História Apenas amigos. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO, SHINee
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Sehun, Suho, Taemin Lee, Xiumin
Tags Amizade, Amizade Colorida, Drama, Exo, Kaysoo, Romance, Shinee, Yaoi
Visualizações 3
Palavras 4.278
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Meu primeiro Yaio - e lemon -!
(palmas)
Espero que gostem, fiquem à vontade para comentar, fazer críticas construtivas - ou não - e aquele blá blá de sempre.
Eu corri um pouquinho na estória, desculpe-me! Mas tive um motivo, ela não vai contar com muitos capítulos. Talvez uns 5, por aí.
Enfim, sem mais delongas. Boa leitura e nos vemos lá em baixo!

Capítulo 1 - Apenas amigos?


Fanfic / Fanfiction Apenas amigos. - Capítulo 1 - Apenas amigos?

— Você é o melhor amigo do mundo. – Diz Kyungsoo, referindo-se ao seu amigo Jongin -. 

—É, eu sei – fala quase carregando seu amigo nos braços - E sabe outra coisa que eu sei? Que você está morto de bêbado. 

—Ya, morto não seria bem uma palavra a se usar para definir meu estado – diz parando em frente ao seu amigo e olhando em seus olhos -. 

—Tá falando muito bem pra quem passou a noite enchendo a cara... 

—Claro, estou bêbado e não burro – fala enquanto caminha de costas e quase "dando de bunda" no chão, se não fosse o mais novo que o segurou. Seus rostos estavam a centímetros um do outro e Soo encarava Jongin como se pudesse ler seus pensamentos -. 

—Você estar fedendo, hyung – comenta Jongin soltando seu amigo que cai no chão. Podia jurar que estava enlouquecendo com aquela aproximação repentina do amigo. Devia ser sua mente lhe pregando peça -. 

—Ai! -reclama Soo ao seu corpo entrar em choque com o chão - Não precisava ser tão violento. Pensei que fizesse com carinho – ele fala em direção ao amigo arqueando a sobrancelha e o ver corar -. 

—Tem certeza que só bebeu? Não vai me dizer que andou falando de novo com aqueles garotos... sabe que eu não gosto nem um pouco deles – falou Jongin repreendendo Soo -. 

—Eles são meus amigos – percebendo a cara de raiva do amigo, decidiu completar - Não, não falei com eles. Na verdade, nem cheguei a vê-los por lá. 

—Certo... agora levanta daí e entra em casa – Diz Jongin estendendo a mão para o amigo. Eles dividiam um apartamento, assim eles ficariam perto da faculdade -. 

—Eu já disse que você é o melhor amigo do mundo? - diz Soo ao aceitar a mão do amigo, levantando-se com a ajuda -. 

—Já - sorri ao ver o estado deplorável que seu amigo estava. E como ele sabia disso? Vamos dizer que Soo não era uma pessoa que distribuía palavras amorosas por aí -. Unzilhão de vezes! 

—Esse número existe? - pergunta intrigado -. 

—Não sei, mas deveria. Agora vamos, entra logo Soo – diz autoritário -. 

Os amigos entraram em casa e Jongin ajudou Soo a chegar em seu quarto, e quando o fez o mesmo se jogou na cama e caiu no sono. 

—Como ele consegue fazer isso tão rápido?! Ah Soo...soo, devia ter mais cuidado com o que fala – arqueou a sobrancelha encarando o corpo do amigo estendido na cama. Se não fosse pedir demais aos deuses, Jongin desejaria ter aquele corpo sobre o seu -. Boa noite, amigo. 

Jongin ao se deitar na cama em seu quarto tentou dormir. Virou de um lado para outro em vão, encontrar um posição confortável. Se bem que não era seu corpo que o incomodava, e sim, sua mente. Tentou arrumar a bagunça que estava sua cabeça, mas de nada adiantara. As coisas estavam mais complicadas que antes. No começo tentou não alimentar a paixão platônica de desenvolvera por seu melhor amigo e até conseguiu, por um tempo ao menos. Mas Soo não dava um descanso. 

