História Apartamento 301 - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Kiba Inuzuka, Konan, Madara Uchiha, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari
Tags Colegial, Naruto, Revelaçoes, Romance, Sexo
Visualizações 36
Palavras 2.159
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Escolar, Festa, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa tarde pessoal!
Infelizmente essa história agora vai demorar um pouquinho mais pra sair, por que eu recentemente comecei a trabalhar e por isso não estou tendo muito tempo, entretanto, farei de tudo pra postar um por semana.
Provavelmente os capítulos sairão nos fins de semana, mas quando eu entrar de férias na faculdade postarei com mais frequência de novo, então espero que tenham um pouco de paciência. <3

Capítulo 17 - Irmãos


Fanfic / Fanfiction Apartamento 301 - Capítulo 17 - Irmãos

Narrado por Gaara

- Sakura, eu conheço esse lugar... - Ela me encarava. - Isso aqui é o esconderijo de alguns traficantes... Onde os "donos da boca" repassam a mercadoria pros vendedores.

- Como você sabe disso? - Ela indagou.

- É uma longa história...

Ela então se soltou de meus braços e correu pra dentro daquele maldito lugar. Entrei em pânico sem saber o que fazer, montei em minha moto e fui até Deidara, a família do loiro era dona de uma fábrica de fogos de artifício, e portanto, ele tinha como pegar alguns materiais explosivos pra me ajudar a resgatar as meninas.

- Gaara? - Deidara abriu a porta, me encarando confuso. - Decidiu finalmente assumir o que nós temos?

- Desculpe... - Falei cabisbaixo. - Mas preciso de sua ajuda.

- Minha ajuda? - Ele arqueou uma sobrancelha. - Você é mesmo bem cara de pau.

- Sakura está em perigo.

- Tudo bem. - Ele cruzou os braços. - Mas isso é por ela, não por você!

- Entendi... - Ele me convidou pra entrar e eu assenti.

A casa de Deidara era imensa, tinha um tom um pouco rústico e a decoração era de ótimo gosto, o loiro morava com seus pais, que viviam viajando, e por isso ele sempre fazia algumas festas ali. Numa dessas festas acabamos nos conhecendo "melhor"... Digamos assim. Passamos pela cozinha, e minha antiga sogra estava ali, supervisionando a nova cozinheira.

- Olá Gaara! - Ela sorriu.

- E-Ei! - Disse sem graça.

- Então vocês finalmente voltaram? Que alegria!

- Na verdade não, mãe. - Deidara a respondeu e ela deu de ombros.

Fomos até o sótão, onde haviam alguns materiais explosivos, o loiro gostava muito de fabricar explosivos caseiros, ele dizia que isso o divertia quando ele estava entediado. Haviam explosivos de todas as formas por ali, alguns se pareciam com estátuas de cachorro, outras com pequenos chocolates. Ele pegou uma mochila em um canto e começou a colocar os explosivos delicadamente dentro dela.

Subimos até seu quarto pra que ele se arrumasse, pois ele se recusava a ir "mal vestido", fiquei ali esperando, enquanto ele trocava de roupa na minha frente. Tinha certeza que ele estava fazendo aquilo pra me provocar, ele não era uma pessoa muito madura, esse tipo de atitude infantil era esperada vindo dele.

O único problema é que aquilo realmente mexia comigo, e eu já podia sentir o volume na minha calça crescendo, e ele parecia ter percebido, pois tinha um sorriso sínico nos lábios. Eu ficava repetindo mentalmente "preciso salvar a Sakura" pra tentar me focar no que estávamos ali pra fazer.

Fomos na minha moto até o esconderijo, e durante o caminho Deidara veio completamente colado em mim, claro, pra me provocar. Chegamos no local e começamos a espalhar alguns dos explosivos por alguns lugares, enquanto ele explodiria tudo, chamando atenção, eu iria entrar lá  e chegar até Sakura e Karin, pra salva-las.

- Bomba número 1 - Deidara pegou um controle e apertou o botão, ativando a contagem do explosivo. - 3, 2, 1... explodir!
BOOM!

Esperamos ali atrás de uma árvore por um tempo, até que vi meu irmão saindo do esconderijo e indo em direção ao lugar onde havia ocorrido a explosão. Ele manejava um taco de baseball, pois Temari não permitia que ele usasse armas em público, e ali era bem visível pra qualquer pessoa.

Kankuro foi para a parte de trás do imóvel e eu aproveitei para entrar no local, já conhecia bem aquele bar, então sabia perfeitamente por onde ir. Ouvi mais uma explosão, provavelmente Deidara tinha feito mais alguma coisa pra chamar atenção de meu irmão. Entrei pela portinha que levava até o escritório de Temari, corri até chegar numa outra porta, que eu abri correndo.
Vi Karin e Sakura num canto, se abraçando, trêmulas.

