História Apenas uma aposta - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Originais
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Palavras 3.943
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Lemon, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Eu realmente queria demorar para atualizar essa história aqui, mas eu estou tão empolgada quanto vocês hahaha !

E quando a inspiração para escrever vem, saí várias e várias ideias que as vezes é até difícil de por no papel.

Em relação ao primeiro beijo dos meninos, calma meus amores vai acontecer, não se preocupem, e vai acontecer da melhor forma possível, quero que seja "Romântico" e que tenha sentimento nos beijo, não um beijinho qualquer por conta de uma aposta haha. Entendem? Por isso ainda não rolou, quero que eles descubram que estão apaixonados um pelo outro. Apaixonado não, é muito ainda haha . Que eles gostam um do outro, assim é melhor.

Mas tudo pode mudar, eu posso fazer Logan agarrá-lo e beijar ele a força, eu ainda não sei muito bem como vou fazer, mas sei que não vai demorar para acontecer ^^


E eu irei fazer um Capítulo só do Louis com o pensamento dele e contando um pouco da sua história, mas ainda não será o momento hahaha. E quando for será um capítulo um pouco grandinho.

Enfim Boa Leitura e Desculpe qualquer erro <3

Ps :Nesse capítulo, vai falar que Logan tem um problema, coisa que eu vou abordar esse assunto mais para frente. Ok ?! Bjs.

Capítulo 7 - Capítulo 7 - Castigo


Respirei fundo e saí andando na frente, com certeza eu iria ter um castigo daqueles.

 

( ... )

 

- Eu não quero nem saber o que aconteceu. – Carlos disse abrindo a porta da sala.

Meu pai ficou a viagem inteira sem dizer um “A”, tudo bem, não havia justificativa pelo que eu tinha feito, ainda mais quando eu sei que não posso brigar exatamente pelo motivo de não saber quando parar, mas quem começou foi o Matteu. Típica conversinha de quem não sabe admitir que estava errado. Pois é.

- Sem vídeo game e saídas por duas semanas.

- Pai eu tenho 17 anos; - Revirei os olhos.

- Pensasse nisso antes de sair socando a cara do seu colega de turma.

- Eu apenas me defendi. – Reclamei sentado no sofá.

- Se fosse isso estava bom, Logan. – Ele bufou. – Você fez ele levar vários pontos no supercílio. Ele vai ter que ficar quase duas semanas sem ir as aulas.

- Ele mereceu. – Resmunguei.

- O que foi que você disse? – Perguntou me olhando de soslaio.

- Nada. Vou para meu quarto. – Peguei minha mochila e fui em direção as escadas.

- Em uma hora quero você na mesa da cozinha de banho tomado.

Bufei e subi as escadas, eu odiava ser tratado que nem criança. A qual é, alguns pontinhos na cara não fazem mal a ninguém.

Abri a porta do quarto e joguei a mochila em cima da cama, retirei minha roupa e coloquei no cesto de roupas sujas, olhei para meu corpo e ao lado da minha barriga começava a ficar roxo, meu queixo um pouco inchado e um corte bem próximo a boca, nada que não possa ser curado em alguns dias.

Abri o registro do chuveiro e deixei a água quente cair sobre o meu corpo tenso, pensei em qual motivo me levou a fazer isso, e logo Louis veio a minha mente. Fui bancar uma de herói e acabei me ferrando e nem um obrigado eu recebi por isso, apenas um “eu sei me cuidar sozinho”. Claro que sabe, ele sempre sabe se cuidar sozinho, mas sempre apanha ou algo do tipo, nunca vi alguém mais teimoso que ele.

Meu banho foi resumido em pensar no motivo para defender uma pessoa teimosa e ignorante e não reclamar de dor quando passava a bucha pelo corpo. Enxuguei meu corpo e saí do banho com a toalha enrolada na cintura, vesti uma calça de moletom cinza e uma regata branca, desci as escadas e antes de ir para a cozinha escutei vozes ao lado de fora.

Desviei meu caminho e asfatei a janela para olhar pelo lado de fora, minha mãe apontava e gritava com meu pai, enquanto ele tentava manter a calma para não ter que brigar com ela. Os gritos de Karen estridente, me incomodava profundamente.

- Se Laura não tivesse intervindo com certeza Logan teria batido até o menino perder a consciência.

