História Apenas uma aposta - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Originais
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Palavras 4.746
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Lemon, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Boa Tarde meus amores <3

Me falem se o capítulo tiver com nomes trocados ou algum erro, eu preciso saber. Por favor.

Eu vou postar hoje porque o resto da semana tenho prova na faculdade p.p

Então ... tenho que ter tempo para escrever um novo capítulo. Espero que gostem desse e comentem. Fastasminhas também, eu fico muito feliz quando interagem comigo. <3

Boa Leitura !

Capítulo 8 - Capítulo 8 - Festa da Júlia


Na quinta-feira de manhã Louis já não estava com o rosto tão vermelho quanto antes, ele nem se quer me olhava, eu não entendia bem o porquê, será que ele tinha medo de que eu descobrisse o que acontecia para aparecer com esses hematomas no rosto?

Yuri me enchia o saco me lembrando todos os dias da aposta, dizendo que nem ao menos eu estava implicando com ele, não via mudança, para ele Louis não estava nem um pouco apaixonado por mim. Eu concordava em partes, porque eu tenho a certeza que esse jeito de ele me tratar significava outra coisa.

A sala esvaziou rapidamente quando o sinal soou para o início do intervalo, Louis como sempre ficou na sala lendo um de seus livros, eu olhei para ele e sorri, não sei porque, mas não tinha um dia que eu não pensasse em provoca-lo. Estranho, né? Eu sei.

Como todas as outras vezes parece que ele adivinhava que eu chegaria perto e rapidamente se levantou indo em direção a porta, mas fui rápido e a fechei. Ele me olhou como sempre, inexpressivo com aqueles tão lindos olhos claros. Já mencionei que eu amo olhos claros?!

- Sonhei com você...  E sabe o que aconteceu?  - Sussurrei bem próximo a seu ouvido. Ele me olhou seriamente, sabia que se eu falasse que sonhei que estava fodendo ele sairia sem os dentes da minha boca, mas mesmo assim arrisquei.  -... Acordei de pau duro. – Os pelos de seu pescoço se eriçaram e eu sorri com isso, mas o que veio depois fez odiar a mim mesmo. Eu sou masoquista só pode. Com certeza eu sinto prazer em sentir dor.

Senti uma ardência no meio das minhas pernas que me fizeram ir ao chão, como doía, o filho da puta me deu um soco no pau. NOVAMENTE. Eu com certeza teria que falar para ele mudar essa tática, mas como ele mudaria se eu sempre caía?  

- Caralho, Louis.  - Olhei para ele com os olhos cheios d'água.  - Porque faz isso?  Sabe que assim eu não posso te foder mais tarde. - Dei um sorriso de lado pra descontrair.

- Vai se foder.  Eu vou te deixar aleijado se ficar fazendo gracinha comigo. Seu imbecil.

- Adoro você com ...  Raiva é tão lindo. - Disse com dificuldade, ainda segurava meu pênis, doía demais. Louis apenas revirou os olhos e saiu da sala me deixando sozinho. Apenas eu e minha dor que fazia latejar meu pau.

(...)

 

Depois de conseguir me levantar e ir até o refeitório comer alguma coisa, voltei para sala e esperei o professor de biologia chegar e entregar os papeis avisando sobre o acampamento que faríamos. Seria três dias como ele mesmo tinha dito, três dias no meio do mato. Suspirei, sem sinal de telefone, sem ninguém ... sem ninguém? Sorri ao repetir essa frase. Isso quer dizer que eu poderia fazer qualquer coisa e ninguém veria, como fazer sexo no lago, ou então invadir a barraca das meninas no meio da madrugada.

- Do que você ri? – Yuri perguntou me olhando.

- Vamos acampar no meio do nada. – Ele me olhou esperando que eu falasse algo realmente interessante.

- E daí? É apenas mato, Logan. – Ele revirou os olhos.

- Realmente, apenas mato. O que dá para fazer muitas coisas. – Sorri maliciosamente e ele entendeu.

- Você realmente não presta.

- Já me disseram muito isso. – Mordi o lábio inferior pensando em como seria bom esses três dias de acampamento.

