História Apenas Uma Chance... - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Bertolt Hoover, Connie Springer, Eren Jaeger, Erwin Smith, Farlan Church, Grisha Yeager, Gunther Schultz, Hange Zoë, Historia Reiss, Isabel Magnolia, Jean Kirschtein, Kalura Yeager, Kenny Ackerman, Levi Ackerman "Rivaille", Marco Bott, Marlo Freudenberg, Mikasa Ackerman, Mike Zacharius, Mina Carolina, Nanaba, Nile Dok, Oluo Bozado, Personagens Originais, Reiner Braun, Rico Brzenska, Rod Reiss, Sasha Braus, Thomas, Ymir
Tags Comedia, Eren Jaeguer, Ereri, Jearmin, Lemon, Levi Ackerman, Riren, Romance, Shingeki No Kyojin, Snk
Visualizações 86
Palavras 8.067
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sim, cheguei!!! Aqui estamos mais um cap.
Hoje eu não estou podendo digitar muito então... Só curtam mores!!!
Obrigado a todos os favoritos, coments e visualizações e um obrigado mais especial ainda pela repercussão da última semana!!!! Pelo visto o Lemon agradou e muito😁😁😁

Capítulo 12 - Bem-Vindo(a)!


Fanfic / Fanfiction Apenas Uma Chance... - Capítulo 12 - Bem-Vindo(a)!

- Eren, abre logo essa droga! É a última vês que falo. – Levi tenta me dar comida na boca, na manhã seguinte, sendo que mal comemos ontem... Foi uma noite beeem longa...

- Eu não estou com fome Levi, que chato viado. Eu, hein... Tu tá ligado que eu tava querendo é um macho, não uma segunda mãe, né?

- Acontece, meu querido, que sua mãe já está muito boa com a minha cara para eu ainda te deixar morrer de fome. Come logo esse misto-quente! – ele coloca o prato e eu o olho

- Ata... E por acaso a dona Carla tá brava agora? – respondo me rendendo ao sanduba.

- Ah, comeu? Acho muito bom, porque senão ele ia descer goela abaixo! Nem que eu tivesse que ir te dando por meio do boquete. – ele fica me observando comer e eu rio.

- Isso é uma opção, boy magia? – lanço-lhe meu olhar sedutor e ele fecha a cara.

- Para com isso. – ele respira fundo. – Já estou com muita sobrecarga em me conter para não colocá-lo em frente a parede novamente! 

– Ai, nem me fala! Que foda aquele viu, amor? Sinceramente... Tu tem parte com o SantanSoo, não é possível. Quero mais!

- Já falei para comer! E respondendo a sua pergunta... Sim, minha sogrinha está brava e disse que ía fazer descer o Vietnã nas nossas cabeças por não a termos convidado pra cena.

- Certa ela! Concordo. Um momento lindo como aquele tem que ser de domínio público de tão lindo. Mas, e aí... Ela não ficou preocupada comigo e meu desaparecimento?

- Pelo que deu para conversar com você lambendo minha outra orelha... – acusa ele. – Ela disse que se tava comigo há uma hora daquelas da noite, era foda com certeza.

- Garota esperta! Vou dar uma medalha pra ela no aniversário. Hey... Por falar disso... Qual é o dia do seu? – olho para ele e o mesmo apenas se cala, expressando que não vai falar. – Levi! Vamos me conta, mor.

- Eren, por favor... Olha, eu vou malhar, ok? Pode ficar assistindo alguma coisa na sala se quiser, tem TV a cabo e também é Smart, então pode passar um bom tempo.

- Ooooii? – o olho com a maior feição de “QUÊ QUE TU TÁ GOZANDO, VIADO?” – Ata que eu vou perder de ver você malhar. Onde é a academia?

- Aqui. 

– O quê? 

– A academia é aqui, ué! Comprei equipamentos pra fazer justamente isso em casa, sem o empecilho de outros me olhando e tomando conta da minha vida.

- Fez certinho, amor! Ai daquela que olhar para você. Dou uma voadora que a pessoa a cem metros rasos vai sentir o impacto do terremoto! 

– Ciúme besta? Você sabe que te amo!

- Queeeeridoo... Não fala isso que um fogo no cu sobe de um jeito aqui, meu macho! ENCENDEIA SENHOR! – grito enquanto termino de comer o misto-quente. – Então, vamos?

- Vai para minha academia assim? – ele aponta para a roupa dele que estou usando.

- Qual o problema? 

– Nenhum caso queira levar uma lesão nos exercícios!

- Exercícios? Espera, vou ter que fazer também? 

– Você não é obrigado, mas... Ah, qual é Eren, vamos fazer juntos!? É legal, você vai gostar. Vamos? – sugere ele e não posso resistir.

- Se eu enfartar, espero que esteja pronto para me levar pro hospital no colo.

- Você não vai morrer! E, aliás... Eu te observei ontem e amor... Tu já tem um início de um tanquinho aí. Se quiser, podemos transformá-lo no mais blindado que você respeita!

- Sério? Vai usar um meme pra me convencer? – ele dá de ombros e eu penso na ideia. Realmente seria muito bom um tanquinho, sem contar que seria mais prazeroso para o sexo... – Tá, bom... Aceito. Vamos lá vai.

- Se for por mim, tenho certeza que você irá gostar... Acho que hoje terei problemas em me concentrar, se bem que provavelmente teremos os dois... - ele me olha curioso enquanto subimos as escadas. – Já fez exercícios frequentemente? Tipo dieta?

- Já. Teve um verão que eu cismei que estava muito gordo, então comecei a fazer exercícios por conta própria. Não foi nada que fosse prejudicial a saúde, nem nada muito excessivo, mas me rendeu esse subprojeto aqui. – passo a mão pela minha barriga.

- Bom, já que é assim... – ele tira uma roupa do guarda-roupa e estende para mim, então começo a vesti-la. – Vamos começar pelo básico, só para seu corpo se acostumar, então vamos aumentando o nível de dificuldade assim que for ganhando mais massa muscular.

- Hum, sei. – digo terminando de me vestir e vendo meu estado ridículo. – Eu vou arrumar uma lesão é com isso aqui! Está muito apertado... – me viro para Levi.

