História Apenas Uma Chance... - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Bertolt Hoover, Connie Springer, Eren Jaeger, Erwin Smith, Farlan Church, Grisha Yeager, Gunther Schultz, Hange Zoë, Historia Reiss, Isabel Magnolia, Jean Kirschtein, Kalura Yeager, Kenny Ackerman, Levi Ackerman "Rivaille", Marco Bott, Marlo Freudenberg, Mikasa Ackerman, Mike Zacharius, Mina Carolina, Nanaba, Nile Dok, Oluo Bozado, Personagens Originais, Reiner Braun, Rico Brzenska, Rod Reiss, Sasha Braus, Thomas, Ymir
Tags Comedia, Eren Jaeguer, Ereri, Jearmin, Lemon, Levi Ackerman, Riren, Romance, Shingeki No Kyojin, Snk
Visualizações 231
Palavras 7.328
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sssssiiiimmm!!!
Eu estou aqui como prometido!!
O cérebro tá parecendo só que vai explodir, mas estou aqui para soltar capítulo para vocês ;)

Ah e coisinha básica... Gente tô fazendo uma enquete para saber sobre os tamanhos dos capítulos que vocês querem aqui na fic!
Grandes ou Pequenos??
Ps.: Quem já votou não precisa votar de novo, só pra avisar mesmo...

Muito obrigado a todos os comentários, favoritos, visualizações, repercussão da ffiiiiccc!!!!! 😍😍😍😍😍😍😍

Beijo e até as Notas Finais!
Música Mencionada:
Boyfriend Material ~ @[email protected] Ariana Grande @[email protected]

Capítulo 7 - Prazer, Flávio!


Fanfic / Fanfiction Apenas Uma Chance... - Capítulo 7 - Prazer, Flávio!

- BOM DIA MÃE, BOM DIA IRMÃ, BOM DIA PAI, BOM DIA MEUS VIADOS LINDOS E FECHOSOS DA GALÁXIA!!! – grito mostrando o nível que minha felicidade se encontra.

- Porra, Eren! Virou viado surdo agora? Grita mais alto para você ver se eu não dou com essa panela na tua cabeça! – rebate minha irmã devolvendo o grito à mesma altura.

-Epa! Nada de xingar na minha casa! Só eu que posso xingar nesse caralho! – intervém minha mãe na conversa.

- Ah, não Mikasa! Por favor né? Eu estou animado hoje! – falo de volta.

- E quando que você não está com fogo no cu, moleque? Você tem mais fogo no cu que o satanás e olha que ele mora no inferno! Desconfio até que o aquecimento global esteja acontecendo devido a esse cu sem rolha aí! – retruca Mikasa.

- Exatamente! Mas não sem mais rolha meu amor! Agora o viado saiu da pista mana! Hoje não tem quem faça eu não fechar com a cara de quem me passar pela frente! – digo me sentando a mesa para tomar meu café da manhã.

- Pois você trate de tacar o cu granada no freezer pra ver se esfria as pregas desse rabo! E conta logo o que aconteceu lá antes que eu faça você ir para a escola sem a cabeça! – rebate minha mãe pondo a comida a minha frente e se sentando também.

Então conto a todos tudo o que aconteceu ontem a noite, desde a ida ao restaurante, passando pela conversa com Levi e finalizando com a bendita chegada de Hanji, que acabou deixando absolutamente tudo ainda melhor. Vejo meu pai que até então não tinha demonstrado nenhum interesse algum a conversa, se endireitar a mesa e ouvir minha narração dos acontecimentos. Continuo a falar da minha noite, óbvio que escondendo alguns dos detalhes, como o momento do banheiro, o do táxi, o beijo da boate...

Minha mãe está a soltar gritos de histeria ao saber do beijo que trocamos no "El Amour Toujours", enquanto Mikasa está com sua típica cara de indiferença e desinteresse pela história, e meu pai... Bom... Ele está com a aquela reação de preocupado, o que não passa nem um milésimo de segundo despercebido por minha mãe.

- Grisha! Como consegue se manter assim sabendo de uma notícia dessas?! Acorda pro pau de poste, homem! – chama minha mãe atraindo a atenção dele.

- O quê, Carla? Eu estou feliz por ele! Quer que eu solte os fogos chineses para expressar isso? Eu só estou um pouco preocupado, admito. Eu espero realmente que este homem esteja com sentimentos bons com você, Eren! Senão eu o caço até no rabo do mundo, mas o encontro e corto a rola dele fora! E depois o resto dos membros! – explica meu pai.