- Não exagera, Karen. – Meu pai falou segurando seu braço tentando controlar sua voz. – Não aconteceu nada demais e já tive uma conversa com ele.

- Não exagera? – Ela riu. – Você sabe como eu também sei que Logan é capaz disso, por causa das ...

- Não se atreva a falar disso. – Meu pai elevou a voz e minha mãe se calou na hora. – Você não tem o direito de dizer nada sobre esse assunto, você não ajudou em nada, e para completar saiu de casa, você é o pior tipo de mãe. Quando Logan mais precisou você saiu fora Karen, não vem querer dar uma de mãe coruja, faça-me o favor.

- Ele se esquece de quem é quando está em uma briga, Carlos, por favor. – Ela abaixou o tom de voz. – Não vamos entrar nesse assunto novamente, eu quero o bem do meu filho. Acho que já está na hora de ele voltar a fazer o tratamento que parou.

- Eu não vou colocar ele em uma clínica, ele não teve uma recaída e NÃO VAI TER. – Meu pai virou e abriu a porta me encontrando na janela. – Filho ...

- Está tudo bem. – Sorri. – Pensei que estivesse na mesa me esperando.

- Eu estava, mas sua mãe

- Eu escutei tudo pai. Não tem importância, talvez Karen esteja certa, não é?

- Claro que não. – Ele se aproximou tentando me abraçar, mas eu desviei.

- Vamos jantar, eu quero dormir logo.

O jantar foi tão silencioso como a vinda da escola para casa, mas diferente da vinda da escola eu não estava me importando nem um pouco em ficar em silencio na mesa, e agradecia mentalmente por meu pai entender isso.

Terminei meu jantar e subi as escadas diretamente para meu quarto, escovei os dentes e me joguei na cama. Visualizei algumas mensagens no meu celular e retirei o alarme, estava suspenso três dias, então não tinha nada do que fazer a não ser dormir até tarde.

***

Acordei de manhã com o latido de Apollo em minha cabeça, olhei para a janela e presumi que já passava das duas horas. Levantei e desci as escadas até a cozinha, vi Carol lavando algumas louças que estavam na pia.

- Bom dia. – Disse sentando na cadeira.

- Boa tarde quase noite né, Logan. – Ela disse sem me olhar. – Seu pai disse para eu te acordar, mas deixei você dormir um pouco.

- Até demais. – Sorri. Carol virou para mim e me olhou assustada.

- Meu Deus o que aconteceu com você?

- Briguei na escola. – Dei de ombros.

- Logan, seu rosto está roxo, deixa eu ver isso.

- Ai! – Resmunguei quando ela apertou meu queixo. – Isso dói sabia?

- Porque você brigou? Não conhece quase ninguém naquela escola. – Ela foi até o armário e pegou uma caixa de remédios.

- Eu com certeza causo inveja. – Disse sorrindo de lado.

- Nem levando soco na cara você perde essa pose, né garoto. – Ela riu. – Agora fica quieto que vou passar uma pomada, isso vai sumir em três dias.

Esperei ela terminar de passar a pomada e aproveitei para almoçar, Apollo não saiu da minha cola nem por um minuto, ele ia até a porta e voltava correndo, lavei o que sujei e peguei a coleira dele, escovei os dentes, troquei de roupa e sai para a rua.

No meio do caminho decidi ir para o parque, Apollo disparou na frente correndo até o gramado, sentei em um dos bancos que tinha ali e fiquei observando ele correr para lá e para cá atrás de gatos e comendo matinhos.

Meu celular tocou e atendi na mesma hora já sabendo de quem se tratava.

- Pensei que tinha me esquecido. – Ri.

- Não tem como eu esquecer uma coisa linda dessa.

- Se está me elogiando é porque quer alguma coisa. – Desconfiei.

- Você me conhece tão bem. – Laura riu.

- O que quer?

- Vai acontecer uma festa final de semana na casa da Júlia, vamos? Por favor.

- Que Júlia, Laura?

- Da outra sala, ela me convidou. Amiga da Mônica.

- Eu não sei se vou poder ir, sabe, meu pai meio que me colocou de castigo. – Ela riu do outro lado da linha.

- Fala sério, Logan. Eu vou falar com ele.

