História Ap. 612 - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 36
Palavras 2.170
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


A imagem de capa é como é umas partes da casa que eu não descrevi pq n sei fazer isso direito

Capítulo 2 - Chegada Ao Ap. 612


Fanfic / Fanfiction Ap. 612 - Capítulo 2 - Chegada Ao Ap. 612

Eu queria contar o que aconteceu ontem quando eu, Jonas e Priscila saímos para curtir nosso último dia juntos, mas eu só me lembro das luzes da balada e depois um cara se aproximando de mim com um sorriso malicioso... E depois acordei em um motel e ele não estava lá.

Afinal, eu curti com meus amigos ou com aquele cara?

Olhei o horário no relógio do quarto, eram... AI MEU DEUS, EU TÔ ATRASADA!

Liguei para Priscila ir me buscar, ela chegou com o Jonas pra gente já se despedir, no caminho me fez um monte de perguntas, mas eu não conseguia me concentrar no que ela falava, estava com uma puta dor de cabeça.

Quando estávamos estacionados em frente ao aeroporto, nos despedimos, Jonas foi o que mais chorou... É muito difícil abandonar essas pessoinhas que eu tanto amo...

Sai do carro e caminhei até a entrada.

- Onde você estava? O avião parte em 15 minutos! Cadê sua mala? - perguntou meu pai ao me ver.

- Esqueci. - respondi inocentemente.

Ele revirou os olhos e me puxou para passarmos por aqueles negócio que eu nunca lembro o nome.

- Mas e a minha mala? - perguntei irritada por estar só com minha bolsa.

- Você compra o que precisa lá, agora preciso da sua identidade.

Entreguei minha bolsa pra ele como se dissesse pra ele se virar pra achar. Tudo que eu queria ali era um paracetamol e a minha cama.

- Vamos na primeira classe, comporte-se.

PRIMEIRA CLASSE? Espera aí... Não pode ser! Eu nunca andei muito de avião, mas viajar de primeira classe ainda sim era um sonho. - É um sonho pra todo mundo, na verdade.

- Você vai conhecer a Yasmin e o Tyler... Está animada? - perguntou meu pai quando nos sentamos nos nossos acentos já no avião.

Não respondi porque a resposta era óbvia. Não! Eu não estava! A vadia e o filho dela. Nossa, que divertido!

Peguei meus fones e fiquei ouvindo a minha playlist "vícios", com as músicas que eu tô viciada no momento, a primeira a tocar foi Gold da Kiiara.

A viagem foi bem tranquila - dormi uns 90% dela e os outros 10% usei para explorar a primeira classe. Parecia uma criança em um parque de diversão.

- Onde é a nova casa? - perguntei olhando pela janela do táxi.

- Uper East Site.

O coroa tá milionário? Primeira classe, Uper East Site... Agora só falta chamar o Justin Bieber e fazer ele cantar k-pop.

Quando chegamos, vi um prédio enorme, céus que lugar perfeito! Quer dizer.... Ele perde muitos pontos por ser com meu pai e os outros idiotas, mas a gente sobrevive.

Olhei a entrada, tinha um vaso com Camélias, as favoritas da Priscila...

Entramos no elevador, meu tio apertou o botão do último andar, ali estava escrito "612"... Quando parou nesse "andar/apartamento", meu pai digitou uns números em um teclado virtual e a porta se abriu.

- Meu Deus... - sussurrei olhando ao redor.

Ele era muito chique e enorme, não sei descrever porquê sempre fui horrível nisso, mas imagine um lugar enorme com uma varanda enorme com uma piscina.

Meu pai me explicou a casa toda mas ainda acho que vou me perder... Tipo: a casa não é um labirinto, mas eu sou muito tonga. Me perdia até no meu apartamento no Rio! Aquele cubículo.

Quando entrei no meu quarto, não acreditei que era real... A CAMA ERA REDONDA! Amo camas redondas! O resto eu não sei descrever.

- Gostou? - perguntou meu pai me olhando.

Não respondi, apenas entrei no quarto e me joguei na minha cama animada.

- Imagino que sim... Bom, precisamos conversar. - ele sentou-se do meu lado na cama e eu olhei ele séria. - Eu e a Yasmin vamos para nossa Lua de Mel, vamos ficar muito tempo lá... Mas você sabe se virar, né? Eu e ela partiremos amanhã de manhã.

Eu acenti. Seria legal ter todo o apartamento para mim.

- Ok, vou te apresentar a ela e ao Tyler, seu filho.

Tyler?