- Relaxa, pai! Eu já disse! O que eu e o professor Levi estamos construindo um com o outro é sincero! – respondo a ele.

- Eu acho muito bom mesmo! Ele que me aguarde se te fizer alguma coisa! – retruca ele.

- Eita porra que esse obelisco que eu me casei é de responsa! – grita minha mãe abraçando meu pai e o beijando num selinho

Termino meu café, lavo a louça e pergunto se já podemos ir, recebendo a confirmação em seguida. Pego minha mochila que sim, o senhor Connor trouxe até aqui, e saímos de casa, entrando no carro tomando o rumo do colégio. Vôo em direção ao CD Player para colocar alguma música. Rolo a playlist das músicas procurando alguma que ainda não tenha escutado, encontrando uma que há muito tempo não ouvia. Boyfirend Material, de Ariana Grande. É... Acho que essa descreve muito bem o que estou a passar nessa nova fase...


I've been lookin for someone (Estive procurando por alguém)

Tryna find the right boy to wear on my arm (Tentando encontrar o cara certo para ficar ao meu lado)

I must admit it, you simply fit it (Tenho que admitir, você simplesmente se encaixa)

You were like a cut above the rest that's why you winning (Você é diferente dos outros, por isso está vencendo)


A música tocava e eu cantava ao mesmo tempo, era muito bom poder fazer isso. A música, de certo modo, se encaixava em todas as partes dos meus momentos com Levi. Boyfriend Material... Você é meu boyfriend material, Levi! Você é meu namorado ideal! Eu quero poder ser isso para você também, mas nos conhecemos há tão pouco tempo... Acho melhor não pisar no acelerador por enquanto... Se bem que quando estou com você quero mais é que tudo vá se danar...


And every night when I close my eyes I can see you (E toda noite quando fecho meus olhos, vejo você)

My perfect type and I never really thought (Meu tipo perfeito e eu nunca pensei)

My dreams would come true (Que meus sonhos se tornariam realidade)

Until I laid eyes on you 'cause you know you are (Até eu colocar meus olhos em você pois você sabe que é...)


Canto o refrão e vejo Mikasa me acompanhar no show, só que ela além de estar cantando, batuca, e invés de boyfriend ela canta Girlfriend, naturalmente. Típico dela adaptar a música a seu gosto.


Boyfriend material, boyfriend material (O namorado ideal, namorado ideal)

That's what you're made of it's written on your label (É o que você é e está escrito na sua testa)

Boyfriend material (Namorado ideal)

Material, want everyone to know you're my boyfriend (Ideal, quero que todos saibam que você é meu namorado)

Material, boyfriend material, boy (Ideal, namorado ideal)

Boyfriend material (Namorado ideal)

Material want everyone to know (Ideal, quero que todos saibam...)


Chegamos ao colégio, desligo o CD Player e nos despedimos do nosso pai, vendo ele dá a partida arrancando com o carro para ir para o seu trabalho. Entramos no colégio e vamos em direção as escadarias quando, no meio do caminho, alguém grita parecendo que está prestes a dar um infarto.

- MIKAAASSAA!!! – grita a voz atrás da gente. Nos viramos e vemos Annie vindo correndo até nós como uma maratonista. – Minha macha do caralhooo! – Annie salta num pulo se prendendo na cintura de Mikasa, a abraçando e lhe beijando após alguns segundos como se fossem duas feras que ficaram dez mil anos sem comer.

- Olha, eu não sou obrigado a ficar assistindo a esse namoro rexona não te abandona, tá? Até daqui a pouco e se chupem maravilhosamente! – digo continuando a andar rumo as escadas, vendo Annie levantar o polegar num beleza e voltando a por a mão na nuca da minha irmã em seguida.

- Annie... Hum... Espera... – tenta dizer Mikasa enquanto Annie parece um chupa cabra possuindo os lábios da minha irmã, que não para nem para tomar fôlego. – Eu não posso deixar esse viado sozinho! Ele quando tá com fogo no cu é uma ameaça ao globo terrestre! – diz Mikasa se desvencilhando de Annie.

- Aff! Você também só pensa nesse seu irmão, viu? Deixa ele soltar o vulcão do cu! Esse garoto já está bem crescidinho, viada! – rebate Annie.

- Obrigado! Até que enfim alguém falou algo que preste! – digo apoiando a causa de Annie.

- Annie! Vai, vamos lá para cima!? Já, já aparece um professor e... – tenta convencer Mikasa.

