História Apenas Acredite nos Seus Sonhos - Capítulo 15


Escrita por: ~ e ~Marimori

Postado
Categorias Akatsuki no Yona (The girl standing in the blush of dawn), Ao Haru Ride, Diabolik Lovers, Inu x Boku SS, Kimi ni Todoke, Seraph of the End (Owari no Seraph), Toradora!, Vocaloid
Personagens Ami Kawashima, Gumi Megpoid, Personagens Originais, Sawako "Sadako" Kuronuma, Shota Kazehaya, Soo-won, Soushi Miketsukami, Yui Komori
Tags Anime, Aventura, Drama, Romance, Universo Alternativo
Exibições 24
Palavras 4.843
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Harem, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Konnichiwa 😊
A quanto tempo pessoal.
Sei estão querendo nós matar por demorarmos tanto, mas esse capítulo e pra compensar a nossa demora.

*Boa leitura*

Capítulo 15 - A Profecia


Fanfic / Fanfiction Apenas Acredite nos Seus Sonhos - Capítulo 15 - A Profecia

Sawako on

Eu abri meus olhos com dificuldade, eles estavam embaçados, mas mesmo assim não pude deixar de notar que estava em um quarto todo branco, não era como os dos hospitais, a cama era muito baixa, eu tentei me levantar, mas a fraqueza não deixava, estava assustada, a morte é assim? O que eu estou pensando, eu não posso estar morta ainda tenho muitas coisas a fazer, isso não pode estar acontecendo, o que eu fiz? Calma Sawako! Respira, você precisa tentar achar mais provas, vamos, se levante. 

Minha visão voltou ao normal, preciso achar uma janela, fiz como minha consciência mandou, me levantei e fiquei apoiada na parede até sentir um maior equilíbrio para assim solta-la sem me ferir não existem janelas nesse quarto, me responda, que quarto não possui janelas? Isso é muito estranho, mas ainda bem que consigo pensar, se for como a lógica de Descartes, ainda existo. 

Meu vestido, que anteriormente era vinho, agora está branco como neve, falando em neve, ela faz cócegas, estou com frio, hahaha, espera, o que é engraçado? No que eu estava pensando mesmo? Não faço a mínima ideia HAHAHA, mas devia ser engraçado já que estou rindo. Uma porta! Eu tentei ir até ela mas acabei caindo, machucou! 

Acabei me levantando novamente, concentre-se, vamos! O que você quer fazer mesmo? Pense, pense! Traumland é tão legal, queria estar lá e ver o lindo do Kazehaya, pelo menos ele se importa comigo, diferente do babaca do Juan, é impossível me concentrar com esses pensamentos, me levantei e fui em direção a porta, eu a abri, e acabei caindo em um precipício sem fim, tudo estava escuro, eu conseguia ver de longe o quarto que estava, eu apenas fechei meus olhos, espero que só seja um pesadelo, quando eu acordar, vou estar com meu cabelo comprido novamente, do lado do Kazehaya, que vai estar tentando me consolar...Senti o meu rosto molhado, qual o nome disso mesmo? Por que não consigo me lembrar? Quem sou eu? Comecei a perder a consciência até que... 

 

Eu acordei, mas dessa vez foi diferente, acabei me assustando com o Kazehaya que estava me olhando fixamente, pulei da cama e acabei deixando um grito escapar, o que também o assustou e o fez entrar para o coral, Soushi entrou correndo e logo se posicionou para a batalha, ele invocou várias chamas azuis, eram tão bonitas. 

- O que está acontecendo aqui?! Apareça espirito maligno! 

- Calma Soushi, foi só a Sawako que me assustou HAHA... Espera ai! A Sawako me assustou! Você está viva! Eu sa... 

- Kazehaya! – Eu o abracei e comecei a chorar, não estava nem aí para o que ele estava querendo falar para mim, o que importa é que estou viva! 

