História Apartamento 604 - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~Karkitty

Postado
Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Flowey, Frisk, Napstablook, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Blueberry, Frisk, Hentai, Karkitty, Outros Shippes, Sanrisk, Sans, Undertale
Exibições 96
Palavras 2.308
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oeee, quem escreveu esse capítulo foi a Becca (blue-berry) mas quem está postando sou eu :p
Beijo até as notas finas :3

Capítulo 3 - Two


Fanfic / Fanfiction Apartamento 604 - Capítulo 3 - Two

Frisk on

Eu estava ferrada, Sans já havia partido e eu estava olhando os corredores como se eles fossem fazer algo por mim. Suspirei fundo e fechei a porta, torci os lábios e fechei os olhos, rodei os calcanhares e fui em direção à cozinha sem me preocupar muito com Papyrus. Crianças ,normalmente, costumam irritar Chara, espero que ele seja um dos poucos que ela goste. Esquentei um pouco d’água e coloquei um saquinho de chá de camomila, andei com a caneca em mãos até a sala de estar, onde ele se encontrava com as perninhas esticadas e com um grande cachecol enrolado no pescoço.

Puxe o cachecol

Balanço a cabeça negativamente e tomo um gole do chá, e vou andando até o garoto. Me agacho para ficar do seu tamanho e ele me nota, ele esboça um sorriso mostrando seus dentes. Olho para o chão e vejo que ele estava tirando papel e caneta da bolsa e pôs-se a desenhar.

— O quê está fazendo? — Pergunto.

— Estou montando alguns quebra-cabeças! — Falou ele, apontando para cima e fechando os olhos de forma exibida.

— Isso não parece um quebra-cabeça. — Mexi a cabeça para o seu desenho, eram vários X’s e O’s.

— É porque eu ainda estou montando ele, quando ele estiver pronto, vai ser difícil de ser resolvido!

— Hm… Boa sorte. — Falei levantando-me e batendo de leve em sua cabeça.

Andei até o sofá e sentei ali. Minhas pernas estavam o tempo todo esticadas e meus braços espalhados de uma forma preguiçosa, sempre tomando cuidado para não derrubar o líquido que se encontrava na xícara. Dava alguns longos goles e controlava a minha respiração. Eu estava conseguindo ficar um pouco mais calma agora… Olhei para frente, e Paps ainda estava sentado desenhando.

Dei um sorriso de canto, eu lembro de quando eu era criança e morava com minha mãe. Simplesmente eu passava horas desenhando e sempre que eu terminava, ela elogiava o rabisco e prendia nas paredes e até mesmo na porta da geladeira. Eu me sentia uma artista. Agora, eu estou focada em outro assunto, no caso, ser psicóloga.

— Tia Frisk! — Gritou Papyrus enquanto exibia o seu desenho. Forcei os olhos para ver do que se tratava, e era basicamente: Seu irmão, ele é… Um homem um pouco velho com cabelos negros. Estava prestes a levantar do sofá para parabenizá-lo, mas ele veio correndo até mim. — Você gostou?

O brilho em seu olhar era nítido, se bem que os traços estavam bonitos e o desenho estava bem pintado, não pude dizer não! Ele me encarou mais uma vez como se a resposta fosse cair do céu.

— Está lindo, Pap! — Falei pegando a folha de papel e vendo o desenho mais de perto. Logo ele me olhou e começou a falar:

— Esse de preto é meu pai! Ele é um cientista!

— Sério? E o que mais? — Ele ficou pensativo por alguns minutos, e logo fitou meu rosto.

— Meu irmão disse que eu não posso revelar mais do que isso! — Arqueei a sobrancelha.

— Por quê, exatamente?

— Ele disse que você é doida! — Ah, tinha que ser, o cara que eu conheci no  dia anterior me chamando de doida, mereço! — Mas eu não te acho doida, você é legal até!

— Obrigado, Papyrus. — Falei segurando suas bochechas e o puxando para dar-lhe um beijo estalado na testa. Ele sorriu envergonhado e sentou ao meu lado no sofá.

— Pra ser sincero, o Sans fala de você, mas ele não é diferente! — Mexia os pézinhos e mantinha o olhar preso no tapete felpudo.

— Como assim? — Perguntei, jogando um pouco do cabelo para o lado.

— Às vezes, de noite, ele costuma pegar um líquido que parece água e vai pra varanda. — Paps mexia, de vez em quando, no cachecol. Então o Sans bebe? Que engraçado… — Mas isso é só quando estou dormindo, e então, eu costumo acordar com cheiro de fumaça.Então é bêbado e chapado? Sinceramente, não estou surpresa com isso, desde que coloquei os olhos nele, já senti algo estranho. Aquelas olheiras fundas e excessivamente expostas..  Bufei de raiva. Naquele momento eu me encontrava sem palavras para conversar com Papyrus, talvez ele não suporta as ações do irmão mais velho. Dizem que os irmãos mais velhos que cuidam dos mais novos, mas pela primeira vez vejo um caso um trocado.

