História Apenas dois dias - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Percy Jackson
Tags Percabeth, Romance
Visualizações 97
Palavras 1.424
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gente!
MINHA NOSSA, QUE FEEDBACK GIGANTE!
(Bom, para mim é gigante kkk)
FICO REALMENTE FELIZ QUE VOCÊS TENHAM GOSTADO!
E espero que gostem desse cap também!

Capítulo 2 - Tome cuidado com janelas.


Depois que ele se vai, corro pelo corredor (puxando a saia para baixo com uma das mãos, já que a outra está ocupada) até chegar à sala de biologia, onde sou recebida por dezenas de olhares de quarenta estudantes fantasiados e de um professor vestido de uva. Encaro a roupa do Sr. Wine (apelido dele), percebendo o quanto sua vestimenta combina com o sobrenome.

Sento em uma cadeira nos fundos, colocando os livros em meus braços na mesa, e encaro o professor de biologia por um momento, segurando o riso. Mês passado foi um abelha, no anterior girafa e agora um cacho de uvas roxas?  É impossível não rir.

– A não ser que queira ir para a direção, seria sábio parar de rir neste minuto. –O professor diz com a voz grave, interrompendo sua explicação.

A turma inteira fica em silêncio e começo a suar frio. Estou pronta para me levantar e pedir desculpas, quando percebo que o culpado não sou eu, mas sim um garoto cujo nome sequer sei. Pego o estojo na mochila, fingindo não estar agradecendo aos deuses internamente.

Piper, minha amiga que está fantasiada com uma roupa de cigana e cuja carteira fica literalmente do outro lado da sala, move os lábios, formando as palavras “Porque demorou tanto?”.

“Estudei até altas horas e acabei dormindo demais. Lembra que no próximo período é prova de inglês?”.

Copio as anotações que o professor coloca no quadro antes de me virar para Piper e receber a resposta dela, que acaba sendo “O quê?!”. Repito as mesmas palavras de antes, mais lentamente, e mais uma vez, ela não entende nada. Continuo tentando até que o professor a manda parar de falar com o ar, já que Piper estava movendo os lábios conforme eu falava, tentando entender algo.

Rio da sorte que tenho por não ter sido repreendida. Até que o professor me manda parar de rir sozinha e prestar atenção na aula, fazendo várias pessoas aumentarem o volume das risadinhas que já estavam dando antes.

O dia passa normalmente. Me dei bem na prova de inglês, além de ter sido uma das primeiras a deixar a sala, tendo tempo livre para adiantar deveres de casa da semana seguinte na biblioteca. Prestei atenção nas aulas e fiz minhas anotações diárias, foi tudo como qualquer dia, exceto pelo intervalo.

Logo quando entro no refeitório com Piper ao meu lado, rindo por ter ganhado sua vingança ao professor ter me repreendido (já que eu estava rindo da cara dela e no final ela riu da minha, e continua rindo), percebo um alvoroço numa das mesas do canto.

Diversas meninas e alguns garotos estão reunidos ao redor da mesa (quase todos do refeitório), cochichando entre si. Em cima da mesa retangular jaz meu namorado, com a mesma roupa de antes, mas agora com um colete de couro por cima.

Piper sai de perto de mim e desaparece no meio da multidão, voltando em segundos, relatando que Perseu anunciou que faria um comunicado.

Ele está de pé, olhando ao redor, até que me vê na porta do refeitório e aponta para mim, fazendo todos me encararem em silêncio.

–Estão vendo aquela menina? Aquela com pouca roupa? Ela é a minha namorada. E quem se meter com ela vai sofrer bastante! –Ele grita.

Fico parada, digerindo a informação. A primeira coisa que chega ao meu cérebro é “Aquela com pouca roupa.” E prometo mentalmente que vou matar esse galã por isso. E então, chega todo o resto da informação e eu surto.

Isso não estava nos combinados! Era para eu ser apresentada aos pais dele e acabou! Não era para o garoto declarar para a escola inteira que sou sua namorada! Muito menos para dizer que quem tocar em mim vai sofrer! Ele sequer me conhece!

–O quê? Como assim?

–Eu achava que os boatos fossem mentira!

–Isso não pode estar acontecendo...

–Eles formam um belo casal!!!!

Esse são alguns dos comentários que ouço no momento, seguidos por um silêncio absurdo enquanto eu caminho rapidamente na direção do garoto, após abandonar uma Piper extremamente confusa para trás. As pessoas abrem passagem para mim e Perseu Jackson desce da mesa.

–Olá, amor. – Ele sorri.

