História Apenas mais uma de amor - Capítulo 27


Escrita por: ~

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Categorias Death Note
Personagens L Lawliet, Light Yagami, Misa Amane, Personagens Originais, Rem, Ryuuku, Watari
Tags Death Note, Drama, Mistério
Exibições 77
Palavras 2.796
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, leitores!
Aí vai mais um capítulo cheio de mistérios
Me contem suas teorias...

Capítulo 27 - 15 Minutos Para a Meia-Noite


Fanfic / Fanfiction Apenas mais uma de amor - Capítulo 27 - 15 Minutos Para a Meia-Noite

15 horas antes do horário marcado

A porta do apartamento de Chiara deu um leve rangido enquanto L a abriu vagarosamente. Ele estivera ali algumas vezes nos últimos dias em visitas demoradas. Fizera questão de cuidar pessoalmente de Jezebel, a gatinha rajada que estivera sozinha desde que sua dona fora sequestrada, alguns dias atrás. Ele nunca foi chegado a animais de estimação, quer dizer, ele nunca tivera contato com animais e nunca teve a oportunidade de desenvolver vínculo com eles.

O apartamento aparentava maior do que sempre fora. A ausência de Chiara parecia ser percebida por todos os móveis, objetos e fotos espalhados pelo ambiente, que pareciam ter perdido um pouco da sua cor em luto pela ausência dela. A própria Jezebel passava seu tempo ao lado da porta aguardando pela chegada da sua dona. Quando o detetive entrou, ela se alvoroçou na esperança de encontrar com quem tanto esperava, mas logo esbarrou na decepção de ver o detetive entrar. Ele, mais do que tudo ali, sentia a ausência da ruiva sentada no sofá, olhando-o com seus expressivos olhos verdes, cabelos caídos nos ombros e lábios rosados dos quais sempre saíam palavras que expressavam seus pensamentos maduros e originais.

Em toda a sua vida, o detetive jamais se imaginara apaixonado. Do seu passado mais remoto, lembrava-se apenas de um dia ter perdido tudo e se percebido sozinho no mundo. Quando descobriu seu talento como detetive, acreditou que sua vida seria resolver crimes e trabalhar em nome da justiça. E por um tempo foi assim, sempre a mesma coisa: ele e Watari e inúmeros casos resolvidos. Não estava ruim, mas de repente Kira surgiu e os dois entraram em um embate sem precedentes, o que exigiu do detetive entrar em campo e arriscar a própria vida. Quando ele achou que as coisas não pudessem sair mais de lugar, Chiara apareceu e, sem explicação, despertou nele um lado que ele achou que havia reprimido completamente: o lado homem, que sente amor e desejo. L sempre achou que essas seriam demonstrações de fraqueza. Entretanto, quando ele tentou fugir dos sentimentos, acabou se vendo mais fraco do que quando os vivenciava. Dessa forma, ele decidiu aceitar o que sentia e se acostumar com o sentimento dentro de si. O detetive se sentiu grato por isso, já que graças a esse sentimento ele pôde suportar melhor a morte de Watari. No entanto, a angústia que sentia agora quase o fazia se arrepender do momento em que decidiu pela primeira vez entrar naquele apartamento. A mulher por quem ele se apaixonou nesses últimos meses, que já tinha uma importância enorme na vida dele agora estava presa nas mãos de criminosos. Kira havia vencido essa batalha. E agora, mesmo com o plano que havia bolado, L teria que contar com a sorte para que Chiara saísse com vida. Se Kira decidisse matá-la antes do encontro marcado, L não poderia evitar. Caso ele decidisse matá-la depois, aí sim ele poderia salvá-la. Ele podia prender Light e Misa Amane agora, mas não teria provas definitivas contra eles e esse o jogo iria perdurar por sabe-se lá quanto tempo. O detetive não poderia se dar a esse luxo. Não poderia jogar tudo para o alto apenas por amor. Isso é coisa de criança. Ele tinha responsabilidades.

- Espero que você me perdoe, Chiara! – disse o detetive, cuja voz ecoou pelo vazio do apartamento.

Após observar as fotos do mural da ruiva por um tempo, o detetive pegou um pote de sorvete na geladeira, apagou a luz, sentou-se no sofá e ficou sozinho.