- O professor que vá comer a Xena da irmã dele! Eu quero é você, o canudo de milk shake dele que vá parar no aterro sanitário! – retruca Annie novamente.

- Vai, Anniiiee! Se você vir... Eu fico com você o resto do dia! – suborna Mikasa.

- Agarradinhas? – pergunta Annie.

- Agarradinhas! – confirma Mikasa.

- E... – Annie começa a pesquisar outros pedidos.

- E se esfregar até formar as cataratas do foz do Iguaçu? – concluo para ela.

- Isso! Essa é perfeita! Estou começando a gostar de você cunhadinho! – apoia Annie.

Voltamos a subir as escadas, chegando até a sala 5 e a adentrando. Todos já estão lá e nos olham imediatamente. Armin, que está lá no fundão por algum motivo, nos chama para conversarmos mais uma vez sobre assuntos ou fofocas (ou os dois), de última hora que acabaram de acontecer.


Part Eren End

Part Flávio Begin


Estou no colégio de Eren, mais uma vez, mais um dia... Como consegui isso? Bem... Foi muito fácil. Bastou por o uniforme do colégio e tive o acesso ao local! É bem simples pois aqui, pelo visto, não ligam muito para esse tipo de segurança...

Ontem segui cada passo dele aqui, estou perdendo aulas na faculdade podendo até reprovar, mas isso é por você, Eren! Por pura e unicamente você! Sou capaz de tudo para que fiquemos juntos e é por isso que tenho que matar aquele empecilho! Ele esta a empatar nosso amor de se tornar real! Sim, nosso amor... Eu sei que você gosta de mim, Eren! Eu sei disso... Você me ama, você precisa me amar... VOCÊ TEM QUE ME AMAR!

Ontem o observei cada minuto que passei aqui e lá estava ele com aquela turma escadalosa de amigos. Os tinha em vigilância no meu turno para poder ter total controle sob a vida de Eren. Notei que em alguns momentos ficava inquieto e olhava para todos os lados a procura de alguém, como se soubesse que eu estava de olho nele.

Nessas horas me escondia seguramente de seu campo de visão, uma das coisas que James me ensinou... Como se camuflar e ficar de tocaia de forma totalmente discreta nessas situações. E como ele me ensinou isso? Bom... Isso já é outra história...

Agora Eren está indo embora com aquelas duas garotas sem nenhuma decência, então subo no pavimento paralelo a sua sala para poder continuar a observá-lo. Meus olhos seguem cada gesto, movimento ou atitude que Eren parece tomar e graças a quem quer que seja, não tenho miopia em nenhum grau, portanto consigo enxergá-lo melhor que os demais de longe. 

Por enquanto tudo parece estar indo bem, sem aquele professor metido a aliciador de menores...

Para quê fui falar? Nesse exato momento o vejo subir as escadas do pavimento em que estou. Nessa hora começo a repetir um mantra para que ele nem note minha presença, mas parece que o universo não cooperou mesmo...

Levi esbarra em mim e acaba derrubando seus materiais, aos que eu por educação sou obrigado a ajudá-lo a reunir e entregá-los a ele, quando na verdade o queria atirar dessa sacada e ver seu corpo ser amortecido na queda de três metros lá embaixo.

- Ah, desculpe não tinha lhe visto... Estava preocupado com a sala que iria dar aula agora. Obrigado por ajudar a apanhar os papéis, er...? – diz o professor de araque e tenho que usar minha habilidade de atuação para que ele não desconfie.

- Flávio, meu nome é Flávio! – falo meu nome já sabendo que ele não irá lembrar de quem sou... Nos vimos apenas por uma vez, não tem como se lembrar...

- Hum, muito obrigado Flávio! – responde ele parecendo me observar atentamente. – E esse braço enfaixado aí? Está tudo bem? Aqui, Flávio... Não sei se nos conhecemos, mas tenho a impressão de que já vi você em algum lugar... Já nos vimos em algum lugar, por acaso?

- Não! Pelo que me lembro, não! Nunca vi o senhor na minha vida. E inclusive... Prazer até! E quanto ao braço foi só uma queimadura, já, já está novo em folha! – respondo pondo toda a convicção possível nas palavras.

- Prazer, Flávio! Meu nome é Levi, sou professor de matemática aqui. É estranho não lhe conhecer... Leciono para todas as turmas do ensino médio e nunca lhe vi por aqui. Bom, pelo menos por esses dias... – rebate ele.

- Sou do nono ano. É reprovei vários anos consecutivos! – inventou tentando me justificar.

