História Apenas inimigos - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Jellal Fernandes, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Fairy Tail, Lucy, Nalu, Natsu, Romance
Visualizações 56
Palavras 1.835
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpe a demora a postar, estou entrando agora na semana de provas, por essa razão a demora.
De qualquer forma, boa leitura, e espero que goste

Capítulo 2 - Beijando seu inimigo


-Apenas para de reclamar, Luigi.

Natsu murmurou, cantarolando e se divertindo o máximo possível com a minha expressão de idiota , e não eu não via graça nenhuma naquela situação. Porque eu tenho que ficar com esse idiota mesmo?Ah, me reeprendi mentalmente ao me lembrar do discurso de integração das casas do diretor, enquanto me controlava para não jogar um Crucio nele. Vamos relembrar como toda essa porcaria começou.

Vejamos: o imbecil também conhecido como Natsu Dragneel, esse cabeça de fósforo resolveu que seria uma boa ideia chegar atrasado, me fazendo esperar durante uma hora nesse corredor. Sério ele não cansa de fuder com a minha paciência sempre que é possível, adorando me irritar e provocar com essas brincadeiras idiotas dele.

-Ah vá pra puta que pariu Dragneel - retruquei, revirando os olhos já cansada daquelas brincadeiras estúpidas - Dá próxima vez que chegar atrasado, eu acabo com a sua vida.

-Serio Luce vai acabar comigo? - ele indaga irônico, um sorriso cafajeste presente em seus lábios - Até que para uma sonserina, você é bastante corajosa loirinha.

Sai na sua frente, batendo os pés com força, me irritando ainda mais ao ouvir o som estrangulado da risada do rosado.

[...]

Seguimos em silêncio durante grande parte da ronda, a noite em Hogwarts estava bem tranquila, sem nenhum grupo ou pessoa rondando escondida nos corredores o que era realmente surpreendente.

Visto que a maioria dos alunos escolhia a noite para se esconder nas salas de aula e nos armários de vassouras para aproveitar dos prazeres noturnos. Ficamos por mais um tempo na ronda até nosso horário chegar no tão esperado e milagroso fim, porém um barulho alto na sala do sétimo andar, nós fez correr em direção a ela.

Abri a porta com a varinha empunhada, apontando em direção a escuridão - Lumus - murmurei baixo, vendo a luz brilhante escapar da ponta da varinha, nós permitindo enxergar em volta. Não havia ninguém na sala, mesmo assim olhamos em volta alarmados antes de passarmos pela porta, avaliando com calma o cômodo.

-Não há mais ninguém aqui - Natsu sussurrou baixo, ainda alerta com a situação – Parece que já foram embora.

-É parece que sim - respondi ainda desconfiada, indo em direção a uma mesa com o rosado ao meu encalço, onde estava um pequeno objeto: dois bilhetes para ser mais específica. Suspirei muito fundo antes de pegar um dos bilhete, me controlando bastante para não soltar um grito. Aquele deveria ser o meu atestado de óbito. Eu realmente estava na merda.

"Oi, Lucy tudo bem?

A Erza me pediu ajuda e bem, nós resolvemos que já deu dessa palhaçada de ódio entre você e o Natsu,e decidimos dar uma forcinha para vocês.

Sabemos que você de santa só tem a cara e o Dragneel então nem se fala, então aproveite a oportunidade e agarra logo o Natsu, hein? Queremos saber de tudo depois, não nós poupe dos detalhes, ok?

- Levy e Erza"

Eu estava fodida.

Limites devem existir, certo? Eu ainda não consigo acreditar que elas foram tão longe! Esquece aquele papo sobre não gritar, agora o que eu quero mesmo é berrar para o mundo inteiro escutar mesmo. Eu realmente estava fodida, e não no bom sentido da palavra. Baixei os olhos para o último bilhete, me preparando psicologicamente para o que viria a seguir.

"LUCY, TEMOS UM IMPORTANTE AVISO PARA VOCÊ!

 Esquecemos de te avisar: Avisamos todos os alunos possíveis para não atrapalharem.

