História Apenas mais um bruxo - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Harry Potter, Mitologia Africana, Mitologia Grega
Personagens Aberforth Dumbledore, Abraxas Malfoy, Alvo Dumbledore, Gellert Grindelwald, Horácio Slughorn, Kai, Merlin, Suga, Xiumin
Tags Harry Potter
Exibições 30
Palavras 4.086
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Este capítulo deu um pouco mais de trabalho, mas valeu apena, pois vejo que o resultado ficou bom. Ele é essencial para o total compreendimento do resto desta história.Espero que vocês gostem!

Capítulo 4 - A Sala Esquecida


Fanfic / Fanfiction Apenas mais um bruxo - Capítulo 4 - A Sala Esquecida


Ao se aproximar do Natal, Hogwarts tinha uma  decoração surpreendente. Gregory mesmo com as belíssimas cerimonias natalinas organizadas por Maísa Ransay, não tinha visto ainda algo tão bonito e decorado como o Salão Comunal.

Laila havia decidido ficar de última hora, para acompanhar sua melhor amiga durante as comemorações; mas Jessie, não saía de perto de Kim Minseok, pois os dois ficavam fazendo anjos na neve e coraçãozinhos também, coisas que faziam Laila bocejar de tédio, já que ela estava sobrando na história. Para não ficar com mais tédio ainda, Laila se despediu do dois:
- Oh, pombinhos! Como está nevando cada vez mais e já que o que vocês estão fazendo está me dando ânsia de vômito, eu vou para o Salão Comunal da Sonserina antes que eu, de fato, vomite.
-Ah não! Fica aqui com a gente fazendo coraçõezinhos de gelo e anjinhos também! Propôs Jessie.     
- Não, melhor não! Você sabe muito bem que eu não sou muito sentimental e que meu coração não é diferente destes corações de gelo que vocês estão fazendo e além disso, meus óculos estão embaçados por causa da neve. Será melhor eu ir pegar algum livro na Biblioteca para ler no salão.
-Então tudo bem, depois passo por lá então.
Só não venha cheia de neve. E de preferência menos romântica também, suas frases estão muito meigas, irritantes e me deixam muito mais bolada.
- Tudo bem, então antes de seguir para lá vou tentar não lembrar do Kim.  Após dizer isto, Jessie olhou para o coreano com um olhar bem meigo, o que deixou Laila com mais enjoo ainda. Mesmo enjoada respondeu:
-Tá bom, mas sem romantismo quando aparecer lá!   E seguiu para o castelo.

Quando seguia para biblioteca, Laila não parava de se perguntar o porquê dela não ter ido para Liverpool durante o Natal e já achava que as festas seriam entediantes. Lembrando de sua amiga e do coreano, ele também se perguntava quando ela iria se apaixonar por alguém de novo, já que a ultima experiência amorosa não havia dado certo, pois ela tinha se apaixonado por um menino que achava muito idiota e sonso e, por causa dele,  havia desistido do amor. Continuou andando desatenta. Enquanto isso um menino corria olhando para trás cheio de bolas de neve na mão, parecia estar correndo de alguém. Como o garoto olhava para trás, não percebeu que Laila estava em sua direção. Ele corria quando inesperadamente bateu de peito nela. Os dois caíram numa queda forte, as bolas de neve já estavam derretendo no uniforme de Laila, ela parecia que ia esganar o garoto, mas não conseguia enxerga-lo. Seus óculos voaram para bem longe com a queda. O garoto, que tinha uma gravata da Lufa-Lufa, começou a se desculpar desesperadamente.
- Mil desculpas,  não tinha te visto..... Laila o interrompeu de maneira bem grosseira. 
- Você pode parar de falar no meu ouvido e sair de cima de mim? Pode pegar meu óculos, já que me derrubou! 
- Ah desculpe-me,  já vou busca-lo 
  Ele pegou o óculos, e trouxe-os para ela. 
- Está muito embaçado, anda logo garoto!
-Pronto, aqui estão seus óculos! 

Laila tentava enxergar a mão dele para pegar os óculos e colocá-los no rosto. Mas não precisou! Ele mesmo o colocou cuidadosamente em seu rosto. Sua visão desembaçou e a primeira coisa que ela viu foi o rosto do menino. 

De repente os dois ouviram um grito, que a princípio não entendiam nada, era um garoto da Grifinória com uma cartola na cabeça e também com várias bolas de neve nos braços, ele dizia:
-Agora descobri onde você estava, cara. Tá namorando quem ai? 
- Pare de falar besteira,  Jhonny!