- Ah, é... Verdade. – ele parece estar perdido. – Gostei como fica em você, principalmente como demarca essa bunda que é só minha por direito... Mas podemos fazer com sua roupa, aquela que você me emprestou. Deve estar por aqui... Ah, pronto achei! Toma veste!

Obedecendo a ele me visto e percebo seu olhar ficar presente em minhas curvas. Sim, me troquei na frente dele! Ele já me viu nú e eu a ele, portanto não é estranho termos mais intimidade. Termino e ele suspira pelo circo ter acabado, então agarro em sua mão e saímos.

Ele me leva até uma porta no fim do corredor, uma que é bem adornada e construída por sinal, parando assim que chegamos e indo num aparelhinho ao lado dela. Ele abre uma portinha nele e agora posso ver um teclado com números, vendo e julgando que aquilo deve ser a tranca da porta. Chique não viu, leitores? Tanta segurança para uma sala de academia... Meu amor é foda, fazer o quê!

Entramos e lá está a sala, que é bem ampla e branca, principalmente branca. Nela estão ocupados vários dos equipamentos que encontramos numa academia comum, tais como esteira, pesos e outros, mas acima de tudo, o que mais me chama atenção é o som stereo que nela se encontra. Definitivamente é um aparelho de última geração, com o vozeirão bem potente...

- Eren... Você está bem? – ele balança a mão na frente do meu rosto e a passa no meu queixo. – Vamos ver se com isso você acorda! – ele me beija possessivamente e me solta.

- Pra quê que tu para na melhor parte, viado? Eu, hein... Cola esses lábios aqui e não tira mais nunca, porra! – birro devolvendo o beijo para não deixar barato.

- Hhhuuuumm... O... Ok! Tá bom, chega! Vamos malhar agora. – ele me puxa e me leva até o centro da sala. – Muito bem, pelo que começamos quando iniciamos uma atividade física?

- Espera, isso aqui virou aula de história da física? Vixe, meu querido pelo amor do curiquito! Já não basta na escola até aqui tem que ter aula? Não, licença... Vou me atirar da ponte, tem condições não. – brinco, mas ele mantém a cara de “Não estou vendo graça.”

- Errado, começamos sempre pelo aquecimento e... 

– Aquecimento? Meu filho nem me fale! Pensa num aquecimento da mizera é meu quarto. Já falei que quero ar condicionado, mas aquelas praga não me escuta, aí fazer o que né? Levantar o rabo no ventilador e vê se o fogo no cu baixa. Aí a conta aumenta e...

- Eren! Quer parar de gracinha? Você quer ou não fazer isso? – ele adota uma feição de quem já perdeu a paciência e dessa vez prefiro ficar quieto.

- Posso pelo menos fazer mais uma pergunta? 

– Você não fez nenhuma sobre isso aqui. - ele aponta para a sala.

- Olhaaa, a bixa tá agressiva. Calma leoa, não vou tirar onda mais não. – recebo uma cara de “Ata, me engane!”. – É sério! Se eu ficar com sede o que acontece? – ele aponta para traz de mim e vejo um bebedouro elétrico. – OK, vou calar a minha boca. 

– Milagre, Senhor!

Então finalmente começamos o treinamento. Levi me mostra umas posições de alongamento e as vou repetindo, ou tentando, vendo que ele tem uma ótima flexibilidade e centralização. O homem a minha frente não demonstra um grau de preguiça sequer, sempre se deixando levar e pelo que posso ver entregando-se ao máximo, ao que tenho que fazer um esforço incalculável para fazer certo e não desapontá-lo, claro que só indo até meu limite.

Terminando a série de alongamentos ele propõe que façamos abdominais de início, o que me agrada por se tratar de algo simples, então pergunto quanto serão as séries e ele responde até quanto eu conseguir. Me posiciono no pequeno e fino colchonete no chão, aqueles de fazer yoga, então me preparo e respiro fundo para começar. 

Ao meu lado vejo que Levi está fazendo os seus e... Nossa bunda, o homem vai enfartar desse jeito! Levi parece ter entrado naquele seu modo demônio de ontem, aquele maravilhoso modo que me enrabou... mas esse é diferente. Ele faz diversos abdominais, chegando a um por segundo, se bem posso contar. Mas o mais impressionante é que ele nem parece estar achando coisa de outro mundo.

Vou fazendo os meus até que chego em cem abominais, começando a me cansar e paro aos cento e cinquenta, vendo ele continuar rapidamente até que para e olha para mim.

- Qual... Foi o problema? – pergunta entre a respiração já ofegante. 

– Cansei meu viado, tá pensando que tenho motor no rabo igual você é? Pelo amor de Deus...

- Então faz o seguinte... Vem comigo aqui. – ele me leva até a esteira. – Muito bem, sabe quantos abdominais aproximadamente fez? 

- Sim, uns cento e cinquenta.

- É... É bom para um começo, mas como disse, é só um começo. – ele tenta disfarçar, mas sinto que está impressionado por dentro. – Se sente melhor para continuar?

- Sim, já estou com a respiração mais calma. – Ótimo, então você vai correr na esteira enquanto eu tento bater meu recorde de abdominais certo? – ele liga a esteira e começo a andar. – Assim, só por curiosidade... Qual seu recorde? – pergunto correndo na velocidade alta.

- Quatrocentos e onze abominais em seis minutos e meio. Quero ver se consigo bater os quinhentos... 

– Você vai... Uh... é ter um colapso, sua bixa maluca.

- Eu treino bastante, Eren! Sem contar que não consegui esse seu parque de diversões a toa. E se eu faço, é porque sei que estou apto fisicamente e que aguento o tranco. Nunca devemos ultrapassar nosso limite quando estamos fazendo exercícios. Agora, estou indo...

Ele se estica e me dá um beijo e volta para o colchonete. Fico correndo na esteira, o que é sem dúvida melhor do que fazer abdominal, indo a todo o vapor e até aumentando a velocidade quando sinto que estou podendo. Assim se segue nos próximos seis minutos, presumo, até que Levi para de fazer seus abdominais e corre até a esteira a desligando.

- O que... Foi? 

– Ficar... Ah... Olhando para você... para essa bunda... É muito para mim.

