História Apenas Aceite - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Winx Club
Exibições 21
Palavras 2.198
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oie!
Capítulo novo *-* O que estão achando disso???
Eu estou te vendo, leitora fantasma que não quer assumir que lê essa fanfic >.>
Mas enfim, espero que gostem ^-^
Boa Leitura <3!

Capítulo 4 - De castigo


Vai dar ruim. Alysson, no que você se meteu?

Assim que entro na diretoria, vejo que todas as meninas estão aí. A diretora diz que recebeu uma mensagem da diretora de Torre Nebulosa e que não iria tolerar esse comportamento na escola. Griselda sugeriu que nós ficássemos de castigo e com os poderes suspensos até quando ela quiser.

-A senhora não faria isso, faria? – Stella pergunta.

-Existem poucas coisas que eu não possa fazer – ela começa – E suspender seus poderes não é uma delas.

Não brinca ...

O estranho foi que eu não senti nada de errado. Eu me sentia muito bem, diferente da sensação desagradável que eu tinha imaginado.

Percebo que a diretora Faragonda me olha por alguns segundo parecendo meio confusa.

Depois das aulas ...

Griselda nos chamou para a sala dela, e quando chegamos ela disse que o castigo da diretora foi o suficiente, mas ela colocou a gente pra limpar a escola inteira.

O que eu achei engraçado foi que a Tecna parecia não saber como usar uma vassoura, balde e produtos de limpeza. Zenith é realmente uma dimensão muito tecnológica, mas eu acho que é falta de lavar louça.

Já vi que hoje eu vou me atrasar de novo nos estudos. Mesmo sendo uma escola de ensino calmo eu não posso correr nenhum risco.

Eu, a Musa, Bloom e Stella fomos limpar juntas uma das partes da escola. Ou melhor, só nós 3, já que a princesinha não queria limpar.

-Usa a vassoura.

-Eu vou ficar com bolhar.

-Usa luvas!

-Eu tenho alergia a borracha.

Vagabunda. Eu peguei um dos baldes de água e taquei nela, molhando o cabelinho de chapinha dela e os quilinhos de maquiagem, que para a sorte dela, eram a prova d’água.

-Vamos limpar isso agora, e se você acha que vai ficar parada no castigo que só tivemos porque você acreditou no falso encontro do príncipe encantado está muito enganada – digo quase cuspindo as palavras nela – Você pode ser uma bonitinha do grupo, mas para mim é só mais uma mimada.

Meu rosto está quente, e provavelmente devo estar vermelha. Stella parece muito irritada, enquanto Bloom e Musa estão mudas.

Então Stella tenta jogar água em mim, e eu consigo desviar bem a tempo.

-Isso mesmo, atrapalha tudo de novo, você sempre vai ser uma inútil! – eu grito e logo arregalo os olhos e cubro a boca – Desculpa, Stella ... Eu ... Eu não ...

Isso realmente parece que a machucou. Mas lógico que machuca. Eu sei bem disso, e mesmo assim repito o que ela disse para mim durante toda a minha vida.

Pego um esfregão e volto a limpar, olhando para o chão. Eu não posso me estressar assim.

-O que aconteceu aqui? – Flora e Tecna chegam, provavelmente ouviram o meu grito.

Stella ainda está em estado de choque e Musa e Bloom parecem tentar conforta-la. Eu continuo limpando, afinal de contas, a escola não vai se limpar sozinha.

Então Griselda chega e diz que todas as alunas vão para um concerto no auditório de Magix ... E nós não vamos ir.

De boa, eu não curto concertos.

De noite ...

Nós vemos todos irem embora, e uma delas tem a brilhante ideia de chamarem os Especialistas para nos ajudar para depois fazerem uma festa.

-Boa sorte – murmuro para mim mesma, ainda não controlando meu ódio.

Não muito tempo depois elas se arrumam um pouquinho e vão lá pra fora esperar os meninos, mas eu fico dentro da escola, ainda limpando o chão. A escola não vai se limpar sozinha.

Depois que os meninos descobrem que elas querem ajuda para limpar o castelo eles começam a cantar uma música ridícula de limpar o chão.

-Com o tempo que eles estão perdendo nessa música idiota não vão ter tempo para a festinha – eu acabo dizendo em voz alta.

-Que estranho uma fadinha falar isso sobre suas amigas – eu levo o susto ao ver um dos garotos dizer isso – Qual o seu nome?

-Alysson. E você parece não ter entrado na brincadeirinha deles, me lembre de nunca te chamar de idiota – eu digo em um tom meio irritante.

-Você é diferente delas. Parece ter um ar mais sombrio do que o normal – ele continua – Me lembre de nunca te chamar de adorável. A propósito, meu nome é Riven.