O professor entregou o bilhete contendo a informação sobre os três dias de acampamento e avisou quem fosse menor só iria com a autorização dos pais. Depois disso a aula seguiu tranquilamente.

Cheguei em casa e mostrei o bilhete para meu pai, já estava acostumado a ver Ágatha transitando em minha casa, agora até com roupa normais, nada de terninho ou vestidinho sob medida, ela já se sentia em casa como eu me sentia à vontade com ela na minha casa.

 

( ... )

 

Estava andando no corredor abraçado com a Mônica, minha orelha doía de ouvir ela reclamar de suas amigas e falar como elas eram invejosas por ela estar comigo mesmo que fosse só para Evellyn não encher o saco, mas para ser sincero saí de uma pior para entrar em uma pior ainda.

Tinha combinado com Mônica que na escola ela passaria por minha namorada, apenas para Evellyn não me perturbar tanto, e lógico que isso chegou no ouvido do meu pai que brigou comigo. Sinceramente eu estava começando a odiar Ágatha por ter Evellyn como sobrinha, a garota só sabia infernizar minha vida.

Parei subitamente quando vi o loirinho tendo praticamente uma discussão com um homem a nossa frente, o homem que aparentava ser 15 anos mais velho que ele o segurava pelo braço e o mantinha bem próximo ao seu corpo enquanto dizia algo em seu ouvido que eu não conseguia escutar e muito menos ler seus lábios com a tagarela da Mônica ao meu lado. Já Louis estava quase gritando e tentando a todo custo empurrar o homem e sair dali.

- Shhh, Mônica. – Disse colocando meu dedo indicador em seus lábios e ela me olhou confusa.

“- Você não tem escolha, ou aceita ou não vai. – Dizia o homem”

Mônica parou de se debater em meus braços e olhou para onde eu tanto olhava, ela ficou um tempo de braços cruzados depois o que ela me disse me deixou chocado, eu nunca imaginaria isso.

- Louis é bolsista, e aquele homem é o senhor Thurenne. – Ela suspirou. – Ele tem uma paixão doentia pelo garoto desde quando ele entrou na escola, não deixa que ninguém chegue perto dele, todos têm medo dele. Ele é bem maluco.

Então o que Matteu me disse na quadra com certeza era verdade, então Louis aparecia ferido por minha causa? Porque eu insistia em provoca-lo? Como eu nunca pensei que estava fazendo mal a ele por causa de uma aposta ridícula?

- E porque estão discutindo?

- Com certeza Louis não tem dinheiro o suficiente para ir ao passeio, e então o senhor Thurenne está querendo compra-lo.

- Compra-lo? – Perguntei inocentemente, mas me arrependi de ter perguntado.

- Sim, com sexo. Eles fazem sexo e o professor paga para ele ir. Simples assim. – Deu de ombros.

- Isso não é simples. – Falei com raiva. – Ele não pode fazer isso, está na cara que o Louis não quer.

- Ele não tem escolha, Logan. Ou ele faz ou não vai ao passeio e perde ponto. – Mônica cruzou os braços e me encarou. – Podemos ir?

- Vai indo na frente que eu vou resolver uma coisa, depois te encontro. – Sai andando em direção ao dois mais à frente.

- LOGAN ...

Escutei Mônica me chamar, mas não dei atenção e continuei andando, vi que Louis tinha notado minha presença, então ele arregalou os olhos e seu rosto ficou completamente vermelho, vergonha talvez? Preferi acreditar que sim.

- Se você não soltar ele eu te denuncio para o conselho e tu perde essa marra toda com os alunos. – Falei e coloquei meu braço em volta dos ombros de Louis.

- E quem acreditara em você moleque? – Riu. – Você nem sabe quem eu sou.

- Sei bem o suficiente para te expulsar da escola, perder o emprego e nunca mais lecionar em lugar nenhum, fora a cadeia por abuso de menores. – Falei seriamente mostrando que não tinha medo dele.