- Dá para acreditar que ele queria jogar você no rio? Mas eu não deixei, eu desde o começo sabia que você estava bem, eu senti isso!– Ele fica a tão fofo quando está empolgado. 

- Eu estou bem, mas só preciso saber uma coisa.... Por quanto tempo eu dormi? 

- Duas semanas inteirinhas, bela adormecida! – Soushi falou. 

- Estão me zoando ou foi isso mesmo? 

- Soushi está certo, você não tem noção do quão preocupado nós ficamos – Soushi parecia não se importar até que Kazehaya pegou o travesseiro e atacou nele – Não é mesmo Soushi? 

- Claro, por que eu não estaria? – Ele falou virando os olhos e com um tom irônico – Enfim, se me der licença eu irei me retirar, preciso resolver uns assuntos – Ele completou e saiu. 

- Eu ainda não desisti de te levar pra ver as fadas, não se preocupe, em breve estaremos longe dessa raposa selvagem – Ele falou sorrindo – Você está abatida, está bem mesmo? 

Eu não queria envolve-lo em meus problemas pessoais, ele não precisava saber disso, isso só iria deixá-lo irritado, porquê o máximo que ele poderia fazer é...Nada, ele nunca esteve na Terra, não sabe como as coisas funcionam lá. 

- Não é nada, eu estou bem, já disse 

- Eu posso nunca ter visitado a Terra, mas você sabe que pode contar comigo pra qualquer coisa, não importa o que seja, nós somos amigos, não somos? Isso é que os amigos fazem – Ele falou colocando a mão sobre meu ombro, seu olhar era tão profundo que me cortava o coração só de pensar que estava mentindo pra ele. 

Eu afirmei com a cabeça, e sorri, queria mostrar que estava bem, assim ele iria esquecer e não se preocupar mais com o meu bem estar. 

- Onde estamos ? – Eu falei meio confusa, eu desmaio na floresta e apareço em um quarto que nunca vi, qualquer um no meu lugar deve pensar dessa forma. 

- Estamos na Baía das Águas de Cristal, mais conhecido como o Palácio do Rei Raposa, que na verdade se chama Palácio da Garça, meio complicado, eu sei, mas com o tempo você se acostuma 

- Deixa eu tentar, Palácio do Rei Gar... 

- Já errou, é do Rei Raposa – Kazehaya me interrompeu 

- Não podemos chamar apenas de casa do Soushi? 

- Não sei se casa é o termo adequado, você chama de casa porque ainda não saiu desse quarto, é gigante! – Ele se esticou tanto pra representar, que acabou caindo da cama, eu comecei a rir, ele ficou um pouco bravo, mas voltou com o seu sorriso de sempre, eu admiro o fato do Kazehaya nunca se abalar por nada – Mas enfim, ali tem uma muda de roupas – Completou apontando para uma cadeira que se localizava no outro canto do quarto – Acho melhor deixar você em paz, vou ver como a Nora está, precisa de ajuda para se levantar? – Perguntou, levantando-se e entendo a mão, eu a segurei e levantei com um pouco de dificuldade, ele me soltou e saiu do quarto. 

Depois de me arrumar eu sai do quarto e Kazehaya tinha razão, não fazia ideia por onde começar a explorar, eram tantas portas em um corredor só que optei por ir até o final do corredor, irei começar de trás para frente, assim irá facilitar muito, não irei me confundir. 

Fui abrindo as portas uma a uma, e percebi que todos os cômodos daquele corredor eram quartos, devem morar várias pessoas, raposas... Criaturas pra ser mais exata, já que sou a única humana aqui, após explorar todos dos quartos daquele corredor comecei a me deslocar pelos andares, tudo é tão rico em detalhes que não existem palavras para descrever o que vejo, parece um palácio de um imperador, apesar de nunca ter entrado em um. 