Laila interrompeu os dois.
- Então era dele que você estava correndo? 
-Sim, tínhamos que tacar a bola uns nos outros, e quem fosse atingido deveria correr atrás do outro para acerta-lo também.
-Quanta criancice! Afinal, quais são os nomes de vocês? 
-O meu é Diogo e o dele é  Jhonny.

  Jhonny novamente os interrompeu 
- O que os pombinhos estão cochichando?
 
Laila agora estava muito mais brava do que antes
- Você estava correndo dele, não é?  Agora ele irá correr de mim!
 Ela pegou o resto de neve que restou de Diogo, formou algumas bolinhas mal feitas e gritou:
-Agora está comigo! Fuja para não ser atingido!
-Calma, Calma!  Deixa eu me preparar!  ..... Socorro !

E assim, os dois correram para não serem acertados por ela. Os três correram por vários corredores do castelo, estavam exaustos mas Laila continuava. Quando chegaram ao pátio, acaram caindo nos montes de neve acumulada. Laila soltou uma gargalhada igual a que tinha dado quando Jessie pisou em sua capa. Ela se virou para Jhonny rindo muito.
-Agora tem como eu ter mais munição , já que errei todas as outras tacadas.
-Precisa praticar um pouco mais comigo e Diogo durante as férias. 

 Jhonny sorriu bastante envergonhado, levando a mão à cabeça
-Olhe bem para mim e diga se eu tenho cara de que ficaria correndo atrás de vocês com um monte de neve derretendo na mão.
-Mas andando com a gente, você começará a gostar disso, pense bem. 
Propôs Jhonny

Mas Laila não escutou e seguiu com outro assunto. 
- Entrei mal-humorada no castelo,  justamente para não ter mais contato com a neve e olha onde estou agora! Disse em tom de desabafo
- Pelo menos agora você esfriou os nervos um pouco? Retrucou Jhonny
    Após ouvir o que ele disse, ela começou a pegar mais neve no chão para fazer várias bolas.
     E jogou-as em Jhonny e em Diogo sem avisa-los. Eles não aceitariam aquilo sem reagir e logo começaram a fazer outras bolas de neve também para ataca-la. No meio da "guerra" de bolas de neve, Jhonny e Diogo se acertaram várias vezes. Jessie e Kim Minseok, por estarem próximos a eles resolveram não passar por lá e foram para o portão do pátio observar a paisagem. Mesmo assim os dois foram atingidos com várias boladas na cabeça. Os dois acharam que foi proposital. Os três estavam muito atentos, um querendo atingir o outro, pareciam se divertir bastante. Jessie e Kim decidiram então entrar na brincadeira também, já que tinham sido atingidos.

Gregory e Alberte jogavam um jogo de cartas trouxa para passar o tempo ocupados, sentados no chão. De repente viram  Laila passando e pensaram que ela  estaria acompanhada de Jessie, mas não; Laila estava acompanhada de Diogo e Jhonny. Os três sorriam com cara de que iriam tramar algo. Alberte e Gregory não conheciam aqueles dois e acharam estranho Laila estar com aquelas companhias. Como o jogo estava chato,  decidiram ver o que Laila estava tramando. Ela primeiramente entrou em vários corredores estranhos e seguiu para o subsolo, parou no corredor da cozinha e  tirou de baixo de sua capa uma caixa. Laila virou o rosto em direção a Jhonny e Diogo com um sorriso malévolo. Quando olhou mais atentamente para os dois, ela percebeu que atrás deles havia alguém escondido os observando, ela perguntou em voz alta.
- Quem está ai? Apareça!

 Gregory e Alberte saíram de trás dos pilares onde estavam escondidos. Quando os viu, Laila, disse aliviada:
-Ainda bem que são vocês, achei que fosse algum elfo. 
- O que vocês estão pensando em fazer?
 Perguntou Gregory confuso. 
- Vamos assustar os três elfos da limpeza que vimos mais cedo, eles estavam muito assustados por terem visto um rato. Então nós três enfeitiçamos a touca felpuda de Jessie para ela andar como um rato também e depois a colocamos aqui na caixa. Quando os elfos estiverem por perto vamos solta-la para assustá-los.
-Isso não é uma boa ideia Laila, melhor deixá-los em paz!