Então ele me puxa e me encurrala na parede, me espremendo de um jeito que me sinto uma caixinha de leite condensado na mão de uma criança que quer extrair até a última gota. Ele gruda nossas testas suadas pelos exercícios e me beija sem nenhum controle sob seu corpo, um beijo mais que carnal... Espiritual e pecaminoso. Tudo em Levi é pecaminoso. Seu corpo, sua boca, coxa, bunda... Ah, como quero marcá-los de um tom roxo de chupão!

- Não... Chega... Temos... – ele sai do beijo. – Temos que continuar e não podemos transar nesse estado suado, é um nojo e... Caralho, não consigo. – ele volta a me beijar.

- Por favor, Levi. Vamos pro quarto isso está um saco! – digo e paro de me movimentar com o que acabei de dizer. - N-n-não... Eu não quis dizer... 

– Não. Tem razão... Baila comigo?

- É o quê menino? 

– Hora de dançar, Eren. Um ótimo exercício e é bem divertido!

Terminando isso ele vai até o som que vi e põe uma música, música que reconheceria em qualquer lugar, me puxando para uma área afastada e começando a me ensinar alguns passos... Coitado, sabe nem que eu já sei essa coreografia desde a barriga da minha mãe. Era Call Me Baby, de EXO, é bem animada e traz uma animação extra ao lugar, animação que até me dá vontade de voltar pros exercícios... Ah, filho da... Essa bixa só pode ter feito de propósito.

- Gosta? 

– Na boca de fumo tem maconha? Então, né... Vamos dançar! – o agarro.

A música tocava e mais uma vez dançávamos juntos, sim, mais uma vez... A noite no Guren no Sushi foi muito boa, mas não podíamos dançar descontroladamente como estávamos fazendo agora. Naquela noite estávamos em local público então não podíamos fazer coisas obcenas. Já hoje... Hoje estamos aqui na casa dele, desse ser totalmente incrível e apaixonante, dançando na sua mini academia e nos divertindo. Algo tão surreal, algo tão fantasioso... Muita coisa para se assimilar e compreender em tão pouco tempo.

O que estou a sentir? Seria fascínio? Atração? Não... Sinto honra e confiança. Honra por saber que me entreguei para uma pessoa que realmente amo e que sei que compartilha dos mesmos sentimentos, e confiança pela certeza de que nesse amor posso depositar minha total segurança, sem se preocupar em algum dia me machucar pois sei que Levi jamais o faria.

Dançamos-a até o fim, e que fim. A corrente elétrica que Levi tentou me passar através da dança deu super certo, com uma motivação se expandindo em mim como se pudesse correr uma maratona. Então decidi voltar aos equipamentos, mas dessa vez preferi os de malhação, ao qual Levi e eu ocupamos lado a lado e fizemos os exercícios juntos. Era um momento muito bonito e lindo, ver como cada um cuidava do outro para que não fizesse nada de errado, ainda que eu não entendesse muita coisa sobre posições a não ser: “Faça direito ou perde a coluna!”

Sentia meus músculos trabalharem como os escravos no Egito, mas de uma maneira boa, sem chicotes e sem forçar nada. Era uma sensação boa de bem estar e Levi tinha razão, se você respeita seus limites nos exercícios aquilo pode virar uma ótima atividade. Sim, eu confesso... Eu também não consigo parar de olhar para os músculos dele! São tão lindos aqueles seus músculos do braço em trabalho. Pude ver bem isso ontem, quando ele me possuía da melhor forma possível, como um mordomo que servia a seu mestre e sempre procurava fazer o melhor para satisfazê-lo. Levi é tão perfeito... E ainda por cima é meu!

Assim ficamos pelos próximos trinta minutos, até que Levi checou as horas e arregalou os olhos em assombramento. Ele disse que já eram quinze para o meio dia e que nem tinha feito nada para o almoço, então disse que iria para o banho, mas o puxei pelo braço.

- Você vai para o banho, mas eu vou junto. – o olho como quem desafia resposta.

- Eren... Olha, não vejo problema nisso, mas... Eu não sei se consigo fazer sexo!

- Sexo? Que é isso mente poluída! Você acha mesmo que eu, com esse cansaço de enfermo no hospital, vou ter fogo no cu pra te estuprar na parede?

- Acho! 

– Nossa Levi... Não tudo bem, vai lá. Pode ir, me deixa aqui sozinho sem ninguém. Eu não posso ver seu caralho nú, né? Como se ontem já não fosse o bastante. – faço uma voz de choro forçada. 

– Esses dramáticos... – ele me puxa pelo braço e me beija, demonstrando uma força bruta que eu já conhecia e que adorava... A força de macho de verdade. – Sabe de uma coisa... Até que seria bom você tomar banho.

- Vai, esculacha com minha imagem, raparigo! Ela já é muito boa por acaso...

- Como assim não é muito boa? – Querido, eu ando com sapatão, raxa, hétero, viado... Ou seja, o cabaré todo! Saio na rua é pra desfilar, sambando na cara das inimigas com gosto, quase rebolando. Viadaço, bicha bichééérrima assumidíssima, querido! Acha pouco?

- Sim, você é perfeito. Amigos nós temos dos mais diversificados possíveis, não importa se é loiro, ruivo, cabelo tuim ou se é branco, moreno, amarelo, albino... Isso não interessa a ninguém! Estamos aqui para viver e taca-lhe o foda-se para o mundo e o preconceito. Quanto ao que você é... Eren, você é saudável, tem duas pernas, dois braços... Muitos por aí não tem a mesma sorte. Então outra vez, mande o mundo levar bem no núcleo da próstata dele. Você é o que você é, ninguém muda isso ou consegue fugir por muito tempo.

- Você acabou de falar como se eu não tivesse orgulho de ser gay! 

– Eu nunca disse isso

- Hum... Mas só para constar... EU SOU VIADO COM HONRA, MEU QUERIDO! E AI DAQUELE QUE NÃO ME RESPEITE PARA EU SAIR METENDO A PISTOLA NO RABO!

- Só você mesmo. Vem vamos logo para esse banho que hoje você ainda tem trabalho.

Saímos dalí e o banho nos foi muito bem tomado. Como já havia dito antes, eu estava muito cansado para uma investida de sexo, era verdade e eu realmente estava. Entramos naquele box de vidro e Levi me passou o sabonete e todo o resto, vendo a minha lerdeza.

Não se aguentando, ele toma o sabonete de minhas mãos e me encosta na parede.