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3 horas antes do horário marcado

Misa Amane pegou um táxi em frente ao seu prédio. Ao taxista, pediu que a deixasse em um parque da cidade. No trajeto, seu olhar fitava a paisagem que passava rapidamente pela sua frente, mas os seus pensamentos estavam em Light e em todo o plano que teria que executar naquele dia. Em nome do amor que sentia por Light e pelos planos de ficarem juntos em um mundo melhor, a loira em nenhum momento pensou em hesitar. Estava determinada a agir exatamente como ele lhe ordenara, para lhe ser útil, para que ele a amasse.

Ao chegar no parque, a loira adentrou na mata, procurando o local indicado pelo seu amado. Dentro de um galho caído, por entre fungos e folhas, havia uma caixa. Misa Amane abriu-a e verificou seu conteúdo: uma arma pequena, travada, completa de balas. Ela havia aprendido a manejar a arma por vídeo aulas na noite anterior. Embaixo da arma havia outro objeto importante. Ela guardou tudo em sua bolsa e devolveu a caixa vazia de volta ao lugar.

- Vamos lá, Misa. Light está contando com você – disse para si própria.

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2 horas e meia antes do horário marcado

- Aconteceu!

A voz de Chiara soou quase como um grito grave da sua garganta já maltratada pelos dias de prisão.

- O que houve, Chiara? – perguntou Aizawa, movimentando-se um pouco. Ele estava largado no chão sem se mover a tantas horas que era incapaz de estimar.

- Eles morreram. Todos eles. Eu pude ouvir enquanto eles gemiam de dor com o ataque cardíaco. Agora é só silêncio. Não tem ninguém lá em cima, é a nossa chance de fugir.

Aizawa se contorceu com a notícia;

- Então era isso que você estava esperando? Que eles morressem?

- Nós não teríamos a menor chance de fugir enquanto eles estivessem lá em cima. Como o dia da entrega do caderno é hoje, eu deduzi que hoje também seria o dia que Kira programou para que os sequestradores morressem. Alguém provavelmente virá nos matar antes ou depois do encontro, mas podemos sair vivos se conseguirmos fugir antes dessa pessoa chegar.

- Mas nós estamos vendados, eu estou acorrentado nas mãos e nos pés e você nem pode se mexer. Como vamos fugir?

- Escuta. As chaves estão penduradas em uma espécie de suporte no pé da escada. Eu pude ouvir quando eles as colocaram lá. Fica ao meu lado direito. Você está no meu lado esquerdo, então tente se arrastar em direção a minha voz, eu vou te guiando através da minha audição.

- Tem certeza que podemos fazer isso?

- Confie em mim.

Aizawa sofregamente forçou seu corpo de forma a ficar sentado. Suas mãos estavam acorrentadas nas costas, mas ele conseguiu arrastar-se no chão na direção que Chiara lhe dizia.

- Continue em frente agora, mas vá também um pouco mais para sua esquerda. A escada deve ficar a uns três metros daqui. Não é muito.

Aizawa se arrastou mais um pouco até que seus pés bateram no que parecia ser um armário de madeira.

- Isso! Bata mais um pouco!

Ele bateu algumas vezes com os pés enquanto Chiara se concentrava em ouvir os sons.

- Aizawa, está ouvindo o barulho do molho de chaves se movendo? – Chiara começou a acreditar que realmente eles conseguiriam escapar.

- Sim! Eu posso ouvi-las chacoalhando! – Respondeu Aizawa animado.

Aizawa continuou a bater os pés na madeira por alguns minutos até que ouviu os som agudo do molho de chaves se chocando com o chão.

- Conseguimos! – gritou.

Aizawa se arrastou, virou de costas e pegou o molho de chaves com as mãos.

- Agora venha em direção à minha voz – disse Chiara.

A ruiva sentiu quando Aizawa se chocou com seus pés.

- Pronto. Agora vire de costas e tente usar as mãos pra prender entre os dedos do meu pé uma das chaves. Depois, tente colocar a chave dentro do cadeado e abri-lo. Tentaremos até encontrarmos a chave certa.

Com dificuldade, Aizawa prendeu uma das chaves entre os dedos de Chiara e no tato, alinhou o cadeado com a chave e tentou fazê-la entrar.

- Não é essa! – disse frustrado.

- Vamos tentar outra.

Apenas usando o tato, o policial trocou a chave e apoiou-a novamente entre os dedos da ruiva. Ao fazer isso, acabou cortando-a. A loira deu um gemido de dor.

- Desculpe, Chiara! – falou prontamente.

- Está tudo bem. Continue, sem se importar comigo.

Aizawa esforçou-se para alinhar o cadeado na chave e não deixa-lo escorregar devido ao sangue que escorria do pé dela. Os dois assustaram-se ao ouvir um pequeno estalo.