- Sei... E por que não está na sala?

- Ah, er... Para quê? Já vou reprovar de qualquer jeito mesmo, não é? – digo enfatizando a mesma resposta da maioria dos adolescentes.

- Não, ainda não reprovou! É início de ano rapaz, tem tempo mais que suficiente para mudar essa história! – ele dá tapinhas em meu ombro e sai para ir para a sala em que vai dar a maldita aula. Pena dos seus alunos!

Fico vendo ele entrar na última sala do corredor, a do terceiro ano do ensino médio se bem me lembro pelas informações que me deram. Olho para a região do meu ombro onde ele deu aqueles tapinhas de leve e tenho vontade de vomitar em cima dessa região do meu corpo. Dá nojo de mim mesmo me ver conversando com esse professor fodido do caralho! Flávio... Ao que você está se rebaixando? Está vendo, Eren? Está vendo o que faço por você? Vê o quanto me misturo com essa gentinha para conseguir fazer com que fiquemos juntos? Espero que me agradeça algum dia pela minha devoção a ti!

Continuo a vigiar Eren durante toda a manhã, vendo que no último horário esse professor abusado é o que se direciona a sala em que o meu amor estuda. Redobro a minha atenção a eles nessa hora para ver se algo irá acontecer.

Pelo que pude observar, ainda não ocorreu nada de errado. Eren está sentado prestando atenção à lousa e esse tal de Levi cusão está a dar a aula. Tudo parece se encaminhar normalmente... Até o fim da aula.

Todos saem da sala, ficando apenas os dois a olharem fixamente um para o outro. Do nada vejo Eren se levantar e ir a passos firmes de encontro ao babaca do Levi, puxando a cadeira do professor com tudo e se sentando brutalmente no colo do mesmo. Percebo que Eren o está beijando mesmo estando de costas, e o pior... Um beijo selvagem. A mão daquele imundo do Levi está a se mover para a bunda do meu amor! Não! Você é meu, EREN! MEEEU!!!

Retiro meu celular do bolso o mais rápido possível, o desbloqueando e indo para o aplicativo de mensagens. Ignoro todas e aperto em uma pessoa em especial, digitando um “Solte agora!” para que se execute meu plano caso uma coisa dessas acontecesse. Em nove segundos vejo a garota aparecer para liberar a bomba pequena, mas com som bem alto para assustá-los.

A bomba explode e os dois se afastam de imediato. Estão vendo? Enquanto eu estiver aqui, vocês não irão conseguir se pegar! NUNCA! Eu juro que ainda vou te ter Eren! Ou te tenho ou morro tentando!

Volto minha atenção ao celular depois de ver que eles já não vão mais se atracar nem nada do tipo. Mando um "barra limpa." e desço as escadas para vigiá-los lá embaixo, pois acabam de sair da sala. Olho algumas mensagens, parando em uma que jamais esperaria receber... A da minha mãe.

Mensagem-Mãe = Flávio, eu quero saber que merda de história é essa de você estar matando aula na faculdade? Eu acabo de receber daquela corna safada da coordenadora o aviso...

Blá-blá-blá... Clico em deletar e guardo o celular em meu bolso.

Essa é muito boa! Essa mulher nunca se importou comigo, me usou apenas como desculpa para extrair até o último centavo possível do meu pai, esse que nem se digna a telefonar para saber se estou vivo... Sabe do que mais? Que se foda você, mamãe! Que se foda você, papai! Que se foda esse mundo de hipócritas e oportunistas que só pensam em si mesmos...


Part Flávio End

Part Narrador Begin


E assim se seguiu o resto do dia.

Flávio virou um verdadeiro psicopata atrás de Eren, o vigiou, seguiu até em casa e só sossegou ao ver que o mesmo já estava em casa, bem longe de Levi e, segundo ele, longe daquela “rola estupradora de inocente”.

Voltou para sua casa e lá se serviu de um almoço muito mal feito pelo próprio, aquela era uma das “tarefas” de James, pelo ponto de vista dele. Descansou um pouco para poder fazer sua série de exercícios de trinta minutos habitual, antes de ter que ir para o trabalho.

Terminando seu treino, fez sua higiene, se vestiu e tomou seu rumo em sua moto para chegar ao estabelecimento, passando pela casa de Eren e o encontrando já de saída. Flávio ficou mais uma vez encantado com a aparência do garoto, estava lindo e tinha posto uma calça que realçava o tamanho da sua bunda carnuda, o que só aumentou a vontade de Flávio freiar sua moto e se oferecer.