- Já que ganhei um bebê, vou ter que tratá-lo como um. Hora do banho. – ele ensaboa todo o meu corpo, dando atenção extrema a minha bunda e para o meu pau, este último que começava a inflar descontroladamente. Ele massageava ao mesmo tempo em que apertava, passando o sabão em todo meu vigor, que me dava um prazer capaz de ver galáxias. – É assim que se faz, bebê. Está ouvindo? – ele pergunta me dando um tapa na bunda, ao qual gemo em resposta. – Cadê a educação, Eren? Responder aos mais velhos é uma norma de conduta. – outro tapa e sei que esse ficou marca, pois se não estivesse grudado na parede teria caído.

- Sim, estou ouvindo e... Aaahh! – ele separa as minhas carnes daquela região e enfia um dedo lá dentro sem nenhum aviso. – Maldito! 

– Respondeu tarde demais meu amor. Tem que ser mais rápido, se não pode acabar gerando discórdia. 

– A única discórdia que eu quero é seu pau forçando entrada contra a pressão do meu cu, meu professor!

- Ah... Isso, Eren! Diz o que eu sou, diz? – ele movimenta o dedo com velocidade e o girando dentro de mim, dando voltas incessantes. 

- Meu professor, meu homem, todo meu!

- Isso mesmo... E o que você quer do seu tudo? 

– Eu quero... Ah... FOODDAAA!

- Você disse que não teria forças para isso não disse? Ou estou enganado?

- Vá pra bunda da capivara com o que eu disse! Eu não... Uumm... Não posso controlar.

- Na-na-ni-na-não... Você disse o contrário, então lamento, Eren... Mas vamos deixar para outra hora. – ele tira o dedo de mim e me joga embaixo do chuveiro, me enxugando.

Terminamos o banho e vamos até o quarto para pegar algo que fique decente em mim, algo que ele tenha que seja do meu tamanho. Eu sei, tarefa difícil mas não impossível! Ele se encaminha comigo falando que ganhou uma roupa com a numeração acima da sua em seu aniversário passado, vasculhando o guarda-roupa e puxando um tecido que acaba derrubando uma coisa... Uma coisa que me faz me abaixar para pegar.

- Eren... Não é o que você está pensando! – Levi intervém quando percebo o que é.

- Então me explica que droga é essa, pervertido!? – levanto a câmera que apanhei.

- Ela não é minha, é da Hanji. Foi ela que colocou aqui, disse que queria nos gravar na noite de quinta feira e... Bom, ela queria ver a nossa ação toda. Mas fica tranquilo ela está desligada, eu mesmo o fiz e guardei para devolver. Pode ver está tudo limpo.

Então ligo a câmera e vou na seção de arquivos, notando que realmente está tudo vazio e entrego a câmera a ele murmurando um pedido de desculpas quase inaudível. Vejo que ele sorri de canto e me entrega sua roupa, que começo a vestir apressadamente.

- Levi, você falou algo que me deixou bem curioso... – pergunto me sentando na cama após terminar de me vestir. – O que foi, Eren? Pode falar, estou prestando atenção.

- Você estava falando de aniversário e esse tipo de assunto... Eu fiquei curioso, sabe? Qual é a data do seu aniversário? 

– Isso eu já disse que não irei revelar, quando chegar o dia você descobre.

- Aff, quanto mistério! Pra que tudo isso? 

– Para você não inventar de preparar nada.

- Você é mau Levi! 

– Sério? Mas me diz, Eren... Quem é que é o seu homem mau?

- Seu completo idiota! – me jogo em seus braços quando ele também vem até a cama, o que nos leva a nos beijar e já querer ir mais a fundo, mas o celular de Levi toca. 

– Alô?

A conversa que se seguiu foi bem desconexa e não pude perceber muita coisa, nada além de um belo otimismo na voz de Levi, otimismo que brotou do nada. Ele fica nesse embalo mais algum tempinho, até que encerra a ligação e me olha de um jeito estranho.

- Quem era? 

– Simplesmente a mulher que pôs o namorado mais lindo do mundo nele!

- Quê que a senhora Jaeguer queria? 

– Queria não, ela quer! Nos convidou... Bom, nos intimou a ir almoçar lá na sua casa. Está ansiosíssima por detalhes, digamos que ela não vai aliviar. 

– Ata, eu a conheço, querido! 

– E ela disse que se não fôssemos, nos daria uma lição.

- Lição? – grito me levantando as pressas e empurrando um pouco Levi, que quase caía da cama. – Viado, desculpa! Eu acabei de me lembrar! 

– Pelo visto o caso é grave. Meu olho tá roxo? 

– Que nada, um tapinha desses vai te derrubar homem? Ah, mete a vara que é melhor!

- Sim, e você se lembrou do quê? – Eu não fiz absolutamente nenhum dos deveres de casa! E o pior é que são para amanhã. 

– É sério, Eren? Eu posso te ajudar com isso.

- Sabe criar música e responder questionários sobre documentários? 

– Em que série acha que eu estou? É você o estudante aqui, gato. 

– Gato? 

– Sim, meu gato! Olha pra esse olho guri, olha que olho de gato lindo. Tem certeza que tu não foi modificado geneticamente?

- Querido, tá me achando com cara de Caminhos do Coração, é? 

– Você conhece?

- Lógico! Tudo bem não era aquela novela nível globo, né, mas era até que boa.

- Hum, sei... Bom, vou chamar o uber. Vem comigo para a porta? - ele pergunta se vestindo.

– Se me deixar pôr meu sapatinho de cristal da Cinderela aqui, eu agradeço! – ponho o meu calçado e saímos dalí.


Part Eren End

Part James Begin


São 14:33 da tarde e estou me dirigindo ao meu destino. Por que não estou no trabalho? Pedi ao Rod uma folga, preciso muito ir a esse lugar e o ver com meus próprios olhos. Depois do atentado nada mais de grave aconteceu, isso eu posso agradecer, mas não garante que alguém ainda não possa morrer... Alguém que errou muito mas que quer se redimir.

Sim, estou indo visitar Flávio no hospital psiquiátrico. Não é uma tarefa fácil, mas sinto que quero vê-lo... Checar se está tudo bem com ele ou apenas admirá-lo de longe, nem que seja em um sono profundo e confortador. 

