História Apenas seja minha... - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amizade, Original, Relacionamento, Romance, Traingulo Amoroso
Exibições 12
Palavras 1.379
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela
Avisos: Álcool
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Essa é a minha primeira estória, espero que vocês gostem U.U

Capítulo 1 - Chega um Novato.


Capitulo Um

Acordei com o sol bem nos meus olhos, 06:00 horas, era hora de sobreviver a mais um dia. Fui para o banheiro, me olhei no espelho, meus cabelos castanhos estavam bagunçados, parecendo uma juba de leão, meus olhos estavam levemente vermelhos de sono o que acabava ressaltando o verde deles. Ficar até as 04:00 lendo não tinha sido uma boa ideia, mas eu não conseguia parar! Os mundos fictícios são tão atrativos! Quem dera a vida real fosse igual aos livros ou séries, seria muito mais divertido e emocionante.

Depois de me arrumar para a escola fui até a cozinha tomar café, encontrei meu pai dormindo na mesa, na frente dele havia duas garrafas de Whisky vazias.   Desde que minha mãe faleceu quando eu tinha sete anos, ou seja, 10 anos atrás, meu pai começou a beber, não lembro a ultima vez que o vi sóbrio. Por causa disso meu pai perdeu o emprego, sobrevivemos graças ao meu salário que recebo da livraria onde trabalho e graças ao dinheiro que minha Vó manda toda semana. Conviver com ele é difícil, principalmente quando acaba o álcool, já cogitei morar com minha avó, mas eu sou a única pessoa que meu pai tem, não poderia simplesmente abandoná-lo.

Joguei as garrafas fora e fiz o café da manhã, pão, ovos, presunto e queijo. Depois de comer deixei a garrafa com café próxima de meu pai e sai de casa.

            Assim que sai vi Thomas me esperando, ele é meu amigo de infância, meu vizinho e meu melhor amigo. Seu cabelo que é da mesma cor que o meu estava levemente bagunçado assim como seu uniforme. Seus olhos castanhos brilharam assim que me viu, realmente tenho sorte de ter um amigo como ele.

            - Bom dia Amélia. – ele disse enquanto bagunçava meu cabelo e dava um sorriso travesso. – Ficou lendo até tarde de novo?

            - Bom dia – eu disse enquanto arrumava meu cabelo e fazia uma cara brava, o que não adiantou de nada, pois Thomas apenas riu de mim. – Como você sabe?

            - Eu te conheço. Quer uma carona até a escola?

            - Claro, se não for te tirar da sua rota.

            - Só um pouco, mas vale a pena.

            Durante a maior parte do trajeto ninguém falou nada, só aproveitávamos a música, até que Thomas resolveu quebrar o silencio.

            - Depois do trabalho você vai fazer alguma coisa?

            - Vou voltar pra casa – respondi o óbvio de forma brincalhona.

            Thomas revirou os olhos como se pensasse “não acredito que você respondeu isso”. Ri de sua expressão, e respondi seriamente.

            - Não vou fazer nada, e você sabe que não posso deixar meu pai sozinho.

            - Ele é perigoso Amélia – Thomas disse fazendo uma expressão de preocupação – Ele já bateu em você, e se ele perder o controle de novo? Ele pode acabar te matando!

            - Eu sei que é perigoso – virei o rosto pra janela, já sentia meus olhos se encherem de água – mas não posso abandoná-lo.

            - Você é boa de mais. Prometa-me que se algo acontecer você vai direto para a minha casa, não me perdoaria se algo acontecesse com você.

            - Prometo.

            Assim que chegamos até minha escola Thomas me perguntou se eu queria carona até o trabalho, recusei a oferta. A Livraria não era tão longe, uma caminhada não me faria mal. Nos despedimos e observei o carro virar a esquina.

            No momento em que entrei na escola senti um empurrão, cai no chão e todas as minhas coisas acabaram saindo da minha bolsa e se espalhando.

            - Opa, sinto muito Amélia.

            Olhei para a pessoa que havia me empurrado como sempre tinha sido Agatha, ela era uma das garotas mais bonitas da escola, cabelos negros e olhos cinza tempestuosos além do corpo esbelto lhe garantiram seu trabalho como modelo profissional.  Apesar de ser bonita por fora, não era nada bonita por dentro, seu passatempo favorito era humilhar as outras pessoas, eu era o seu principal alvo.

