História Apaixonado por um Otário - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Originais, Yaoi
Visualizações 183
Palavras 4.506
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Demorei mas cheguei.
Para quem não sabe, eu acabei a pouco tempo minha Fanfic WillDip. Se ainda não viu, olha lá!
Espero que gostem.

Capítulo 8 - Celular


Fanfic / Fanfiction Apaixonado por um Otário - Capítulo 8 - Celular

Depois de ser castigado por minha mãe e Adele, mãe de Ben, fui obrigado a participar do passeio da escola. Que ótimo. Para compensar, não posso nem tentar manter distância de Benjamin durante a excursão, nossas mães tiveram a brilhante ideia de pôr Margarett para nos vigiar e ver se estávamos nos interagindo. Incrível!

Eu e Ben não tocamos no assunto do incidente que ocorreu entre nós... Na verdade, nem sequer nos olhamos desde aquilo. E sinceramente, é melhor assim.

Agora estou eu aqui, numa fila gigante de alunos do Ensino Médio, esperando para entrar nos ônibus que nos levarão ao destino do passeio.

-De novo isso? - Ouvi Margarett reclamar.
-Desculpe, viajei de novo. - Lamentei, dando finalmente, atenção à ela novamente.
-Percebi - Revirou os olhos. 

Olhei para os lados, procurando Ben, que por sinal, não havia chegado ainda.

-Não se preocupe, seu namoradinho virá. - Falou e abriu um sorriso largo no rosto.
-Não estou preocupado, tomara que ele não venha. - Disse ainda olhando para trás. - E ele não é meu namorado. - Resmunguei.
-Hum hum. 

Voltei a olhar para frente. Os professores finalmente chegaram para autorizar os alunos a subirem. No total, eram três professores, um para cada ônibus que levariam os alunos do primeiro ano, segundo e terceiro. Três ônibus. Os primeiros alunos da fila em que eu estava começaram a subir. Olhei para trás novamente, procurando Ben. 

-Relaxe, homem! - Margarett deu um leve empurrão em meu ombro. - Achei que quisesse que ele não venha! 
-Mas eu não quero! 
-Estão por que está olhando para trás o tempo inteiro? - Perguntou, cruzando os braços.
-Porque... Porque é justamente para torcer que ele não venha! - Respondi.
-Ah, sim... Claro que sim. - Falou sarcasticamente.

Espremi os olhos, desconfiado. Ela estava duvidando. Então farei com que pareça que é o que falei.

-Subam mais rápido! - Gritei. Alguns me olharam, outros me ignoraram, mas todos continuaram no mesmo ritmo.
-Ok, ok. - Margarett desfez a pose. Ri.

Já era minha vez de subir no ônibus quando vi um carro BMW preto estacionar rapidamente do outro lado da rua, tirando a atenção de todos os alunos que ali estavam - incluindo também a minha atenção. Do veículo, saiu Ben, que além de tirar ainda mais a atenção, tirou o ar de todas as garotas e até de alguns garotos, enquanto os outros - que não tinham a mesma sexualidade que eu - morriam de inveja. Estava vestindo um casaco de couro preto e uma camisa que aparentava ser uma regata branca com alguns detalhes de preto, um tênis de cor preta, vermelha e branca e uma calça simples jeans, mas que faziam tirar ainda mais o ar pois realçavam suas pernas e, além de tudo isso, usava um óculos de sol escuro.

Olhei para Margarett pelo canto dos olhos, porém, ela não percebera a chegada dele, estava mais preocupada em algo que via em seu celular. Olhei para Ben novamente, o carro já não estava mais lá e percebi que ele me notara, balancei a cabeça de um modo quase imperceptível para Margarett e ele falou "não" de forma muda, apenas para que eu percebesse. Ele foi até o fim da fila, com olhares babosos ainda em cima dele. Suspirei, aliviado e subi, finalmente, no ônibus, sentando-me em um lugar qualquer que estivesse com dois lugares vazios para mim e Margarett, que se sentou a meu lado logo depois. Após alguns segundos, vi Ben entrar no ônibus. Tentei disfarçar para Margarett, fingindo não ver nada e passei a observar o lado de fora da janela, Ben fez o mesmo e tentou passar despercebido por ela, mas deu errado.