Ele sorriu sarcástico e olhou uma última vez para Louis dizendo que não ficaria assim, me olhou e fechou a cara dando meia volta e sumindo no corredor, esse mesmo homem era quem estava no banheiro quando vi Louis chorar pela primeira vez. Fiquei ali parado abraçado com Louis até ele sair, o loiro estava tremendo, e quando o susto passou ele me olhou e deu um tapa em meu braço para que eu tirasse as mãos dele.

- Eu te salvo e é assim que você me trata? – Perguntei olhando para ele. Louis ainda estava com o rosto corado, mas seu semblante era de raiva, será que esse menino nunca sorria?

- Eu não pedi porra de ajuda nenhuma, eu estava conseguindo lidar com a situação.

- Vem cá, qual é a sua, em? Eu te salvo e você me trata com a maior ignorância. – Respirei fundo e o encarei. – Você não gosta mesmo de mim, não é?

- Não. – Foi apenas o que disse antes de sair do corredor.

Mesmo ele me tratando mal o segui para me certificar de que ele chegaria bem na sala, eu não estava afim de ver ele com o olho roxo igual da última vez, e eu tenho a ligeira impressão que foi esse homem que bateu nele.

- Eu acho que as meninas que você pega não dão conta. – Parou e virou me fitando.

- Porque você acha isso? – Sorri de lado.

- Porque você não para de me seguir. – Ele cruzou os braços. – Me dá um tempo.

- Eu gosto de você. – Falei sem pensar e ele riu em deboche.

- Deixa suas admiradoras saberem que você gosta de homens E principalmente Mônica, sua namorada. – Disse e entrou para sala.

Fiquei parado tentando processar o que eu tinha acabado de dizer, não conseguia acreditar que eu tinha dito aquilo, falei por impulso, não era para ter saído nada disso, agora o moleque vai pensar que eu realmente gosto dele, mas eu senti um certo ciúmes quando ele disse “sua namorada” e dei um breve sorriso por isso. Então realmente o francêzinho estava gostando de mim.

Entrei na sala e logo recebi um olhar cortante de Evellyn que me fez abaixar a cabeça e rir, quem ela pensa que é fazendo isso? Para mim não mudava nada.

Sentei em meu lugar e peguei o bilhete para entregar já que todos estavam entregando. Durante o restante da aula ficamos jogando conversa fora, a professora de português não deu nada além de um livro para fazer um breve resumo sobre a história contida nele.

No final da aula pedi para que meu grupo esperasse e combinei que faríamos o trabalho nesse final de semana, já que a apresentação seria na outra semana, e teríamos três dias de acampamento não daria para poder fazer. Todos concordaram e foram embora.

Abri a porta de casa e Apollo veio me receber com um pulo e fazendo cair de bunda no chão. Ágatha que estava sentada no sofá da sala riu e chamou meu cachorro para ficar ao seu lado.

- Eu acho que ele gosta de você. – Disse pegando minha mochila do chão.

- É ... a gente se da bem. – Ela sorriu e logo me olhou seriamente. – Logan, precisamos conversar.

- Se o assunto for Evellyn, estou fora. – Disse já subindo as escadas, mas infelizmente ela veio atrás de mim.

- Ela te ama. – Ágatha suspirou. – E eu tenho pena dela. – Olhei para ela fingindo increduilidade.

- Ei, eu sou uma boa pessoa tá legal? Só não estou mais afim dela. – Revirei os olhos. – Não adianta forçar uma coisa que não vai ter futuro, Ágatha.

- Eu sei disso, mas o que eu posso fazer se ela me enche o saco para que eu fale com você? Eu sou a madrinha dela, caramba. Prometi falar com você.

- Então apenas diga que falou, mas eu não quero nada. Ela sabe que agora estou namorando a Mônica.

- Qual é, nós dois sabemos que isso é mentira. – Arqueei a sobrancelha para ela. Uma mulher de quase meia idade falando gírias é novo para mim. Meu pai já fazia e eu achava realmente estranho.

- Mentira ou não, não vai mudar o fato de que eu não quero nada com ela. – Dei de ombros e sentei na minha cama.

- Como você é difícil.

- A não ser que ela tenha algo para me dar. – Sorri sugestivo.

- Nem pense nisso. – Ela me olhou seriamente. – Você não vai brincar com ela.