Foi isso que aconteceu desde aquele dia, só dormir e ser induzido a isso. Não sabem que reação ele pode ter ao acordar, não sabem o que irá fazer e muito menos podem prever isso. Eu vi que ele quer mudar, mas será que tem forças para isso?

Não quero de modo algum forçá-lo a viver sem que queira, mas também não quero deixá-lo se matar. Querendo ou não, o lado humano sempre traz uma pitada de dúvida nessas horas. 

Para que querer o mau se podemos ter o bem? Para que armar conflitos se podemos ser pacíficos? Para quê discussão se um bom diálogo já basta? Acontece que Flávio não pôde ter isso. Como fazer o bem se só conheces o mau? Como ser pacífico se Foi criado com conflitos? E, acima de tudo... Como dialogar se nunca lhe demonstraram interesse pelo que tinha a dizer? Era uma tarefa muito difícil mudá-lo, mas se conseguisse valeria muito a pena.

Aos poucos dobro as esquinas e atravesso ruas, alguns cidadãos ainda educados me prestam um bom dia e resposto tentando pôr um sorriso decente. Enfim chego ao lugar e a faixada se faz presente. Como era de se esperar é tudo branco e enorme, com um grande símbolo posto na entrada, o mesmo que o de um hospital comum. No letreiro se pode ver o nome “Hospital Psiquiátrico Shinzou wo Affection”. Entro pela porta de vidro giratória e me conduzo até a recepção, recebendo um olhar reconfortante da moça recepcionista.

- Ainda quer vê-lo jovem James? – a mulher de cabelos e olhos castanhos, baixinha e um pouquinho gorduchinha pergunta. – Sabe que não posso fazer muito, não é?

- Sim, Bárbara. Eu sei... É só... Por favor me deixa vê-lo! – peço numa súplica. – Você sabe o que ele significa para mim, te contei isso nas outras vezes que estive aqui.

- Sim, meu amor, eu sei disso mas... Bom, você sabe que o senhor Flávio tem uma lista muito restrita de visitas, sendo que quase nunca está acordado! Por que o interesse em vê-lo?

- Eu sinto... Uma preocupação por ele. Tipo, ele é para mim um...

– Namorado?

- Quê? Não, não é isso é... 

– James, que enganar quem meu querido? Posso ter cara de pomba lesa, mas acredite... É só a cara Mesmo, nada que um botox não resolva. Eu pude ver que você ama aquele garoto, ama ele e quer que fique bem. 

– Mas... Como você...

- Como descobri? Já olhou para o modo como fala dele? No jeito em que fica o olhando só esperando um momento para poder tocá-lo? No campo eletromagnético que se forma entre você e ele? Você quase se joga no garoto! Sinceramente? Não deixe isso morrer.

- Mas do que adianta? Me diz! Do que adianta eu sentir tudo isso se nesse momento ele está numa cama, completamente inconsciente do mundo, sem nem se lembrar que eu existo e ter o resquício de memória de que lhe confessei que o amo? Por que tudo é tão complicado? 

– Por que se fosse para ser fácil não viveríamos! – ela segura em minha mão. – Escute... Sei que não devia fazer isso, mas vou arrumar um meio de levá-lo ao jardim. Vou trazer seu Flávio para que possam conversar de novo. Que se foda o mandado, o amor é mais importante aqui! Vem me acompanha. 

– Mas você pode ser presa! 

– Como disse... Que se foda!

Ela sai detrás do balcão da recepção e chama outra funcionária para ficar em seu lugar, enquanto nós vamos sorrateiramente para o quarto de Flávio, que não fica muito longe.

Chegamos na porta e pela janela de vidro na parede posso vê-lo dormir tranquilamente. O vidro funciona como aqueles de delegacia de polícia, nós podemos vê-lo mas ele nem sonha que alguém está fazendo isso. Entramos pela porta e vejo Bárbara se encaminhar a um compartimento na parede, onde ela o abre e uma pilha de remédios são visíveis ao meu campo de visão. Ela pega um em especial e uma seringa para injeta-lo.

- O que é isso? – Não se preocupe, não irá causar nenhum mal a ele, só irá cortar o efeito do calmante em seu corpo. Ele já passou tempo demais nesse estado, pode ser que sinta uma dor de cabeça por ter que desempenhar um maior trabalho do cérebro, mas nada demais. Converse com ele rapaz, e qualquer coisa é só acenar. Vou estar do lado de fora observando tudo pelo vidro. 

– Barbie? – a chamo pelo apelido e ela sorri. 

– O quê, Jay?

- Posso ir com ele até o jardim daqui?

 – Bom, vejamos... Eu prometi isso, o horário não impede que isso aconteça, eu já vou levar no toba mesmo... Tudo bem! Claro, se ele se sentir disposto.

- Ele vai se sentir... Ele precisa tomar um pouco de ar fresco além do desse ar condicionado. – explico me sentando numa cadeira ao lado da cama. – Muito obrigado mesmo!

- De nada meu cabelito de brasa de fogueira! E como disse... Precisando me chama.

Ela faz um legal com a mão e sai pela porta, me fazendo sentir que ela realmente está do lado de fora. Olho e me viro para Flávio, que aos pouco ia mexendo partes do corpo, então pus minha mão ligada a sua para que sentisse o calor humano do qual tanto necessitava... O meu toque. Uns poucos segundos se passam (ou minutos, não saberia dizer!), e sinto um aperto em minha mão, o que me faz dar o maior pulo da cadeira e ficar encarando o rosto de Flávio, que vejo que já está fazendo careta de sono e a querer abrir suas pálpebras trêmulas.

- J-j-james? – a voz sonolenta quase inaudível fez-se presente junto com o tom de confusão. – Você... Eu... Onde estou? 

– Sim, Flávio... Sou eu. Você se lembra de algo?

No mesmo instante em que pergunto vejo o outro gemer alto, o que o leva a pôr as mãos na cabeça e Bárbara entrar com tudo no quarto. Chego mais perto dele e tento o acalmar, obtendo o efeito desejado para minha surpresa e tranquilidade, fazendo a recepcionista/cuidadora Bárbara fechar a porta ao ver a situação sob controle.

