História Apenas Um Concurso - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Armin, Castiel, Kentin, Lysandre, Nathaniel
Tags Amor, Amor Doce, Casnath, Castnath, Kenale, Kenxy, Lysarmin, Sexo
Visualizações 125
Palavras 1.501
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!

Eai? O título deu aquele sustinho, não deu? Mas não se preocupem que já adianto que ninguém morrerá - ou talvez não. Porém tenho certeza que ficarão bastante aliviados com este capítulo lindo e também saberemos que é a amante de Francis e para quem era aquela arma. Só os tops.

Votação?
Nath - 4
Cassy - 3

Sinto informar, mas acho eu que a fanfic não terá mais de cinco capítulos mais para frente. Ou seja, meio que estamos na reta final de Apenas Um Concurso ;-;

PS - Capítulo não revisado, risco de conter erros gramaticais graves.

Podem ler agora, eu deixo!

Capítulo 19 - Guilhotina


Era dia vinte e cinco de junho daquele ano, às seis horas e vinte minutos da manhã. O sol era escaldante, com raios dourados pairando sobre os rostos parisienses, o céu era duma cor alaranjada, como abóbora amassada, e nuvens de violeta. Seria uma bela paisagem, se aquele dia, para alguns, não fosse o pior de suas vidas.

A lâmina de ferro brilhava no calor do sol, com sua ponta caindo até a parte de madeira. O buraco onde se colocava a cabeça era fundo e polido, com pequenas farpas afiadas quase invisíveis quando observadas de longe. Havia uma corda fina e cinzenta que segurava a parte superior da lâmina e que, ao ser puxada, seria responsável pela decapitação do cidadão corrupto.

Ou melhor, nem sempre.

Num palco de madeira escura meio alto, sustentado por pedaços de ferro, um pequeno microfone se destacava ao lado dum pedaço de papel erguido. De lá, estava sentada uma Peggy Esme sorridente, sua entrada no jornalismo foi um sucesso e agora degustava o doce sabor da vitória.

Do lado da traidora, uma mulher de corpo curvilíneo se escondia por detrás dum enorme capuz preto e folgado. Se era possível ver apenas alguns poucos fiapos de seu cabelo cor de trigo no calor nordestino, assim como uma brecha de seus olhos cor de esmeralda transparente. Dedilhava com desgosto na aliança de prata em seu dedo indicador, na mão direita, observando-a como se não lhe importasse nada.

Lá embaixo, junto aos seus amigos e companheiros, Castiel arrumava as mangas de sua camisa cinzenta. Usava um colete cor de lama, calças rasgadas nas pontas da cor grafite, tinha um machado cravado no cinto de couro marrom de fivela dourada. Estralou o pescoço e colocou a máscara negra em sua boca, escondendo metade de seu rosto.

- Isso não vai dar certo...

Ken disse balançando a cabeça. Se referia ao fato de seus amigos tentarem criar um plano para salvar os pescoços de Armin e Lysandre, que consistia em: o ruivo se vestiria de Executor e, quando chegasse a hora de abaixar a corda, os outros jogariam pó branco na frente de todos e em segundos os “culpados” teriam corrido para longe. Era arriscado, muito arriscado, mas era o que tinham.

- É nossa única opção, Kentin. – Lucy disse cabisbaixa. – A chance de dar certo é muito baixa, mas temos que tentar pelo menos uma vez. Ou é isso, ou eles morrem na hora.

Suspiraram tristonhos e Castiel acenou com a cabeça. Levantou-se do pequeno banco de madeira e se dirigiu até o centro da praça, no meio das duas guilhotinas cinzentas. Colocou os braços atrás das costas e ouviu a trombeta dourada soar. Observou Peggy se ajeitar no microfone e bufou. Filha da puta.

- Hoje, cidadãos parisienses, faremos parte de uma das comuns execuções a comando da coroa. Nosso executor profissional – o ruivo acenou com nojo. – Irá decapitar os dois garotos que traíram a confiança do príncipe Nathaniel I, após serem encontrados em uma situação íntima no próprio castelo. Isso é uma calúnia, não é, Paris?

Todos os presentes levantaram espadas e gritaram palavras maldosas aos dois acusados. O executor engoliu em seco ao ver aquilo. Quem era ele impondo justiça com milhares de pessoas contra ele? Quem era ele contra toda Paris?

Bom, apenas o futuro rei da França.

- Abram alas, parisienses, aos dois canalhas honrosos de vaias. Armin Blanche e Lysandre Ozanan! – gritou e logo tocou a enorme trombeta dourada.

De repente, dois brutamontes chegaram arrastando dois garotos sujos de poeira. Estes seguravam duas estacas de madeira com pregos que perfuravam suas mãos, cujo sangue escorria por seus dedos imundos. Os cabelos colavam na testa por demanda do suor frio, as bochechas inflaram de cansaço e seus lábios secavam. E, ao ouvir as vaias, abaixaram ainda mais as colunas.

Armin e Lysandre tiveram suas cabeças posicionadas nos buracos na madeira, assim como tiveram suas mãos presas em outros buracos com algemas grossas. O primeiro chorava, via de canto de olho o irmão desesperado e então percebeu a merda que tinha feito. Mas que culpa ele tinha se não se apaixonara pelo príncipe louro? Que culpa ele tinha se não mandava no próprio coração?