Seu amigo nunca escondeu sua orientação sexual e Soo sempre levou isso na boa. Sempre tratou seu amigo normalmente como qualquer outra pessoa e quando alguns de seus "amigos" descobriram começaram a excluir Jongin apenas por esse motivo, Soo defendeu o mais novo com unhas e dentes, deixando bem claro que o "errado" da história não era Jongin, que apenas decidiu amar e sim, aqueles que decidiram odiar. Aquilo aqueceu o coração do mais novo, a partir daquele momento sabia que podia contar com Soo para tudo. Naquele dia fizeram um pacto de amizade no qual ele dois enfrentariam o mundo. Juntos. 

Contudo, algumas semanas atrás Soo começou a agir estranho. Tirando algumas brincadeiras, provocando tanto com palavras como com ações. O que deixava Jongin com a cabeça fervendo, não de uma forma ruim. Mas aquilo fez com que todos aqueles sentimentos, que antes estavam enterrados, ressurgissem. Ele teria que descobrir o "porque" daquilo e cortar o mal pela raiz, antes que perdesse o controle e talvez a amizade. E a segunda parte o assustava mais que tudo. O sono o venceu e Jongin agora se encontrava dormindo feito pedra pelo efeito da bebida, por mais que não tivesse consumido muito. 

... 

—Bom dia, belo adormecido! - Jongin se pronuncia ao perceber que Soo se aproximava da cozinha enquanto preparava o café da manhã de ambos -. 

—Para de gritar, minha cabeça dói - fala Soo sentando-se em um dos bancos ao lado do balcão, que dividia a cozinha da sala -. 

—Talvez, quem sabe... seja por causa da bebida. Até porque, alguém ontem exagerou um POUQUINHO – aumentou o tom na última parte, provocando o amigo que estava de cabeça baixa tampando os ouvidos  -. 

—Cala a boca, jerk! 

—Oh, como ousa falar assim com aquele que te alimenta? - Jongin fala levando a mão ao peito fingindo estar ofendido com Soo e ambos começam a rir -. 

Soo levanta-se e vai em direção a Jongin que estava de costas para ele descascando algumas frutas para comerem - nada melhor que uma refeição leve depois de uma noitada -. Aproxima-se e o abraça por trás com força e encosta a cabeça nas costas do amigo. Aquela aproximação repentina surpreendeu Jongin, fazendo surgir um rubor em seu rosto. Ele sempre tentou manter distancia de contatos físicos entre ele e o amigo para não ser interpretado erroneamente. O que era um alívio para Soo, não porque seu amigo era gay e sim, porque detestava aproximações de quem quer que fosse. 

—Merda! - exclama Jongin, o que faz com que Soo lhe solte e volte atenção para seu amigo que estava sangrando -. Me cortei...- antes que pudesse completar, Soo saiu e pegou a maleta de primeiros socorros fazendo um curativo logo em seguida -. 

—Pronto, novinho em folha! - fala orgulhoso do seu "trabalho" fazendo Jongin rir -. Deixa que eu termino, sente-se. 

—Sim Senhor! - fala, realizando uma continência e sentando-se em seguida observando Soo servir o café para os dois -. 

—Então, dormiu bem ontem a noite? - fala levando a comida a boca -. 

—Você fala, depois que tive que te carregar da festa até seu quarto? - reponde provocando o amigo -. 

—Não precisa exagerar tanto - franze o cenho -. 

—Não estou exagerando, e mesmo se estivesse você não saberia hyung – arqueia a sobrancelha -. 

—E quem disse que eu não "saberia"? - encara Jongin arqueando a sobrancelha também -. 

—Vai dizer que se lembra da noite anterior? - pergunta curioso, Soo nunca bebia muito mas quando fazia não conseguia lembrar-se de nada no dia seguinte -. 

—Digamos que lembro de partes. 

—É mesmo, quais por exemplo? 

—Hum... deixa eu pensar – fala levando a mão em direção ao queixo -. Já sei, você me jogou no chão. 