- Eu... Por favor, James! Por favor me diz que não fiz aquilo... – ele tira as mãos da sua cabeça olhando para o nada, desviando a atenção para mim em seguida. – Me diz que não fiz aquela burrada! 

– Eu queria muito poder dizer que não Flávio, mas você fez infelizmente.

- Por que fiquei tão cego? Por que fiz aquilo? Nossa, nossa, nossa... Era o Eren e o Levi! As duas pessoas que menos deveria atentar contra a felicidade. Eu não posso deixar que isso aconteça de novo... Eu não posso James! – o ditado daquelas palavras de repente me fez quebrar por dentro. Era desolado e frio ver alguém que amava naquele estado, mas a necessidade de ser forte e passar essa imagem era essencial para que tudo desse certo.

- E você não vai, Flávio! Eu estou aqui com você, estou aqui para não te deixar abandonado nunca. Você sabe mais que tudo que eu jamais poderia lhe fazer isso.

- Eu sei James. A melhor coisa que aconteceu na minha vida foi ter te conhecido, apesar de ter colocado essa desgraça ambulante e problemática na tua vida. – nessa hora senti algo dentro de mim gritar: “É VERDADE!”, quando notei como ele se referia a sí próprio. – Não sei se quero continuar vivendo, James... Não tenho motivo algum. Eu perdi tudo, desde minha sanidade que já não era muita; até o seu amor, que sei que não conseguirei de novo.

- Você se lembra da conversa que tivemos antes de desmaiar? 

– Muito pouco.

- Eu disse que você tinha descontado a magoa que sentia de mim no Eren. Eu abordei minhas cartas na mesa Flávio, pus tudo o que estava sentindo para fora e tamb...

- Nós nos beijamos, não foi? Eu consigo lembrar de você colado a mim, uma última imagem do seu rosto antes de cair naquele estado. 

– Bom, sim... Nos beijamos.

- E... O que isso quer dizer? – ele me olhava de um jeito diferente, um jeito esperançoso, nada de malicioso só esperança, como se fosse a porta de sua salvação.

- Quer dizer que depois de todo esse tempo eu ainda continuo te amando, continuo apaixonado por você apesar do seu jeito de idiota e modo de conduta impróprio! Quer dizer que estou do seu lado e vou te ajudar a se reerguer como um cidadão de bem, sem paranoias, sem alcoolismo, sem agressividade. Eu estou com você agora e prometo que farei o possível para te tirar dessa situação, mas só o farei se você quiser, Flávio. Não adianta que eu o ajude se você próprio não quiser. Você mesmo me disse antes de perder a consciência, antes de ser encaminhado para cá e antes de ser internado aqui... Você está sendo sincero? Quer isso?

- Sim... Sim! Sim, James! Por você e por mim, por nosso futuro juntos eu irei batalhar contra todos esses demônios dentro de mim, e um a um... Um por um nós os destruiremos para que nunca mais regressem. Com você eu posso enxergar uma luz para mim ainda.

- Você deu um grande passo hoje, meu amor. Estou orgulhoso por não ter desistido e você vai ver, nós vamos te fazer melhorar e assim iremos poder ser felizes sim.

- Eu sei de tudo isso, mas... Ainda tem um problema. Você já sabe da arma, não é?

- Sim, eu sei. E também sei que vão tentar vir atrás de você, mas não irão conseguir, não comigo a te proteger. 

– Eu não me preocupo com isso, me preocupo que vão atrás de outra pessoa... 

– De quem? 

– Do meu antigo alvo... O Levi pode correr perigo se souberem.

- Se souberem do quê? 

- Se souberem que não o quero morto, se souberem que o quero feliz e que se realize com Eren. Eles podem fazer isso para me contrariar e depois vir atrás de mim, mas como disse... Só me preocupo com a segurança dele mesmo.

- Viu como já está mudando? Já está até altruísta, seu marmanjo! – rimos juntos.

- Fodeu, gente! Os seguranças vão voltar em cinco minutos e estão apressados.

- E agora? – Flávio e eu perguntamos nos entreolhando. 

– E agora jardim! Vamos para lá e ficamos por mais algum tempinho como um dia de visita, mas depois temos que voltar rápido, entenderam? 

– O quê que você acha amor? – Flávio aperta minha mão ainda dada a sua.

- Eu acho que te faria muito bem, além de que você está precisando mesmo de um bronzeado aí... 

– Ótimo! Então está decidido. Vamos antes que eu vá morar no viaduto!

Então ajudamos Flávio a se levantar, o que foi um pouco difícil com aquele peso todo, para podermos ir ao tão esperado local. Como pensei o lugar é realmente muito lindo com bancos de cimento, aqueles que tem um trabalho bem desenhado e com várias curvas e formas, ao qual sentamos e ficamos admirando a imagem tranquilizadora do local. Os arbustos com flores plantadas, alguns espaços com mais variedades de mesmos organismos, as cores que invadiam nossos globos oculares formando uma explosão num arco-íris... Seria um lugar muito bonito para se passar o dia se não fosse um hospital. Até Flávio parece ter gostado.

- É muito bonito, não é? – perguntei a ele. 

– Sim... É lindo e maravilhoso... Como você, amor! Sabe James... Eu quero me envolver nas atividades daqui. Quero socializar com os outros, quero ser amigável e demonstrar isso e acima de tudo quero tentar fazer de tudo aqui.

- Está decidido mesmo né? 

– Sim, mas não é só por querer, é necessidade. Eu preciso aprender a me socializar com as pessoas se quiser seguir em frente, eu consigo ver isso e não acho que possa ficar aqui sem fazer nada. Nem sempre eu vou ter você, ainda mais vinte e quatro horas por dia comigo, então acho que seria bom fazer algumas amizades, não acha?

- Sim... O que podemos fazer quanto a isso Bárbara? – pergunto para ela que escutava nossa conversa atrás da gente. – Acho que podemos e vamos dar um jeito, podem deixar.

E assim se passou a próxima hora e quando vimos, já era tarde e Flávio precisava voltar para o quarto. Nos encaminhamos com ele conversando, até que o mesmo me faz uma pergunta.

- E o Eren e o Levi? Estão bem? Eu me sinto envergonhado só de imaginar em pedir desculpas a eles. Não é orgulho, sabe? Só não acho que mereça algum perdão deles.