Ele levantou-se e seguiu até a sala e eu fui logo atrás, lá encontramos o tal Tyler. Seus olhos eram verdes como a grama iluminada pelo sol depois de uma noite chuvosa, eram misteriosos e sedutores, sua boca era carnuda e com formato perfeito, seu cabelo era preto como a noite, seu corpo era musculoso. Ele era lindo, não vou mentir.

- Me chamo Tyler. - apresentou-se com a voz seca, indiferente, e em seguida voltou pro seu vídeo-game.

Sua mãe revirou seus olhos verdes como os do filho, gostei do olho da família deles. Seus cabelos eram mais claros que os do Tyler, eram ondulados e iam até a cintura.

- Olá querida, me chamo Yasmin. - ela era fofa, isso me irritou. - Você é a Lauren? Seu pai me falou muito bem de você!

Ela era bonita e fofa... Ok.

- Partimos amanhã e como sei que você ama dança, consegui aulas de Hip-hop com a Carrie, nossa vizinha. Ela da aula na Word Dance, você vai ir lá ás 13:30 até ás 15:00, ok? - explicou meu pai, eu assenti. - E sua faculdade começa na próxima semana.

- Ok, George... - sai do lugar sem dar satisfação a ninguém.

Eu queria ir para meu quarto... Mas como esperado: me perdi.

Caminhei pelos corredores até parar em um quarto que com certeza não era o meu.

- O que tá fazendo aqui? - perguntou uma voz vindo de trás de mim.

- Oi, é Tyler, certo? Me mostra meu quarto. To perdida. - ordenei.

- Não.

Ele se trancou no quarto sem me dar satisfação.

- Playboy! - gritei - Mimadinho!

Eu continuei caminhando até achar, entrei no quarto. Demorou pra achar! Acho que uns 6 minutos...

Abri a porta da sacada e vi uma rede branca, sorri. Sempre amei redes. Me sentei nela e me balancei.

Cantarolei uma música que minha mãe costumava cantar, mas nunca soube o nome.

- "Passarinhos... Soltos a voar dispostos a achar um ninho nem que seja no peito um do outro..."

Ouvia essa música diariamente com minha mãe, mas nunca soube o nome... Não sei porque...

Logo lembrei que estava sem roupas para usar, então corri ao closet. Acho que meu pai falou algo sobre ter roupas ali... Mas não sei se são meu tamanho.

Abri uma porta de algo que imaginei dar no closet, acertei.

- Wow... - falei impressionada.

O local tinha várias prateleiras, cabides... Todas cheias de roupas de grife... Seguia por um corretor de uns 4 metros e virava para mais 3 metros de várias prateleiras.

E depois de ter encontrado aquela bolsa da Chanel cara pra caralho que eu queria tive certeza... Meu pai abandonou eu e minha mãe para se tornar milionário e nunca se manifestou para nos ajudar com os problemas financeiros... Ele acabou de perder todos os pontos que tinha ganhado se oferecendo pra me ajudar.

Olhei as calças jeans e suspirei em ver que nenhuma, simplesmente nenhuma, era rasgada!

- Meu pai sempre foi tão certinho. - reclamei pegando uma das calças. - E pelo visto continua sendo.

Voltei pro quarto e vi um estojo na escrivaninha, peguei e procurei por uma tesoura, não achei.

Sai do quarto e procurei por alguma diarista que meu pai provavelmente tinha, parei na cozinha que era junto a sala, vi uma garota de olhos castanhos e cabelos cor de mel, ela era meio cheinha mas mesmo assim era bonita...

- Olá.

- Olá.

Ela estava concentrada na comida que cozinhava, não demorou para eu notar que era...

- Sushi! Posso te ajudar? - perguntei sorrindo.

Amo cozinhar, simplesmente amo!

- O que? - perguntou ela surpresa.

- Quero te ajudar! Sou uma amante de sushi e posso te ajudar a cozinhar.

Ela sorriu e assentiu.

- Você trabalha aqui a muito tempo? - perguntei já puxando assunto.

- Desde que George e Yasmin começaram. - respondeu concentrada.

- Quando George me abandonou. - falei revirando os olhos.

- O que?

Óbvio que ela não sabia. Pensa meu pai chegar e falar "Oi! Eu abandonei minha filha e esposa pra ficar com a Yasmin! Legal, né?" Mas... Se ela não sabia sobre isso, Yasmin e Tyler sabiam?

- Ele abandonou eu e minha mãe quando eu tinha 10 anos...

- Ah... Eu nem imaginava...

- Tudo bem... Ele nunca falou de mim?

- Não... Ele disse que se separou da esposa, mas não que abandonou.

- Odeio ele.

