagami Taiga tinham recebido propostas irrecusáveis para jogarem nos Estados Unidos, transformando o esporte que sempre amaram no seu trabalho e futuro.

Em conjunto, a informação de que Hirise Ari havia desaparecido do mapa desabou sobre mim, trazendo um sentimento de vazio completo. Por muitos meses procurei qualquer informação que pudesse me levar até ela, até mesmo procurei a pessoa que imaginava ser a culpada pelo seu desaparecimento tão repentino, mas nem mesmo o ruivo tinha ideia de onde a menina poderia estar, só deixou bem claro que não queria saber nunca mais dela.

E os anos se passaram, levando consigo a lembrança daquela pequena garota de sorriso fácil e muito gentil. Quando a revi, alguns meses antes de completar cinco anos sem nenhuma informação, acompanhada de uma pequena menina de cabelos vermelhos, compreendi que ainda havia muito a ser descoberto.

Ela estava diferente, parecia cansada, como se não dormisse há dias, muito magra, com olheiras abaixo dos olhos e, talvez o mais assustador, sem o brilho acolhedor, como se estivesse vivendo por viver, sem forças para seguir em frente. Ela sorria para uma garotinha, como se dissesse que tudo ficaria bem, mesmo que ele não passasse confiança alguma. Talvez fosse o sorriso mais quebrado que já conheci.

Esperei calmamente que a pequena criança saísse de perto para me juntar a ela. Não foi preciso que nenhuma palavra deixasse minha boca. Sentei-me ao seu lado e passei um dos braços por sobre o seu ombro e tão rápido quanto o meu ato, ela agarrou-se a minha blusa e chorou. Um choro tão sofrido que mesmo sem entender, deixou-me dilacerado.

Nem mesmo eu posso explicar o que aconteceu, pois não éramos amigos tão próximos, mas a partir daquele simples gesto, ela sentiu-se pronta para desabafar. Acho que estava cansada demais para aguentar a tudo sozinha.

Eu vi com completo horror as palavras a deixarem, contando uma história a muito esquecida.

Quando Akashi receberá a proposta para jogar nos Estados Unidos, ela ficará feliz por ele e comemoraram juntos aquela conquista tão suada. Os planos já haviam sido feitos. Eles iriam se visitar duas vezes por ano e pretendiam manter o relacionamento o mais estável possível, mesmo com as adversidades. É claro que estavam cientes que não seria nenhum pouco fácil, mas os dois não queriam desistir de um amor tão forte. Porém, a vida é a peça de teatro mais sacana que já pude conhecer.

Duas semanas depois da notícia maravilhosa, outra nem tão agradável veio. Hirise estava grávida de dois meses e, com nada além das roupas do corpo e os materiais do colégio, foi expulsa de casa. Sua primeira atitude foi ir atrás de Akashi, mas em algum momento do caminho, decidiu que precisava esfriar a cabeça e pensar melhor.

Abrigada por uma semana na casa de uma colega do colégio, ela pensou em tudo o que estava acontecendo consigo e no fim tomou uma decisão bem difícil. Optou por esconder tudo do mais interessado, na intenção de que pelo menos ele seguisse os seus sonhos. Arranjou um motivo idiota para terminar o namoro e quando se deu conta, era apenas ela e seu bebê no mundo.

Decidida a não abaixar a cabeça para nada e nem ninguém, afinal de contas, ela era sim muito turrona, foi em busca de um emprego e um cantinho para morar. Com apenas 16 anos estava sozinha, mas pronta para lutar contra tudo pela criança que crescia em seu ventre.

Não vou mentir, pois sei que ela me omitiu muitas coisas, sei que por muitas vezes teve de abrir mão da sua comida para que a filha tivesse um pouco a mais. Ela lutou e venceu. Começou como garçonete em um pequeno bar afastado do centro e depois arranjou um pequeno emprego em uma loja de roupas e lá conquistou o coração não apenas da dona como também dos clientes. Trabalhou até dois dias antes do que sua pequena Tora nasceu e pouco tempo depois voltou ao serviço, nem mesmo sua chefe podia contestar, pois sem o trabalho não teria dinheiro para sustentar a filha.

Todas as necessidades da pequena em questão de roupas e fraldas vinha de doações e bondade das pessoas. Com muito sufoco e suor, ela conseguiu manter a filha bem, porém, quando Tora tinha dois anos, uma proposta irrecusável veio. Ari seria a gerente de uma nova sede da loja em Tóquio, justamente a cidade onde eu estudava e pretendia trabalhar. Assim, com muita coragem, ela conseguiu dinheiro para dar uma boa vida para a filha, mas mesmo com todo o seu esforço, tinha de privar a pequena de quase todos os luxos com que fora criada.

Quando as conheci, sua vida financeira estava começando a andar no rumo certo, ainda assim, Hirise sentia muito por não ter tempo para passar com a filha e momentos como os que eu presenciara era realmente raros.

Decidi naquele momento que seria o suporte que elas precisassem, não por algum dever ao pai de Tora, apenas pela compaixão que tinha pela sua querida mãe. E, tão de repente quanto às conheci, passei a ser não apenas o jovem cadete Hayama e futuro coronel da aeronáutica japonesa, como também o nem tão conhecido, mas muito amado, Tio Kotaro.

