História Apenas Um Dia - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope
Exibições 27
Palavras 1.595
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Uma curta estória cheia de sentimento. Espero que gostem ^-^

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Apenas Um Dia - Capítulo 1 - Capítulo Único

Ele andava pelas ruas numa manhã fria de inverno com um buquê de lírios em mão, pretendia levar este presente para aquela que detinha seu coração, abriu um sorriso ao pensar nela  deixando escapar uma névoa formada por seu hálito. Flocos de gelo caiam ao seu redor, o chão estava escorregadio, ele estendeu a mão e um floco que caiu em cima de sua luva vermelha derreteu com o calor, uma criança passou ao seu lado acompanhada da mãe, segurando-se para não cair, isso o fez lembrar do dia que conheceu a garota que hoje era dona de seu amor.
“Aquele estava sendo o inverno mais frio dos últimos 5 anos, Hobi estava completamente agasalhado e andava pela calçada lentamente com medo de escorregar, no entanto seus esforços foram por água abaixo quando uma garota surgiu correndo totalmente apavorada trombando  nele, os dois caíram na calçada fria, ele levantou-se e observou-a, ela continuava no chão e observava ao redor apavorada, logo aquilo que tanto a assustava surgiu. Um pequeno chihuahua virou a esquina latindo e tremendo vindo em nossa direção, um homem vinha atrás correndo tentando pegar o cão.
-Segurem esse cachorro! -gritava o homem.
-Aquele demônio quer me pegar! -exclamou a garota colocando as mãos no rosto tapando a visão.
Finalmente Hoseok entendeu o que se passava, a garota estava com medo do cachorrinho, o rapaz soltou uma gargalhada, e posicionou-se em frente a ela, quando o cachorro se aproximou ele saiu do caminho agachando-se rapidamente agarrando a coleira que arrastava no chão ainda presa ao pescoço do cão.  O animal debatia-se para seguir em frente, chegando a ficar em pé nas patas traseiras sem parar de latir em nenhum momento. Devolveu o chihuahua ao seu dono e finalmente virou-se para a mulher ainda no chão, esta era jovem e olhou-o dos pés a cabeça. Ele se aproximou dela e estendeu a mão.
-Vem, eu te ajudo.
Ela apertou sua mão, no entanto quando apoiou o peso sobre os pés exclamou de dor voltando ao chão. Hoseok agachou-se ao lado dela preocupado.
-Está tudo bem? Você se feriu?
-É meu pé. Acho que torci. -respondeu a garota fechando os olhos com força e controlando a respiração ainda ofegante.
O garoto ajudou-a a tirar a bota, ela mordia o lábio com força pra não deixar escapar nenhum som de dor. Pela meia dava para se ver um calombo que se formava na altura do tornozelo, tocou-o e a garota soltou um gemido de protesto.
-Eu acho que numa situação dessa eu deveria te levar ao hospital.
-NÃO! Odeio hospitais, foi só uma torção, é só colocar o pé pra cima e gelo que melhora. Pelo menos vi isso num filme... -disse a garota arregalando os olhos em menção a palavra hospital.
-Okay. Calma, não te levo para o hospital. Vou ligar para um táxi.
O rapaz pegou o celular e fez uma ligação, foi uma conversa rápida, quando desligou ele e a garota ficaram em silêncio avaliando um ao outro, em poucos minutos um carro amarelo estacionou ao lado da calçada.
-Sua carona chegou. -disse o rapaz.
A moça tentou se levantar, uma tentativa completamente frustrada, o garoto bufou passou os braços em torno dela levantando-se com ela em seu colo.
-O que você pensa que está fazendo!? -protestou a garota se debatendo.
-Vou te acompanhar até em casa.
-Quê? – a garota arqueou a sobrancelha . – Sabia que minha mãe me ensinou a não confiar em estranhos!?
Ele olhou-a incrédulo, seguindo em direção ao carro.
-Não acho que você tenha muita opção no momento. -respondeu-a colocando-a no carro e sentando ao seu lado. -Agora, por favor, poderia dar seu endereço ao motorista?
-E se você for um psicopata!?
Ele apenas riu balançando a cabeça em sinal negativo, ela sorriu com a reação dele e inclinou-se para o banco do motorista dando-lhe o endereço.
-A propósito sou Jung Hoseok, mas pode me chamar de J-Hope. Deixei de ser um estranho? – disse ele enquanto a garota se recostava no banco.
-Prazer J-Hope, me chamo Rívia. E não, você continua sendo estranho, mas diminui minhas suspeitas sobre ser um psicopata.
Ele inclinou a cabeça e sorriu, retirou o gorro da cabeça e passou as mãos pelo cabelo, naquele momento, para Rívia, ele pareceu o sol numa manhã de inverno. Em pouco mais de meia hora o veículo parou em frente a um grande prédio, o garoto pagou a corrida e saiu do carro pegando a moça em seguida. Eles adentraram no saguão do prédio, o guarda na portaria apenas os olhou, reconheceu Rívia, mas não fez nenhum comentário sobre aquela estranha situação, Hoseok foi em direção ao elevador e enquanto esperavam a garota apoiou o queixo em seu ombro e olhou as portas do prédio que davam para a rua cheia de neve, então ele ouviu-a dizer:
-Eu só queria sair um pouco, mas parece que o desastre me segue.
-Então acho que teve sorte de me encontrar.
-Claro... projeto de anjo da guarda. -respondeu a garota sarcasticamente.
-Wow! Você notou minhas asas!? Só não toca porque são de ouro. -respondeu o garoto com humor.
A menina riu deitou a cabeça no ombro dele, o elevador finalmente desceu abrindo suas portas, ele adentrou, ela estendeu o braço e clicou no botão com o número 13, mexeu no bolso do casaco e retirou uma chave, quando o elevador abriu ela apontou para uma porta com o número 120.
Ainda nos braços de Hoseok ela abriu a porta, adentraram numa grande sala bem iluminada que era conjunta com uma cozinha, havia uma escada que dava para outro andar onde havia três portas, ele deitou-a no sofá, ela pegou diversas almofadas colocando uma em cima da outra apoiando o pé machucado.
-Você poderia ir na geladeira e pegar gelo, por favor?
Hoseok assentiu e foi em direção a cozinha pegando vários cubos de gelo e colocando-os num pano, levou para Rívia entregando-a. Sentou-se no chão ao lado dela para descansar enquanto ela apoiava a pequena trocha no tornozelo, ele fechou os olhos e jogou a cabeça para trás, porém encarou-a quando ouviu a voz dela.
-Obrigada. Você realmente meio que me salvou hoje.
-Não foi nada, qualquer um teria feito aquilo.
-Não... não faria.
Ele ficou lá por mais algum tempo, até ter a certeza de que a garota realmente estava bem e quando se foi não sabia que estava deixando seu coração naquele apartamento, pensou na garota a noite toda. E no dia seguinte foi lá e a zoou por causa do tornozelo ainda inchado e a teoria de filmes dela de que melhoraria só com gelo. E no dia seguinte também foi, e no seguinte, e no seguinte. Sem perceber eles já eram grandes amigos, com sentimentos evoluindo para algo mais e a estação passou, trazendo consigo o sol de verão, após um tempo ela passou a chamá-lo de sol da vida dela, pois sempre a salvava e iluminava teus dias.
Numa tarde quente, em um piquenique a beira do lago ele a beijou pela primeira vez, a considerava uma obra prima, a existência dela já era uma obra de arte, ele a amava, ela não era a garota mais bonita do mundo, mas era inteligente, péssima na cozinha, mas sabia o fazer rir como ninguém, era uma garota cheia de imperfeições e defeitos, mas eram essas pequenas coisas que ele adorava. E naquela mesma noite ele dormiu na casa dela, dormiram abraçados lendo um livro de terror, ele adormeceu com seu cheiro. Logo as noites de sono foram trocadas por noites de amor, e numa delas eles fizeram uma promessa; abraçados em meio aos lençóis ela pediu:
-Você vai ficar ao meu lado? Me promete?
-Sempre. -respondeu-lhe puxando-a contra o seu corpo e beijando-lhe o topo da cabeça.
Três meses depois Hoseok precisou viajar a trabalho, passaria uma semana em Nova York, deixando Rívia em Seoul, ela prometeu-lhe um presente na volta, algo que ele nunca chegou a receber. Em dois dias na cidade que nunca dorme ele recebe uma ligação e seu mundo desaba.
Houve um acidente de carro, uma garota foi atropelada e veio a óbito.”
Agora ajoelhado no túmulo dela, ele chora, todo ano faz a mesma coisa, agachou-se tocando o frio mármore da lápide, havia o nome dela escrito e abaixo uma foto sorrindo. Ah... como ele sentia falta daquele sorriso. Apoiou os lírios na grama morta em frente ao túmulo.
-Você ainda me deve um presente. -disse abrindo um sorriso em meio as lágrimas. – Eu só quero mais um dia, 24 horas com você aqui. Mesmo em sonho. Vamos nos encontrar onde os lírios florescem e dizer adeus enquanto eles murcham. Você quebrou sua promessa, me fez prometer algo e não cumpriu sua parte do acordo e se foi antes que eu pudesse dizer adeus, e eu ainda estou preso a você, então quando se foi deveria ter levado tudo, os sentimentos... a dor... a saudade... eu. -a voz do rapaz tremia. - Eu te odeio... te odeio por ainda te amar. Eu preciso de você.
Sentou-se no chão frio, limpando as lágrimas  dos olhos, respirou fundo e continuou:
- Eu não consigo mais fazer isso, que merda! Leve tudo embora agora, eu te odeio! Mas, você é o meu tudo. -sussurrou a última frase. -Então, por favor, me dê um último presente... me deixe...
Ele olhou para cima, o sol brilhava fraco, mas não expulsava o frio, mesmo no verão seus dias eram cinzentos, e ele esperava o dia em que voltaria a ver o azul do céu.


Notas Finais


Meus feels foram para o lixo quando escrevi ;-;


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