-Ahh, olha só quem resolveu aparecer! - Margarett exclamou. - Richard já estava começando a ficar chateado achando que você não viria.
-O que? N-Não fiquei nada! - Protestei. Mas Margarett me ignorou completamente.
-Senta ai. - Ela se levantou e deu espaço para que ele se sentasse em seu lugar.
-Ahn, não valeu... - Recusou.
-Ah! Mas se ele não quiser, eu me sento aqui, a vontade. - Anete se intrometeu na conversa, olhando para mim com um sorriso divertido. Como disse antes, ela é quem me flerta. 
-Nem vem, garota. - Margarett pegou em seu braço e a puxou para os bancos livres de trás de nós. - Agora senta ai, senão algumas mamães terão que prolongar o castigo de vocês. - Ameaçou, mostrando-nos o celular que estava na caixa de mensagem para Alice, minha mãe.

Ben pareceu indignado. Tanto ele quanto eu não queríamos que esse castigo prolongasse, justamente para não termos que aguentar a presença um do outro, então cedeu e se sentou ao meu lado. Me afastei para o lado, não que adiantasse de muita coisa, eu já estava muito encostado na janela. Os ônibus finalmente começaram a se movimentar, dando inicio à nossa excursão.

Tentei ao máximo ignorar Ben, que já havia se acomodado no acento, porém, diferente de mim, ele conseguiu esconder bem o fato de que estava odiando minha presença e conseguiu fingir que eu não estava lá. 

Não sei como os ônibus não viraram com tanta movimentação que todos estavam fazendo, uns alunos cantavam músicas aleatórias que tocavam nos celulares dos colegas, outros gritavam e outros até brigavam, enquanto outros tentavam ler ou dormir para não participar daquela baderna, o que era impossível de se fazer por causa da bagunça e gritaria. Dava para se ouvir a bagunça até dos outros dois ônibus que levavam os alunos do primeiro e terceiro ano. Beijarei o chão se chegarmos vivos até a arena de futebol.

Eu já estava conseguindo ignorar Ben ao meu lado quando o ônibus fez uma curva e acabei esquecendo-me de segurar e esbarrei em Ben.

-Ai! Imbecil, se segura! - Reclamou, tirando os óculos do rosto e pondo em cima da cabeça.
-Eu não vi a curva, ok?! - Respondi.
-Teria visto se não fosse um cabeça de vento! - Rebateu.
-Eu já estava estranhando que vocês não trocavam farpas faz cinco minutos. - Margarett comentou, inclinando-se de seu banco de trás e indo até o nosso. - Lembre-sem do castigo.
-Que castigo? - Anete se intrometeu novamente.
-Sai daqui! - Eu e Ben gritamos em resposta, juntos.
-Nossa... Calma. - Ela se afastou e se escorou em seu acento novamente, cruzando os braços e ficando de cara emburrada.
-Você quer parar de nos ameaçar com esse castigo idiota? - Ben falou, impaciente.
-E você quer parar de ser tão otário? - Revirou os olhos. - Estou fazendo o que suas mães pediram. - Falou e voltou a encostar em seu lugar.

Ben bufou e voltou-se para a frente. Nos ignoramos mais uma vez até, finalmente, chegarmos ao destino final. Todos desceram, todos se empurrando e se esbarrando. Tive que espera-los descer para que eu pudesse ir, e pelo visto, Ben, Margarett e Anete tiveram a mesma ideia. Depois de finalmente saírem, fizemos o mesmo que os outros. Parei no meio da escada do ônibus para observar a arena. Era enorme, pintada de branco, mas com alguns desenhos de que acho que eram jogadores de times de futebol americano diferentes, além de ter grandes telões para transmitir ao público de fora que não podiam ou não conseguiam entrar para ver o jogo de perto.

-Ayô! - Margarett me empurrou. Acabei me esquecendo que ela e Anete estavam atrás de mim. Por causa de seu empurrão, esbarrei novamente em Ben, que havia saído antes de mim.
-Seu... - Ele se segurou quando viu Margarett por a mão em seu celular e nos olhar com uma cara inocente. Ele forçou um sorriso e a deixou passar.