—Eu não joguei, você que caiu hyung – responde rindo da acusação -. 

—Ainda tá doendo! - leva a mão a dor referida -. 

—Que bom, na próxima vez é só não beber tanto quanto ontem – repreende o amigo -. 

—Minha bunda tá doendo. Você devia se responsabilizar. 

—Eu não fiz nada - tudo bom contigo? -. 

—Tem certeza? - fala com um olhar malicioso -. 

—Se eu tivesse feito alguma coisa...  - se aproxima dele ficando a centímetros do rosto do mais velho - você não estaria nem sentado – ah meu amigo, mexeu com a pessoa errada -. Não esqueça que os meninos vem hoje à noite – muda de assunto ao vê-lo corar e sabe que estar na mesma situação -. 

Jongin se afastou deixando um Kyungsoo estático, por mais que estivesse provocando o amigo esses dias, ele nunca respondera as investidas. Contudo dessa vez ele tinha feito e Soo ficou sem reação, ao menos por fora. Sua cabeça estava uma confusão, assim como seu mundo. Seu coração batia desordenadamente e por um momento ficou ofegante. Era possível ficar daquela forma com tão pouco? E o mais importante, era possível ficar assim por um homem?  

... 

Ding Dong  

A companhia soou e isso só podia significar uma coisa, os amigos dos meninos tinham chegado. A noite seria longa... e muito divertida. Eles eram velhos amigos da época do colegial e adoravam a companhia um dos outros, principalmente agora que cada um tem sua vida separa – faculdade, emprego, namoros... -. Momentos em que todos podiam se encontrar eram raros, então eles tiravam proveito de tudo e construíam aqueles tipos de memórias que você leva para toda a vida. Jongin era o mais animado dos dois e correu para atender a porta. 

—E aí cara, como é que vai as coisas? - fala Chanyeol, o happy vírus do grupo abraçando Jongin. Aquele tipo de amigo que traz alegria só com a presença -. 

—Com licença Chan, agora é minha vez. Também quero um abraço - Baekhyun se coloca no meio dos dois e abraça o amigo -. 

—Vamos logo entrando gente, lá dentro vocês podem fazer o que quiserem. Até se pegarem, mas agilizem que aqui fora estar frio – Sehun se pronuncia, empurrando os mais velhos para dentro e logo é seguido pelos demais, Jondae, Yixing, Junmyeon e Minseok. Agora a "turma" estava completa *essa frase me doeu na alma* -. 

—Sooooo – Diz Baek correndo em direção ao amigo e Chanyeol o acompanha, abraçando-o como um 'sanduiche'. Um de cada lado -. 

—Eu sei que sentiram saudades, eu também...mas assim não dar pra respirar – os amigos o soltam -. Obrigada, espaço pessoal galera. Espaço pessoal – fala gesticulando com as mãos um círculo ao redor de si, esse seria seu "espaço pessoal" -. 

—Certo, senhor "espaço pessoal". Mas cadê a bebida? - Baek fala meio dramático, como se fosse um ultraje não estar com uma latinha na mão -. 

—Vão se sentando, ficando à vontade e essas coisas todas que falamos para as visitas – Jongin se pronuncia -. 

—Ya Jongin, eu te ajudo – Junmyeon levanta-se para ajudar o amigo na cozinha -. 

—Obrigada, hyungnim.  

Assim os dois foram na cozinha pegar as bebidas e alguns petiscos que comprara para a noite. Já os outros começaram a conversar sentados na sala - alguns no sofá e outros no chão mesmo -. Eles não se importavam, contanto que estivessem um com os outros, o lugar era de mínimo. Até porque, depois de algumas bebidas boa parte estaria 'jogado' no chão. E a noite acabara de começar, com conversas banais sobre como foi a semana e com sempre muita bebida. 

—Vamos brincar? - Jondae se pronuncia -. 

—De que? - Chanyeol e Baekhyun falam em uníssono -. 