- Consegui! – gritou Aizawa sem conter o alívio.

Rapidamente, o policial tratou de se livrar das correntes e liberar as mãos. Não pode deixar de suspirar de dor ao mover os braços, que estavam há muito tempo na mesma posição.

- Você está bem?

- Apenas com dor, mas estou bem – respondeu ele enquanto tirava a venda. Os seus olhos, que há muito não viam a luz, doeram intensamente ao serem abertos, e precisaram de alguns minutos para se acostumar. Quando conseguiu enxergar as coisas à sua volta, Aizawa assustou-se pelo cenário decadente em que se encontrava. Ao virar-se para Chiara, não conseguiu se conter.

- Meu deus, Chiara, como fizeram isso com você??? – Ele estava estupefato com a imagem sádica da ruiva presa ao suporte de madeira.

- Aizawa, por favor, fique calmo, eu estou bem. Pode me tirar daqui agora?

O policial abriu o cadeado que prendia a corrente dos seus pés e após algumas tentativas, conseguiu ficar de pé. Todo o seu corpo doía, e teria que se esforçar bastante para caminhar depois de tanto tempo preso. Seu primeiro ato foi tirar a venda da ruiva e em seguida, abrir os cadeados que prendiam as correntes que lhe rodeavam o corpo.

Assim como Aizawa, Chiara contraiu os olhos de dor ao entrar em contato com a luz. Não só os olhos, mas todo o seu corpo doía. Seus braços estavam dormentes e suas pernas, inchadas. Suas costelas quebradas doíam como nunca, além do corte no pé. Entretanto, ser libertada das correntes lhe pareceu a melhor sensação da sua vida.

Quando finalmente conseguiu voltar a enxergar, viu um Aizawa sujo e machucado, fazendo força para ficar de pé. Em um impulso, abraçou-o com força, enquanto respirava profundamente.

- Conseguimos – disse ele, retribuindo o abraço.

- Obrigada – respondeu a ruiva – vamos subir!

Sofregamente, os dois se apoiaram um no outro e subiram as escadas. A luz ficava cada vez mais forte e seus olhos tinham que se esforçar para se habituar. Ao chegarem em cima, depararam-se com um vão enorme, como uma sala vazia, onde havia apenas dois sofás e uma mesa com uma parafernalha tecnológica. Computadores, celulares, antenas, câmeras... uma série de equipamentos que estavam sendo usados pelos sequestradores. Próximo à porta da frente, que estava aberta, encontrava-se o corpo de um deles. O outro estava caído no sofá e o da mulher estava largado próximo a um cômodo que pareia ser um banheiro.

- Esses devem ser os equipamentos que eles usaram para despistar Ryuzaki e mandar as mensagens pra ele – afirmou Aizawa, enquanto mexia em um dos computadores.

- Olha. São um pouco menos de duas horas para o horário marcado para a entrega do Death Note – observou Chiara, que olhava o relógio de um dos monitores.

- Isso significa que...

Antes que Aizawa pudesse terminar a frase, a luz vinda da porta da frente aberta foi obstruída, e os dois, como em um reflexo se viraram para ela. Lá, estava Misa Amane, com um vestido preto curto, botas também pretas de cano curto e uma capa que lhe cobria todo o cabelo e caía-lhe até a cintura. Em sua mão direita, uma arma apontada em direção dos prisioneiros.

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33 minutos antes do horário marcado

- Hoje, como sabemos, é um dia em que estaremos arriscando nossas vidas. Como todos decidimos, entregaremos o Death Note em troca da vida de dois integrantes da nossa equipe que foram sequestrados por Kira. Apesar do compromisso de Kira em não nos matar, sabemos que ele não é confiável e que nossas vidas estão em risco. Eu gostaria de dizer que admiro a coragem e senso de justiça que os fez saírem do conforto dos seus lares e arriscarem sua vida em nome do bem comum. Quero que saibam que,  não importa o que aconteça, estou feliz de tê-los em minha equipe.

O discurso de L foi ouvido atenciosamente por todos no quartel general da força tarefa. Soichiro Yagami, Light, Mogi, Matsuda e Roger tinham uma postura determinada, demonstrando estar prontos para cumprir a arriscada missão do dia.

- Ryuzaki, sabe que pode contar conosco. No que depender de mim, não me importo em perder a minha vida, desde que Kira seja pego e a justiça seja feita – afirmou o Sr. Yagami, com sua seriedade habitual.