Margarett e Anete seguiram para mais a frente, para observar a arena, eu iria segui-la mas algo me puxou para trás.

-Olha só, eu não quero que esse castigo se prolongue, mas não tenho outra opção a não ser fingir que me enturmei um pouco com você, então vamos fazer uma trégua. - Ben sussurrou, olhando pelo canto dos olhos para Margarett, que ainda admirava o local.
-Pela primeira vez em muito tempo, eu sou obrigado a concordar com você. - Falei, revirando os olhos. - Então, vamos fingir que estamos no dando super bem até hoje a noite? - Fiz aspas. Ben assentiu. - Ok.
-Ei, tontos! Vão ficar de fofoca até quando? - Margarett gritou. Só havia ela de todos os alunos que vieram, então só havia nós para entrar. - Andem! Os outros já estão correndo pelo campo! - Ela apontou para dentro da arena.
-Já estamos indo! - Falei e forcei um sorriso. Ben fez o mesmo.

Fomos até Margarett e entramos juntos na arena. O lugar era tão grande por dentro quanto por fora - obviamente -, tinha um gramado limpinho e verde, com algumas listras brancas para marcar os lugares dos jogadores e ficar com aspecto de arena do futebol brasileiro, além de ter duas grandes traves onde passam as bolas e grandes fileiras para os telespectadores e torcedores.

-Não acredito que estamos finalmente aqui! - Anthony comentou enquanto seus olhos brilhavam de empolgação. 
-É! - Lui riu. - Depois de tanto tempo nos iludindo vendo tudo isso na TV e achando que um dia iríamos pôr os pés aqui. - Falou admirando o lugar.
-Os meus pais tem dinheiro o suficiente para vim aqui todos os dias. - Anete se gabou. - Só não viemos porque não somos fãs desse tipo de esporte. - Cruzou os braços, olhando para o lugar com desprezo. Quem estava por perto e ouviu seu comentário ficou de boca aberta.
-E porque aceitou vim aqui, então? - Perguntei, debochando.
-A-Ah... Porque.... - Ela pensava em algo até alguém interromper.
-Porque ela soube que você viria. - Yuri entrou na conversa me cutucando com o cotovelo e sorrindo para mim de uma forma divertida.
-Ai, cala boca, ô garoto! - Anete estava mais vermelha do que um pimetão e fez bico. Yuri riu.

O professor de Educação Física mandou "gentilmente" todos calarem a boca e escutarem ele falar. Ele nos informou que, enquanto os jogadores não tivessem chegado, nós poderíamos andar pelo local sem tocar em nada e não ficar muito longe do centro da arena, senão perderíamos muito tempo procurando os alunos que se perderam nos vestiários dos jogadores ou em campos menores de treinamento. Sem baderna. Não que essa última informação servisse de algo, falar "sem baderna ou bagunça" é a mesma coisa que falar "saiam por ai gritando". Foi o que fizeram.

-Eu não estou com a mínima vontade de correr pelos bancos ou beijar a grama... - Margarett se virou e disse. - Vamos esperar até que os tais jogadores cheguem? - Perguntou.
-Pode ser... Mas quem está beijando a grama? - Perguntei, confuso.

Margarett jogou o dedo para trás, apontando para Lui e Anthony que estavam ajoelhados beijando o gramado da arena, como se fosse algo sagrado.

-Credo. - Ri. - Ok, ok, vamos. - Falei e caminhei em direção as escadas das arquibancadas. 
-Ei! Não vem com a gente? - Ouvi Margarett perguntar. Me virei e vi que ela perguntava a Ben.
-O que está fazendo, Mare? - Sussurrei, repreendendo-a.
-Chamando ele para se sentar conosco, ué! - Respondeu como se fosse óbvio.
-Mas para que? 
-Ele não está fazendo nada mesmo. - Respondeu. - Espera ai... Não está tentando ficar longe dele, não é? - Ela pôs a mão no bolso. Adivinhei que era aonde deveria estar seu celular.
-Não! Não, não! - Ri forçado. Margarett tirou a mão lentamente do bolso, me olhando desconfiadamente. - Ahm... E-Ei, Ben! Vem sentar com a gente! Tem muitos... Lugares! - Apontei para, simplesmente, todos os lugares vazios da arena.