Gregory mal acabava de falar, quando eles ouviram uns passos leves que pareciam ser dos elfos, Jhonny rapidamente disse:
-Vamos rápido! Solte logo antes que nos peguem aqui.

Laila abaixou-se até a caixa encostar no chão, abriu e tombou-a até a touca enfeitiçada conseguir escapar da caixa. No inicio foi tudo como o esperado; porém, a touca começou a mudar de sentido e deu meia volta seguindo no sentido contrário ao que Laila havia colocado. Ela assustada falou:
- Esquecemos de enfeitiçar para nos obedecer! Vocês sabem para onde ela  está indo?
-Acho que para a cozinha!
   Respondeu Alberte
-Não acredito! E pior, o quadro das frutas está aberto.

De repente, ouviram muitos gritos vindos da cozinha. Os seis correram rapidamente para sair do subsolo, porém Gregory acabou esbarrando em vários elfos que, a princípio, ele estranhou. Eram muito mais claros do que aqueles que ele já tinha visto, os elfos estranhos corriam para fora da cozinha. Gregory foi o ultimo a correr do grupo. Estava difícil para ele seguir seus amigos, ainda que tenham o esperado.  Gregory, querendo sair rapidamente de perto daqueles elfos, seguiu pelos corredores do subsolo até encontrar algum lugar onde pudesse se esconder. Correndo pelos corredores iluminados por grandes tochas, ele avistou uma porta grande de carvalho cheia de teias e seguiu desesperado em direção à ela, sem nem saber, no mínimo, aonde ela ia dar. Ele teve uma pequena dificuldade no inicio para abri-la, mas com muito esforço conseguiu. Estava tudo escuro no início, mas quando ele terminou de entrar na sala, as tochas e os lustres se acenderam. Era uma sala enorme com prateleiras altas, cheias de garrafas das mais diferentes formas e cores, todas estavam cheias de teia e também muito empoeiradas. Ao se aproximar para tentar ler o que estava escritos nas garrafas, Gregory percebeu que havia uma grande mesa encostada numa enorme coluna de blocos de pedra, acima desta mesa tinha um belíssimo livro cor de jade com o título: Livro de Porções Zygmunt Budge. Ele rapidamente lembrou-se daquele título. Era o livro que seu pai tanto falara na época da compra de seus materiais; antes do começo das aulas. Gregory também lembrou que aquele livro ainda não tinha chegado no Reino unido e que era raríssimo. 

Ainda não entendendo a utilidade daquela sala, ele resolveu voltar a se aproximar das garrafas para descobrir do que elas tratavam. Todas as garrafas empoeiradas tinham nomes de famosos feitiços proibidos pelo Ministério da Magia, as letras eram escritas a sangue e ao lado de cada garrafa havia um pequeno pergaminho que provavelmente ensinava a fazer aquelas poções. -Não é o deposito de poções- Pensou, jamais aquelas poções estariam no deposito.

Após raciocinar bastante, Gregory disse a si mesmo -Era uma sala que todos provavelmente ignorariam ao passar por ela- pois ele mesmo já tinha passado por lá várias vezes para ir ao Salão Comum da Lufa-Lufa e nunca havia reparado aquela porta de carvalho. Afinal todas portas de Hogwarts pareciam ser iguais, Gregory nem se surpreendia de não ter reparado na existência daquela porta. Curioso mas ao mesmo tempo com frio na barriga, sabendo que a qualquer momento poderia alguém entrar e pega-lo no flagra. Pensando nesta possibilidade, achou melhor ver se já dava para sair daquela sala, mas alguma coisa no fundo de sua mente insistia que ele deveria ficar mais. Gregory foi para a porta e espiou se o diretor já tinha passado pela cozinha. Ao espiar o corredor perpendicular à sala , o lufano avistou uma sombra e era a sombra do diretor Dippet que andava em direção à cozinha, o diretor ainda iria ver o que tinha ocorrido na cozinha. Era melhor esperar um pouco mais. 

