História Apenas férias? - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Exibições 3
Palavras 788
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Preparativos.


In Ha pulava de alegria, tinha conseguido companhia para o acampamento. Eu não vou negar, estava animada também, mas não como ela. In Ha cantava o dia todo e sonhava com aquele lugar, ela não parava de cantar suas músicas favoritas de K-pop e de qualquer outro artista que ela gostasse. In Ha era apaixonada por livros e música, assim como eu. Era incrível como duas pessoas tinham tanto em comum e tanto em incomum. Não fazia muito sentido, In Ha e eu éramos uma dupla imbatível, iguais e diferentes em todos os sentidos possíveis. 

Meu pai a observava, estranhando a felicidade mais que contagiante da menina. Eu apenas pensava em como seria no acampamento, até tive um sonho. Mas não valia a pena compartilhar o meu sonho ou sequer pensar nele. A tristeza me consumia, antes das férias no acampamento, tinha a formatura, o meu pesadelo. Eu não queria dizer adeus ao colégio, mesmo o último ano tendo sido um dos, se não o pior ano da minha vida. Eu não estava preparada. Misaki (minha gata branca com manchas pretas) miava se enrolando em meu travesseiro. Suspirei. Não podia levá-la para o acampamento, eles foram bem claros no site ao dizerem que animais eram proibidos, In Ha foi bem clara comigo também, mesmo ela querendo levar Misaki tanto quanto eu.

Observei a chuva cair. Faltavam apenas dois dias para a formatura, e os dias estavam chuvosos, oque era realmente estranho no verão. O ar condicionado estava ligado, ajustado para vinte graus, eu usava uma blusa de moletom preta com o símbolo da saga Jogos Vorazes, um broche de tordo em chamas. Eu amava a saga, e achava o símbolo bonito e cheio de significados que só os fãs da saga entenderiam. Girei a caneta e observei a folha de caderno em branco, eu não sabia mais oque estava fazendo. Talvez fosse loucura, mas algo dentro de mim dizia que era meu dever, mas eu sabia que não era.

Vou contar um pouco da minha história. 

Desde pequena eu vivia em Baybridge,  nascida lá e criada lá, não pensava que o mundo pudesse ser mais do que aquele lugar que eu amava. Mas aos meus cinco anos fiz uma viagem para a Coréia, minha tia não estava bem, e por mais que meus pais não quisessem voltar ao seu país natal, eles foram obrigados, nunca abandonariam a família, nem se isso fizesse com que eles tivessem péssimas lembranças e quebrassem uma promessa que tinham feito para si mesmos. Ficamos na Coréia por semanas, e eu conheci In Ha, nunca mais nos separamos. Conhecemos também um garoto que vivia na antiga vizinhança de In Ha, brincávamos juntos todos os dias, ele era alegre, mas preguiçoso e se importava conosco mais do que devia, ele era mais velho, ou pelos menos parecia, então  o chamávamos de Oppa*. Ele apenas ria e assentia, seu sorriso era fofo. Depois que minha tia morreu, ele me ajudou a consolar In Ha, parecia até o irmão mais velho dela. Então In Ha e o tio Woo Hyun vieram morar conosco em Baybridge. Depois da morte da mãe, In Ha estava pior do que nunca, mas aos poucos o brilho de felicidade foi voltando ao seu rosto, e nossos laços foram mais do que fortalecidos. Não agradeço pela morte de titia, mas agradeço pela aproximação de In Ha, sem ela, eu não sei oque seria de mim.

Sorri ao lembrar da nossa história. In Ha sofreu muito ainda pequena, e de vez em quando, enquanto ela dorme, balbucia o nome da mãe. E isso parte o meu coração, de verdade. In Ha tinha dificuldade de contar as coisas até mesmo para mim, então quando ela se sentia mal ou a falta da mãe,  guardava para si, e eu sabia que isso só se tornava uma bola de neve, cada vez pior, ela tentava combater tudo isso com músicas e livros, mergulhando na ficção para deixar de viver sua dor por alguns momentos, assim como eu. Mas eu sequer ousava comparar meus pequenos problemas com os de In Ha, eu sabia que era ruim pra ela, mas eu não sentia na pele, então às vezes eu não entendia seus ataques de choro, seu mau humor repentino, ou até mesmo seus sorrisos forçados. E eu não insistia,  queria ajudá-la, mas se eu a forçasse, seria pior para as duas.

Misaki miou mais uma vez, me tirando de meus pensamentos. Joguei a cabeça para trás. Dois dias para a formatura, quatro para o acampamento e pouco para tentar ajudar In Ha antes de deixá-la sozinha em uma universidade à quilômetros de distância. 

Eram muitas coisas que se passavam pela minha mente, mas de certa forma, eu tinha que fazer todos os preparativos. 


Notas Finais


Esse capítulo foi curtinho, mas espero que gostem tanto de ler quanto eu estou gostando de escrever essa Fanfic tão amorzinho (risos) ♥.
*Oppa: termo usado por meninas na Coréia para chamar homens mais velhos.


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