Finalmente a escada para o último andar, ela era diferente, senti uma passageira dor no peito quando a olhei, ao invés de perfeita como as outras, ela estava toda quebrada, sua madeira estava podre, eu testei para ver se ela não iria se partir com o meu peso, parece que não. 

A cada passo que eu dava, mais angústia eu sentia, estava escuro, mas ao tocar nas paredes, vi que estavam arranhadas, meu coração acelerou, estava suando, calma Sawako. 

Chegando lá parecia um dojo, só que estava todo quebrado, as cortinas estavam rasgadas e manchadas de vermelho, assim como vários quadros, o chão possuía as mesmas marcas do corredor, o que será que aconteceu aqui? 

- O que você esta fazendo aqui humana? SAIA IMEDIATAMENTE! –Eu acabei me assustando, o Soushi estava atrás de mim, ele me segurou pelo braço e me levou até as escadas. 

- Me solta, está me machucando, Soushi! 

Ele parecia não me ouvir, parecia estar possuído por algo, seu olhar se tornou vazio, o medo e o desespero eram os únicos sentimentos que restaram em sua face, descemos alguns lances de escada até que ele tomou consciência do que estava fazendo. 

- Me desculpa Sawako, você podia ter entrado em todos os cômodos menos naquele, ele me lembra de coisas que...Que eu não gostaria de lembrar, se é que você me entende – Suas orelhas estavam baixas e sua voz demasiadamente abatida - Vou te levar pro Kazehaya. 

Continuamos a nossa caminhada, até a cozinha, vários utensílios estavam voando e preparando alguns alimentos sozinhos, o Kazehaya estava misturando uma massa com uma colher de pau, cantarolando uma música em uma língua muito estranha, não parecia com nada que já ouvi, quando finalmente notou nossa presença, ele parou e ficou todo vermelho. 

- Odeio ter que atrapalhar seu showzinho barato, mas você não devia deixar sua humana de estimação andar sozinha pela casa – Soushi falou, ele estava se virando, mas Kazehaya não aguentou e acabou falando assustado: 

- Ah não, que merda você fez pra deixar a raposa daquele jeito? 

- Eu não fiz nada, juro, eu só entrei em um lugar, que estava todo desarrumado, só isso. 

- Está louca? Não sabia que humanos eram tão ingênuos, você não sabe da lenda não? 

- Lógico que não, se soubesse não teria mexido com essas coisas – Eu falei aumentando um pouco o tom de voz. 

- Não sei se é uma boa ideia falar sobre isso agora – Ele falou, estava pálido. 

- Parece que o maguinho não tem estômago para contar haha, deixa que eu conto, vai ser bem melhor ouvir a história de alguém que vivenciou o momento não é mesmo? 

  

Soushi on

Flashback on 

- Soushi! Soushi! – A voz estava cada vez mais próxima até que senti um forte atrito em minhas costas, acabei caindo de cara no chão 

- Ahri! Quantas vezes já falei pra você não fazer isso, machuca muito sua boba – Eu falei dando um tapa de leve na cabeça dela, ela ficou me observando com os olhos amarelos cheios de lagrimas, acho que ela se machucou também. 

Ahri é uma das minhas irmãs, não de sangue, mas de consideração, assim como todos os outros, nos vivemos sempre juntos no Palácio da Garça, talvez seja por isso, mas se você perguntar para o meu pai ele vai saber explicar melhor. 

- Vamos brincar de esconde-esconde? 

- Não, isso é brincadeira de criança Ahri, me deixa 

- Não é porque você tem duas caldas que deixou de ser criança seu chato! Você só vai se tornar adulto quando tiver umas cinco caldas, por aí, deixa de ser chato, vamos procurar mais gente – Ela falou me puxando contra a minha vontade, encontramos em torno de dez raposas para brincar. 

- Certo, eu vou contar até 100, corram em 1...2...3...e...JÁ! – Ela gritou, tampando os olhos e começando a contagem. Eu saí correndo, assim como todos que estavam brincando. Tentei achar um esconderijo, mas todos estavam ocupados, até que pensei, o armário do dojo! Ninguém irá me encontrar lá. E lá fui eu, não tinha ninguém no dojo, abri o armário e tinha um espaço me esperando. 