            - Bom dia Agatha, bondosa como sempre – eu disse enquanto me levantava      - Isso foi sarcasmo? – Agatha perguntou e logo em seguida me empurrou novamente pro chão. – Ainda não acabei quem era aquele garoto com você?

            - Meu amigo.

            - Claro que era seu amigo, namorado que não podia ser ele é muito bonito pra alguém como você. Quero nome.

            - Não é da sua conta Agatha.

            - Bem... Agora é – Assim que disse isso Agatha agarrou meu celular e pegou o número de Thomas – Decidi que ele será meu próximo namorado, ah e se eu fosse você arranjava outro celular - disse jogando meu celular no lixo e indo embora rindo.

            Comecei a recolher minhas coisas do chão, de repente um rapaz se ajoelhou ao meu lado e começou a recolher minhas coisas. Ele tinha cabelo loiro bem claro já seus olhos eram de um castanho escuro.  Assim que todas as minhas coisas foram recolhidas do chão ele foi até o lixo e pegou meu celular, limpou-o e então me devolveu.

            - Obrigada

            - Você devia se defender.

            - Não importa, mesmo que eu fale com os professores eles vão ficar do lado de Agatha.

            - Como você sabe?

            - Você é novato? – ele confirmou – Agatha é filha do dono dessa escola, ela acaba sendo privilegiada já que os professores não querem contrariá-la.

            - Isso é injusto.

            - Bem vindo a nossa escola – Eu disse e logo em seguida fui pra sala de aula.

            Felizmente o resto do dia foi tranquilo, Agatha não me perturbou mais nenhuma vez, consegui ficar quieta no meu canto e ler meu livro tranquilamente, às vezes eu via o novato me encarando, mas em nenhum momento conversamos, ele já tinha conseguido fazer amizade com várias pessoas e evitava contato com Agatha.

            No momento em que as aulas acabaram fui pro meu trabalho, trabalho em uma pequena livraria que mesmo sendo pequena tem bastante movimento, consigo ganhar bem lá, o suficiente para pagar as contas. Hoje eu teria que reorganizar os livros da vitrine, colocar os lançamentos. Enquanto eu arrumava vi o novato entrando na loja. Fui até ele.

            - É impressão minha ou você tá me seguindo?

            - Talvez eu estivesse – ele respondeu

            - Então estou na presença de um Stalker.

            - Não é pra tanto, só queria ter certeza de que aquela menina não implicaria com você.

            - E por que você se importa? Isso não é da sua conta.

            - Realmente não é da minha conta, mas eu não consigo ficar parado vendo alguém sofrer bullying.

            Como não respondi, o novato começou a olhar em volta meio constrangido até que estendeu a mão em minha direção, oferecendo um aperto de mão.

            - Me chamo Diego – apertei a mão do novato, agora Diego – E qual o seu nome?

            - Me chamo Amélia.

            - Bem Amélia, espero que possamos ser amigos. Já que estou em uma livraria, tem algum livro pra me indicar?

            No fim do dia voltei pra casa, meu pai estava acordado, assistia TV e bebia Whisky, resolvi ir direto pro quarto mas ouvi meu pai me chamar, voltei devagar.

            - Sim pai?

            - Onde você estava?

            - No trabalho pai.

            - Onde está meu dinheiro pra Whisky?

            - Não tem pai, acho que você devia parar de beber...

            De repente ele agarrou a garrafa de Whisky e jogou em minha direção, consegui desviar, a garrafa atingiu a parede. O cheiro forte da bebida impregnou a sala, vários pedaços de vidros espalhados pelo chão. No momento eu só sentia medo, medo do pai que eu não reconhecia.

            - O DINHEIRO AMÉLIA! – ele gritou

            - está no armário da cozinha – eu respondi enquanto me encolhia.

            Ele foi até a cozinha, pegou todo o dinheiro que havia no armário e saiu. Alguns minutos depois a porta se abriu.

            - Amélia?! – era a voz de Thomas – Onde você está.

            - Aqui – eu respondi segurando o choro, mas assim que o vi não aguentei, comecei a chorar.

            Thomas se aproximou e me abraçou, agarrei sua camisa com força, não conseguia parar de chorar, eu soluçava, dizia o quanto eu tinha ficado com medo, como eu não conseguia reconhecer meu próprio pai, como aquilo era doloroso e como eu não aguentava mais, Thomas apenas me escutava e tentava me acalmar. Acabei adormecendo em seus braços.


Notas Finais


Espero que tenha gostado, até o próximo capitulo! U.u
Bjs <3


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