-Eu sou adorável. Sou um amor de pessoa ... Quando eu acho que a situação merece – eu digo olhando em seus olhos – E até que não foi ruim conhecer você, Riven.

Trocamos alguns sorrisos sínicos e eu volto a limpar o chão,

Quando acabamos ...

Elas já começam a arrumar as cosas pra tal festa, e eu já vou me preparar para olhar para o teto, fazer de novo as perguntas e passar um bom tempo tentando responde-las.

-Não vai ficar para a festa? – Riven me pergunta.

-Por acaso se importa? – eu pergunto com o mesmo humor de antes – Eu quero passar um tempo sozinha, as vezes alguns humanos me irritam demais e hoje o que mais me irrita sou eu mesma. Mas tenha uma boa noite.

Eu subo para o meu apartamento e meu quarto, me jogando na cama, e fico alguns minutos m aconchegando na cama. Eu me sinto muito bem assim, toda tranquila na minha cama.

Agora vamos paras as perguntas:

O que eu sou?

Por que estou aqui?

Qual o meu objetivo na vida?

Uma fada temporal.

Apenas um acidente.

...

Novamente falho na última pergunta. Faz muito tempo desde que eu tento responder elas mas nunca consigo.

Nem adianta tentar treinar a esfera de energia, já que estou sem poderes. Eu vou ocupar meu tempo de “vagabundeamento” para ler as últimas páginas do livro e estudar um pouco. Acho que vou dormir logo e ver se acordo normal ou vou ficar invocada assim pra sempre.

Eu realmente não devia ter dito isso para ela. Se disseram isso para mim isso não me dá o direito de fazer o mesmo.

Ela é muito mimada? Sim.

Mas as pessoas gostam de ouvir a verdade? Não.

Mesmo as que querem ser sinceras no fundo só querem ouvir coisas boas, elas colocam uma máscara sobre si mesma, e quando alguém diz algo a máscara começa a rachar, revelando o que ela realmente é.

...

Legal, estou começando a filosofar agora. O que a solidão não faz com as pessoas? Okay, não.

Pego o meu celular e coloco o fone, colocando no modo aleatório, e como a vida realmente me ama ela inventa de colocar uma música da bad para tocar.

-Eu realmente amo minha vida – eu digo tirando os fones.

Eu já mudo de roupa e coloco meu pijama de coelho tosco. Quando ia voltar a me deitar na cama, eu sinto a escola tremer.

-Que droga foi essa? – pergunto para o nada – Mano eu só queria dormir.

Coloco minhas pantufinhas e desço as escadas, procurando a origem da tremedeira toda.

Vou até o térreo, e parecia tudo vazio, até eu olhar para cima e uma coisa e um pato caírem em minha direção. Eu grito e levanto meu braços, como se eles pudessem me defender. Novamente fecho meus olhos com força.

Agora sim eu morro!

Quando abro os olhos, o monstro está imóvel no ar e o pato caiu na minha testa.

-Mas isso ... É ... Impossível – eu pego o pato e saímos do caminho da queda dele.

O monstro cai e fica inconsciente, e eu o encaro até os outros chegarem. Coloco o pato no chão.

-Eu vou voltar a dormir – eu falo, subindo de novo as escadas.

Agora está confirmado que algo muito errado está acontecendo aqui. Sério. Era para eu não estar com os meus poderes, mas mesmo assim eu consegui me salvar do monstro.

-Dane-se – eu me jogo na cama e fecho os olhos.

No dia seguinte ...

Acordo ainda na madrugada, e o sol nem saiu direito ainda, então pego uma lanterna para poder enxergar os símbolos e as letras.

Depois de ter recuperado um pouquinho o conteúdo que eu deveria ter adiantado, eu começo a pensar sobre o que aconteceu ontem, quando o monstro ia cair em mim e eu parei ele no tempo.

Olho de relance um livro que eu derrubei no chão e o pego, vendo que é o livro do próximo semestre, marcado na página de esferas de energia.

-Vamos, Alysson, você consegue – eu respiro fundo, e tento de novo, mas novamente falho.

Pego um espelho e consigo mudar a cor do cabelo sem muita dificuldade, por mais que isso meio que me canse mais.

Hoje acordei bem mais calma, e decido que vou pedir desculpas a Stella por ter perdido o controle. Eu tento encontrar ela, mas Griselda me para e diz que a diretora quer falar comigo.

-Que bom, eu precisava mesmo falar com ela – eu digo a Griselda com um sorriso mais forçado.

Assim que chego na diretoria, vejo a diretora sentada em sua cadeira.

