História Apenas não rebata - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Fullmetal Alchemist, Fullmetal Alchemist: Brotherhood
Personagens Alphonse Elric, Edward Elric, Ling Yao, Maes Hughes, Personagens Originais, Roy Mustang, Von Hohenheim, Winry Rockbell
Tags Baseball, Royed
Visualizações 245
Palavras 1.349
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ho hey
E vamos acabar com a essa história do cabelo :3 Já aviso que no próximo capítulo haverá uma puladinha no tempo (sei lá como se chama isso)

Capítulo 4 - O fim da saga do cabelo de Edward


Roy Mustang sempre foi um grande mulherengo e, por ser um homem muito charmoso e bonito, sempre teve todas que queria na palma de suas mãos. Sua beleza chama a atenção de muitas em qualquer lugar para onde ele vá, sua aparência é sua forte aliada na hora da conquista. Em alguns casos, o moreno não praticamente nada, há algumas mulheres que simplesmente se atiram em seus braços. Ele prefere, contudo, aquelas que se fazem de difícil, como aquela da noite anterior. Ah, que noite! Havia dado um novo sentido à frase “boa noite”.

De qualquer maneira, não era hora para pensar no que havia acontecido, Roy estava atrasado para o serviço. Apenas pegou seu barbeador elétrico (hoje ele lhe seria útil contra Edward) e seguiu seu caminho.

Trabalho durante manhã e tarde, sair com mulheres durante a noite; assim é o dia a dia de Roy.

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Winry poderia ter dito muitas coisas ao encontrar Edward na sala de aula, como por exemplo, “olá”, “bom dia”, “e aí, tudo na paz?”, mas a garota acabou optando pela pior recepção que poderia dar:

- Edward, é sério que o treinador vai raspar sua cabeça? Você vai ficar careca?

Inicialmente não quis responder. Edward não estava com a mínima vontade de falar sobre esse assunto, mas acabou cedendo à vontade da loira ao se tocar de um pequeno detalhe.

- Como você ficou sabendo? – decidiu que era melhor questionar, uma vez que não contou para ninguém sobre o trágico destino de seus maravilhosos fios dourados

- O Al me contou.

Havia o Al também, por um momento acabou até se esquecendo de que o irmão não só sabia sobre tudo isso, como também o ajudou a enrolar Mustang. De qualquer maneira, não poderia ficar bravo com ele. Em momento algum avisou para manter segredo, então ele não tem culpa alguma.

- Ah, o Al te contou?

- Sim. – Winry confirmou - E eu meio que acabei espalhando sem querer. Foi mal, Ed, mas eu não sabia que era segredo.

- Como você espalhou “sem querer”?

- Eu postei no Facebook.

Isso já era demais para Edward. Se ela tivesse comentado com alguém e fofoca tivesse se espalhado ele compreenderia, mas postar no Facebook “sem querer” é algo surreal.

- Como é que alguém posta sem querer no Facebook? Isso é impossível!

- Escapou, uai. Meus dedos foram mais fortes que eu, essas coisas acontecem. E não grita comigo! – Winry se defendeu - Bem, de todo o jeito, agora já é tarde. – ela expôs o fato - O colégio inteiro já deve estar sabendo disso, todo mundo está falando sobre o possível fim do seu cabelo. – a loira pegou o celular e abriu o aplicativo, mostrando a postagem para o garoto - Olha aqui, já tem quase trezentas curtidas.

- Eu quero morrer. – resmungou, deitando a cabeça em cima de sua carteira

- Não fica assim, Ed. – tentou animá-lo - Claro que vai ser uma pena você ficar careca, porque seu cabelo é muito lindo, tipo, muito mais lindo do que o meu e... E eu não estou ajudando, não é? – o menor lhe lançou um olhar irônico - Ed, eu sei que parece ruim, mas veja pelo lado bom.

- Não tem lado bom nessa merda, Winry. – ele concluiu - Agora me deixa morrer, ok?

- Deve ter algum, espera aí que eu vou pensar. – ficou em silêncio por alguns instantes, tentando pensar em algo - Você virou o assunto principal do colégio e hoje é só o seu terceiro dia de aula, eu acho que é um novo recorde.

- Eu quero morrer. - repetiu

- Talvez não tenha um lado bom nisso, sinto muito.

- Percebi.

- Mas não foi tão ruim, Ed. – a loira havia realmente agarrado a missão de amimá-lo - Pelo que o Al me contou, você praticamente humilhou o treinador.

