História Aparências - Capítulo 2


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Categorias Originais
Exibições 16
Palavras 711
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpe pelo capítulo curto, mas fiz especialmente por causa dos comentários que recebi no primeiro. No próximo capítulo, já estou pensando em fazer as coisas rolarem. Agradeço a paciência e prometo que no próximo vou me dedicar muito.

Capítulo 2 - Know Him Better


"Oh, que pena, eu não estou interessado em uma relação. É muita coragem sua dizer isso. E se eu for hétero?"

"Desculpe, eu só disse pra chamar a sua atenção..."

Eu engasguei. Certamente eu tinha mais alguma coisa pra falar mas as palavras morreram antes de eu poder pronunciá-las. Sacudi a cabeça e levantei o olhar para encará-lo. Ele devia estar com pressa, mas se pôs a observar o pequeno garoto que eu era. Para a minha surpresa, ele se acalmou e tentou se aproximar. Eu queria recuar mas não pude.

"Ei, espere um pouco", ele começou. "Eu... Sinto muito. O que aquele cara fez não tem nada a ver com você. Eu acabei descontando em você."

"Está tudo bem. Muito obrigado pela gentileza, mas imagino que você esteja com pressa. Desculpe..."

Tentei me virar, mas quando fiz, ele segurou meu braço e me trouxe de volta para perto dele. Eu posso jurar que naquele momento eu senti um calor maravilhoso subir imediatamente pelo meu corpo. Um calor que eu não tinha sentido o dia inteiro, mesmo com o sol estava torrando. Ele me encarou com firmeza, um olhar que dizia: você não vai embora até eu dizer que você pode.

"Eu não terminei." Essas foram suas palavras, ainda olhando fundo na minha alma. Eu estremeci.  "Me deixe te pagar um sorvete ou o que quer que seja." Ele sorriu de forma sarcástica, mas eu senti que ele estava tentando flertar comigo. "Me chame de Nathan. Qual é o seu nome?"

"P-Pablo. Sim, Pablo."

Eu aceitei o convite dele, hesitante, e só aí ele soltou o meu braço.

"Pablo. Que nome legal.” Ele puxou um molho de chaves do bolso e balançou pra mim. “Vamos até o meu carro."

"Carro? Quantos anos você tem?"

"Dezenove. Você?"

"Dezessete."

"Então, Pablo. Você estuda na turma do terceiro ano A?"

"Sim."

Eu tentei forçar um sorriso, mas a realidade é que eu estava me sentindo muito desconfortável. Um estranho me pagando um sorvete. Eu só sabia o nome dele e sua idade, eu não sabia nada além disso. E se ele fosse um assassino? Eu o vi batendo num garoto há meia-hora atrás. Eu deveria estar aterrorizado e corrido pra longe, mas continuei conversando com ele. Vamos ver até essa conversa vai, eu pensei.

“Eu sempre via você passando para a biblioteca. Você sempre passava perto de mim e eu podia sentir seu olhar de soslaio.”

“Eu admito, eu olhava sim pra você. Eu só não entendia o motivo de você estar sempre solitário. Eu achava que eu era o solitário aqui.”

Ele deu uma risadinha, a primeira desde o vi pela primeira vez. Era tão estranho ver aquele lindo rapaz, que nunca expressava uma emoção, dar uma risada. Mas ao mesmo tempo, era tão confortante. Ele mexeu no copo com sorvete napolitano.

“Eu sou o que as pessoas classificam de ‘antissocial’. Eu só estou aqui porque tive que sair de casa cedo.”

Ele lambeu a colherzinha com gosto. E voltou a enchê-la com mais sorvete. Que visão hipnotizadora.

“Puxa, você foi expulso ou algo assim?”

“Não, sai por conta própria. E devo dizer que foi a melhor escolha que já fiz.”

“Eu te invejo. Gostaria de fazer o mesmo.”

Ele parou de saborear o sorvete.

“É bom, mas também tem algumas dificuldades. Como por exemplo, ter que ir ao supermercado já que não tem ninguém para fazer isso no seu lugar.” Eu ri. “Opa, eu tenho que ir. Quer uma carona?”

“Não precisa. A minha casa é perto daqui.”

Ele já não tinha mais um ar ameaçador para mim. Enquanto ele tirava algumas notas da carteira e pagava a garçonete, eu levantei minha mochila e esperei que ele levantasse primeiro. Ele olhou para mim com indiferença.

“Ok. Nos vemos amanhã certamente.”

“Sim. Obrigado pelo sorvete.”

Ele se levantou, seguido por mim.

“Não hesite em falar comigo. Eu não mordo. Só se você pedir.”

Ele estava flertando comigo de novo? Ele levou o lance de eu estar apaixonado por ele à sério? Não sei. Mas foi assim que me pareceu. Ele acenou um tchau e abriu um sorriso amistoso. Que dentes lindos. Acenei de volta, enquanto ele colocava a chave na ignição. O vidro da janela levantou lentamente e aqueles olhos claros sumiram.



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