-Feche a porta, Alysson. Precisamos falar sobre seus poderes – fecho a porta e me aproximo – Fadas temporais são muito raras, e tem um poder impressionante. Um poder impressionante que eu não consegui anular.

Respiro fundo, tentando me manter séria. Isso quer dizer que eu não posso ter os poderes anulados, menos mal.

-É um poder mágico puro, incapaz de ser usado para o mal, já que ele só funciona quando se quer salvar alguém – ela diz – Por isso é só possível ser anulado por uma magia das trevas muito poderosa, uma força sombria que vença a pureza.

Okay, isso eu não sabia. Mas é bom saber.

-Então tome cuidado. Quando o mal e o bem entrarem em combate seus poderes podem decidir a vitória e a derrota – me assusto com o tom de voz dela – E por isso quando eles descobrirem seus poderes podem tentar destruí-los, não importa de que maneira.

Engulo seco.

-Eu acho que entendi, vou tentar manter meus poderes em segredo.

-Pode ir, você e as meninas já estão livres do castigo.

Saio da diretoria, meio abalada. Isso é algo meio estranho. Eu acho que sabia disso, mas ouvir ela dizer me machucou um pouquinho, mas essa é a verdade.

Mas não vou me preocupar com isso agora. Tenho um problema para resolver. Eu realmente não sou boa em pedir desculpas.

No café da manhã ...

Depois de cumprimentar Marry, eu vou na direção das meninas, e quando elas notam minha presença o clima fica meio tenso.

-Me desculpe – eu abaixo a cabeça, me recusando a olhar nos seus olhos – Eu não devia ter falado isso e nem jogado água em você ...Desculpe, Stella.

Elas ficaram em silêncio e quando eu levanto a cabeça Stella me puxa pro lado dela.

-Relaxa, eu também perco o controle de vez em quando, todos temos nosso momentos de raiva – ela sorriu – Você também é uma das nossas, Alysson. Não é uma Winx, mas é bem vinda pra falar com a gente.

Acho que eu nunca tive tantas colegas de uma vez.

No dia seguinte ...

-Todos os professores foram embora, só ficou a Griselda – Stella diz tomando um chá.

-Com certeza – o professor Wizgiz diz – Eu tenho mãe, sabiam? Tchauzinho.

Começo a rir, esse professor é uma comédia andante.

-E você? Por que não vai pra casa? – Stella pergunta a Bloom.

Bloom diz algo sobre ficar com saudades dos pais e nos pergunta o mesmo.

-Eu não comemoro o Dia da Rosa. Eu nunca contei, mas meus pais estão se separando. O rei e a rainha de Solaria não estão mais se entendendo – ela diz meio triste.

-Deve ser difícil – eu comento baixinho.

-E você, Musa? – Stella pergunta – Por que não vai pra casa?

-Faz muito tempo que não comemoro esse dia porque não tenho ninguém para homenagear – que triste ... – Eu perdi minha mãe quando eu era bem pequena.

Quando dou por mim, nós já estamos tristes e chorando.

-Acho que problemas familiares acontecem em todos os lugares do mundo – eu comento.

-Por que você não vai ver sua mãe? – Musa me pergunta.

-É que eu sei que ela não quer me ver. Nós nunca tivemos uma boa relação de mãe e filha. Ela nunca atende minhas ligações e quando me liga é para saber sobre minhas notas – eu digo com um nó na garganta – Quando menor eu tentava acreditar na história dela se preocupar comigo, mas a verdade é que ela quer muita perfeição para uma pessoa imperfeita.

-Sinto muito – Musa diz, mas não derrubo nenhuma lágrima.

O clima pesado é quebrado por Stella, dizendo sobre um festival em Magix onde os meninos vão estar (e o garoto que ela gosta também).

Nem Musa e nem eu estamos no ânimo para ir, então acabamos não indo. Eu digo tchau para elas e vou para o meu quarto.

Eu sei que posso fazer uma esfera de energia. E hoje não tem aula! Por mais que as aulas sejam bem mais legais do que a das outras escolas, eu precisava de um tempo sem estar em uma sala de aula.

O problema ultimamente nem é a matéria, mas as vezes eu me sinto tão estranha.

A não, lá vou eu pensar abobrinha. Alysson ...

Me poupe. Se poupe. Nos poupe.


Notas Finais


Então o que acharam >.>
O shipp da fanfic vai aparecer mais no próximo capítulo que eu vou postar semana que vem por motivos de ... Eu vou estar ocupada amanhã (aulas de educação financeira) e e o fim de semana inteiro (sítio <3).
Mas eu estou com MUITAS ideias e inspiração para essa fic ^-^
Vejo vocês no próximo capítulo *-*
KISSES!


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