- Isso é ela quem tem que escolher, Ágatha, se ela quiser me dar ela vai me dar e não vai ser você que vai impedir. – Sorri cinicamente e ela bufou saindo do meu quarto socando os pés no chão e batendo a porta.

Ótimo, uma bela forma de se livrar de uma conversa chata e sem cabimento, onde já se viu me forçar querer ficar com uma garota que eu nem estava afim. Revirei os olhos e entrei no banheiro, estava cansado, ficaria o dia inteiro em casa talvez jogando vídeo game e comendo bobeiras.

Tomei um banho e logo recebi uma mensagem de Jonas, avisando que ele Yuri e Caio viriam a minha casa para dormir. Eu confirmei, mesmo não perguntando para meu pai se podia, ele iria deixar com certeza.

Mas não foi isso que aconteceu, tinha esquecido que estava de castigo sem vídeo games e sem sair por duas semanas. Ah fala sério! Bufei me jogando no sofá. Tinha avisado aos meninos que não daria para eles virem, a não ser que eles trouxessem o vídeo game deles, porque o meu estava confiscado. Meu pai não tinha mencionado nada de que eu não podia jogar vídeo game deles.

Assim que eles chegaram meu pai desceu as escadas cumprimentando eles, pedi duas pizzas tamanho família e levei uma para meu quarto. Yuri pegou sua mochila e colocou em cima da cama retirando seu vídeo game.

- Tem certeza que seu pai vai deixar? – Perguntou já montando na televisão.

- Ele não pode desligar e mandar vocês irem embora. – Falei enquanto pegava um pedaço de pizza.

- E sobre dormir aqui? – Jonas entrou no assunto depois de mordeu um pedaço de pizza.

- Ele não liga para isso. – Sorri. – Vamos jogar. Futebol, melhor de três.

Sentei no chão ao lado de Yuri, jogamos cinco partidas de futebol acabou Yuri me ganhando, depois Jonas e Caio decidiram jogar UFC. Desci até a cozinha e peguei uma garrafa de coca e fiz pipoca de micro-ondas.

Depois de horas jogando meu pai entrou no quarto e passou os olhos por toda a bagunça que estava no chão e em cima da cama.

- Arrumem toda essa bagunça e acho melhor dormirem, já são duas horas da manhã e o grito de vocês da para escutar do meu quarto.

- Já vamos. – Disse vidrado na TV.

- Agora Logan, não era nem para você está jogando, ou você não se lembra de estar de castigo? – Revirei os olhos. – Laura me ligou pedindo que você fosse com ela a uma festa amanhã. – Ele estreitou os olhos para mim. – Espero que isso não seja uma ideia sua para sair do castigo.

- Claro que não pai.

- Eu deixei que você fosse com ela, contando que ela tomasse conta de você e não deixasse você beber. Agora desliga e vai dormir.

Revirei os olhos e desliguei o vídeo game arrumando a bagunça junto com os meninos e me preparando para dormir. Arrumei para eles no chão e pulei na minha cama já cansado e acabei dormindo em segundos.

 

Levantei da cama com a falação que estava em meu quarto, olhei para o lado e vi Laura e Mônica sentadas na beira da cama enquanto Caio, Jonas e Yuri permaneciam em pé conversando com elas.

Peguei meu celular em baixo do travesseiro e olhei a hora, já passava das três horas da tarde. Tentei cobrir minha cabeça com o travesseiro e voltar a dormir, mas parece que meus amigos não entenderam.

- Acho que já está na hora de cada um ir para sua casa. – Falei e eles me olharam.

- Veja quem acordou de bom humor. – Laura sorriu para mim.

- Veja quem está sendo inconveniente. – Rebati levando da cama.

- São quase quatro horas da tarde, Logan.

- E não esquece que daqui a pouco é a festa da Júlia.

- Eu sei eu sei. – Disse entrando no banheiro e fechando a porta.

Fiz minhas necessidades e tomei um banho rápido, vesti uma bermuda e uma camiseta, desci as escadas e fui direto apara cozinha encontrando todo mundo lá, e quando falo todo mundo inclui Evellyn, que olhava mortalmente para Mônica que fazia de tudo para provoca-la vindo me abraçar.