Surpreendentemente, não demorei a conquistar a confiança e amor da pequena e jovem garotinha dos cabelos vermelhos, posso dizer com muito orgulho, que fui o primeiro a realmente ser importante em sua vida depois da mãe e nada no mundo valia mais que isso. Obviamente, eu não estava preparado para me tornar quase um pai dela, alguém que supria a necessidade de uma presença paterna em Tora, mas quem diria não é? Parece que nasci pra ser pai, mesmo ainda não tendo um filho.

No início foi difícil. Minha garotinha dos olhos heterocromáticos queria a minha presença todos os dias, mas por causa do trabalho e também meus problemas de adulto, só conseguia vê-la nos fins de semana e em alguns finais de tarde, após as aulas na escolinha. Tinha dias em que ela encarnava que queria me ver e, bom, é bem fácil entender quando você conhece ela ou até mesmo o seu pai. Tora quer, Tora tem! Esse era o nosso ditado. Perdi as contas de quantas vezes tive que sair de madrugada, após chegar de um expediente apenas para poder vê-la, mas, com o tempo, deixou de ser um esforço para se tornar minha alegria.

Ver o sorriso no rosto dela quando ela mesma abria a porta da casa para me receber, valia muito mais que duas ou três horas de sono. Normalmente, eu a pegava no colo e brincávamos por bons minutos até sua mãe terminar o jantar. Depois de satisfeitos eu a levava para o quarto e contava histórias sobre partidas incríveis de basquete que vi ou joguei. Ela me escutava com toda a atenção do mundo, mesmo que eu já tivesse lhe contado a mesma história uma ou duas vezes. E, por fim, ela adormecia em meus braços, onde ficava até o amanhecer, quando tinha de ir para a escola e eu voltar ao trabalho.

Quando Tora completou 8 anos, veio-me bem quietinha com um sorriso todo amarelo no rosto, o mesmo que significava muita arte pela frente. Todo bobinha com seu jeito muito simples de me convencer ela pediu. Pediu que eu lhe ensinasse a jogar basquete, que ela queria ver partidas tão incríveis quanto as que eu lhe contava com os próprios olhos e, não apenas isso, participar delas com tanto amor quanto eu já fizera um dia.

Tal como o pai, ela havia nascido para aquilo. Para dominar uma bola de basquete na mão com maestria e fazer o que pessoas com o triplo da idade dela jamais seriam capazes de sequer sonhar fazer. Seus olhos heterocromáticos, tão dominadores quanto os do pai, acharam sua perfeição e, no basquete, como nasceu pra fazer: ela brilhou.

A partir daí, a rotina que tínhamos quase como lema mudou drasticamente. Em vez de irmos dormir tarde, apenas contando histórias sobre basquete, assistimos todos os jogos que podiamos da NBA, palpitando e aprendendo com aqueles mais experientes. Quando podia, eu a levava para ver os jogos do Intercolegial e da Winter Cup, ela adorava. Principalmente quando todos se levantavam para ver, empolgados demais para apenas ficar sentados, então minha garotinha pedia que a levantasse nos ombros e poder ver tudo como manda o protocolo.

É claro que a partir do momento em que começou a acompanhar os jogos da NBA, um interesse quase genuíno surgiu para com seus conterrâneos que viviam a base do esporte que amava. Inicialmente, tanto eu quanto sua mãe Ari ficamos com receio, mas logo espantamos aquele medo idiota. Não havia a mínima chance de Tora sequer imaginar que Akashi Seijuro era seu pai.

Pai o qual ela nunca quis conhecer, deixando claro que entendia o lado da mãe por ocultar a identidade do mesmo. Ela sabia muito bem, pois eu mesmo deixei claro para ela, que seu pai não sabia de sua existência, e que, se soubesse, viria imediatamente ao seu encontro. No fim de tudo, ela mostrava a língua pra mim e dizia já ter um pai que amava o suficiente.

Vou admitir, única e exclusivamente para vocês que morro de ciúmes da minha pequena. Por isso, quando ela me apresentou seu “namorado”, deixando claro que ainda não aceitei tamanho disparate, um garoto, com dois metros de altura, cabelos roxos e uma tara por Maiubo, só por um momento finjam que o desgraçado não lembra a ninguém, pois essa história pertence ao Himuro-san e não a mim. Voltando ao assunto, quando conheci aquele garoto-homem gigante, soube que minha garotinha havia crescido e enfim feito seus próprios laços de amizade.

Nessa época, já como coronel da aeronáutica, meu trabalho havia tornado-se de mês em mês. Um mês de serviço e um de folga. Sendo assim, eu e Ari-chan decidimos por dividir nosso tempo com Tora, no mês em que estou trabalhando ela fica com a mãe e, em minha folga, fica comigo.

E por todos esses anos, tudo funcionou perfeitamente bem, até o momento em que o único azarado da história, decidiu reivindicar o lugar que devia ter sido apenas dele desde o início. Roubando, além do título de maior estrela do basquete, que minha própria menina deu a ele, como também o meu lugar como pai de Hirise Tora.


Notas Finais


Espero que tenham gostado pessoal.
Caso encontrem algum erro ou algo do gênero, avisem para que eu possa alterar.
O próximo já está pronto, então assim que eu conseguir um tempo, prometo postar.
Muito obrigado por lerem.


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