Já que ele iria ficar um tempinho a mais na sala, resolveu analisar aquele livro, voltando a observar o livro com mais curiosidade, percebeu que acima do livro tinha uma plaquinha escrita: " O que neste livro é proibido está presente em toda sala, e o que é proibido nesta sala está presente em todo o livro! "   Aquilo somente o confundiu mais, abaixo daquela plaquinha havia outra menor escrito: " Não toque/ cole! "  Ele não tinha entendido o porquê do "cole". Afinal, ninguém iria colar nada naquele livro. A curiosidade era mais forte e mesmo com o aviso ele pegou o livro para abri-lo e tentando deslizar seus polegares por entre as páginas, seus dedos não saiam do lugar, permaneciam imóveis como se estivessem colados no livro. O menino se desesperou na hora. Tentava jogar o livro para todos os lados, mas não adiantou. Gregory nunca esteve tão arrependido em toda sua vida e seu arrependimento aumentava na medida em que o livro grudava mais em suas mãos. Então ele sentou-se no chão para raciocinar melhor " O que neste livro é proibido está presente em toda sala, e o que é proibido nesta sala está presente em todo o livro! " . Então para sala era proibido pegar o livro, mas para o livro será permitido pega-lo. É como se o livro quisesse ser pego por aquele que o tocasse. “Gregory se levantou para olhar as plaquinhas novamente. Na placa onde estava escrito “Não toque/ cole”!mudou repentinamente para " Agora solte"  A partir daí,  tudo passou a fazer sentido. Gregory ouviu uma voz de repente, parecia está próximo a ele, alguns segundos depois a voz se manifestou mais uma vez. Era assustadora, porém fraca! A voz dizia algo parecido com " -isso menino!" , ele fez silêncio para poder identifica-la e mais uma vez ela se expressou: "-Aqui menino!" Gregory então olhou para baixo e notou que era o livro que falava. Deu um salto para trás e com uma voz ainda mais assustada fez algumas perguntas:
- O que você quer? Porque não desgruda da minha mão?             
-Calma menino! Só quero que você que você continue o que entendeu.
- Das mensagens das placas? 
-Sim rapaz! É chato ficar aqui, onde tudo e todos são contra mim !!
-Então você quer sair daqui?

-Sim menino, sou contra as regras de todos desta sala, eles estão errados, não eu !!!!!! E o livro logo complementou:
-De onde eu vim também foi assim, ninguém acreditava em mim.
-Por isso você está isolado nesta mesa?

-Sim, todas essas garrafas, prateleiras, caixas  e até mesmo os livros me largaram neste canto e um bruxo me enfeitiçou com um feitiço que me deixava incapaz de falar, ao menos que alguém de fato quisesse me ouvir (ler) e assim conhecer o meu lado da história. O lado certo da história! 
-Porque existe esta sala? A quanto tempo você está aqui?

- Eu estou há pouco tempo, esta sala é proibida, poucos vieram aqui e se recusaram a me pegar, preferiram pegar os pequenos pergaminhos das garrafas com poções proibidas. Já você  foi diferente, se arriscou a pegar o que era proibido, mas certo. E por isso quero que você me leve contigo! Sinto que serei mais útil à você! E não se preocupe em me levar, pois todos aqui querem se livrar de mim!   
-Se for assim, será uma honra te levar comigo!

Gregory olhou pela porta e não haviam mais sombras nem ninguém. Com um pequeno esforço fechou a porta de carvalho, colocou o livro em baixo de sua capa e seguiu a passos longos mas leves, em direção ao Salão Comum da Lufa-Lufa com a cabeça conturbada de pensamentos. Ao aproximar-se da cama, retirou o livro de baixo de sua capa e como já imaginava, ele não estava mais grudado em sua mão. 

No dia seguinte, que já era véspera de Natal, Gregory estava muito pensativo e tentava não contar para ninguém o que tinha ocorrido, pois achava que ninguém o entenderia. Laila continuava a andar com seus dois amigos novos que conhecera no dia anterior.  Todos já pareciam ter se esquecido do ocorrido com os elfos, até por que, nem sequer investigaram quem seria o culpado. Jessie estava com kim Minseok, ambos encontravam-se sentados no murinho da fonte, lendo um livro enorme! Livro! Eis uma coisa que não saia da cabeça de Gregory enquanto tentava organizar os pensamentos em sua cabeça; ele sentiu alguém  cutucando ele com bastante força, virou-se para ver quem o cutucava. Era Alberte, que mal parou de cutucar e rapidamente perguntou:
-Para onde você foi ontem quando corremos? Porque não nos seguiu?
-Não sei muito bem, depois que vocês começaram a correr vários elfos saíram correndo da cozinha e lotaram o corredor, então não consegui seguir vocês...
-  Gregory,  nem um elfo saiu da cozinha, nós ainda te esperamos, só que você parecia observar algo baixo, e de repente começou a correr, então achamos que você estava correndo para nos seguir, só que não! Quando chegamos no térreo você não estava mais atrás da gente, ficamos muito preocupados e até chegamos a esperar para ver se você aparecia, mas só ouvimos uns passos e uma voz muito zangada se aproximando. Era a voz de Dippet.  Para que não houvesse problema, eu, Laila e os seus dois amigos seguimos para o Salão Comum de nossas respectivas casas. Menos Diogo, que seguiu com Jhonny para se esconder no Salão da Grifinória.