- Hei, Eren! Quer uma carona? – perguntou Flávio após freiar com tudo, empinando a parte traseira de sua moto para impressionar Eren.

- Não, Flávio! Sério, muito obrigado, mas prefiro ir andando. – responde Eren voltando a ligar seu MP3.

- Vai, Eren! Estamos indo para o mesmo lugar, não vai te custar nada aceitar minha carona. – insiste Flávio. – O que? Ta com medo do seu namoradinho pensar coisa errada? Ah, qual é! Vai, sobe!

- Primeira coisa, Flávio, eu estou sendo educado e gentil, aproveite! Segundo, não! Eu não estou com “medinho” do Levi sequer pensar que estou conversando com você, sabe por quê? Porque nós não somos assim em relação um ao outro! Nós estamos muito bem e nem nada e nem você irá poder atrapalhar isso! E por ultimo... Não! Eu não quero sua carona, estou muito bem andando e prefiro ficar paralítico com as pernas só os gravetos do que subir na sua moto ou precisar de você algum dia! Passar bem em Marte! – explode Eren voltando ao seu rumo.

Flávio finalmente percebe que Eren não está nem aí para ele e segue seu rumo sem incomodá-lo mais.

Em vinte minutos, todos os funcionários já estão presentes no estabelecimento e servindo os clientes. Tudo está indo muito bem, sem mais queimaduras para a felicidade de Rod e para a infelicidade de vocês leitores.

O tempo no “El Amour Toujours” passa tão rápido como num piscar de olhos, clientes entram, clientes saem, clientes pedem, clientes comem, clientes usufruem da energia tranquila do lugar e pagam pelo tempo que quiseram ficar a ocupar as mesas do estabelecimento.

Sem nem perceber Eren olha para o relógio e constata 17:00 da tarde. Ele continua a atender os clientes que já estavam alí quando um em especial entra... Era ele! O homem que fazia a pulsação de seu corpo acerelar, o homem que só com o olhar o arrepiava por completo, o mesmo homem a quem ele estava a aprender a amar cada minuto mais como se fossem semanas que tinham se conhecido...

Levi entra pela porta e, de imediato, já põe os olhos em Eren, ao qual lhe olha completamente em choque como se tivesse se perdido na imensidão intensa do outro. Eren para abruptamente o seu caminhar, dispensando a mesa que iria atender para acomodar seu Levi.

- O que vai querer, Senhor? – pergunta Eren brincando.

- Senhor? – Levi o olha com cara de “Quê?”

- O que? Quer que eu seja normal? E aí viado? Vai querer a bengala com leite condensado em cima? – diz Eren fazendo Levi puxar seus lábios no canto da boca, fazendo um sorriso debochado que é o melhor que pode fazer.

- Não! Como já sabe, não acho que seja o momento ainda... Pelo menos agora! Chá de camomila, por favor! – responde Levi.

- Acho que tem outras formas de te acalmar além de chá, sabia? – incita Eren anotando o pedido e exibindo seu melhor sorriso de sacana.

- Realmente existe. Mas isso que você está pensando está mais para rápido e frenético do que calmo! – rebate Levi.

- Já volto com o seu pedido! – diz Eren todo corado ao serem descobertos seus pensamentos. Se ele saiu arrasando no rebolado? Acho que não preciso nem contar...

Eren trata de trazer o pedido de Levi e vai atender as outras mesas, olhando para a direção de Levi sempre que possível.

A hora restante do expediente de Eren termina e ele vai aos fundos para poder se trocar, voltar para Levi e poderem ir para a casa do garoto. Levi permanece na mesa olhando para o nada, perdido em seus pensamentos, até que ouve alguém bater a porta atrás de sí, vendo uma figura loira e musculosa... A mesma dessa manhã.

- Flávio? Ué, você aqui? – pergunta Levi atraindo a atenção do jovem e começando a se lembrar de algo. – Mas é claro! Aquele dia em que eu vim aqui com os outros professores do colégio! Nos conhecemos nesse dia... Mas por que não falou que me conhecia  hoje de manhã?

- N-não me l-l-lembrei! É! Isso! Exatamente! Não me lembrei! É porque são tantos clientes por aqui que é difícil lembrar do rosto de todos! Sempre acabo esquecendo! - - mente Flávio.

- Ah, sim... Certo... Bom, pode voltar ao que estava fazendo. Tenha uma boa noite! – fala Levi cordialmente.