Ele me olhou sem entender nada, e então olhou para Margarett que abriu um sorriso, ele entendeu e foi obrigado a abrir um falso sorriso gentil.

-Mas é claro. - Disse ele, ainda sorrindo.

Fomos até algumas cadeiras quaisquer e ficamos apenas observando os outros alunos correndo, pulando, brigando e gritando pela extensão da arena. 

-Ei... Me digam uma coisa... - Margarett quebrou o silêncio.
-Hum? - Eu e Ben murmuramos.
-Vocês acham que o Louis e o Davi combinam? - Perguntou ela, nos olhamos com uma cara séria, coisa que, para Margarett, se ela fala com seriedade, é porque o assunto é realmente sério e importante.

Eu fiquei um tempo em silêncio, refletindo. Como disse antes, eles brigavam tanto, que todos levaram aquela frase de "Os Opostos se Atraem" em consideração e começaram a achá-los um casal. Procurei por eles, arrastando meus olhos para a arena, até avistá-los discutindo. Grande novidade.

-Sim. - Ben respondeu.

Mare e eu transferimos nossos olhares para ele, como se ele tivesse dito a coisa mais extraordinária do mundo.

-O que? Você perguntou e eu respondi. - Ele deu de ombros.
-Sinceramente... Se eu tivesse ideias para esse tipo de coisa, eu tentaria juntá-los. - Admiti. E era verdade, mas eu não sou do tipo "cupido", posso ter criatividade para muitas coisas, mas juntar gente não é uma delas. Margarett riu maleficamente. 
-Juntá-los, hein? - Ela repetiu, olhando-os como uma criminosa que estava prestes a atirar neles.
-Ah, não... Mare, você não vai... - Não deu tempo de eu falar mais alguma coisa, ela se levantou bruscamente e saiu.
-Eu já volto! - Disse descendo as escadas.
-Eu não deveria ter dito isso... - Comentei.
-Não mesmo. - Ben concordou. - Mas será divertido. - Ele se acomodou no banco e pôs os pés por cima dos bancos da frente.

Apoiei meus cotovelos em meus joelhos e apenas observei Margarett chegar mais perto de Louis e Davi, que ainda brigavam, por sinal. Em minha visão periférica, pude ver algo no banco em que Mare estava ocupando, ela deixara sua bolsa e seu casaco no lugar para não ter que levá-lo até embaixo, já que iria voltar em alguns minutos. Peguei sua bolsa e vasculhei a mesma. Ben me viu revirar as coisas de Margarett e perguntou.

-Margarett odiará saber que você mexe nas coisas dela sem permissão. - Ele debochou em tom irônico.
-Há! Está aqui! - Ergui minha mão, tirando o celular dela de dentro da bolsa. Ben arregalou os olhos. - Não precisaremos fingir que nos damos bem se ela não nos ameaçar com esse celular estúpido. - Sorri maldosamente. Ben pareceu entender e retribuiu com o mesmo sorriso.
-E o que pretende fazer? - Perguntou, desmanchando o sorriso.
-Você está com seu celular ai? - Perguntei. Ele assentiu. - Pega.

Ele remexeu o bolso da calça e tirou seu celular de lá. Como eu esperava, o celular de Ben e Margarett eram da mesma marca, com uma diferença mínima de cor, o de Mare era amarelo de tom claro, quase branco, enquanto o de Ben é branco. De qualquer forma, do jeito que Margarett é distraída, ela nem vai perceber. Expliquei a Ben que iríamos trocar o celular dele pelo o de Margarett, assim, poderíamos agir normalmente um com o outro, ela iria nos ameaçar mas poderíamos ignorá-la, ela só irá dizer as nossas mães como foi nosso comportamento no final da excursão, até lá, ela já deveria ter notado o sumiço de seu telefone, então ameaçaríamos, dizendo que se ela dissesse algo, nós não devolveríamos seu celular.