-Tinha elfos sim, eu vi! Estavam interrompendo a passagem, por isso eu estava parado lá.
-Acho que você estava vendo coisas!
-Não, mas...

   Laila chegou com Jhonny e Diogo e interrompeu Gregory, perguntando as mesmas coisas que Alberte. Gregory explicou tudo novamente, ela no final disse:
- Acho melhor você passar na enfermagem!
- Não, quer saber? Esquece!
- É, acho melhor você parar de falar, já está me assustando! Vamos fazer o que durante a tarde?
- Poderíamos fazer guerra de bola de neve de novo ou bonecos de neve... também, porque neve é muito legal! 
Opinou Jhonny.
- Não gosto muito de neve, embaça meus óculos.
- Melhor, o que você acha de treinarmos transfiguração? Quem fizer a melhor, ganha!

-Mas qual objeto nós iríamos transfigurar? Laila perguntou.
-Que tal um livro?  Mais uma vez Jhonny palpitou.
-É, pode ser, é o que mais temos!  Já que é para ver também nosso desempenho, terá que ser um livro que gostamos, para ter certeza que vocês depois o deixarão como antes. (Alberte)
- Tudo bem, então todos peguem algum livro!

Todos trouxeram livros que gostavam. Gregory já tinha em mente qual livro iria levar. Sim, o livro de porções! Todos chegaram com livros de aventura, ficção, dentre outros. Gregory foi o único a levar um livro de conteúdo bruxo, todos se surpreenderam com o que ele o trouxe. Já que o livro era raríssimo, Jhonny perguntou:
-Como você conseguiu? É raríssimo.
- Meu tio trouxe para mim, de Uagadou.  Despistou Gregory
- Vamos começar!  Disse Laila interrompendo-os. 
- Cada um pegará o seu livro e o transformará no que quiser, cada um terá que lembrar do feitiço sozinho! E não poderá repetir um feitiço que já tenha sido usado! Começaremos por Alberte.
  Alberte parou, se concentrou, e disse:
-Distorccio! Em seguida seu livro começou a se distorcer até se deformar, primeiro surgiu um cabo de madeira e assim virou uma vassoura.
 Todos olharam com uma cara bem sem graça para Alberte, que acrescentou:
-Ela voa, vocês acham mesmo que ela seria normal? Após dizer isso, o aplaudiram.

Em seguida veio Laila.
- Corandio! Seu livro que era completamente verde, se tornou um duende. Todos ficaram surpresos, mas logo em seguida Laila retirou o feitiço. Jhonny foi o próximo.
-Serpensortia.  Seu livro alongou-se bastante, criou escamas e virou uma cobra coral. Laila ele também retirou o feitiço rapidamente. Depois veio Diogo que transformou seu livro em uma raposa. O último foi Gregory. O feitiço estava na ponta da língua, só que não saía, ele se esforçava para lembra, mas sua intuição insistia em outro. Decidiu segui-la e não insistir mais naquilo que não lembrava. Ele levantou, apontou com a varinha para o livro e conjurou:
-RevertusTotallus! Saiu de sua varinha um feixe prateado que parecia penetrar no livro, o feixe de luz aumentava quando estava em contato e o livro não parava de crescer para todas as direções. O que era um livro estava se tornando em algo grande e peludo que se parecia com um animal, surgiram patas e um rabo.  Gregory completamente assustado pensou que aquilo iria se tornar um enorme cavalo, só restava aparecer a cabeça, mas começou a "brotar" no lugar da cabeça alguma coisa sem pelos. Todos já estavam muito surpresos com o que aquilo estava se transformando, mas não era um cavalo.  Uma criatura meio cavalo e meio humano. Todo o grupo estava sem voz, menos Alberte que rapidamente reconheceu a criatura.
-É um centauro! Minha vó falava muito deles!
-É mesmo. Gregory, depois me ensine este feitiço. Pediu Laila.
-Não foi o feitiço, ele já estava enfeitiçado.  Gregory só reverteu o feitiço. Explicou Jhonny.