- Então vamos comer. – Ágatha disse olhando para mim e depois para Evellyn que faltava quebrar o garfo que segura de tanto que o apertava em sua mão.

Sentei na mesa ao lado de Mônica e arrumei meu prato. Carolina como sempre arrasou na comida, estava maravilhosa, assim como ela.

Depois que minha mãe saiu de casa ela que sempre cuidou de mim, até porque meu pai trabalhava o dia inteiro. Cogitei até a ideia de ela e meu pai se casarem, mas ela já tinha marido e um filho que estuda em outra cidade, mesmo assim pedi para que ela separasse dele, mas infelizmente não fui atendido.

Subi para meu quarto depois de todos irem embora, já passava das oito horas da noite quando comecei a arrumar. Coloquei uma calça jeans rasgada no joelho, uma blusa branca com desenhos e uma jaqueta preta por cima, no pé calcei meus coturnos também preto. Passei o secador no meu cabelo e ajeitei, perfume e já estava pronto.

- Pai já estou indo. – Gritei descendo as escadas.

- Estou na cozinha.

Entrei na cozinha e vi ele e Ágatha preparando algo que eu nem queria saber o que era.

- Já estou indo buscar a Laura.

- Juízo, Logan. – Ele falou me olhando seriamente. – Não entre em nenhuma confusão.

- Eu sei pai, pode deixar.

Dei tchau rapidamente para os dois e peguei a chave da moto na mesinha de centro. Sinceramente, ver os dois de amores para cá e para lá as vezes me enjoava. Coloquei meu capacete e peguei o reserva colocando em meu braço, subi na moto e girei a chave arrancando na pista.

Toquei a campainha de Laura e rapidamente a mãe dela apareceu com seu barrigão, sorriu para mim e pediu que eu entrasse, mas estava com pressa e se eu entrasse saberia que Laura demoraria ainda mais, então ela apenas gritou Laura para que ela descesse.

Entreguei o capacete a ela, e montei na moto com Laura atrás de mim, no caminho descobri que a casa da tal Júlia era perto de onde Louis morava, mas eu realmente não sabia ao certo onde ele morava ali.

Estacionei, tirei o capacete e já pude escutar a música vindo do prédio, pessoas pelo lado de fora conversando e rindo. Laura desceu e retirou o capacete.

- É aqui, vamos entrar.

Acompanhei Laura até o segundo andar do prédio, a casa estava completamente cheia, não dava nem para passar entre as pessoas. Retirei minha jaqueta assim que conseguir chegar no bar. As luzes de balada piscavam e faziam desenhos pelas pessoas, um DJ tocava música eletrônica enquanto soltava gelo seco para amenizar o calor que se fazia presente.

- Seu pai disse para eu não deixar você beber, Logan. – Laura avisou assim que pedi um copo de cerveja para o barman.

- Desde quando você começou a ser careta e ter medo do meu pai, Laura? – Peguei o copo e dei um gole saboreando o gosto de álcool invadir minha garganta.

- Ele está confiando em mim, ainda mais depois do que aconteceu essa semana.

- Ah fala sério. – Bufei. – Até você?

- Desculpa, mas eu não posso fazer nada. Você é meu amigo Logan, e quero o melhor para você.

- Olha suas amigas estão chegando aí. Estou dando o fora. – Disse já me misturando em meio a multidão.

Não queria ficar para ter um discurso de como ser uma pessoa comportada, não hoje, e muito menos na festa, ela mesmo tinha me chamado para se divertir, porque tinha que dar uma de mãe logo agora?

Senti alguém segurar meu braço e me puxar, olhei para trás e vi Yuri me levando para perto de Caio e Jonas que pareciam estar muito bêbados, eles riam de tudo.

- Fica com eles, vou dar uma volta. – Yuri disse, mas antes que ele saísse segurei em seu braço.

- Eu não vou pagar de babá para esses dois. – Yuri olhou mais uma vez para eles e deu de ombros.

- Então deixa eles aí, eles se viram. Quando eu for embora eu pego eles.