- Hey... – Castiel sussurrou. – Vou salvar vocês, caras, prometo. – se afastou.

 

Um garoto corria loucamente pelas ruas de paralelepípedos francesas, sentindo a adrenalina correr pelos seus ossos finos e seus cabelos negros balançarem ao vento. Carregava uma caixa pequena debaixo do ombro, a qual tinha o conteúdo balançado a cada pulo alto que ele dava.

Avistou ao longe uma silhueta coberta por um capuz negro. Sorriu aliviado e se aproximou da mulher que, ao avistar o menino, sorriu de antecipação. Abaixou o capuz escuro e dirigiu-se a ele com sua voz doce:

- Olá Ryan. Conseguiu o que eu pedi? – junto as mãos, como se o suplicasse.

Ryan respirou fundo e estendeu-lhe a caixa marrom para a moça loura. Tirou um canivete vermelho do bolso e abriu o papelão rapidamente, jogou os pedaços de isopor para fora e – com pena – a folha de plástico bolha. Catou a mala preta de plástico e a abriu, retirou a arma em punho amadeirado e os pacotes transparentes de balas amareladas. Sorriu.

- Com toda certeza, senhora Kylie. Chegou a hora de fazer justiça.

 

Castiel amarrou os cabelos ruivos em um pequeno rabo de cavalo. Se passaram dez minutos, sendo agora a hora marcada para a execução. Respirou fundo e olhou para os amigos, que seguravam os sacos de farinha em mãos e sorriam. Tudo estava indo como o planejado. Levantou o machado e, quando iria fingir que cortaria a corda, uma voz rouca e acusatória se dirigiu a si:

- O que faz aqui, senhor Castiel? – Francis proferiu surpreso.

Se virou lentamente e escondeu a arma por detrás do corpo. Ouviu as reclamações das pessoas atrás de si e engoliu em seco. Suou frio. Estava perdido.

- O-Olá senhor Francis, não deveria estar no palanque? – tentou desviar do assunto.

- Decidi eu mesmo executar esses traidores. Agora, me deixe trabalhar.

O rei pegou o machado brilhante da mão do garoto ruivo com força e sorriu macabro. Ele sabia que Castiel queria salvar os amigos e, por isso, ele mesmo iria executar aqueles que mancharam seu nome.

- Mas o senhor não pode fazer isso. O trabalho com a guilhotina é do executor. – irritou-se e cruzou os braços.

O mais velho sorriu sarcástico e o empurrou para o lado. O garoto caiu de costas na madeira e piscou os olhos rapidamente. Quando abriu as íris cinzentas, viu a lâmina do machado alguns poucos centímetros a frente de seu nariz. Os burburinhos da população cessaram-se e finalmente eles puderam ver o quão doente aquele rei podia ser.

- Como se você fosse executor, seu pobre de merda. – cuspiu as palavras. – Nem se formou e vem tentar me enfrentar, eu, que sou o rei de toda a França. E você? É apenas o noivo do viado do meu filho. – riu. – E agora tu morrerás. Pessoas como você nem deveriam ter nascido... – empunhou o machado para cima. – Diga suas últimas palavras, pobre homem.

Castiel viu de canto de olho o garoto moreno sorrir para si. Ryan segurava o gatilho da arma com precisão, apontando sua mira para Francis. Fechou um dos olhos e respirou fundo, empurrando a trava e soltando a bala. O ruivo sorriu.

- Queime no inferno!

O mundo pareceu entrar em câmera lenta quando o peitoral do rei francês se cobriu numa rosa rubra e pegajosa, assim como quando seu corpo caiu duro e frio no chão, e o machado cravou na terra coberta por grama da praça. Um favor foi feito à França.

Francis foi assassinado, ao vivo.

 

25 de junho de 2154

Hoje, neste sábado de junho (25) o rei francês Francis Beaumont foi morto pelo major Ryan Black com a coordenadoria de Kylie Rockenbach, ex-rainha da Austrália e mãe biológica do príncipe-regente Dakota Rockenbach. A mulher, antiga noiva do falecido monarca, afirma ter assassinado o homem com a desculpa de “foi um bem maior para toda a França. Se Francis continuasse vivo, eu não queria existir mais para saber o que aconteceria para com o povo parisiense. Se ele queria matar o próprio filho, seu noivo e amigos, o que custaria para ele acabar com a vida de pessoas inocentes e desconhecidas para ele? ”.

De acordo com as circunstâncias, Armin Blanche e Lysandre Ozanan foram inocentados pelo Tribunal Francês de Justiça e considerados livres, com o direito de se hospedarem junto a família real até se recuperarem das feridas ocasionadas pelos capachos do falecido rei Beaumont.

Com a morte do rei, Nathaniel Beaumont I se casará em uma semana de antecedência, sendo coroado no dia seguinte a cerimônia junto ao seu futuro marido, Castiel Burnier, ala 5, e sua família receberá um empréstimo cujo valor não foi identificado.

Fiquem ligados para mais notícias fresquinhas em nosso jornal.

ESME, Peggy. Le Point Journal. Acesso em: 25 de junho de 2154, Paris, França.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...