Seguro sua orelha com força e o arrasto até o corredor, ouvindo murmúrios, e resmungos e xingamentos de Percy, que tenta se soltar e me manda parar de quase arrasta-lo, surpreso por eu ser menina e ligeiramente forte. Puxo o garoto até chegarmos à sala vazia mais próxima.

Solto sua orelha (que agora está bastante vermelha), fazendo Perseu cambalear até quase bater com o corpo na mesa do professor, que fica perto da porta. Ele se recupera do ocorrido e massageia o ouvido enquanto me encara, com uma careta no rosto.

–Não era para eu ser apresentada aos seus pais e acabou? Porque você anunciou isso – Gesticulo entre nós dois. – para a escola inteira?

Ele fica alguns segundos em silêncio, escolhendo as palavras certas para responder, provavelmente com medo de que eu o arraste pelo pé até a sala de aula quando tocar o sinal.

–Na verdade, eu tenho que fazer aquelas pessoas no refeitório acreditarem nisso também. Porque meus pais vão ouvir do diretor sobre isso, o diretor, que é amigo deles, e assim os dois vão acreditar na história.

–Não podia ter feito isso de outra forma? Explicando, sei lá, que talvez você me ama muito, que não consegue viver sem mim?

Ele dá de ombros, como se não tivesse pensado nisso antes e resmunga baixinho “Que menina forte, minha nossa.” Enquanto massageia a orelha.  

–Agora, o que você acha que vai acontecer depois que pararmos de “namorar”? Imagina as coisas que vão falar de mim pelo corredor todos os dias! Você ficou doido?!

Não é que eu me importe com pessoas falando de mim, mas é que provavelmente vão começar a me xingar todos os dias e talvez até mesmo fazer bullying (ao dizer que não valho a pena de namorar, já que Perseu teria me dado um pé na bunda), e uma hora a situação vai ficar insuportável, sinto isso. Não que bullying seja comum aqui na escola, mas uma pessoa “apaixonada” por Perseu definitivamente faria isso comigo. E só pra constar: Realmente não quero sofrer bullying.

Isso foi confuso, mas tudo bem.

–Podemos dizer que você que não quis mais. Ou então que seus pais não aprovaram o namoro. –Ele diz como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, o que de fato é. Como eu não tinha pensado nisso antes?

–Ok... Tudo bem... Você é areia desconhecida, é lógico que eles não aprovariam... – Murmuro para mim mesma.

–Como? Areia? Como assim?

–Nada não. –Digo rapidamente. –Ah, da próxima vez que fizer algo assim sem antes me avisar, você vai se ver comigo.

–Como eu te avisaria? Não tenho o seu número. –Ele “sabiamente” ignora a parte onde o ameaço.

O garoto pega o celular no bolso, ouço o som que o aparelho faz enquanto ele digita a senha. Em poucos segundos Perseu coloca o celular em minhas mãos, aberto nos contatos.

Apoio o celular em uma das carteiras, pego uma caneta em meu bolso (que acidentalmente coloquei ali antes de sair da sala) e começo a escrever meu número em seu braço, fazendo o garoto da orelha vermelha ficar extremamente confuso. Retorno o celular para ele.

–Se eu fosse você, anotava esse número em um papel, porque da próxima lanço seu celular pela janela.

Saio da sala e entro na do lado. Respiro fundo e penso em tudo que acabei de fazer e falar por causa da adrenalina, raiva e indignação que percorriam meu corpo. Eu ameacei meu namorado de mentira, puxei a orelha dele do refeitório para a sala... Agora as pessoas vão achar que sou valentona... E não sou tão corajosa assim...

Talvez tenha um lado bom nisso, já que não devo acabar sofrendo bullying...

Ainda não acredito que puxei um garoto pela orelha como se fosse a mãe dele...

De repente, sorrio por ter tido coragem de fazer tudo isso. Talvez as pessoas pensem que eu que comando nossa relação e podem ter vários pontos positivos nisso (quais ainda não sei, mas tem que ter algum). O meu celular apita no bolso. Vejo que recebi uma mensagem de um número desconhecido, e a abro.

“Amanhã. Depois da escola te apresento a eles. Se não puder amanhã, podemos ver outro dia.”.

Respiro fundo e respondo que amanhã está ótimo.

Talvez eu devesse ter escolhido (Na vdd, ela me escolheu) uma quantidade menor de areia para o meu caminhãozinho.


Notas Finais


Favoritem (Não sejam fantasminhas!!!!) e comentem (Se possível!).
(Desculpem pelos erros de português, é que não tenho a mínima paciência para ficar corrigindo.......).
(E a fic ainda não tem capa, mas estou tentando arranjar uma! E talvez o próximo cap demore um pouquinho porque ainda não escrevi nadinha).
Bjs! Bjs!


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