Fiquei lá por muito tempo, ninguém tinha sequer entrado lá, quando estava me levantando, fui surpreendido com a chegada de uma pessoa desconhecida, não consegui ver seu rosto, ela tinha cheiro de bruxa, fiquei com medo e decidi ficar escondido, observando o que estava acontecendo por uma fresta. 

- Deixe-os aí, só tem esses mesmo? Já procuraram por tudo ? 

- Sim, minha senhora – Um homem entrou, armado, vários dos meus irmãos estavam amarrados, oh não, Ahri! Um desespero preencheu meu peito quando a vi. 

- Acha que são suficientes para a construção da ponte? 

- Não tenho certeza, mas foi o que encontramos, vamos fazer a contagem – Ele começou a contar, ele apontava a arma para a testa dos meus irmãos. 

- 99 minha senhora 

- Como 99 seu inútil? A pesquisa falava de 100, por isso viemos para cá! – Ela falou dando um forte tapa no rosto do homem – Vamos ter que torcer pra encontrar uma perdida pelo bosque, agora vá direto ao assunto, mate-as! 

Quando a bruxa falou aquilo, tudo pareceu tão surreal, todos começaram a gritar desesperadamente, algumas, que conseguiram soltar pelo menos os braços das cordas, arranhavam o chão, essas foram as primeiras a morrer, eu tampei minha boca, para não ouvirem meus soluços, as lágrimas começaram a escorrer sem parar, e-eu preciso ajuda-los de alguma forma, eu...eu preciso sair daqui, mas meus músculos não correspondem, Ahri, não! 

- Parece que acabamos por aqui, pegue esses lixos 

- Sim, minha senhora 

Eu fiquei la, até todos desaparecerem, não sobrou nada, nem ninguém, estou sozinho, por que...por que fizeram isso com os meus irmãos? Eu sou um inútil, tudo que consegui fazer foi...foi ficar escondido, observando a cena deles morrerem, por que sou tão fraco? Fui até o canto do dojo e comecei a chorar, era a única coisa que podia fazer. 

  

 Flashback off

  

Sawako on 

- E foi isso que aconteceu 

- Isso é horrível, por que fizeram isso? Eles são uns monstros – Eu não resisti e comecei a chorar, foi uma história horrível, Kazehaya soltou a mistura e foi me abraçar. 

- Bruxas do outro lado da colina são as piores, elas definitivamente não possuem sentimentos – Kazehaya falou 

- Elas queriam que os mundos se juntassem, assim não precisariam usar as passagens, que são difíceis de aparecer, então encontraram uma forma, um feitiço, mas para completa-lo precisavam do sangue de 100 raposas, como eu me escondi, provavelmente elas não concluíram seus objetivos. 

-Mas porque elas querem acabar com as passagens ?- pergunto para o Soushi - Não acha isso meio estranho? 

-Não sei o porquê, mas pelo que andei pesquisando, elas continuam buscando um modo de fazer isso acontecer. Mas você tem razão, eles não sabem que estou vivo e isso está prejudicando outras raças. Vários reinos estão sendo extinto por causa dessa caça idiota, os reinos do outro lado da colina são apenas porcos sujos - Ele diz nervoso.  

Depois de um tempo, Kazehaya acaba de preparar a ´´comida´´, como ele mesmo diz. Mesmo já tendo comido o que ele preparou antes, não consigo me acostumar com toda essa gastronomia requisitada. Ele serve uma espécie de massa verde e azul, parece pudim e de sobremesa ele serve um bolinho  do formato de uma abóbora, mas o louco de tudo isso é que o bolinho flutuava no ar. Nunca comi algo tão difícil. 