- Se você conseguir vou te dever um favor.

- Vou cobrar, beijos vou desligar.

- Beijos.

Não tinha percebido que o tempo mudou rapidamente, apenas percebi quando começou a cair alguns pingos em minha testa, olhei para cima e o céu estava totalmente cinza, Apollo cavava um buraco atrás da árvore, quando ouviu um trovão correu rapidamente para perto de mim.

- Acho que está na hora de irmos embora. – Peguei a coleira e coloquei nele.

No meio do caminho a chuva apertou, não tinha alternativa, teria que pegar Apollo no colo. Corri até em casa e assim que cheguei na porta abri e coloquei meu cachorro para dentro, Carol estava na sala assistindo Tv quando me viu entrando e Apollo correndo e subindo no sofá.

- LOGAN! – Ela deu um grito. – Seu pai vai te matar, esse cachorro está todo sujo de lama.

- Apollo desce daí agora. – Disse firme e ele obedeceu saindo do sofá e vindo até a mim deitando em meu pé.

- Seu pai vai falar até você não querer mais, você vai ter que limpar isso, olha a sujeira que vocês dois estão fazendo na sala. – Disse desesperada.

- Pega uma toalha pra mim Carol. Por favor.

Carol voltou com a toalha, me sequei rapidamente e tentei limpar o sofá, mas só tentei mesmo, porque Apollo não me dava um tempo, correndo para lá e para cá sujando a casa novamente.

Subi as escadas com ele e fui até o quarto do meu pai, enchi a banheira e o coloquei lá dentro, olhei as horas no celular e faltava menos de uma hora para meu pai chegar em casa, tinha que ser rápido ou então sobraria para mim.

- Apollo você só me da trabalho, seu cachorro bagunceiro. – Disse esfregando seu pelo.

O esfregava e ele sacudia seu pelo, o banheiro do meu pai estava ficando todo molhado, peguei uma toalha limpa e o sequei, enrolei na toalha e desci as escadas, abri a porta da varanda de trás e fechei a porta que dava acesso a piscina, Coloquei Apollo lá e fechei a porta. Voltei para o banheiro e sequei o chão, lavei a banheira e voltei para sala.

- Logan, eu vou embora, limpe tudo direito para que seu pai não desconfie de nada. – Carol disse segurando a maçaneta da porta.

- Obrigado. – Sorri.

Carol sorriu e saiu fechando a porta, terminei de limpar o sofá e peguei o secador em meu guarda roupa, liguei no quente e passei pelo sofá rapidamente para secar, só foi o tempo de eu guardar e meu pai chegou.

- Logan, se arruma, vamos sair. – Gritou do andar inferior.

Entrei no banheiro e tomei um barro rápido, era difícil eu e meu pai sair para algum lugar, ainda mais quando ele me colocava de castigo. Vesti uma calça jeans clara e uma blusa polo preta, calcei um tênis e penteei meus cabelos com a mãos, passei perfume e desci as escadas.

- Onde vamos?

- Jantar fora. – Ele sorriu.

- Com Ágatha? – Perguntei já desconfiando da sua felicidade.

- Sim.

- Fala sério, pai. – Resmunguei me jogando no sofá. – O que eu vou fazer lá? Ficar vendo vocês dois namorar?

- A sobrinha dela também vai. – Ele disse ajeitando a gravata. Rapidamente levantei do sofá.

- Ótimo, acho que já podemos ir então. – Sorri.

(...)

 

Quando fiquei animado para poder vir jantar e conhecer a sobrinha da namorada do meu pai, não pensei que Evellyn fosse sobrinha de Ágatha. Xinguei os infernos quando a vi sair da casa de Ágatha e entrar no carro, meu pai sabia disso, só pode.

- Boa noite, Logan. – Ágatha me cumprimentou e selou os lábios com o meu pai.

- Boa noite. – Disse sem animo algum.

- Algum problema?

- Nenhum, coisa de jovem. – Carlos sorriu me olhando atrás do retrovisor.

Ele com certeza sabia, só pode ser castigo, na boa.

Meu pai estacionou o carro em frente a um restaurante que tinha do outro lado da cidade, comida japonesa. Ótimo, além de ter que aturar a chata da Evellyn na minha cola a noite inteira eu teria que comer arroz e peixe cru. Com certeza isso era o pior dos castigos.