- Comigo também, Ryuzaki! – Complementou Matsuda.

- Acredito que o meu pai fala por todos nós quando diz que daríamos nossas vidas em nome da justiça. Faremos o que tiver ao nosso alcance para que consigamos resgatar Chiara e Aizawa. E depois disso, continuaremos na nossa busca por Kira. O fato de termos que entregar o caderno hoje não significa que perdemos a guerra. Pelo contrário, com o que sabemos atualmente, Kira não poderá se esconder por muito tempo – Acrescentou Light, disfarçando seu cinismo, como sempre fez.

- Obrigado pelas palavras. A mensagem indicando o local do encontro chegará a qualquer momento, e como combinado, iremos de carro, sem qualquer tipo de escolta. Como decidido, o Sr. Yagami carregará o caderno. Quando chegar o momento, ele o entregará ao portador de Kira.

Alguns segundos depois, ouviu-se uma notificação do computador.

- A mensagem chegou – afirmou L, enquanto teclava alguns comandos no computador. Como das outras vezes, uma tela preta surgiu no monitor, e pôde-se apenas ouvir uma voz com filtro.

- Olá detetive. Como havíamos combinado, estou enviando-lhe o endereço do local onde ocorrerá a entrega do caderno.

Na tela, surgiu uma foto de um galpão, junto com as coordenadas logo abaixo.

- O local escolhido foi um galpão abandonado em uma região um pouco afastada da cidade. Fica próximo a um campo aberto e a um rio de águas claras, dessa forma, será fácil para vocês verificar que não haverá outras pessoas senão as envolvidas na troca. O galpão onde ocorrerá o encontro estará completamente vazio, exceto pela pessoa que enviarei para receber o caderno. Há apenas uma entrada para o galpão, dessa forma, ninguém entrará sem ser visto. Como combinado, quero que leve todos os seus homens. Quando encontrar o meu enviado, vá em frente, não tenha medo. Apenas entregue-lhe o Death Note e vá embora. Quando chegar ao seu quartel general, seus prisioneiros já estarão libertados. Caso você tente utilizar qualquer truque, como já lhe falei anteriormente, eles morrerão. Até logo.

“Chegou a hora. É hoje que você morre, Ryuzaki” pensou Light. Para sua surpresa, ao olhar para L, um sorriso sutil aparecia nos lábios do detetive.

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13 horas em ponto

O carro havia sido deixado a alguns metros da entrada do galpão. Como dito na mensagem de Kira, havia um rio próximo ao galpão, e o local era rural, mas haviam poucas árvores, de forma que dificilmente alguém poderia se esconder e entrar no galpão sem ser visto.

Todos se dirigiram à porta do galpão, que estava aberta. Era uma porta larga, que permitia a entrada de luz até parte do interior do recinto. O restante do lugar estava encoberto pelo escuro, já que não havia nenhuma janela. Da porta era possível constatar que não havia nada no galpão onde uma pessoa pudesse se esconder. Era possível apenas ver uma silhueta parada de pé.

- A pessoa está lá dentro, como Kira falou – disse Light.

- Vamos entrar – ordenou L.

Light mal podia conter a vontade de rir e de comemorar a sua vitória. Ele iria esfregar cada detalhe na cara de L antes de matá-lo.

Os homens entraram e posicionam-se na parte iluminada pelo sol, próximo à porta. A pessoa no escuro não se moveu. O Sr. Yagami se adiantou um pouco em direção à silhueta.

- Escute, viemos trazer o cader....

A fala do Sr. Yagami foi interrompida pelo seu próprio grito. O superintendente da polícia colocou a mão em seu peito e caiu no chão a gritar de dor. Como um efeito em cascata, os outros homens, Matsuda, Mogi e Roger também caíram no chão, contorcendo-se de dor, até se entregarem completamente e o silêncio de restabelecer. Restaram apenas L e Light, de pé em meio aos corpos dos colegas, um de frente pro outro.

Light soltou uma estrondosa gargalhada e olhou para a pessoa nas sombras, que se adiantou um pouco em direção ao sol, o suficiente para que fosse iluminada da cintura para baixo. As botas de cano curto e vestido preto de Misa Amane contrastavam com a pele branca iluminada pelo sol. O rosto encoberto por uma capa permaneceu na penumbra. Ela ergueu seu braço direito e apontou sua arma para L.

- É, L. Parece que eu venci!


Notas Finais


Cenas para os próximos capítulos....


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