-Olha só... É um bom plano. - Ele refletiu, olhando para o céu, logo depois, voltou a atenção dos olhos para mim. - Você é bom para essas coisas. 

Fiquei sem saber como reagir. Ele havia mesmo me elogiado?

-Ela está voltando, ande logo com isso. - Disse ele enquanto observava Margarett subir novamente as escadas, correndo.

Ajeitei as coisas de sua bolsa e troquei os telefones, dei o dela para Ben guardar em seu bolso e pus o dele na bolsa de Mare, fechei a mesma e coloquei no banco onde estava.

-Voltei! - Cantarolou.
-O que fez com eles? - Perguntei, olhando para Louis e Davi, que já pararam de brigar e estavam um a centímetros de distância do outro.
-Só fiz com que parassem de brigar. - Deu de ombros. - O verdadeiro plano vem depois. - Ela olhou-os pelo canto dos olhos e abriu o mesmo sorriso maldoso de antes, esfregando as mãos uma nas outras.

Eu e Ben nos entreolhamos, confusos, demos de ombros.

-Eles chegaram! - Alguém lá embaixo gritou.

Todos dirigiram os olhares para quatro homens que entraram na arena. Um homem baixo e robusto, com uma barba e bigode mal feito já brancos, pele bronzeada e olhos caídos, vestia uma blusa listrada azul e branca e um apito amarelo estava pendurado em seu pescoço. Deveria ser o treinador dos outros três homens, que aparentavam ser os jogadores do qual o professor de Educação Física falara no outro dia. Um deles era alto, moreno, musculoso e careca, outro era de minha altura, de pele amarela, pardo, como Margarett, e cabelo encaracolado e loiro, enquanto o terceiro era do mesmo tamanho de Ben, de um perfeito tom de cor-de-pele, cabelos sedosos e escuros, de boa forma, cujo quem eu acho que era...

-É ele! - Margarett exclamou, descendo as escadas novamente, quase tropeçando. Claro, o jogador que Mare tem uma queda (e que ela não sabe o nome).

Ben não disse nada e apenas desceu até onde todos estavam. Segui-o. Enquanto todos idolatravam os jogadores e o treinador de joelhos, algumas garotas - incluindo Margarett, - e até Lui e Anthony babavam e pediam autógrafos para os homens, estes pediam para que todos tivessem calma, eles dariam esse dia inteiro apenas para dar atenção a cada um de nós.

Foi meio difícil para o treinador e os jogadores ensinarem a todos nós como jogar futebol americano de uma forma tranquila e calma, pois todos estavam muitos histéricos por seus ídolos estavam bem a sua frente. Fiquei sem participar de nada durante maior parte do ensino dos rapazes. Não me importei muito, como disse antes, eu nem gosto muito de esportes. Então fiquei apenas observando todos, de uma forma entediante, pagarem mico na frente dos famosos. Mas houve algo interessante.

-Opa! Olha a bola! - Margarett gritou e empurrou Louis de uma forma bruta, jogando-o exatamente em cima do Davi, que estava próximo.

Simplesmente todos, todos, inclusive os jogadores e o treinador, olharam para eles, caídos ao chão, com Louis em cima e Davi por baixo.

-S-Seu tarado! Saia de cima de mim! - Davi se debateu e, pude jurar que vi um pouco de rubor em suas bochechas.
-Quem me empurrou?! - Louis tirou as mãos dos pulsos de Davi, ficando apenas de joelho e olhando e uma forma ameaçadora para todos.
-Não importa isso agora, me deixa sair! - Davi estava, literalmente, se remexendo para sair. Mas seu joelho acabou encostando de uma forma um tanto estranha nas partes íntimas de Louis, que estava coberta pela calça, tirando dele um gemido.
-Ahhm... - O treinador murmurou.
-N-Não foi nada! - Louis se levantou bruscamente. - Eu vou... Ao banheiro! - Ele correu. 
-É para o outro lado! - O treinador informou.
-E-Eu sabia! - Ele retornou e foi a direção correta.

Todos fingiram que nada havia acontecido e voltaram ao jogo. Não pude deixar de rir disso. Mas meu sorriso logo desmanchou quando lembrei que isso já havia acontecido comigo várias vezes... Com Ben. 