- Sim, os dois estão muito bem e pelo visto estão até melhores do que nunca. – nessa hora Flávio sorri e parece ser um sorriso sincero. Muito bem... Ou eu estou muito drogado ou Flávio está mudando. – Acho que eles não se importariam em te perdoar, quer dizer... Eles são gente boa, Flávio. Claro que não irão guardar ressentimento. Nós dois os conhecemos.

- Sim e eu não duvido disso, mas como disse eu não acho que mereço perdão. Fui longe demais nessa história e acabei provocando um imenso problema para todos, sendo que nem me fizeram mal algum. – ele fica pensativo quando finalmente chegamos a porta do seu quarto. – Eu falei de desculpas o tempo todo, mas nem cheguei a pedi-las a você, não é? Por favor, James... Me desculpe!

Ele se aproximou de mim e colocou o braço por detrás da minha cintura, um pouco acima da bunda e me puxou para um beijo, um beijo que sem querer me fazia suspirar. Aqueles lábios outra vez encostados aos meus, os toques de nossas línguas e o contato da pele com a pele era algo mágico e único, um momento que deveria ser eternizado sem nenhum tipo de fim.

Nos beijamos mais e mais com a falta que aquilo nos fazia, deixando evidente um ao outro que ele estava alí e alí iria ficar. As nossas línguas já não aguentavam mais a separação, tomando seu devido partido para ir a luta contra a outra. Naquele momento os paladares deixaram de ser apenas uma parte do corpo para vestirem suas armaduras, pegarem suas lanças e armamentos e seguir de encontro a do outro, que como num teatro bem ensaiado atacavam e defendiam seu território rapidamente. A encruzilhada se formou e alí começamos a entrelaçar nossas línguas, que começavam a sentir o gosto da outra já salivando de desejo.

- Assim, não querendo ser uma pau no cu de quinta, mas já sendo... Já estamos aqui há dois minutos e pode cheg... – escutamos Bárbara falar antes de ser interrompida por alguém.

- Hey, o que pensam que estão fazendo? Esse garoto era para estar dormindo.

- Desculpe, oficial. Mas a partir de hoje o senhor Flávio tem permissão para ficar acordado. 

– Como? 

– Ah, vá limpar a cera do ouvi... Er, quer dizer... O que quer? Que esse garoto fique com os órgãos paralisados de tanto calmante? Faça-me o favor! Esse menino vai fazer parte do grupo de apoio e remanejamento social do hospital, portanto fica acordado.

- Com ordem de que autoridade, senhorita... Bárbara? – ele lê o crachá dela.

- Com minha ordem. – me imponho. 

– E quem exatamente seria você, filho?

- James Donton Brigs, filho da policial e oficial de polícia famosíssima, Katt Katherine Brigs Ex-Donton. – respondo mantendo minha postura, vendo ele diminuir a dele.

- Você... Você é o... 

– Sim, sou o filho dela e se quiser agora mesmo vemos a ordem sair, só avisar ok? Se me dá licença, meu namorado precisa voltar para seu quarto.

E assim Flávio e eu entramos no lugar e de imediato o vejo se encaminhar a cama, se deitando e sorrindo para mim me agradecendo pelo ato lá fora, ao qual respondi que não foi nada. Depois de alguns minutos, avisei que estava saindo para resolver o problema da ordem para a alteração das doses de remédios, que voltaria logo logo e que também iria tratar de incluí-lo nas atividades recreativas do hospital, já que ele não parava de me lembrar alí.

Saí do quarto e novamente fui falar com Bárbara, que me atendeu gentilmente como sempre. Perguntei sobre quais as atividades que tinham disponíveis alí e quais ela achava que mais seriam benéficas para Flávio, que lhe trariam conforto e as que melhor se adaptaria. Por incrível que pareça, conseguimos achar várias das que estavam na lista e com um jeitinho nos horários conseguimos incluí-lo em todas sem problemas, o que não atrapalharia na sua medicação, sono e ainda poderia receber visitas minhas sem preocupações.

Saí de lá às 17:30 da tarde, com uma fome gigantesca e bem cansado. Flávio podia ser um jovem adulto, mas uma parte da sua criança interior que não pôde sair ainda morava nele e agora parecia estar se desabrochando para se apresentar ao mundo, um mundo em que com certeza eu estaria lá para protegê-lo. Apesar de que essa proteção possa ser mais necessária do que se imagina... Não quero nem imaginar no que Nile Dock pode estar tramando...


Part James End

Part Narrador Begin


Era a manhã de quarta-feira, naquela mesma semana, no dia seguinte. Eren acordou mais uma vez com o despertador a atormentar sua noite de sono, essa que não tinha sido nenhum pouco boa como as outras anteriores. Como não havia tido tempo para terminar o questionário e tampouco a tradução de sua música, mesmo com a ajuda de Levi, Eren decidiu por fim não dormir até concluir tudo, o que o levou a ir dormir às 00:47 da madrugada para quem iria acordar às 06:00 na manhã seguinte. E assim o fez, acordou e o resultado de tão poucas horas de sono era visível pelo tamanho de suas bolsas abaixo de seus olhos.

A disposição não era sequer cogitável de se ter naquela manhã, pois o seu sono reinava e quase que se tacava na tigela de Nescau Cereal, o que rendeu audíveis risinhos de Mikasa e Grisha que fizeram Eren quase voar no pescoço dos dois ser humaninhos da mesa.

Com pior desgosto ainda ele foi lavar seu prato, tendo a reação mais cômica de Carla.

- Ainda tem o loló ou cheirou tudo, viado? – Carla dá um tapa no ombro de Eren.

- Quê? Quem? Onde? – ele se assusta despertando um pouco. 

– Termina logo, guri!

Então assim Eren o fez, terminando de lavar aquele bendito prato e pegando sua mochila para seguir para a escola. Já no carro, ele se aconchega no banco do passageiro e nem percebe quando adormece, obtendo uma completa ignoração de Mikasa e a preocupação de Grisha. O pai da família decide não se intrometer no assunto e pisa fundo, arrancando com o carro que solavanca e acorda Eren pela milionésima septuagésima sexta vez consecutiva.

Não muito tempo depois já se encontram na esquina da escola e lá vem mais uma luta para acordar o trambolho. Mikasa dá um grito no ouvido dele e o mesmo pula do assento, saindo do carro com uma cara nada boa e entrando no colégio pior ainda.