- Você sabe que eu vou tirar elas daqui. - Me dirigi à Temari. - E que não adianta gritar, Kankuro não está mais aqui.

- Tsc. - A loira mordeu os lábios de nervosismo. - Eu sabia que você iria aparecer aqui...

- Você me conhece. - Sorri. - Minha irmã então pegou uma arma num canto e mirou-a em minha direção, mas eu ignorei, indo até as meninas e as ajudando a levantar. - Nós dois sabemos que você não conseguiria atirar em mim.

Temari abaixou a arma e eu sai junto com a rosada e a ruiva, pro meu azar, Kankuro já estava voltando e nos encontrou no corredor, sua feição era de ódio... É, ele eu sei que conseguiria me matar...

Meu irmão levantou o taco para me agredir, mas foi parado por Deidara, que vinha logo atrás, o loiro logo foi lançado para longe por Kankuro.

- DEIDARA!

- Esse é o seu namoradinho, é? - Ele sorriu de forma que me assustou. - Me responda, Gaara!

- Eu... - Não consegui formular direito as frases.

- Não estou te ouvindo, irmãozinho! - O homem ia em direção ao Deidara. - Se você não responder eu vou matá-lo.

- Deidara... - Meus olhos se arregalaram ao ver meu irmão com o taco de baseball acima da cabeça do loiro, ameaçando bater nele. - PARE! - Kankuro parou e me encarou, esperando uma resposta. - Sim! Ele é o meu namorado.

- Gaara... - Deidara estava boquiaberto.

- Mas que lindo! -Kankuro riu. - Os dois namoradinhos vão morrer juntos!

- Eu não vou morrer. - Fiz um sinal e as meninas se afastaram um pouco. - Nem eu, nem Deidara, nem as meninas. - Dei um passo à frente.

Fui golpeado por um soco vindo de Kankuro, mas não revidei, ele então me deu outro, e mais um, me chutou e eu caí no chão.

- Por que não está revidando? - Ele me chutou novamente. - Você não disse que não iria morrer?

- Eu não vou... - Falei com um pouco de dificuldade. - Mas não posso ferir o meu irmão.

- Como? - Os olhos de Kankuro se arregalaram. - Você... - Ele se preparou pra me chutar novamente.

- Kankuro!  - Temari o gritou. - Pare com isso... Ele é nosso irmão... Você não se perdoaria nunca se o matasse... Nem eu.

- Gaara... - Os olhos de Kankuro se encheram de lágrimas. - Não é meu irmão!

- Sim, ele é. - Temari foi se aproximando dele. - O irmãozinho que nós dois sempre amamos e cuidamos...

Eles eram os meus irmãos mais velhos, minha mãe morreu no meu parto e fomos criados por meu pai, sempre fomos irmãos muito unidos, eles sempre cuidavam de mim e brincavam comigo, faziam de tudo pra que eu não sentisse a falta de uma presença materna, o que era difícil, mas a dor era amenizada quando estávamos juntos.

Quando me descobri bissexual, a primeira pessoa pra quem eu contei foi Kankuro, depois Temari. Minha irmã reagiu super bem, me aceitou e disse que eu poderia contar com ela sempre, pois me amava independente de tudo, já meu irmão, aos poucos se distanciou de mim.

Quando meu pai faleceu, a herança foi partida entre nós, e meus irmãos juntaram suas partes e compraram um lote, construindo a casa e o barzinho, mas ao que parece, isso não foi suficiente pra que eles se sustentassem e acabaram virando traficantes, aos poucos começaram a ganhar dinheiro com isso, e resolveram expandir um pouco o negócio, usando a parte que antes era um sótão para criar um escritório onde se encontrariam com alguns traficantes e repassariam as drogas pra eles.

Com minha parte, eu comprei uma moto e um apartamento próximo à faculdade, chamei alguns amigos também da universidade para morar lá e eles me pagavam um aluguel para ficar, com esse dinheiro eu conseguia me manter. Não me garantia um grande lucro, mas era o necessário pra minha sobrevivência, e quando precisava de mais alguma coisa utilizava o resto da herança que guardei em uma poupança.

Temari sempre me via na faculdade, sempre conversávamos e algumas vezes ela até aparecia na minha casa pra me visitar, enquanto meu irmão fingia nem me ver quando nos esbarrávamos no campus ou nas ruas. Durante um tempo eu ainda frequentava a casa deles, mas quando descobri sobre as drogas, acabei parando de ir até lá, me distanciando ainda mais de meu irmão.