- Praticamente é o caramba, eu humilhei mesmo. – Edward corrigiu, levanto a cabeça - De cinquenta arremessos ele só conseguiu rebater um. Eu fiz quarenta e nove seguidos, isso é como mandar ele para o banco umas quinze vezes.

- Viu? Você está tão orgulhoso disso que nem lembra mais que ele vai raspar seu cabelo.

- Por que foi me lembrar disso? – voltou a se debruçar na carteira e resmungar - Eu quero morrer.

Winry iria retornar às suas tentativas de passar um pouco de positividade a ele, mas fora interrompida pela entrada da professora Riza Hawkeye.

- Bom dia, turma. – a professora desejou ao entrar na sala de aula - Winry, Edward, algum problema?

Por estarem sentados na frente, ela não pôde evitar perceber que o garoto estava com o rosto apertado contra a carteira e resmungando algo, enquanto a aluna aparentemente tentava consolá-lo. Adolescente é uma espécie muito estranha.

- Nada não, professora, o Ed só quer morrer. – Winry respondeu com a naturalidade de quem pede um lanche no Mcdonalds

Tentativas de suicídio em sua aula? Era só o que faltava.

- Perdão, eu não entendi.

- É só drama, professora. – Edward tentou acalmá-la

- Já que é “só drama”, eu vou começar a aula. Abram o livro no capítulo oito.

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- Olha só quem apareceu. – Roy disse ao ver seu mais novo jogador

- Eu cumpro minha palavra. – Edward falou - Infelizmente.

- Fico feliz por saber que meu novo jogador não é covarde.

- Dá pra ir logo com essa porra?

Ele parecia ainda mais estressado que o habitual.

- O que houve? Caiu da cama hoje de manhã? – até parece que perderia a oportunidade de implicar, não é mesmo?

- Anda logo!

O técnico passou os exercícios de aquecimento para os demais e foi ao depósito do time de baseball com Edward. Embora todos já soubessem sobre o trágico fim que os cabelos do pitcher novato levariam (inclusive os professores e os demais funcionários, estes faziam fila para interrogar Mustang), ambos concordaram que seria melhor não fazer isso diante de uma plateia. O moreno pegou o barbeador elétrico e já estava pronto, apenas esperava a confirmação por parte do menor.

- Pode ir. – o loiro confirmou, rosnando um pouco

Agora não faltava mais nada para começar, ligou o barbeador e pegou uma mecha dos longos cabelos loiros de Edward. Surpreendeu-se o quão sedosos eram ao tocá-los. Era nítido que não seriam secos, obviamente eram muito bem cuidados, mas a maciez era impressionante, eram tão suaves ao toque. Pareciam os cabelos de uma mulher.

Desligou a barbeador sem dizer uma palavra. Tal atitude deixou o melhor aliviado, mas também muito intrigado.

- Você não disse que ia raspar minha cabeça?

- Eu ia, mas mudei de ideia. – falou calmamente

Nem Mustang sabia o que havia o feito mudar de ideia, ele apenas decidiu que não iria mais raspar os cabelos e pronto.

- Você está brincando com a minha cara, por acaso?

 - Eu já disse: mudei de ideia. – Roy repetiu - Mas se você quiser ficar careca...

- Não! – o interrompeu antes que pudesse insinuar qualquer coisa

Apesar de estar bastante aliviado, Edward estranhou o fato de Roy continuar a segurar seus cabelos. Ele já havia desistido da ideia de raspá-los, então por que não os soltava? Pela expressão de rosto, ele parecia estar algum outro planeta. Esse homem tem sérios problemas, alguém deveria mandá-lo para o olho da rua (a opinião de Edward sobre tal assunto não mudaria tão cedo).

- Ei, tira a mão do meu cabelo!

- O quê? – Roy finalmente deu algum sinal de vida

- EU FALEI PRA SOLTAR O MEU CABELO! – o menor gritou o mais alto que pôde - FICOU SURDO?

- Ah, certo. – o soltou imediatamente - Agora vá se juntar ao resto do time, eu quero vinte voltas agora. – ordenou – E prenda esse cabelo, nem pense em vir treinar se estiver solto.

Obedeceu e todos tiverem um treino normal. Claro que houve um desentendimento ou outro, uma provocação aqui, outra acolá, mas nada que os atrapalhassem.


Notas Finais


Beijinhos de luz :*


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