- Para o senhor também! – responde Flávio, mas na verdade estava querendo que Levi tivesse a noite mais dolorosa de sua vida, que fosse uma noite que lhe antecipasse um pouco a dor de sua morte...

Flávio sai do estabelecimento e volta para casa em sua moto com toda a pressa do mundo, afinal, hoje Flávio irá receber a arma para poder executar seus planos de maníaco na quinta-feira, amanhã... O dia em que Levi poderá perder tudo.

Flávio aumentava ainda mais a velocidade a cada metro que ultrapassava aquele mesmo trajeto até sua casa, precisava chegar a tempo de por tudo em ordem e fazer tudo o mais discreto possível, o que não seria possível se se atrasasse e não estivesse em sua residência para atender e receber a visita do homem. Tudo tinha que ser perfeito para que seu plano desse certo, desde a anunciação do sequestro, passando pela condução de Levi até o local que tinha conseguido e, por último, o objetivo do plano... Queimar Levi vivo.

Era isso que Flávio queria, queimá-lo vivo. Ouvir seus gritos soando em meio a fornalha da velha padaria abandonada, um local que ninguém ousava entrar e muito menos invadir.

A padaria era um estabelecimento privadíssimo, somente pessoas de alta classe podiam adentrar seu local em seu período de funcionamento, quando ela ainda estavam em atividade.

A “plebe” segundo os que construíram e gerenciavam a padaria, não poderia entrar naquela área jamais. Diziam que seu solo era consagrado aos deuses da prosperidade e da fartura, que só permitiam a entrada de pessoas de mesmo nível, portanto aquela “ralé” nunca teria o direito de ali entrar pois seu sangue não tinha a “marca de agrado” que os dos ricos.

Óbvio que vários se arriscaram e, mesmo assim, entraram. A “maldição" com base nos relatos, acontecia nos dias seguintes. Os membros dos corpos dos invasores iam parando pouco a pouco. Movimentos dos braços, pernas, mãos... Até dos olhos paravam, o que ia se abrangendo mais até chegar no coração e também parar o movimento do órgão, matando o indivíduo finalmente.

Todos acreditavam que a maldição era real, mas um dia os cidadãos descobriram a verdade...

Os donos da padaria detinham conhecimentos avançadíssimos para sua época sobre vários tipos de ervas, substâncias e fluídos, que poderiam ser tanto prejudiciais quanto benéficos quando queriam usá-los. Uma dessas substâncias em especial, quando inalada pela pessoa em objetivo, conseguia paralisar os movimentos e os órgãos do corpo da vítima gradativamente, a imobilizando depois de alguns dias até que a matava pela parada cardíaca.

Os cidadãos se revoltaram ao descobrir que foram enganados, acabando por jogar os corpos dos donos da padaria, depois de um espanco e tortura de três dias consecutivos segundo a história dos locais, na fornalha antiga em que tudo era produzido no estabelecimento.

A padaria acabou fechando para sempre, obviamente. Apenas uma pessoa voltou a entrar naquele lugar e nunca mais retornou. Alguns tentam acreditar que foram os espíritos dos donos como forma de vingança pela morte e fim que deram a eles, já outros, os mais céticos, dizem que a pessoa já era perturbada quando adentrou o local e que acabou enlouquecendo de vez com a aura pesada do ambiente, se matando lá mesmo após se jogar na fornalha depois de ascendê-la.

O que interessava para Flávio era que o local estivesse vazio. Em sua vida jamais lhe fora permitido acreditar nessas baboseiras. Sua mãe o criou com a visão no que é material, já que a mesma só pensa em dinheiro. Ela mesma uma vez disse a ele que, se não tivesse conseguido a pensão do pai dele, jamais teria se importado com o garoto ou mesmo cuidado e “abrigado” ele. Muito pelo contrário... Sua própria mãe jogou em sua cara que iria vendê-lo ou apenas trocá-lo por um mísero pão dormido que o vendedor não achou um único otário para empurrar. Nesse dia Flávio discutiu severamente com a mãe, não aguentando tudo o que ouviu e acabando por dá-lhe um tapa no rosto da mesma, afirmando que ela era uma prostituta e interesseira da pior espécie. Ele saiu e nunca mais voltou a pôr os pés em sua antiga casa, se é que a podia chamar de sua. E o convívio com a mãe, que já não era bom em nenhum ângulo, só fez piorar depois do ocorrido.