Mesmo assim, eu ainda me sentia muito unido a ele, sempre imaginava o dia em que nos reconciliaríamos, e eu, ele e Temari voltaríamos a ser uma família, como antes.

- Kankuro... - Tentei me levantar.  - Como você se sentiria se não pudesse ficar com quem você ama por conta do que as pessoas vão dizer ou pensar? - Minha voz estava fraca.

Pelo que eu me lembrava, meu irmão tinha namorado com uma menina rica chamada Asuna, ela era realmente linda, tinha cabelos loiros longos e olhos azuis. Um dia ele foi até a casa onde a menina morava com seus pais, ele iria a pedir em namoro oficialmente, para os pais dela.

Entretanto, os pais de Asuna não permitiram o namoro, eles diziam que queriam para a menina um futuro melhor, alguém que pudesse proporcionar a ela o mesmo que eles podiam, acabaram fazendo com que a loira fosse para outro país estudar, só pra manter ela longe de Kankuro.

Durante um bom tempo ele ficou arrasado, e até hoje nunca mais vi ele namorando, claro que saia com algumas meninas, passava uma noite, mas sempre era só isso, nunca passava de uma noite de sexo. Ele tentava esconder, mas eu e Temari sabíamos o quanto aquilo havia mexido com ele, e o quando o doía até hoje aquela situação.

Meu irmão se virou de costas pra mim e saiu daquele local, era nítido seu ódio, ele sempre ficava mau humarado quando esse assunto vinha à tona. Temari foi atrás dele, virando se pra trás e piscando pra mim.

- Vou conversar com ele... Vocês... Podem sair... - Ela se virou pras meninas que estavam abraçadas, boquiabertas olhando aquela cena. - Mas nunca mais volte aqui, Karin!

A loira deixou o local e Deidara veio até minha direção, me abraçando, seus olhos estavam cheios de água, e ele acabou deixando que as lágrimas escorressem por seu rosto, me virei pro lado e vi Karin e Sakura se recompondo, a ruiva estava bem ferida, e eu também.

A rosada fez alguns curativos, mas nos alertou de que o melhor era que nós fossemos até o hospital, mas não quisemos, teríamos que explicar o que tinha acontecido  e realmente não estávamos com vontade, eu só queria chegar em casa e dormir.

Quando entrei no apartamento fui direto ao meu quarto e me joguei na cama, apagando logo em seguida, nem vi, mas tinha trancado a porta. Acordei com a luz do sol na minha cara, eu não tinha fechado a porcaria da cortina, sai do quarto ainda sentindo dores pelo corpo e vi no sofá uma cabeleira loira saindo de dentro de um casulo formado por cobertor.

A princípio pensei que fosse Ino, afinal de contas, ela quase sempre dormia no nosso apartamento, entretanto ela sempre dormia com Kiba no quarto dele, então não entendi muito bem.

- Deidara? - Fitei pasmo aquele loiro saindo de dentro daquele casulo. - O que está fazendo aqui?

- Bom dia pra você também. - O loiro me respondeu sorrindo. - Estava preocupado com você, acabei vindo pra cá, Lee abriu a porta pra mim, bati na porta do seu quarto que estava trancado, mas você não ouviu, então acabei dormindo aqui na sala.

- V-Você dormiu aqui? - Meus olhos se arregalaram.

- Uhum.

Tomamos café juntos e fomos pra faculdade em minha moto, quando chegamos no campus, fiz um esforço enorme pra pegar a mão do loiro, e ele olhou pra mim na mesma hora com uma face que expressava ao mesmo tempo espanto e contentamento.

Deidara tinha se arriscado por mim, dormido em um sofá desconfortável por preocupação comigo, aceitou ir comigo em algo perigoso pra salvar as meninas... Tudo isso por mim... Então acho que eu podia fazer o esforço de assumir o nosso relacionamento pra todos, e aquele era o primeiro passo.

Depois de uma semana, acabei encontrando Kankuro no shopping, pensei que ele iria fugir mas ele veio em minha direção e me cumprimentou, me deixando um pouco confuso quanto àquela situação.

Gradativamente, voltamos a ter um relacionamento semelhante ao que tínhamos antigamente, acho que ele entendeu finalmente como eu me sentia com tudo aquilo, e se colocou no meu lugar.

Um tempo depois, apresentei uma amiga minha pra ele, Lisana era uma mulher alta, com cabelos ruivos e olhos castanhos, sua pele era clara e ela tinha um ótimo senso de humor. Não levou muito tempo até que meu irmão se apaixonasse pela ruiva e voltasse a ser o homem que um dia fora, antes de sua desilusão com Asuna.


Notas Finais


É isso aí pessoal!
Espero que tenham gostado.
Comentem aí pra eu saber a opinião de vocês! <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...