-Espero que tenham gostado dos pratos, agora vamos decidir quem vai limpar tudo isso- diz Kazehaya, que estava levando os pratos para a pia- Já sei, que falar primeiro o Eu... 

-Eu- Soushi e eu falamos antes que Kazehaya pudesse fazer qualquer coisa. 

-Ei, isso não vale. Eu não tinha terminado, vocês dois roubaram- diz Kazehaya indignado. 

-Trato é trato meu caro, agora deixe de reclamar e comece a lavar os pratos e não deixe nenhuma sujeira em!- Soushi diz antes de sair, deixando um Kazehaya chocado para traz. 

-Não se preocupe Kazehaya, vou te fazer companhia, sei que adora a minha- digo pra ele tentando anima-lo, me sento em uma cadeira próxima a ele- Kazehaya. 

-Sim- ele responde. Ficamos em silencio depois disso, mas decido acabar com ele. 

-O que aconteceu, enquanto eu estava desmaiada?- pergunto pra ele. 

-Depois que Soushi te trouxe pra mim, eu fiquei cuidando de você. Esse foi um dos seus piores desmaios, se passou quase um mês e nada de você de acordar. Por todo esse tempo fiquei lendo meus livros, tentando encontrar um modo de te ajudar. Me prometa uma coisa nunca mais faça isso, ouviu? - Kazehaya diz isso olhando diretamente nos meus olhos. 

-Eu prometo- digo e ele esboça um sorriso. 

-Bom já acabei, vamos dormir- ele fala e nós dois começamos a subir as escadas. 

Kazehaya me leva até meu quarto e logo depois ele vai até o seu. E meio difícil dormir nesse quarto e tudo tão diferente do que estou acostumada. Ando até o espelho próximo da sacada, meu cabelo continua comprido. É como se nada de ruim tivesse acontecido comigo, sou tão feliz aqui, tenho um amigo e me sinto calma aqui é como se esse lugar fosse a minha terra natal. Me deito na cama, depois de um tempo pego no sono. 

 

Kazehaya on

 

Depois de deixar Sawako no seu quarto, vou até o meu que não é tão afastado. Esse mês sem ela, não sei como não enlouqueci. Sawako se tornou alguém especial pra mim, ela é quem me anima quando não me sinto bem, e quem faz o meu dia melhorar quando ele amanhece uma droga. Nunca pensei que acabaria ficando amigo de uma humana, sempre ouvi historias de que humanos eram seres idiotas que destruíam o próprio mundo. Por isso nunca pensei em me aproximar deles, mas quando ela chegou aqui e falou comigo percebi que ela era diferente, senti que ela era especial. 

Me deitei na minha cama, o quarto era parecido com o da Sawako, pois todos os quartos pertenciam aos antigos moradores daqui. Mas depois da morte de todos, o castelo se tornou um completo silencio. Me aconchego na cama e fecho os olhos. 

                                                                                                 ♥♥♥♥♥♥♥♥ 

Acordo com o som da chuva, é bem raro chover aqui. Olho pelo quarto e encontro roupas encima da cadeira que havia no quarto. Chego perto e vejo que são roupas novas, acho que Soushi acordou de bom humor e deixou essas roupas é melhor aproveitar que ele está assim. Coloco a roupa e saio do quarto, chego até a cozinha e vejo que Soushi está preparando o café da manhã. Perai, Soushi. Cozinha.Café da manhã, meu deus acho que devo estar ficando louco. 

-Soushi, vou te levar pro médico, você não está bem- digo puxando seu braço, mas ele se solta. 

-Kazehaya, você por acaso bebeu Absinto* e não me contou- diz me olhando com reprovação. 

-Eu não bebi nada, você que está todo esquisito! Primeiro deixa roupa no meu quarto e agora está fazendo  o café da manhã! Como não quer que eu pense que está doente? - Soushi apenas se vira de costas e me ignora. 