O mesmo se direciona a sala e não fala com absolutamente ninguém, se jogando na sua cadeira com a mochila e a colocando em cima da mesa, a qual usa como travesseiro e enfia a cara para poder dormir mais um pouco antes do sinal tocar, mas como o autor é perverso e gêniosinho ruim ele faz o sinal tocar na mesma hora para o desagrado do garoto.

O dia de aulas segue e não é muito diferente do resto da manhã. Eren bêbado de sono na cadeira, com Mikasa furando ele com um lápis pontudo no braço para acordar, lápis esse que ele diz que se quiser enfiar em algum lugar que enfie no cu da mesma.

Por algum milagre todas as aulas seguem e nada de mais acontece. Eren entrega suas tarefas e até consegue acertar quase tudo no questionário de Hanji, só não acertando uma questão, mas recebendo um parabéns pelo professor Marlo que elogia a letra da música que traduziu a tanto custo.

Última aula do dia, quarta-feira, então é o horário de Levi, esse que não deixa de reparar no estado do seu namorado/aluno nem de longe. Então vai até a sua bolsa e de lá retira algum dinheiro, indo até Mikasa e estendendo-o para ela que fica confusa.

- Mikasa poderia por favor me trazer o café mais forte da cantina? Acho que esse é o único jeito de acordar seu irmão. 

– Tudo bem... Se não der certo, mete a rola que ele acorda!

A garota sai deixando Levi mais vermelho que a tinta mais pura extraída, ao qual todos percebem e lançam gritinhos e assobios pela sala, o que só piora o rubor do professor. Mikasa volta com o copo e entrega a Levi, que sem pensar duas vezes acorda Eren para entregar-lhe.

- Toma. Você precisa acordar. 

– Obri... Uah... Gado. – o garoto boceja e bebe o café.

- Bom, agora que todos estão acordados... Vamos continuar a aula porque assim como vocês, eu também não quero estar aqui quando aquele sinal tocar. – Levi aponta para fora.

A aula termina seu decorrer e dessa vez Eren parece estar acordado. Sim, agora que as aulas terminaram é a hora em que ele desperta... É uma maravilha, né não?

Eren e Mikasa descem e esperam seu pai chegar na companhia dos colegas de sempre, estes que parecem estar mais escandalosos que o comum na cabeça de Eren, mas a verdade é que eles são assim mesmo, ele que só tinha notado isso agora. O carro estaciona e Eren se encaminha para o mesmo, mas Mikasa não o segue e ele fica sem entender nada e Grisha também.

- Mikasa! Você não vem? 

– Vou dormir na casa da Annie! – grita ela em resposta.

- Tuuuudo bem... Eren, entra. Pelo menos você precisa ir para casa se eu quiser viver.

Eren entra no carro e os dois seguem para casa, a qual mais uma vez se apresenta em sua majestade completa para a felicidade do garoto. Ele desce, se despede de Grisha e entra pela porta, ouvindo o típico grito de Carla para saber se são ele e Mikasa que chegaram.

- Não! Dessa vez tô livre da companhia de quenga!

– Fale assim da sua irmã de novo que aí você vai saber o que é levar no rabo! Se tá achando pouco o que já levou segunda...

Sim, Carla já sabia que seu filho e genro tinham se tornado um naquela noite. Seria impossível não descobrir com ela preparando o almoço na frente deles e, ainda por cima, tão perto das facas. Os dois não tiveram escolha a não ser abrir o jogo mesmo.

- Mãe vou me deitar, daqui a pouco eu vejo se como alguma coisa. Estou com muito sono ainda! 

– Vai, praga! Me faz preparar comida pra colocar na geladeira... POR QUE NÃO AVISA, BIXA FRESCA! ME FAZENDO TER TRABALHO A TOA! – resmunga ela em resposta e Eren só consegue rir daquilo.

Ele sobe para seu quarto e se joga na cama, adormecendo quase que imediatamente.

Estava tudo escuro para ele, uma cortina com um tecido que deixava aquele véu mais escuro ainda, mas algo começou a fazê-lo retornar a realidade... Uma voz. Não bem uma voz, um chamado. Ouvia alguém lhe chamar e lhe chacoalhar um pouco, o que o fez abrir os olhos e tomar o maior susto de sua vida.

A imagem de seu amado invadiu seu campo de visão, que ainda estava um pouco borrado pelo sono, mas que conseguiu reconhecer a figura a quem lhe chamava. Era Levi quem tinha lhe acordado e a expressão de confusão foi inevitável de segurar.

- L-levi? O que está fazendo aqui? Que horas são... – ele se virou para o relógio e constatou 14:13, o que significava que estava atrasado para o trabalho. – Essa não!

- Calma, Eren! Está tudo Bem, fique tranquilo. Já liguei para Rod e ele te liberou hoje.

- O que? Como?

- É ele te liberou. Eu já conversei com ele, está tudo bem. Precisei falar para que hoje ficasse em casa e não saísse. – Eren viu um brilho estranho nos olhos de Levi.

- F-fica-se em c-c-casa? P-p-p-por qu-que? – o garoto não conseguia parar de gaguejar.

- Ah, Eren... Hoje você não irá trabalhar de maneira alguma! – a voz de cobra surgiu novamente e aquele brilho estranho, que Eren descobriu ser de desejo, começou a fazer sentido na cabeça do jovem.

- O que vamos fazer, L-Levi?

- Acho que nossa primeira vez juntos foi muito corrida, Eren... Vamos repeti-la com calma dessa vez! Eu disse que deixaríamos para outra hora, não disse? – E essa foi a última fala que faltou para a muralha da resistência cair e a sucumbição da carne vir a tona...













































CONTINUES IN THE NEXT CHAPTER!!!


Notas Finais


Sim, acabou... Então, o capítulo está um pouquinho caído, né???
Agora vocês vêem né leitores??
A foda foi deles e eu que fiquei com o cérebro arrombado😂😂😂😂
Não eu não perdi minha criatividade, é só que realmente o cérebro tava fraco e cansado essa semana....
Mas tá aí!!!

Beijos de Coraçõezinhos de Chocolate!!
😍😍😍😍😘😘😘😘💋💋💋💋 #KeepCalmAndBoraShipparEreri!!!


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