—Que tal aquela da garrafa? - fala Yixing -. 

—Da garrafa, é? Tá querendo beijar quem? - Minseok provoca o amigo -. 

—Já vou avisando, se for o Junmyeon-hyung vai ter que dividi-lo com o Jondae-hyung – Sehun se aproveita da provocação do amigo para fazer o mesmo e Yixing cora -. 

—Vamos ou não vamos brincar? Até separei a garrafa – fala Chanyeol erguendo uma garrafa que acabara de beber todinha enquanto os amigos se provocavam, fazendo todos rirem -. 

—Ok, okay... façam um círculo. Alguém quer começar? - Jongin pergunta aos amigos. Eles se organizaram e rodaram a garrafa -. Chan-hyung pergunta para Sehun. 

—Vamos começar com algo leve... coxinha pela pontinha ou pela "bundinha"? - a pergunta faz os amigos caírem na risada -. 

—Pela bundinha – responde sugestivo -. 

—Próximo! - exclama Soo -. Minseok-hyung para Junmyeon-hyung. Essa noite vai ser longa... 

—Junmyeon-ssi, é verdade que você ficaria com alguém que está presente aqui na roda? - Jondae cora e Yixing o observa por cima do copo de bebida que estava em sua mão -. 

—Talvez... Sim, por que não? - encara o amigo com um olhar de "depois você me paga, idiota" -.  

Depois de algumas rodadas e mais perguntas idiotas como, biscoito ou bolacha? Defenda sua teoria. É verdade que ninguém te chamou para sair nessa semana? Qual é a sua técnica de sedução infalível? Entre outras, os meninos já estavam bêbados o bastante para certas verdades saírem. - Como diz aquele ditado, em toda brincadeira existe um fundo de verdade -. Estava na hora dos desafios - venhamos e convenhamos – a melhor parte da noite. 

—Não foi tão ruim, vai?! - Jongin rir da cara de Baek que estava tremendo de frio, já que ele foi desafiado a ir para fora do prédio só de com a roupa de baixo -. 

—Você me paga criança - fala girando a garrafa -. Olha só, acho que os deuses estão ao meu favor – ergue a sobrancelha e sorrir da cara de desespero do mais novo -. Eu o desafio a beijar o... deixe-me pensar. O Kyungsoo - o mais novo petrificou, não acreditando que seu amigo usara seu segredo contra si. Só ele e outro amigo, Lee Temin, que sabiam do seu amor platônico por Soo. 

—Baekhyun-hyung, ele é hétero. Lembra? - Jongin enfim se pronuncia -. 

—Eu não me importo – Soo fala, chamando a atenção de todos -. 

—Você não precisa fazer isso se não quiser, hyung – Jongin fala ao perceber a aproximação do mais velho -. 

—Mas eu quero – sussurra em resposta, perto do ouvido do mais novo. Jongin estremece -. 

Jongin colocou sua mão no rosto de Soo e selou os lábios do mais velho. O beijo que mal começara acabou por se intensificar, separando-os somente por falta de ar. Os que estavam na sala, ficaram pasmos. Soo nunca demostrou interesse no mesmo sexo, então sua ação surpreendeu a todos. 

—Eu acho que essa é a nossa deixa – fala Yixing -. 

—Vamos deixar o casal em paz – Baek provoca -. 

—Já chamei os táxis e acho que eles já chegaram – Junmyeong que estava com Jondae dormindo com a cabeça em seu colo, se pronuncia acordando o amigo -. 

—Let's go! - fala um Chanyeol bêbado -. 

—É melhor eu levar esse aqui – Sehun fala carregando Chan -. 

Os amigos saíram, não por causa do beijo – por mais que fosse um dos motivos – mas já eram 2:50 e alguns já estavam caindo, tanto de sono como de bêbados. Jongin, depois que recuperou a razão foi acompanhar os amigos até a porta e se despedir. 

—A noite promete, ein?! - Baek fala baixinho ao abraçar o amigo rm despedida -. 