Voltei para pista com Yuri depois de tomar três copinhos de tequila e dancei com algumas meninas, Laura também dançou com a gente. Yuri tentava a todo custo beijar Laura que se esquivava vindo para cima de mim, eu ria da cara de frustação que ele fazia. Resolvi ir ao bar e pegar duas garrafas de água, voltei para onde Caio e Jonas estavam e entreguei a eles.

Quando estava voltando para a pista de dança encontrei Mônica que logo me arrastou para fora do prédio, na rua tinha algumas pessoas bebendo e conversando, peguei meu celular e olhei a hora, ainda nem tinha dado meia noite e já havia várias pessoas bêbadas.

- Pensei que não iria ter um tempo comigo. – Ela sorriu me empurrando lentamente para a parede de uma casa.

- Eu não tinha te visto na festa. – Sorri. A bebida já começava a fazer efeito em minha mente, nem sabia o que estava falando. Peguei em sua cintura e apertei.

Beijei Mônica, ela passou suas mãos finas em minha nuca subindo para meu cabelo e puxando levemente fazendo com que meu corpo se arrepiasse. Se tem um lugar que eu sinto “cócegas” é o pescoço e no pé da barriga.

Me separei dela e comecei a beijar seu pescoço, desci as mãos para sua bunda e dei um aperto generoso o que fez com que soltasse um gemido abafado em meu ouvido. Levantei o olhar e vi Louis passar na rua.

Não sei o que realmente me deu, mas eu estava afim de provocar, ainda mais quando ele percebeu que quem estava agarrado com Monica era ninguém menos que eu mesmo. Haha!

Comecei a deslizar minha mão para cima e para baixo na bunda de Mônica e apertei, beijei seu pescoço e selei nossos lábios, isso tudo sem tirar os olhos de Louis.

Tenho a certeza de que vi ele abrir um sorriso de lado antes de um menino passar ao lado dele e ele agarra-lo e beijar, para mim o menino iria o empurrar ou algo do tipo, mas não. O moleque estava fazendo praticamente quase a mesa coisa que eu fazia com Mônica, não preciso nem dizer que a raiva subiu naquela hora.

- O que houve, Logan? – Mônica perguntou quando eu soltei ela e fiquei encarando que nem um idiota Louis pegar um menino na minha frente.

E qual o problema disso? Eu nem gostava dele. Fala sério, Logan! Você não está com címues, isso é apenas seu ego inflando por não fazer com que Louis goste de você, apenas isso. Nada de ciúmes.

Repeti isso na minha mente até Louis se separar do garoto que resolveu ataca-lo de novo, mas minhas pernas foram mais rápida e eu o puxei antes de pôr aquelas mãos sujas no MEU loirinho, sim ele era meu, mesmo que eu não assumisse.

- Qual é a sua cara? – Perguntou o menino.

- Ele está comigo. – Disse encarando seriamente Louis que só faltava rir da minha cara, ele estava estampando um sorriso cínico nos lábios.

- Sinto muito em te dizer, mas você é corno. – Falou rindo.

- Cala a sua boca antes que eu quebre sua cara aqui mesmo. – Rosnei e ele levantou as mãos em sinal de redenção.

- Calma cara. – Sorriu e olhou para Louis. – Quando quiser é só me ligar. – Deu um papel que Louis pegou de bom grado. – Meu nome é Petter. – E saiu para a festa novamente.

- Me da isso aqui. – Peguei o papel da mão de Louis e amassei jogando no meio do mato.

- O que pensa que está fazendo? – Perguntou me encarando.

- Te ajudando, você não vai ligar para aquele garoto. Não mesmo. – Ele arqueou a sobrancelha para mim e parei de falar na mesma hora.

Me aproximei dele, fiquei bem próximo. Louis me olhava com as sobrancelhas arqueadas, esperando pelo que ia acontecer. Pela minha cabeça passou a ideia de beijá-lo, mas lembrei que ele tinha acabado de beijar um garoto que nem sabia o nome.

- Vamos lá, Logan. – Ele sorriu. – Está com medo de que alguém veja? – Me desafiou.