Então não se preocupem com serem pegos ou algo tipo, podem aproveitar e gritar ao máximo, ok?

Quando chegar nos conte tudo, senão vamos perguntar tudo depois de qualquer forma, amamos você então por favor não nós mate.

BOA SORTE LUCY, NÃO NÓS DECEPCIONE!”

-Levy e Erza"

Mentira. Eu estava ULTRA SUPER MEGA fudida.

Quase choro de desespero ao terminar de ler aqueles bilhetes, as idiotas que eu considerava minhas melhores amigas realmente haviam planejado tudo, ainda não consigo acreditar que a Erza conseguiu recrutar a Levy para esse plano maldito, por que acredite a Levy não iria fazer isso sem ajuda como eu pensava a Erza é uma má influencia para ela.

Respiro fundo antes de me virar para olhar Natsu que me encarava com uma expressão satisfeita e divertida. Fecho os olhos com força, pensando em maneiras muito eficazes de me vingar daquelas duas pervertidas.

-Que belas amigas você tem – ele soltou, um sorriso malicioso presente em seus lábios – Se queria ficar comigo era apenas ter pedido Luce, afinal não sou do tipo que rejeita coisas boas – terminou, o tom provocante ainda em sua voz.

-Vai se fuder – praguejo, revirando os olhos.

-Prefiro ir até você fazer isso.

O olho de forma irônica e enojada, cruzando os braços e torcendo para que o meu rosto não esteja corado, antes de tentar me mexer e sair do local, o que não funcionou. Natsu me olhou em verdadeira confusão e logo percebeu que se encontrava na mesma situação que eu. Nós conseguíamos chegar perto um do outro, mais nada alem disso, foi aí que eu vi.

Ah, não.

-Só pode ser brincadeira, né? – indago com a voz tremula, ficando ainda mais branca do que já sou, Natsu não demorou a seguir o meu olhar e ficar pálido da mesma forma que eu, ao se deparar com um ramo de visco.

Um. Ramo. De. Visco.

Ótimo. Minha vida ficou pior do que já estava antes, obrigado.

-O que foi? – Natsu perguntou – Não pode ser tão ruim, certo? Afinal o que isso faz?

– Se duas pessoas ficarem devido a alguma situação presas embaixo de um visco enfeitiçado e não se beijarem, elas serão amaldiçoadas e infelizes durante o resto de suas vidas, essa maldição sendo impossível de ser retirada seja por feitiço ou poção – respiro fundo, antes de continuar – Apenas um beijo pode quebrar o encanto e prevenir a maldição – fiz uma pausa, engolindo em seco antes de bufar – Elas estão mortas assim que eu as encontrar! – exclamei alto.

– Ta de brincadeira, né?

- Eu to com cara de quem tá brincando, Natsu? – indago – Nós temos que nós beijar senão seremos amaldiçoados.

Nós encaramos e, depois de um pequeno intervalo de tempo, o filho de uma trouxa começou a rir que nem um condenado. E eu estava vermelha tanto de raiva como de vergonha, e sendo assim não me limitei a ranger os dentes para o rosado. Quando o mesmo finalmente decidiu parar de rir, fechei os olhos para respirar, eu estava de saco cheio daquela putaria e doida para que aquilo acabasse logo.

E se para isso acontecer eu tivesse que beijar o Dragneel, que seja. É só um maldito beijo, eu posso fazer isso, é muito melhor do que ser amaldiçoada pelo resto da vida. Sem contar com o fato de que mesmo sendo um idiota, ele era muito bonito.

Ok. Apaga isso, esse visco esta começando a afetar visivelmente meus neurônios.

-Então vamos logo com isso? – perguntei, o olhando diretamente nos olhos.

Os olhos do mesmo se estreitaram e Natsu sorriu daquele jeito e, caralho, acho que morri e estou no inferno. Nunca tinha parado para analisar como ele ficava sexy quando sorria daquele jeito.  Merda, Lucy Heartfilia se controle.