-E então? - Margarett veio até mim. 
-E então, que se o Davi descobrir que você armou essa, ele vai virar um dragão. - Falei.
-Não... Ele irá me agradecer depois. - Ela disse, colocando as mãos sobre a cintura. - Beeeem depois. - Ela prolongou.
-Como assim? - Perguntei, confuso.
-Olha quem foi dar uma visitinha ao nerd no banheiro. - Margarett balançou a cabeça na direção do banheiro masculino. Davi estava indo até lá.
-Ooohh... Eca. - Ri.
-Espero que eles limpem o chão depois. - Margarett abriu um sorriso malicioso.
-Cala a boca, sua safada. - Ri sem acreditar no que ela comentou e joguei seu casaco em sua cara.
-Ai! - Ela reclamou rindo e tirou o casaco jogado do rosto. - Enfim, onde está Ben? - Perguntou ela.
-Hum, agora que você disse... - Olhei para os lados, procurando-o. - Não sei. 
-Vai procurá-lo. - Mandou ela.
-Ah?! Por que? - Indaguei.
-Porque você não está fazendo nada. - Ela mostrou a língua. - Vai logo.
-Ok, ok. - Bufei.

O lugar era imenso, então eu demoraria um pouco para achá-lo. Pensei em procurá-lo no banheiro e fui até lá, mas quando peguei na maçaneta da porta, lembrei-me de o que poderia estar acontecendo lá dentro, então dei meia volta, mas antes, ouvi alguém dizer.

-Ah, você está ai...

Virei-me e vi que Louis e Davi haviam saído do banheiro.

-Sim? - Perguntei. Imaginei que eles me culpariam por ter feito pagar aquele mico, mas não.
-Alguém está te chamando ai. - Davi inclinou a cabeça para o banheiro.
-Hã?
-Eu gostaria de não ter escutado isso. - Louis comentou e saiu, logo depois, Davi fez o mesmo.

Fiquei sem entender, então achei melhor entrar para descobrir o que quer que fosse.

-R-Rich... 

Um gemido... Ben.

-Ahm... Ben? - Adivinhei e fui adentrando no banheiro. Parei ao ver que um dos boxes estava fechado e alguém estava lá. Um par de sapatos de cor vermelha, preta e branca. Era Ben mesmo.
-Richard?! - Ele exclamou, surpreso.
-O que está fazendo? - Pus a mão na porta para abri-la.
-N-Não abra! - Ele gritou, mas eu já estava lá.

Sai da box rapidamente e me encarei pelo espelho, eu estava totalmente corado e tampava minha própria boca, surpreso. Ben estava com o zíper da calça aberto e se tocava. Ele estava es masturbando por mim. Ouço Ben fechar o zíper e abrir a porta do box, ele estava tão vermelho quanto eu, até um pouco mais, eu diria.

-O que você... Por que você... - Eu estava tão chocado que não conseguia terminar nenhuma pergunta.
-Você não viu nada. - Ele me ameaçou enquanto apontava para mim. Olhei para sua mão.
-Você estava... Se tocando com essa mão... - Comentei.

Ben não sabia se ficava com vergonha, com raiva ou surpreso por eu ter observado tudo em apenas alguns poucos segundos. Percebi sua respiração acelerar e ele não conseguia dizer absolutamente nada. Peguei a mão cujo ele apontava para mim e senti que ela ainda estava melada por causa do... Bem, você sabe, aquele líquido.

-Mas que... - Ele iria falar algo, mas parou assim que viu o que fiz. Lambi um de seus dedos. - I-Idiota! - Ele me deu um tapa. Acordei.
-A-Ai! O que foi isso?! - Perguntei, acariciando minha própria bochecha ardida.
-Eu é que te pergunto, o que foi isso que você acabou de fazer!? - Perguntou ele. 

Ben foi até uma das pias e lavou as mãos. Não pude ver que cara fazia por conta de sua longa franja que cobria seu rosto por estar com a cabeça abaixada, dando atenção as mãos que se lavavam.