- Porque não comemos uma pizza? – Sugeri.

- Eu prefiro sushi, é mais leve. – Evellyn disse. – E pizza é muito gorduroso.

Alguém me segura para não dar na cara dessa garota?

- Logan, aproveita a noite. – Meu pai disse com um sorriso sarcástico.

- Você não sabe como vou aproveitar. – Sorri sem vontade. – Então ... para que a honra do jantar?

- Quero apenas anunciar que eu e Ágatha finalmente estamos namorando. Quero dizer, oficialmente. 

Larissa começou a bater palmas, enquanto Ágatha e meu pai trocavam olhares apaixonados um pelo outro. Não vou negar que estava Feliz pelo meu pai, mas ter que aturar Evellyn na minha casa quase todo final de semana era demais. 

Passei a noite inteira tentando usar os palitinhos que na verdade o nome era hashi, Evellyn tentava me ensinar, mas no fim acabei comendo com a mão mesmo.

Depois de jantar meu pai ainda inventou de irmos no cinema, assistir um filme romântico, não preciso nem dizer que Evellyn achou que fossemos um casal. Eu realmente estava planejando matar meu pai de todas as formas na minha mente, ele com certeza tinha passado dos limites.

No final da noite, meu pai deixou as duas na casa de Ágatha, Evellyn tentou me beijar, mas eu apenas desviei dando um curto abraço nela e desejando boa noite, rapidamente entrei no carro esperando que me pai despedisse de Ágatha.

- Tchau Logan. – Ela disse acenando. Apenas levantei a mão e voltei a olhar meu celular.

- Você deveria ser mais educado, Logan. – Meu pai disse assim que entrou no carro e girou a chave.

- Você sabia, não é? – Bloqueei o celular e coloquei no bolso. – Laura que disse?

Foi. – Meu pai começou a rir. – Você tinha que ver sua cara.

- Eu não achei graça nenhuma, pai. Evellyn é um saco, eu não quero namorar com ela se é isso que tem em mente.

- Ela é bonitinha, Logan.

- O que ela tem de bonita tem de chata e grudenta. Não quero.

- Você quem sabe, eu não mando nas suas escolhas.

- Isso quer dizer que se chegasse algo como “seu filho está beijando um menino” para você ... não ligaria?

Carlos ficou me olhando por um tempo até começar a rir, eu ri junto, porque eu realmente estava brincando, mas com essa coisa de aposta na escola, não demoraria nada para que meu pai ficasse sabendo, já que Matteu trataria de espalhar para todo mundo que o motivo da brigar foi por eu ter defendido Louis.

- Você fala cada bobagem. – Ele revirou os olhos.

Assim que chegamos em casa fui direto para o quarto, retirei a roupa escovei os dentes e capotei na cama.

 

Os três dias que fiquei suspenso da escola passaram voando, Laura e Yuri vieram me visitar nesse intervalo, decidimos que terminaríamos de fazer o trabalho logo.

Levantei da cama e vi que o tempo não estava nada agradável, vesti minha roupa de frio e desci para tomar café, a mesa estava cheia com bolos, biscoitos, queijos e mais. Com certeza Ágatha havia dormido com meu pai.

- Sabe que quando meu pai conseguir realmente ficar com ela isso vai acabar né? – Falei com Carol que terminava de arrumar a mesa.

- Não vejo dúvidas. – Riu.

- Por isso que te amo, Cacau. – Brinquei. – Eu vou tomar o café rápido, tenho que ir para escola, não vou esperar os pombinhos para comer.

- Nem precisa, estamos aqui. – Disse meu pai entrando na cozinha.

- Ótimo. – Sorri. – Bom dia, Ágatha.

Ágatha sorriu para mim e deu um bom dia, tomei o café junto com eles, subi as escadas escovei os dentes e peguei minha mochila. Peguei o guarda-chuva e saí de casa, encontrei Jonas, Yuri e Caio na entrada da escola.

- Bom dia! – Jonas falou sorrindo. Até demais, coisa que eu estranhei.

- Você está alegrinho hoje em! – Olhei para Caio que disfarçou olhando para outro lugar. – Mas bom dia.

- Onde está Laura? – Yuri perguntou olhando em volta.