-Tenha calma, Luce –  o sorriso ainda estava presente em seus lábios, enquanto falava – Para alguém que me odeia, você esta bastante ansiosa, não?

-E-Eu quero me livrar logo desse visco maldito, visto que destruir o visco está fora de cogitação e eu não quero ser amaldiçoada – murmurei rápido, gaguejando devido ao nervosismo, seus olhos nunca estiveram tão fixos na minha pessoa.

-Se é o que você diz – Natsu provocou.

Ele rapidamente deslizou as mãos para minha cintura e me puxou. No mesmo instante em que o rosado me tocou, eu me arrepiei completamente. Alem de que eu estava corpo a corpo com Natsu, que me encarava como se estivesse fazendo algo normal do dia enquanto eu, provavelmente, estava com os olhos arregalados e nervosa.

Gente, meu rosto estava quente, acho que eu deveria estar parecendo um pimentão. Virei o rosto para o outro lado para que ele não visse o rubor, enquanto apoiava as mãos no peitoral do mesmo, mordi os lábios com força. E Natsu, mantinha os seus olhos em mim durante todo o tempo, soltou uma risada divertida acabando com o silencio desconfortável que tinha se instalado ao nosso redor.

Meus olhos se ergueram para ele num ato inconsciente, Natsu pega meu rosto com suas mãos, tocando com suavidade e gentileza nunca antes vista por mim. Os lábios dele encostam em minha bochecha, me fazendo estremecer ao sentir sua respiração perto da minha pele. Quase como uma caricia. Fazendo com que minhas pernas tremessem e eu me agarrasse com força a seus ombros, tentando manter algum tipo de equilíbrio, tanto mental quanto físico.

E então ele me beija.

A principio foi apenas um encostar de lábios, tão suave que surpresa, só consegui retribuir o beijo depois de uns 20 segundos que passei em choque. Mas quando correspondi foi bom, muito bom para dizer a verdade.

Natsu tinha gosto de menta, e seus braços são fortes ao redor de mim, deslizando lentamente pelo meu corpo antes de se firmar com posse em minha cintura. Havia uma carga elétrica entre nos, que eu não previra.

Os lábios dele são grossos e macios, sua língua acariciou meu lábio inferior e pediu passagem que não demorou a ser concedida, uma de suas mãos se moveram para a minha nuca, agarrando num leve carinho o meu cabelo que me fez estremecer.

 E quando nós separamos, ele encosta a testa dele na minha, enquanto arfávamos em busca do ar perdido. Era um momento simples, e ao mesmo tempo leve e aconchegante, que eu nunca pensei que poderia compartilhar com ele.

Inconscientemente levei minha mão até o rosto dele, acariciando sua bochecha e deslizando os dedos pela tez do maior de maneira leve, logo abri os olhos e sorri ao notar o rosto surpreso e um pouco corado do mesmo.

Foi quando tudo explodiu na minha mente com força total, me tirando daquela bolha de ilusão romântica que havia se formado entre nós, eu estava corada nós braços de Natsu enquanto eu acariciava o rosto dele, como se fossemos um casal.

 Com um arfar de clareza, me afastei de Natsu, forte o suficiente para que ele me soltasse e eu me afastasse quase tropeçando devido a pressa.

-Desculpe – murmurei enrolada, enquanto evitava olhar para ele.

E sem falar mais nenhuma palavra me virei sem olhar para trás, correndo tão rápido quanto eu podia em direção a porta, como um borrão desaparecendo atrás da porta antes mesmo de Natsu tomar fôlego para falar algo sobre a situação ou até mesmo pensar em me chamar de volta.

Continuei correndo, só parando quando me vi apenas a 10 passos de distancia do meu salão. Me encostei na parede, recuperando o fôlego, ainda tentando me convencer de que o motivo para o meu coração estar batendo tão rápido não tinha nada haver com  Natsu Dragneel.

Apenas tentando.


Notas Finais


Estou um pouco insegura em relação ao capitulo, pode ter sido um grande passo, e espero que tenham gostado.
E valeu por tudo, vocês são incríveis e até a próxima.
Beijos.


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