Acabei esquecendo-me de informar que tenho um problema, mas é perceptível. Eu desligo do mundo, ao lembrar de coisas profundas, ao ver coisas que me chocam ou me deixam com sentimentos fortes demais, como raiva ou tristeza, eu faço coisas que quero fazer, mas não posso fazer pelo simples fato de que eu tenho consciência de que terá consequências no final, mas quando isso me ocorre, parece que minha consciência desaparece, e só volta após eu "acordar". Não há um remédio ou tratamento para isso. Apenas me acontece. Meus pais já desistiram de tentar achar alguma "cura" faz alguns anos atrás.

-Não comente isso com ninguém, ok? - Perguntei, ainda viajando em meus próprios pensamentos em descobrir o porquê de eu ter feito aquilo, mas quando me dei conta, Ben não estava mais lá. - Ben?

Fui até fora do banheiro e vi uma diferença no clima, olhei para o céu, estava nublado, iria chover logo, um vento forte bateu e fez meu corpor se arrepiar.

-Rich! Vem! - Ouvi Margarett gritar a balançar os braços para que eu a visse. Corri até ela.
-O que houve? Por que o clima mudou tão de repente? - Perguntei. Quando sai de casa até agora a pouco, estava um calor dos infernos, agora iria cair uma garoa.
-Ninguém sabe. - Margarett deu de ombros, vestindo seu casaco. - Mas isso estragou nossa excursão e agora temos que ir. - Informou ela. 
-Oh... - Só depois vi que os outros estavam pegando suas coisas e saindo da arena para retornar aos ônibus.
-Encontrou Ben? - Margarett perguntou.
-Estou aqui, vamos logo. - Ben apareceu de trás de nós e caminhou rapidamente até a saída da arena, sem sequer olhar para mim.

Quando todos já estavam no ônibus, o motorista começou a dirigir caminho de volta a escola. Todos estavam decepcionados pelo passeio ter terminado por causa da chuva, alguns ainda conversavam, outros reclamavam, mas ninguém gritava ou bagunçava como antes, mais cedo. Estávamos nos mesmos lugares que ocupávamos enquanto estávamos indo, e como consequência, eu estava com Ben, que me ignorava friamente agora. Resolvi que era melhor ignorá-lo também. Ficamos assim até chegarmos na escola, desci do ônibus sem ao menos dar tchau a Margarett e fiz meu caminho para casa.

Maldito castigo...

*POV's Margarett*

Richard acha que sou boba para não notar como ele e Benjamin estavam esquisitos desde que chegamos na arena. Fingiram estar se dando bem para depois, no final do passeio, mal se olharem. Sei que algo aconteceu. Ele nem se despediu de mim quando saiu para casa! Humpf, não posso perguntar o que houve, por mais que eu esteja intrigada, ele parecia realmente mal com o que quer que tenha acontecido entre eles. Mesmo assim, não me custa nada perguntar se ele está bem, do mesmo jeito que não custa nada para ele responder com um sim ou não.

Fui até minha bolsa que usava durante a excursão e a revirei, procurando meu celular.

-Muito bem, Richard, o que você tem? - Perguntei para mim mesma, refletindo. Até notar algo. - Ué... Mas... - Observei bem o aparelho. - Esse celular não é meu...

Liguei o objeto, revelando a tela. O papel de parede era nada mais, nada menos, do que o símbolo de uma banda de rock que pude jurar já ter visto Ben com uma blusa com um símbolo igual estampada nela.

-Mas o que está acontecendo? - Perguntei a mim mesma. Depois de refletir comigo mesma, cheguei a conclusão e que só havia uma explicação. - Richard William Parker e Benjamin Smith! É bom vocês terem uma boa explicação para isso! - Grunhi.

Mas espera... Esse é o celular de Ben. Quem sabe que coisas posso encontrar aqui? 

Apesar de ter bastante curiosidade para descobrir se ele ainda sente algo por Richard, tinha algo que eu me interessava em saber mais. Ramona, a ex namorada de Ben. E eu estou com o aparelho que me levará até as informações que preciso saber.

 


Notas Finais


Quem também shippa Louvi/Davis? (LouisXDavi) -q


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