—Cala a boca! - Jongin repreende o amigo dando um soco de leve no ombro do mesmo -. 

—Se cuida, mesmo – fala demonstrando preocupação -. 

—Eu vou, não se preocupe hyung – sorrir carinhosamente -. 

Então ele trancou a porta depois de observar todos os táxis saírem e voltou para sala, onde Soo estava organizando e limpando a bagunça deixada pelos amigos. 

—Quer ajuda aí? 

—Não precisa, pode ir. 

Ele não insistiu, até porque não queria ter que encarar o amigo por mais tempo, principalmente agora que o beijara. Foi para o banheiro tomar um banho e esfriar a cabeça - e o corpo -. Saiu do banheiro apenas de tolha e não percebeu a presença de alguém em seu quarto. 

—Já te disseram que fica sexy só de toalha e ainda por cima ainda todo molhado – disse Soo sentado na cama do mais novo -. 

—Caralho hyung, quer me matar? Quer alguma coisa? - responde irritado pelo susto -. 

—Sim, continuar o que começamos na sala – fala se aproximando do mais novo que recua dando alguns passos para trás -. 

—Hyung, devia ter cuidado com o que deseja – sua respiração acelera quando o mais velho segura a barra da toalha -. 

—Porque? - fala acariciando o corpo desnudo do mais novo -. 

—Hyung, porque? - fala segurando o pulso do mais velho e o afasta - Não entendo. 

—O que você quer entender mais? O que eu quero? 

—Sim – fala em um tom cansado, como se aquilo tirasse um grande peso de si -. 

—Eu quero você Jongin e sei que você também me quer – pela primeira vez a confusão que estava sua cabeça se acalmou. Era isso que Soo queria -.  

—Mesmo assim, não deveríamos... 

—Shiii – o mais velho leva a mão a boca do mais novo, impedindo que ele fale mais alguma coisa -.  

Soo selou os lábios do mais novo com os seus. Seu coração aqueceu, assim como seu corpo. Não sabia que seria capaz de se sentir daquela forma com um homem – e aquilo nunca teria passado por sua cabeça se não fosse por causa daquele dia na virada do ano, mas isso é assunto para outro dia -. Agora Soo estava sentido coisas que nunca imaginou que o simples toque do seu amigo – se é que pode chama-lo assim agora – pudesse causar. 

—Tem certeza, Soo? - Jongin deixou as formalidades de lado, mas Soo não ligou e até gostou. Respondeu com um acenar de cabeça -. Não faça eu me arrepender depois. 

Jongin colocou uma mão em cada lado do rosto de Soo e o puxou para um beijo, mas não eram mais aqueles reservados ou suaves. Agora envolvia todo o desejo que um dia ele guardou. Se separaram por falta de ar e com isso ele levou o mais velho para o lado da cama e o deitou com delicadeza, por mais que o desejasse com urgência eles teriam todo o tempo de mundo e Jongin aproveitaria cada segundo. Se sentou ao lado dele e fitou aquele ser que tanto desejou e que agora estava lá por ele e para ele. 

Começou a desabotoar a camisa do mais velho e a cada botão depositava um beijo, fazendo um caminho no abdome do mesmo. Isso fez Soo estremecer, pois cada toque dos lábios do mais novo em seu copo desnudo causavam calafrios, o que conflitava com seu corpo que estava em chamas desejando Jongin cada vez mais e mais. Jongin observou o efeito que causava no mais velho e agradeceu aos céus por não ser o único que o desejava tanto. Isso o incentivou a investir mais nos seus toques e carícias. 

Agora ele tinha chegado no último botão e estava tão próximo da intimidade do mais velho que não resistiu e depositou um beijo ainda por cima dos tecidos que a cobriam. Já era possível sentir a ereção dele e Jongin sorriu por saber que era o motivo daquilo. Já Soo, ao sentir aquela aproximação do mais novo estremeceu mais uma vez e arfou, soltando um gemido que tentou abafar mordendo o lábio inferior. Ele voltou a atenção para a sua boca, explorando cada centímetro possível. 