— Tia Frisk? — Chamou Papyrus, retirando-me de pensamentos que cortam minha paciência. Gemi um “hm?” e ele logo prosseguiu. — Podemos ir até o parque?

Até que não era uma má ideia.

— Claro. — Concordei e ele deu um pulo no sofá.

Paps calçou suas botas vermelhas e ajustou o cachecol. Por que será que ele usa esse treco sempre? Ergui os ombros e peguei minha bolsa que estava no sofá, peguei minhas botas de cano curto e saímos da casa, logo tranquei a porta e o albino pegou em minha mão. Descemos através do elevador e passamos por alguns longos corredores com plantas até a saída. Caminhamos até o suposto parque e vi Papyrus correr na direção de algumas crianças. Sorri e sentei-me em um banco, retirei o celular e os fones da bolsa, conectando apenas um lado no ouvido, colocando uma música aleatória da banda Gorillaz.

Observando Papyrus, notei que ele não era anti-social, em poucos segundos vi ele conversando com alguns garotos de sua idade. Os mesmos brincavam e riam enquanto se jogavam no chão, e de vez em quando riam por conta da poeira que ficava em suas roupas amassadas. Bem, pelo menos ele está se divertindo. Encarando a tela bloqueada do celular e me concentrando na música, vejo alguém sentar ao meu lado. Olho pelo canto dos olhos e percebo uma garota de cabelos pretos e mechas azuis nas pontas, ela mascava um chiclete e em intervalos fazia bolhas. Ela percebeu que eu a olhava e virou-se para mim, com um sorriso no rosto. Meus olhos não se desprendem da garota.

— Oh, hey! — Ela estica sua mão, as pulseiras que enfeitavam seu pulso tintilhavam. Demorei um pouco para ceder, mas finalmente acordei para a vida real e correspondi ao cumprimento.

— O-olá..

— Eu sou Ashley, qual seu nome? — Que jeito mais sutil de se conhecer alguém… Mas de qualquer forma, ela parece ser legal.

— Frisk. — Dei um sorriso. Ela deu uma risadinha baixa e olhou para frente, seu perfil era perfeitamente desenhado.

— Aquele é seu irmãozinho? — Ela apontou para Papyrus, apenas neguei com a cabeça, ela fitou-me confusa. — Seu filho? — Chutou.

— Não, estou apenas cuidando dele. — Desviei o olhar para o chão sorrindo boba. — Você tem irmão, certo?

— Sim, mas é uma garota.  — Deu uma risadinha com a mão na boca. — É a Amy, e ela é aquela de cabelos loiros.

Ela estava apontando para uma criança de características semelhantes. Papyrus estava brincando com ela. Elas são idênticas de perfil. A garotinha mantinha um cabelo preso à tranças e usava um vestido florido. Paps desenhava algo no chão com um graveto, e a menina apenas ria.

Narrador observador on

Ashley olhava para os lábios de Frisk, que ainda se mantinha concentrada em Papyrus. O assunto entre elas havia morrido, pois não havia muito o que perguntar, então a de cabelos pretos perguntou algo inusitado:

— Você estuda aonde? — Encostou o cotovelo na cabeça do banco e entrelaçou a perna esquerda exalando interesse pela morena.

— Princeton University.

— Interessante, eu também estou lá! — Sorriu ela.

— Sério?

— Claro, mas não fui hoje por motivos pessoais. Enfim, parece que não vou ficar mais sozinha lá. — Fechou os olhos sorridente. — Pelo menos eu acho…

— Hehehe… — Riu timidamente. — Espero nos encontrarmos amanhã!

— Também… Você parece ser uma pessoa legal. Frisk.

— Você também… — Suas bochechas coraram em vermelho, e logo a outra chamou sua irmã, que se despediu do albino e correu na direção da mais velha. Ashley se despediu de Frisk, que ao ver o horário no celular, chamou Papyrus e o mesmo correu até ela.

— Hey, podemos tomar sorvete? — Perguntou eufórico. Frisk apenas assentiu com a cabeça e logo foram à uma barraca de sorvete. Frisk pediu dois, um misto — Chocolate e baunilha —, e outro apenas chocolate. O mais novo saboreava a casquinha no caminho de casa, Papyrus é do tipo que se distrai até com uma graminha fora do lugar e por isso demoraram um pouco para chegar.

Assim que botaram o pé no andar onde moravam, Sans estava na porta mexendo no celular e com uma garrafa de ketchup nas mãos. Frisk estranhou e segurou Papyrus no colo. O albino mais velho ao perceber, rapidamente enfiou o celular no bolso do casaco e fitou o menor.

— E aí, camarada? — Sans fitou o irmão e fechou o punho, como se quisesse um toca aqui. Papyrus o olhou e correspondeu ao toque. — Obrigado por cuidar dele por mim, espirro.

Ele tomou Papyrus das mãos da morena e se despediu, entrando em sua casa logo em seguida. A garota segurou a porta do apartamento antes que se fechasse e falou:

— Espirro meu ovo! — Cruzou os braços e esperou uma resposta de Sans.