-Primeiro de tudo, eu posso sim fazer essas coisas e não parecer um maluco. Mas se continuar reclamando eu vou mandar você fazer- ele volta a fazer o café da manhã. 

-Ok, Ok – digo e me sento em um cadeira. Fico observando  a janela da cozinha, até que vejo um objeto vindo na direção de Soushi- Soushi cuida... 

-Ai! - ele diz, depois de receber um golpe na cabeça. Procuro o objeto que o atingiu e acabo encontrando um pergaminho- Olha, acho que e uma mensagem – entrego o pergaminho nas mãos de Soushi. 

Ele lê o pergaminho atentamente, mas percebo mudanças na suas expressões, uma hora era de preocupação e outra era de raiva. Coloca o pergaminho em um bolso da sua roupa e olha pra mim. 

-Kazehaya vou deixar você e Sawako aqui no castelo tenho que resolver uns assuntos- diz, mas antes que ele saia eu o impeço. 

-Soushi, somos amigos me diz o que está acontecendo - ele olha para o lado, parece que ele está tentando criar forças para me contar. 

-Sabe o rei Banri Watanuki- confirmo com a cabeça- O reino dele fica na fronteira com o outro lado da montanha, acredito que eles estejam precisando de ajuda, já que me mandaram uma mensagem com um idioma antigo usado apenas em casos de emergência- escutamos a porta se abrir e Sawako entra na cozinha. 

-Se  aquele reino está precisando de ajuda eu também vou- ela diz e anda até Soushi- Dessa vez, vamos todos, não vamos te deixar sozinhos . 

                                                                                                   ♥♥♥♥♥♥♥♥  
 

Depois de planejarmos a nossa saída, Soushi vai primeiro, ele precisava avisar o rei Banri sobre a nossa chegada. Enquanto isso, eu estou esperando a Sawako pegar as suas coisas. 

-Sawako, vamos logo senão iremos chegar apenas no dia seguinte- digo tentando apressá-la. 

-Estou pronta, vamos- começamos a andar até Nora. E depois de alguns minutos partimos para a fronteira do outro lado da montanha. 

 

 

????  on 

 

-Comece a procurar pelos quartos- digo para Beta. 

-Sim senhor- ele vai até a parte de cima do castelo. 

Começo a procurar nos andares de baixo algum vestígio daquela raposa nojenta, mas nada apenas a móveis e nada mais. Que merda, aquela raposa conseguiu se safar de novo, mas ela que se prepare irei caça-la até o último minuto. Beta chega alguns minutos depois, mas não traz nenhuma informação útil. 

- Senhor não encontrei nada lá encima, o que faremos ? - ele pergunta com um olhar assustado. Beta sempre foi um pobre coitado, não sei como a nossa soberana me mandou em uma missão com esse rato medroso. 

-Nada, apenas iremos dar a informação para a soberana e nada mais- digo frio- Tem tanto medo que não consegue nem voltar para a torre ?- ele me olha preocupado. 

-Não é isso senhor, mas o senhor sabe que a soberana disse que se não tivéssemos nenhuma informação conosco ela me mataria.- tento esconder o meu riso, que saiu mais como uma respiração. 

-Não se preocupe meu caro, eu não deixarei que ela faça isso com você- ele me olha com um olhar de agradecimento, pobre coitado.- Agora vamos logo dar a informação para a soberana. 

                                                                                                   ♥♥♥♥♥♥♥♥  
 

Chegando lá, logo somos levados para a torre principal. Onde a soberana se encontra. 

-Minha soberana – digo depositando um beijo na sua mão, logo depois volto a minha posição inicial. Espero ela me dar a ordem, para contar a ela o que descobrimos- Como a senhora pediu fomos para a Palácio da Garça em busca da raposa, mas nada foi encontrado além dos móveis do palácio. Sei que a senhora queria informações mais detalhadas, mas eu fiz o possível para cumprir as ordens da minha soberana.- digo, dando uma reverência logo em seguida. 