- Essa sua paixão por Laura está ficando cada vez mais chata. – Caio reclamou.

- Está com ciúmes? – Yuri perguntou com um sorriso provocativo.

- Não idiota. – Falou abaixando o rosto envergonhado.

Jonas observava tudo com uma cara de quem comeu e não gostou. Cara, estou falando. Tem algo entre os dois, está nítido.

- Oi meninos. – Laura chegou com Evellyn que assim que me viu agarrou em meu pescoço.

- Saudades de você. – Evellyn beijou meu rosto.

- Nos vimos a poucos dias, Evellyn. – Revirei os olhos e olhei para Laura a procura de ajuda.

- Vamos falar com a Júlia. – Ela disse puxando Evellyn que reclamou mais foi.

- Olha seu amigo passando ali, Logan. – Yuri disse apontando para Matteu.

- Ué, mas ele não ficaria umas semanas em casa? – Jonas perguntou.

- Foi o que pensei. – Fiz uma careta.

Logo atrás de Matteu vi Louis entrar rapidamente para os corredores, decidi não falar com ele, afinal ele tinha me dado um belo de um fora quando eu decidi o defender, não estava afim de ter que começar meu dia tomando uma joelhada no saco.

- Vocês vão na festa da Júlia?

- Eu acho que sim, afinal as festas dela sempre ficam ótimas. – Yuri disse com um sorriso malicioso.

- O que acontece lá? – Perguntei com um sorriso se abrindo em meu rosto.

- Coisas meu amigo, coisas bastante interessantes. – Sorriu.

Ri e segui com eles para o pavilhão quatro. Por incrível que pareça estava com vontade de estudar. Sentei em meu lugar e logo a professora de inglês chegou tagarelando e passando exercícios no quadro, e como todo o professor de línguas trouxe um rádio para escutarmos uma música e cantarmos juntos.

Na hora do intervalo fui convocado a diretoria, eu comecei a repensar no que fiz de errado a não ser a briga com Matteu, pensei em até poder ser o fato de eu ter “fodido” aquela garota no banheiro já que as notícias voam nessa escola, mas quando entrei e vi que Matteu já estava lá descartei essa possibilidade.

- Entre e feche a porta, senhor Willians. – Nem tinha reparado que parei na porta encarando Matteu. Fechei a porta e sentei na cadeira vazia que estava a sua frente. – Tenho em mente que saibam o porquê de estarem aqui.

- Na verdade ... – Comecei, mas ela me lançou um olhar severo que fez eu me calar imediatamente.

- Pois bem, vocês terão que limpar a quadra por uma semana depois das aulas.

- O QUÊ?! – Eu e Matteu exclamamos juntos. – Para que isso, temos zeladores. – Disse.

- Minha mãe não paga essa maldita escola para eu ter que ficar limpando quadra quando tem alguém que pode fazer. Está fora de cogitação, eu não vou limpar nada, muito menos ao lado desse aí.

- Ei. – Olhei para ele seriamente.

- Está decidido, sem reclamações. Podem se retirar.

Bufei e sai da sala da diretora, vi Louis conversando com um cara que eu acredito ser um professor bem ao final do corredor, troquei o caminho e fui para o refeitório, meu grupo de amigos riam e conversavam bem ao fundo.

- E aí cara? O que aconteceu lá? – Yuri perguntou.

- Terei que limpar a quadra por uma semana, e o pior de tudo com o Matteu. – Revirei os olhos.

- Cuidado para vocês não matarem um ao outro. – Caio disse pegando uma batata de seu prato.

- Creio que não, com certeza a diretora não é tão burra assim, ela vai colocar alguém para vigiar vocês. – Laura falou enquanto se deliciava com uma latinha de coca cola.

O sinal soou novamente avisando aos alunos o fim do intervalo, antes de ir para sala passei no banheiro e vi Louis, quando ele percebeu que alguém tinha entrado no banheiro ele abaixou a cabeça e tentou sair, mas eu o segurei pelo braço, na mesma hora ele levantou seu rosto e me olhou.

E porra, eu queria matar quem tinha feito isso com ele, seu rosto estava vermelho bem na bochecha e também seus braços, indicando que tinha sido bastante apertado, em volta de seus olhos vermelhos também indicando que havia chorado.