 Todos observavam o centauro que tinha um corpo de cavalo Palomino com uma pelagem dourada, cauda branca, cabelos loiro prata e olhos azuis. Todos estavam admirados. De repente a criatura começou a falar com uma voz calma e suave.
- Peço desculpas a todos pelo modo como ocorreu minha aparição, sei que foi um susto para vocês, mas eu não poderia perder esta oportunidade. Me chamo Firenzer, sou um centauro da Floresta Proibida, fui transfigurado em um livro por um bruxo. Este bruxo aproveitou do rigor da crença de meus irmãos centauros para os colocarem contra mim.
-Espere! Explique por que ele queria contrariar você. Gregory perguntou.
- Nós centauros fazemos previsões de acordo com o alinhamento dos planetas. Na época em que fui enfeitiçado fizeram uma previsão para daqui alguns anos, previsão assustadora.
-O que dizia esta previsão? (Gregory)
-Dizia que Hogsmeade e que hogwarts seriam completamente destruídas por um enorme monstro, porém eu vi nos planetas também que um grupo de bruxos se uniriam para defender este lugar! E que a vitória deles só seria uma questão de apenas começar. Para tentar provar que eu estava errado, o bruxo me enfeitiçou e disse que se eu de fato estivesse certo, um desses jovens iria me resgatar e me voltaria à forma original. Este jovem é você Gregory! Se prepare, pois a batalha está próxima. Mas não se preocupe, agora as previsões são animadoras!    
-Mas somente ele vai para a batalha, não irá mais ninguém? Perguntou Jhonny.
- Não. Ele terá seus fieis amigos consigo, somente os fieis e corajosos!
 Gregory parecia não estar acreditando no que estava acontecendo, nada saia de sua boca, nada! Somente Jhonny teve coragem de questionar algo. O crepúsculo vespertino já se exibia no céu e as estrelas começavam a surgir. Firenzer olhou para o céu e disse animado:
-Mercúrio está esplendido hoje!  E complementou: 
- Acho que já esta na hora de voltar para a floresta. Até breve, e não se esqueçam "Mércurio está esplêndido hoje!".
- Até breve!
Responderam todos! 
  Logo todos ficaram num longo silêncio,  tentando organizar os pensamentos. Passou um tempo Alberte perguntou :
-O que ele queria dizer com "Mercúrio está esplendido?" 
- Não sei. 
Respondeu Gregory bem desanimado.
-Pessoal, ficar aqui refletindo não dará em nada. Como ele mesmo disse, é daqui há alguns anos, não precisamos ficar pensado nisto agora. Disse Alberte tentando animar todos.
-Verdade.   Retrucou Jhonny.
-Também acho! Completaram  Laila e Diogo ao mesmo tempo.  

Chegando a noite, toda Hogwarts estava lindíssima para as festas. Todos os alunos que ficaram  substituíram os chapéus pontudos por toucas de Papai Noel. Quando o relógio apontou   00:00, iniciou-se o banquete de Natal. Além de vir a comida  de sempre, veio também várias barrinhas de chocolate, balas, bolos, dentre outras comidas. No final da festa teve uma apresentação  do coral de elfos. Laila e seus amigos já estavam com agonia por elfos desde aquele ocorrido da cozinha, por isso, não se sentiram bem durante a apresentação. Logo após o coral, teve uma apresentação de ratos flautistas que vieram alinhados em fileiras; e entre eles, estava a touca de Jessie, rastejando. Laila ao perceber aquilo, começou a rir bastante. Ela não iria pegar naquela hora, mas como Jessie não sabia de nada, acabou interrompendo a apresentação para pegar a touca. Depois os ratos voltaram a tocar normalmente.

No dia seguinte, ao acordar, Gregory se assustou com a quantidade de presentes que recebeu. Havia muitos presentes de seus pais,  tios, primos, amigos e até de alguns professores. Alberte também foi bastante presenteado, junto a pilha de presentes, tinha um enorme quadro de sua avó junto a ele. Jessie recebeu também bastantes livros raros que seus pais trouxeram para ela de Uagadou, dentre esses livros estava o livro de feitiços de  Miranda Goshawk.  Gregory queria pedir emprestado para lê-lo, estava fascinado, tinha  feitiços dos quais nunca ouviu falar e  dentre estes feitiços, um chamou mais a sua atenção.

O Expectro Patronum!  
 

 

 

 



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