Ela nos encara com raiva e ataca Beta com uma bola de fogo. Apenas o observo seu desespero e sua luta inútil para se livra daquele tormento, ouvir seus gritos era maravilhoso. Minha soberana ria com o seu desespero e eu me permiti acompanha-la, depois de uns logos minutos de muita alegria aquele rato medrosos virou puro pó. Minha soberana pediu para que a deixa-se sozinha e andei até os meus aposentos no palácio. 

???? off 

  

SOBERANA ON  

 

Depois de matar Beta, ordeno  para que limpem aquela sujeira inútil. Vou até a sacada do meu quarto e começo a observar o meu império, aquele império que muitos disseram que eu jamais teria em minhas mãos. Aqueles idiotas não sabem nem um terço sobre mim `` Na vida eu não sou um simples peão, mas sim o cavalo, assim como ele consigo ser livre e jogar com o que eu tenho. Meu caro, no mundo os perdedores sempre perdem e os vitoriosos sempre vencem´´  

 

SOBERANA OFF 

 

Sawako on 

 

Depois de percorrermos quase toda Traumland, tivemos que parar no meio da floresta para que Nora conseguisse descansar. A gatinha teve que voar por 5 horas seguidas, então Kazehaya achou melhor pararmos para descansar. Logo começou  escurecer e não pudemos mais voar. Kazehaya acendeu uma luz com a seu cajado e eu peguei as frutas do casa do Soushi que tinha trazido comigo. 

Ficamos conversando sobre como faríamos para ajudar Soushi, até que começou a ficar frio. Kazehaya tinha me dito que nessa parte da floresta o clima era mais frio que os demais, mas esse frio é diferente dos que eu estou acostumada. Sinto alguém me abraçar e colocar um casaco no meu corpo, olho para lado e vejo que era Kazehaya. Ele me traz para mais perto dele e eu não sinto tanto frio como antes, me aconchego nos seus ombros e começo a fechar os olhos. 

 

                                                                                                     ♥♥♥♥♥♥♥♥  

 

Na manhã seguinte nos conseguimos chegar até o reino do Rei Banri Watanuki, descemos da Nora e andamos pelo vilarejo. As pessoas me olhavam admiradas, mas eu não sei porque, deve ser por causa do Kazehaya, ele me parece alguém bem influente. Chegamos até o portão do castelo do Rei Banri. 

-Senhor Kazehaya o Rei Banri o espera, por favor dirija-se até o trono- ele abre os portões  e nós andamos até lá. Não havia ninguém presente no momento então resolvemos esperar até alguém aparecer. A porta é aberta revelando ser um homem, acredito que seja o Rei Banri , Kazehaya fez uma reverencia e eu  logo em seguida. O Rei Banri se sentou no trono e começou a olhar em seu redor, até que os nossos olhares se encontraram, ele me olhou do mesmo jeito que as pessoas daquele vilarejo me olhavam. 

-Você, qual é seu nome? - ele diz apontando pra mim, eu me segurei o máximo que pude para não falar pra ele `` A sua mãe não te ensinou que é errado apontar´´ , mas eu não disse, e se dissese acredito que estaria sendo presa e causando problemas para o Kazehaya.- Não vai me responder. 

-Meu nom...- olho para Kazehaya- Meu nome é Sawako- ele não diz mais nada e se aproxima. 

-Me acompanhe, por favor- ele diz e eu começo a andar atrás dele, seguida pelo Kazehaya-  Kazehaya poderia ficar aqui, tenho um assunto particular com a senhorita Sawako- ele fala e mesmo contrariado Kazehaya acaba aceitando. 

Andamos por vários corredores, até chegarmos a uma das torres do castelo, ele olhou para a paisagem e eu fiquei parada que nem uma estatua tentando entender o que ele queria falar comigo que era tão particular. 