Flávio, como já tinha dezoito anos, entrou com um pedido na justiça para poder gerenciar sua pensão alimentícia sozinho. Era sim maior de idade, mas fazia faculdade portanto teria que receber até os vinte e quatro. Conversou com o seu pai, a primeira e única vez que fez isso em toda sua vida, o obrigando a pagar a pensão diretamente em sua conta, ameaçando de começar a sempre aparecer na vida do outro e nunca mais deixá-lo em paz. Flávio sabia que seu pai era um covarde, sabia que ele jamais iria aceitar que ficasse em sua cola, e acima de tudo, Flávio sabia que o pai não aceitava sua existência, sabia que para ele era apenas um “fardo”, uma cruz que tinha que carregar graças a uma maldita noite de sexo com uma vagabunda golpista.

O pedido de redirecionamento para que o dinheiro não entrasse mais na conta de sua mãe e sim na sua foi feito e aprovado pelo juiz. A mãe de Flávio por vezes tentou fazê-lo voltar para casa, óbvio que não iria querer perder a gorda pensão do garoto a qual usava para benefícios próprios. O garoto que acabasse morto em qualquer viela de uma rua, o que importava era o dinheiro que Flávio podia lhe dar e apenas isso. Já Flávio nunca acreditou no teatro que ela fazia para que não saísse de casa, tinha total conhecimento do verdadeiro interesse de sua mãe.

Não queria voltar para lá jamais. Suas lembranças sempre o atacavam dia e noite, pesadelos, devaneios, momentos em que se perdia nos pensamentos... Bastava um minuto de distração e se encontrava pensando naqueles malditos tempos em que passou sob a guarda da mãe. O convívio todo dia com aquele ser, que cada dia levava um homem diferente para casa, todo dia, toda semana, todo mês... A vida de Flávio sempre foi assim, trancado no quarto ouvindo os gemidos de sua mãe vindos do outro quarto sem entender nada, era uma criança e não tinha a noção do que estava acontecendo. A choradeira por pensar que sua mãe estava sendo violentada, a preocupação que ela lhe dava com todas as horas que o deixava sozinho e desolado...

Flávio podia ter uma pensão muito gorda sim, mas o mais importante da sua vida, a coisa que mais é importante de se dar a um ser humano não recebeu... O amor de uma mãe e de um pai.

Flávio começou a usufruir do dinheiro que deveria ter por direito, deu início a sua nova vida e tentou se erguer como uma pessoa normal. Mas infelizmente, não foi bem assim que aconteceu...

As memórias que o atacavam acabaram o desestabilizando e dar início a um namoro com James nesse período de estresse e descontrole emocional foi pior ainda. Flávio entrou no vício do álcool como forma de esquecer de suas memórias, não as queria lembrar, queria fugir delas a todo o custo, esquecer que um dia conviveu com sua mãe ou que alguma vez a conheceu.

Em sua moto ele continua a acelerar, ficando feliz em ver que está perto de casa. Virando a esquina logo lhe surge a figura da mesma, uma casa bonita porém escura e vazia. Freiando a moto, Flávio aperta no botão que acoplou a chave da mesma para que se abra o portão da garagem. Ele entra em casa e estaciona sua moto perfeitamente, adentrando pela porta trabalhada em formas a sua frente.

A casa, por incrível que pareça, está arrumada. Flávio nem faz ideia de como isso acontece. Ele nunca faz nada em casa, mas a cada dia parece que ela fica mais limpa, quase que como se alguém estivesse a limpar propositadamente no período em que estivesse fora. Mas é impossível ninguém tem a chave de sua casa... Bem, quase ninguém. Há uma pessoa... James. Mas este não colocaria os pés de novo em um lugar onde teve que aturar tantos discursos nos quais foi destratado, inferiorizado e quase agredido, se bem que a agressão verbal pode machucar mais que a física. James não pode estar a fazer isso... Ou pode?

Flávio não se importa com isso. Para ele a casa pode estar o cabaré da esquina, se tiver comida e uma cama está ótimo e é justamente por isso que pediu a pensão em seu nome, somente para comprar uma casa e poder viver como se nada fosse real em sua história.

Ele se direciona ao andar de cima para poder ir tomar um banho, pois não acha que seja bom receber alguém todo fedido após o expediente, precisa causar boa impressão para poder ter o aluguel da arma, não basta ter dinheiro, precisa passar convicção ao homem.

Flávio sai de seu banho e vai à procura de uma roupa qualquer em seu guardas roupas, na qual possa se sentir formal para receber a visita mas também descontraído. Terminando de vestir a roupa, ele desce para ficar na garagem a espera da tão aguardada chegada.