- Quem fez isso com você? – Perguntei assustado com o que via. Ele abriu a boca para respondeu mais seus lábios tremiam. – Pode me contar eu vou te ajudar no que for, Louis.

- Fica longe de mim. – Foi o que disse antes de sair.

Abri a porta do banheiro e tentei ir atrás dele, mas ele já havia sumido do corredor. Fiquei parado tentando entender o que realmente tinha acontecido, não era a primeira vez que ele aparecia com o rosto vermelho e machucado, eu iria descobrir quem faz isso com ele de qualquer jeito.

Saí do banheiro depois de usar e voltei para sala, percorri meus olhos por ela e não vi Louis e nem suas coisas por lá, sentei em minha carteira meio frustrado e fiquei pensativo durante o resto das aulas.

 

(...)

- Legal, o quanto mais rápido fizermos isso mais rápido ficaremos livres um do outro. – Falei pegando o balde de água com o esfregão.

- Falar é fácil né senhor esperto, olha o tamanho dessa quadra. – Disse revirando os olhos.

- Se você ficar falando muito lógico que não vamos acabar.

- Então está esperando o que para começar? – Disse sentando na arquibancada.

- Olha Matteu, não dificulta as coisas, a minha vontade é de acabar de quebrar essa sua cara. – Respirei fundo. – Mas eu realmente não quero ser expulso dessa escola, então faz o favor. – Entreguei o esfregão e o balde a ele.

Fui na sala do zelador e peguei mais um balde e outro esfregão, enchi o balde com água e sabão joguei no chão e comecei a esfregar, a quadra era enorme, mas se Matteu ajudasse acabaríamos rapidamente, cada um de um lado.

Bem quase no final quando estávamos terminando de secar a quadra o zelador apareceu e sentou-se na arquibancada. Laura estava certa quando disse que alguém nos vigiaria.

- O que tem com o moleque. – Matteu perguntou me olhando. Parei de secar o chão com o rodo e olhei para ele.

- Que moleque?

- O gayzinho da nossa sala.

- Não o chame assim ou eu esqueço que estamos de castigo e quebro esse rodo na sua cara. – O encarei.

- Vá em frente, melhor para mim. Assim você sai dessa escola. – Sorriu cínico. Continuei com meus olhos firmes e ele parou de sorrir. – Tudo bem. – Gesticulou com as mãos. – O Louis.

- Só não quero você perto dele, não encoste uma mão se quer nele que eu faço pior do que eu já fiz com o seu rosto. – Voltei a secar o chão.

- Vocês são namorados? – Engasguei com a minha própria saliva e comecei a tossir descontrolavelmente.

- Da onde tirou essa ideia, bastardo?

- Apenas deduzindo o óbvio. Que outro motivo você o defenderia? Ele não fala com ninguém, não tem amizades... Eu acho melhor você tomar cuidado. – Disse me encarando.

- Ata e agora você virou meu amigo? Ah fala sério, Matteu. – Revirei os olhos.

- Depois não diga que não avisei. – Voltou a secar o chão. Dessa vez eu que parei e o encarei.

- Com o que? – Dei de ombros. – Nós nem namoramos, só quero ter uma relação de colegas de turma, eu não iria ver você machucá-lo, Matteu.

- Tem um professor que acha Louis sua propriedade, toma cuidado com ele. Ou então ... quem vai acabar sofrendo as consequências é Louis. – Fiquei parado tentando assimilar o que Matteu disse.

Em partes fazia sentido, porque lembro que quando entrei na escola me avisaram que Louis tinha caso com um dos professores, mas eu não quis acreditar nisso, e com Louis aparecendo com o rosto machucado esses dias aumenta a possibilidade de isso ser verdade.

Depois de secar a quadra, peguei minhas coisas e fui embora, já passava da hora do almoço. Matteu tinha me deixado intrigado com aquela história de que um professor era fanático por ele, obcecado, isso não podia ser verdade, talvez ele só estivesse me testando, querendo saber se eu tinha algo com Louis e espalhar para a escola inteira.


Notas Finais


Até o próximo capítulo que eu não vou demorar a atualizar já que ele está pronto <3

👻 FASTASMINHAS SE MANISFESTEM! 👻
Fico feliz com os comentários, saber que vocês estão gostando me incentiva ainda mais.. ^^



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