-Sabe Sawako- meus pensamentos são interrompidos, quando ele começa a falar- Meus avós foram aqueles que fundaram esse reino, mas quando o reino foi para minhas mãos não achei que eu seria capacitado para reina-lo e vendo agora como o meu povo sofre com esses ataques do outro lado da montanha, eu sei que estava certo. - ele deixa de olhar para a paisagem e seu olhar vai para minha direção- Mas quando eu era pequeno, minha avó me contava uma lenda. Eu acreditava que era apenas uma história para me fazer dormir, mas com os fatos que estão ocorrendo é bem possível que não. 

-Mas o que tudo isso tem haver comigo?- ele me olha e dá um sorriso. 

-Eu vou lhe dizer agora. Nessa lenda diz que uma garotinha nascida aqui em Traumland, foi levada até o mundo dos humanos é a salvação contra o outro lado da montanha. Mas o que todos estranham é que ela não e filha de nenhum reino de Traumland é como se ela fosse criada apenas para essa guerra. Ela tem cabelos pretos compridos e tem pele branca. 

-Perai, você não está achando que eu sou essa menina, não é?- ele me encara como se a resposta fosse óbvia- Eu acho que o senhor se enganou, eu não sou aquela menina, eu não nasci aqui e disso eu tenho certeza- digo e começo a sair. 

-Sawako, vou te dar o tempo que precisar, mas se precisa descansar é só ir para um dos quartos que eu deixei para você e para o Kazehaya.- deixo ele na torre e começo a procurar pelo Kazehaya. Eu não sou aquela menina, eu tenho certeza, eles são meus país e aquilo que eu vivi não é mentira, tenha isso em mente Sawako, não acredite nele. 

-Sawako cuidado- alguém me empurra e nós dois caímos- Me desculpa, mas se eu não tivesse te empurrado acredito que você seria amassada por aquela caixa- Soushi diz e me ajuda a levantar- Está procurando o Kazehaya?- confirmo com a cabeça- Ele já está no quarto dele, mas vou te levar para o seu. 

                                                                                                         ♥♥♥♥♥♥♥♥  
 

Me deito na cama e tento dormir. Esse dia foi realmente cheio de emoções eu queria saber como a minha mãe está e o que aconteceu comigo, será que eu não vou poder mais voltar? Acabo ouvindo um barulho de fora e sento na cama, vou até a janela e observo uma pequena luz, ela vai até a floresta, mas eu sinto que ela está me chamando para segui-la. Olho para baixo e vejo que a distancia até lá embaixo e de apenas dois metros, mas o bastante para quebrar o meu pé, começo a andar pelo quarto em busca de algo que me ajude a sair daquele lugar.  

Mas a única coisa útil, são os lençóis. Vou ter que fazer o truque mais usado pelos adolescentes para sair escondido de casa, mas fazer o que se e o que eu tenho. Amarro um com o outro e amarro na bancada da sacada, por favor lençóis não rasguem. Desço com toda a coragem do mundo e começo a seguir aquela estranha luz e de tudo isso posso concluir que eu sou burra, mas se estou na chuva eu vou me molhar. 

Depois de andar alguns logos minutos, eu acabo perdendo a luz e agora eu realmente posso me considerar a pessoa mais burra do universo. Ando de um lado pro outro em busca do caminho de volta para o castelo, mas nada. Paro de andar quando escuto som de água, pode ser minha chance de não morrer de sede. Acabo achando um lago, não muito grande, mas o estranho nele e que há um espelho no centro dele, não sei se seguro me aproximar daquilo. Mas algo me atrai, não sei como explicar é como uma necessidade de descobrir o que é. Olho para o espelho e me surpreendo com o que eu vejo. 

-Juan... 

 

 


Notas Finais


''Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado."

§Informações sobre o capítulo§
- Ahri não é nossa personagem, ela é uma campeã do lol.
-Esse foi um dos capítulos que mais precisou de tempo, para ser feito.
😘Até a próxima
ฯMarimoriฯ


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