Agora as mãos de ambos percorriam o corpo do outro, causando efeitos nos dois em cada toque. Soo se aproximou e mordeu levemente o lóbulo da orelha do mais novo e dessa vez foi a vez de Jongin soltar um pequeno gemido. Seu membro pulsava por debaixo da toalha, mas ele teria que aguentar mais um pouco. Ele daria a Soo cada sensação possível antes de satisfazer a si. Com isso ele deu um selinho no mais velho e soltou um sorriso malicioso, arqueando a sobrancelha. 

Ele desabotoou o botão da calça vagarosamente olhando nos olhos do mais velho, que adiantou o que o mais novo iria fazer. Então Jongin tirou a calça e box que Soo usava e segurou o membro do mais velho, realizando movimentos de cima para baixo, fazendo-o gemer baixinho em reação. Eles não falavam nada, apenas observavam o efeito de suas carícias um no outro. Mas não era preciso palavra, pois o olhar deles entregavam o que estavam sentido. 

Jongin levou sua atenção para o membro do amigo, que agora pulsava em sua mão. Ele saiu da cama e se ajoelhou entre as penas do mais velho puxando-o para mais perto o fazendo sentar, depositou selares na parte interna da coxa do mesmo e fez um caminho até chegar aonde queria. Olhou para ele como se pedisse permissão, que apenas assentiu com a cabeça. Então ele o colocou na boca e começou suas investidas. Kyungsoo jogou a cabeça para trás em reação aos toques do mais novo, tentou controlar sua respiração mas se deu por vencido. 

—Estar gostando? - Jongin falou, porém continuou fazendo movimentos com a mão -. 

—Uhum – respondeu apenas em um murmúrio. Jongin parou o que estava fazendo e foi ao encontro dos lábios de Kyungsoo -. 

—Eu posso parar se quiser – perguntou talvez com o intuito de provoca-lo, mas também preocupado se o amigo queria realmente aquilo -. 

—Nã-ãão... continua – respondeu entre gemidos e Jongin sorriu em resposta, mas depois de um tempo parou-. 

—Não estou mais aguentando, Soo – sussurrou no ouvido do mais velho, então se sentou na cama escorando-se na parede, soltou a toalha e segurou seu membro enquanto Soo apenas observava -. Vem! - Soo foi ao encontro do membro do mais novo, contudo foi barrado por sua mão que ergueu seu rosto -. Podemos deixar isso para depois, eu preciso de outras coisas. 

Os olhos de Jongin "pegavam fogo" e sua voz estava rouca. Soo entendeu o recado e sentou no colo do mais novo, sentiu seus membros se tocarem e gemeu em reposta. Eles se beijaram como se dependesse daquilo para respirar e explorando cada parte do corpo que pudesse tocar. A boca variava de interesse, uma hora buscava o gosto do outro e na outra descia para o pescoço aonde depositava beijos, lambidas e mordidas – aquilo deixaria algumas marcas no dia seguinte -. 

—Vire de costas – ordenou Jongi e Soo apenas obedeceu -. Não se preocupe meu amor, eu vou tentar não te machucar. 

Jongin não poderia dar uma certeza e Soo sabia que iria doer e até machucar, mas não se importou tanto pois confiava no amigo e sabia que se quisesse parar a qualquer momento ele não se importaria. Soo respirou fundo tentando criar coragem para continuar e por fim decidiu o que queria. Ele queria Jongin. Agora. Por fim, sentou-se devagar sentindo o membro do outro lhe preenchendo. Aquilo doeu muito no começo, mas logo tornou-se uma dor suportável e até gostosa. 

Começou a fazer movimentos, subindo e descendo acostumando-se com aquela sensação. Jongin deixou Soo guiar os movimentos para se sentir confortável. Ficou olhando-o, sentido seu membro ser comprimido a cada investida do mais velho e aquilo estava lhe enlouquecendo. Soo acelerou os movimentos e soltou alguns gemidos de prazer. Jongin segurou a cintura do mais velho e cravou os dedos na pele nua dele, começando assim a exigir estocadas mais fortes e profundas. Queria sentir-se por completo dentro de Soo. 