- Não fale isso... Olha, eu vou te ensinar uma coisa... Você um dia amou ele?

- Óbvio... Ele é meu pai...

- Então ainda ama. Porque o amor é diferente da paixão. A paixão é efêmera.

- O que é efêmera?

- É algo que pode desaparecer a qualquer momento, mas o amor é pra sempre então você ainda ama seu pai, mas não sabe...

Olhei para ela e sorri. Gostei dela! Ela é positiva! Preciso de pessoas assim na minha vida!

- Obrigado... - voltei minha atenção ao sushi.

Ela sorriu e voltou ao sushi também, sorri e começamos uma conversa animada sobre roupas até que me lembrei...

- Ah! Eu queria rasgar um pouco do meu jeans... Sabe... Acho meio sem graça sem esses detalhes... Você pode me ajudar?

- Ah, claro! Gostei de você!

Sorri com esse comentário.

- E aí Petty! Conversando com a minha "irmãzinha"? - falou Tyler estragando o clima amigável do local.

- Olá Tyler, como você está? - perguntou ela tentando ser amigável.

- Vou bem! O que você está fazendo? Sushi? Adoro! - falou estendendo o braço para pegar um, mas eu dei um tapa na mão dele fazendo recua-la.

- Não está pronto. - falei sem olha-lo.

- Ai! Ela morde! - eu já odeio esse garoto.

- Pode chamar George e Yasmin? - pediu Petty gentilmente.

- Não sou empregado, vai você. - mandou ele sentando-se à mesa.

- Eu vou. - falei revirando os olhos.

- Não querida, eu posso ir... É meu trabalho. - protestou Petty e eu assenti.

Sentei-me de frente para Tyler, ele estava mexendo no celular, seu cabelo negro bagunçado poderia arrancar suspiros de qualquer uma, ele é extremamente sexy.

- Você é diferente do que eu pensei. - falou ele desligando a tela do celular e me encarando.

- Desculpe se te decepcionei. - desculpei-me irônica encarando seus olhos.

Ele riu fraco e voltou a me olhar.

- Não me decepcionei, gostei do que vi até agora.

- Você não viu nada.

Ele aproximou sua mão do meu braço e o puxou para pider olhar melhor meu tom de pele.

- Amei o bronzeado. - elogiou.

- Morar no Brasil tem lá suas vantagens.

- Com vantagens você quer dizer ser assaltada?

Não! Ele não disse isso!

- Olha aqui seu mimadinho de merda, o Brasil pode ser perigoso, mas é o país com mais memes, as pessoas mais zoeiras e... - abri um sorriso malicioso. - as garotas mais gostosas.

Eu sei que o Brasil é ruim, sei que essa porra cheira a lixo, sei que tem mais assaltantes do que estrelas no universo, mas os únicos que podem reclamar do Brasil são os BR!

Quando ia abrir a boca para falar algo, os outros chegaram.

- Olá filho e Lauren. - comprimentou Yasmin ao chegar.

Sorri para ela, vamos tentar ser educadas com as pessoas. Aqui não é o Brasil pra chegar chamando geral de puta mal comida só de olhar pra pessoa.

O jantar foi agradável na medida do possível, lancei alguns olhares para Tyler me perguntando sobre sua personalidade. Acho que era mais um galinha qualquer, mas ok.

- Quer ajuda para achar seu quarto sem se perder? - perguntou meu pai meio rindo.

- Nossa que engraçado. - revirei os olhos. - Mas eu adoraria ter a ajuda da Petty.

- Petty irá lavar a louça agora. - lembrou meu pai. - Eu posso te ajudar.

- Prefiro achar sozinha. - retruquei me retirando.

Se ele fazer ou falar algo para me humilhar agora eu grito o que ele fez comigo e todos aqui vão saber quem realmente é meu pai... É melhor ele ficar quieto!

Nossa, o que estou me tornando?

Para minha surpresa, acertei o caminho para meu quarto, peguei um livro e comecei a lê-lo na rede apenas com a luz da sacada ligada.

Logo ouvi batidas na porta, fechei meu livro e perguntei quem era.

- É a Petty.

Sorri ao ouvir isso, abri a porta e ela entrou com duas tesouras em mãos.

- Você disse que queria rasgar seus jeans, então vamos fazer isso! - falou sorrindo.

Eu me animei e levei ela até seu closet onde pegamos as calças e rasgamos. No final, não ficou proficional mas eu gostei muito!

Ela se despediu e foi embora, eu me joguei em minha cama e fechei os olhos, estava cansada - na verdade, sempre estou cansada, mas ok.



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