- E-Eu não. – Eu realmente estava começando a ficar com vergonha? E gaguejando? Mas que porra eu nunca ficava assim. Louis alargou ainda mais o seu sorriso com meu embaraço e porra que sorriso fodidamente lindo. – Vai se foder.

Disse e sai dali correndo, Mônica não estava mais na parede onde eu a deixei, subi as escadas e encontrei alguns casais se pegando por ali, outros fumando. Entrei no apartamento e logo fui para o bar, peguei mais uma bebida e virei ela toda sentindo arder minha garganta. Virei, mais uma, duas, três e quando iria virar a quarta Laura pegou meu copo.

- Que merda, Logan! – Ela gritou por causa da música. – Que porra está fazendo? O que combinamos de você não beber?

- Me deixa, Laura. – Disse tentando pegar o copo, mas assim que levantei me senti tonto. – Porra.

- Você é um idiota. – Ela pediu água para o barman. – Toma, e vai para o banheiro que eu sei que em minutos tu vai por isso para fora.

Pensei em deixar a garrafa de água em cima do balcão, mas não deixei, meu estomago reclamou e começou a arder, minha boca salivava e eu sabia que daqui a pouco eu iria vomitar, levantei e procurei pelo banheiro. Assim que abri a porta dei de Cara com Jonas e Caio se pegando em cima da bancada da pia de mármore. Sorri maliciosamente enquanto eles tentavam esconder o que fazia.

- Eu sabia. – Disse embolado. – Eu sabia que vocês se pegavam. – Sorri.

- Logan eu ...

- Não precisa falar nada Jonas. – Entrei no banheiro e fechei a porta. – Vocês formam um casal bonito sabia? – Sorri.

- Você está muito bêbado. – Caio disse.

Tampei a boca quando a vontade de colocar tudo para fora subiu, Jonas rapidamente abriu a tampa do vaso e pegou a garrafa da minha mão, não deu tempo nem de me ajoelhar e coloquei tudo para fora.

Minha respiração estava rápida de tanta força que fiz, limpei minha boca com as costas da mão e levantei do chão, lavei as mãos, minha boca e peguei a garrafa de água, virei tudo e bebi ela inteira, me sentia bem melhor agora.

Saí do banheiro sem dizer nada a Caio e Jonas depois conversaria com eles, não queria atrapalhar o momento. De volta para pista esbarrei com Evellyn, ela estava muito bêbada, ela me agarrou e me beijou, fiquei dançando e bebendo ainda mais com ela.

(-x-)

 

Juro que eu nunca mais bebo.

Tentei mexer meu corpo pela cama e abrir os olhos, mas estava difícil minha cabeça doía pra caralho e eu nem me lembro como tinha chegado em casa. Tateei minha cama e senti alguém deitado ao meu lado. Abri meus olhos devagar fazendo força para poder enxergar quem estava deitado. E ... não! Não podia ser, eu não tinha feito isso.

Levantei o lençol e constatei para saber se eu estava pelado e eu realmente estava, olhei novamente para o lado e vi Evellyn dormindo tranquilamente com uma parte do lençol cobrindo seu corpo totalmente nu. Eu não podia ter feito uma besteira dessas.

Sentei na cama e passei as mãos pelo rosto subindo e puxando meus cabelos fortemente. Eu era burro ou o que? Quanto mais eu queria me afastar dessa garota mais eu ficava preso a ela.

- Ágatha. – Disse já sentindo um frio percorrer minha espinha. – Ela vai me matar. – Disse levantando da cama rapidamente. Chacoalhei Evellyn para que ela acordasse.

- Hummm. – Murmurou se espreguiçando. – O que foi Logan? Já é de manhã? – Ela virou para o outro lado.

-  Acorda Evellyn, se vista e vai embora antes que sua tia saiba que você está aqui. – Peguei minha cueca no chão e vesti.

A porta do meu quarto abriu brutamente e entrou uma Ágatha furiosa quase me fuzilando com seus olhos. Engoli a seco e terminei de me vestir.

- Evellyn, levanta dessa cama agora. – Falou firme que Evellyn rapidamente se levantou. – Quero os dois na mesa da cozinha em cinco minutos. Teremos uma conversa muito séria.


Notas Finais


Até o próximo ! <3


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