— Você não queria que eu fechasse a porta só pra falar isso? — Sans estalou a língua. — Se Papyrus não estivesse aqui, eu te xingaria de todos os palavrões possíveis, espirro.

Antes de falar alguma coisa, Frisk suspirou e colocou as mãos na cintura.

— Podemos conversar por alguns minutos? — Revirou os olhos.

— Estou indisponível no momento, fale mais tarde. — E logo fechou a porta na cara da moça. Ela bufou de raiva ao ouvir uma gargalhada alta por trás da porta.

Sans abriu a mesma, mas agora, Paps já não estava em seus braços e olhou Frisk com aqueles olhos azuis fundos.

— Primeiramente, vai se foder! — Fez uma cara feia, e Sans colocou a mão no peito fingindo estar abalado. — Segundo, por que você bebe e fuma com o seu irmão morando com você?

— Olha, isso é um assunto delicado, mas se quiser conversar… — Sorriu maliciosamente. — Na minha cama, talvez.

Frisk corou e por conta disso, se enraivou um pouco. Sans ria loucamente da reação da morena.

— Você tem certeza que não está bêbado?

— Absoluta. — Arqueou a sobrancelha em dúvida.

— Quando eu tivemos nossa primeira conversa, você era mais reservado e bruto… — Cruzou os braços e riu.

— Qual é? Eu também sei ser um pouco zoeiro. — Piscou um olho e sorriu de forma seduzente.

— Esqueceu de falar tarado.

— Isso faz parte da zoeira, se eu fosse dar em com a de alguém, provavelmente não seria de uma tábua. — Riu mais uma vez. E dessa vez, Frisk não deu importância e continuou.

— Não deixa de ser tarado. — Arqueou a sobrancelha e sorriu vitoriosa.

— Quer saber, amanhã a gente conversa, boa noite espirro. — Despediu-se e fechou a porta na cara de Frisk. Logo a mesma andou em passos pesados até a sua casa e destrancou a porta, indo em direção ao sofá. Olhou no relógio de parede e marcavam quase seis horas, era um bom momento para se fazer deveres da faculdade. Abriu a janela da sala para se deliciar com o vento da noite e sentou-se na mesa de centro, logo pegando alguns livros e o estojo para fazer seus trabalhos. Depois de longos minutos, fechou o livro e guardou os materiais na bolsa, jogando o corpo para trás preguiçosamente, seus pensamentos já estavam se elevando ao dia de amanhã, pois seria um longo dia.

A barriga de Frisk estava pedindo para ser preenchida, levantou-se e andou até a cozinha para ver o que tinha para comer. Abriu algumas gavetas e nada, o que restava era pedir alguma coisa. Retirou o celular do bolso e lembrou-se de um número de Delivery, quando estava prestes a discar, a campainha toca e a mesma corre para ver quem era.

— Mãe! — Animou-se ao ver Toriel na porta com uma bandeja pesada em mãos. Frisk a abraçou e a convidou para entrar.

— Olá, querida. — A mesma foi entrando e depositou a bandeja sobre a mesa de centro

— Heh… A senhora me poupou de gastar dinheiro. — Riu timidamente. — Eu ia comprar uma pizza.

— Oh, não! Eu trouxe algo melhor, lasanha! Sua favorita. — Toriel sentou no sofá e sorriu.

— Poxa, sério? Obrigada, mamãe! — Frisk a abraçou.

A morena logo disse que iria trocar de roupa, Toriel assentiu e Frisk foi para o quarto colocar uma camisola qualquer. Após voltar, logo foi perguntando:

— A senhora pretende dormir aqui? — Sentou-se no chão em frente à mesa de centro e retirou as argolas de suas orelhas.

— Se não for muito incômodo…

— Ah? Claro que não! A senhora pode dormir no quarto de hóspedes. — Sorriu a morena. Toriel sorriu de volta e disse para a filha se servir.

Frisk pegou um pouco da lasanha e estava prestes a saborear a comida feita por sua mãe. Deu uma garfada e sentiu o molho derreter em sua boca.

— Cuidado, não vá se engasgar. — Falou Toriel, ao perceber a pressa da filha. 

— Pode deixar! — Mas não garanto nada… As duas ficaram em silêncio por um momento, até que a mais velha fala.

— Então, fiquei sabendo que Sans mora na casa ao lado. Vocês já se conheceram?

— Sim… — Falou Frisk com desdém.

— E o que você acha dele?

— Bem, ele é… — Frisk não conseguia achar adjetivos que o descrevesse. Mas de alguma forma, respondeu a pergunta. — Legal… Eu acho.

— Realmente... Sans chega a ser um pouco insuportável no começo... — A mais velha falou, lembrando-se de quando eram adolescentes. — Mas logo você se acostuma.

— Eu não acho que vou me acostumar com ele...


Notas Finais


Ento é isso, bejo sz


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