—Tão apertadinho – gemeu – e isso é tão gostoso. 

Em algum momento – que não conseguia lembrar-se qual – depois daquela frase, Kyungsoo perdeu todo puder que lhe restara e se entregou por completo a todas sensações que foi proporcionado. Jongin deleitou-se com a entrega do mais velho e por fim chegou em seu ápice, agarrando Soo e o trazendo para mais perto, deitando a cabeça no ombro do amante – acho que amigo não convém mais -. Os dois tentavam controlar suas respirações e acalmar o coração, suor escorriam por suas testas e o quarto cheirava a sexo. 

Jongin foi o primeiro a voltar ao normal e o abraçou com força fazendo cócegas, Soo soltou uma gargalhada. Jongin sentiu-se aliviado por saber que o outro estava bem, agora seria a vez dele deleitar-se também. Beijou o ombro dele e desceu sua mão em direção do membro esquecido, mas não adormecido de Soo. O mais novo riu sem som por vê-lo tremer em reação ao seu toque. Recomeçou a realizar novamente os movimentos de cima para baixou, que estavam facilitados pelo pré-gozo do mais velho. 

Soo jogou a cabeça para trás mordendo o lábio inferior tentando não gemer alto e fechou os olhos satisfazendo-se com o toque do mais novo. Uma sensação conhecida percorreu o corpo dele e sua respiração descontrolou-se, seu peito subia e descia continuamente e seu gemido soava rouco. Pouco tempo depois se desfez nas mãos de Jongin, jogou seu corpo sobre o dele que o abraçou satisfeito consigo. Não foi possível realizar tudo que desejou, mas realizou com quem queria e aquilo valeu mais que tudo. 

—Que tal dormirmos um pouco? - propôs Jongin enquanto Kyungsoo vestia-se -. 

—Dormir aqui, no seu quarto? - perguntou receoso -. 

—Sim... não quer? - Jongin cora com a possibilidade de ter Soo em seu lado a noite, mas percebe um certo desconforto no mais velho -. Tudo bem, se não gostou é só falar. Não vou me importar, sério... 

—Não é isso! - respondeu de cabeça baixa -. 

—Então o que é meu amor? - o coração de Soo se aqueceu ao ouvir a palavra "amor" para referir-se a ele -. Não vai me dizer que estar com vergonha, porque se for isso – aproximou-se e selou os lábios dele com um beijo - não precisa.  

—Eu sei... desculpa. É que não estou acostumado. É tudo muito novo – respondeu corando novamente lembrando-se do que acabara de acontecer entre os dois  -. 

—Também é novo para mim... Com você foi tudo muito diferente – fala em um tom amoroso -. 

—Diferente bom ou diferente ruim? - pergunta com receio da resposta -. 

—Bom! - pega o rosto do Soo entre as mãos e deposita inúmeros beijinhos nele -. Muito bom – sorrir em resposta as gargalhadas do outro -. Vem, deita aqui!  

Jongin dá várias batidinhas na cama chamando Soo, que deita-se logo em seguida ao seu lado. O mais novo o abraça, ficando de conchinha sentindo o cheiro dele – e como aquele cheiro era viciante -. Seu corpo reagia tanto por fora quanto internamente e sua felicidade era quase palpável. Ele queria ser capaz de parar o tempo e eternizar aquele momento, Soo o pertencia assim como seu coração pertencia a ele. E assim, os dois caíram no sono. Felizes e satisfeitos.


Notas Finais


E aí, o que acharam? Bom ou ruim? Qualquer coisa kkkkk
Fiquem à vontade nos comentários, adoro lê-los! Me digam como me sai no lemon, já que foi o meu primeiro hahaha
Qualquer erro, me perdoem de coração. Não me contive em postar e não cheguei a fazer uma correção digna. Mas é só falar aí nos coments.
Xero no cangote e até a próxima!


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