Passam-se alguns minutos e Flávio retira o celular do bolso para jogar um jogo qualquer de seu celular, acredite... Ele tem muitos! Isso o distrairá e o impedirá de ir até a geladeira pegar alguma das dezenas de garrafas do seu freezer.

Mais alguns minutos passados e o som da campainha é escutado. Flávio se endireita na cadeira e aperta no botão para abrir a porta da garagem, que ao se abrir revela a silhueta do tal homem.

- Hey, Nile! Por que demorou tanto? O endereço é tão fácil, pensei que soubesse andar pela cidade! – chama Flávio se aproximando de Nile Dock, o portador de armas mais conhecido do meio pelos empréstimos da mesma mercadoria e, algumas vezes, responsável pelas punições no caso de perda delas.

Nile Dock é um dos integrantes da velha quadrilha incapturável da cidade... Os “In Memorians”, uma quadrilha que começou seus atos há 15 anos. Nile é, por assim dizer, o braço direito do chefão secreto dessa quadrilha. Todos que entram na “In Memorian” jamais podem sair, como se fosse tipo uma ceita. Eles aplicam os mais diversos golpes possíveis, desde uma simples “ajuda” a idosos no caixa do banco, até transações de prejuízo incalculáveis a grandes empresas. Por isso, todos que são participantes na “In Memorian” possuem o QI elevadíssimo. São a elite da elite, tem as melhores estratégias, as melhores mentes, as melhores armas, que desbancam a força militar de alguns países por aí; enfim... Os “In Memorians” dominam e tomam conta do seu reino por completo, sendo a excessão Nile Dock... Esse não pensa apenas em servir de bom grado para o bel lucro da quadrilha e não o seu. Esse, sempre que tem horas livres do covil, passa a ser um simples contrabandeador de armas, claro que tendo todos os cuidados necessários. As punições para perda da arma são altamente agressivas, e se caso for parar nas mãos da polícia, a morte do mesmo indivíduo é certa.

E como Nile consegue viver com suas duas vidas sem ser descoberto por sua quadrilha? Simples... Já ouviram a expressão tem que molhar a mão do barqueiro? Então, Nile não é diferente! Tem seus próprios capangas dentro da instituição, que lhe dão total cobertura e o engrandecem sempre que possível ao chefão, o que o torna seu braço direito em todas as ocasiões.

- Primeiro, sua bicha metida a macho, eu posso demorar o tempo que eu quiser! Eu que sou o manda chuva aqui, compreende? E segundo, acho bom diminuir seu nível de intimidade! Pelo que sei não tenho nenhuma relação com você e, pelo que me lembre, nunca te comi e disse que iria te assumir! Então abaixa tua crista tá, neném? – responde Nile após ouvir o que Flávio disse, deixando o mais novo como uma panela de pressão prestes a explodir. Flávio detestava que tentassem mandar nele.

- Ok... Então? Vamos entrar? Quero minha mercadoria o mais rápido possível! – propõe Flávio o guiando até a varanda que tinha no terraço de casa.

- Tem o dinheiro? – pergunta Nile se sentando a mesa que lá havia.

- Tem a arma? – retruca Flávio também se sentando.

- Tenho um murro seguido de um tiro na boca do seu estômago, que que você acha moleque? Acha que eu estou brincando? Eu quero ver o dinheiro agora ou nada feito, entendeu? – exije Nile e Flávio pega um envelope do bolso de sua calça, o entregando a Dock que o conta e vê se está tudo correto.

- Está certo... Agora me conte seu plano! – responde Nile olhando fixamente para Flávio.

- O quê? – pergunta Flávio confuso.

- O quê, o que idiota? Acha mesmo que vou entregar algo tão valioso assim de mão beijada? Preciso ter certeza que seu plano é bom e que dará certo! Não vou correr o risco de ser preso! – responde Nile explicando a situação.

- Ah, sim, bom... – Flávio se endireita a mesa para poder explicar melhor o plano. – Então... Minha ideia é basicamente a seguinte... Irei me livrar de um empecilho da minha vida o jogando e o ateando fogo na fornalha da velha padaria da cidade, aquela que está totalmente abandonada e que ninguém jamais entra. Preciso da arma para o forçar a vir comigo sem relutar, óbvio, assim será mais fácil e irei ter um pouco menos de dificuldade. – termina Flávio.

- Me parece arriscado... Onde pretende sequestrá-lo? – pergunta Nile.

- No meu trabalho, ele sempre vai lá ao final do expediente.

- Tem câmeras?

- Já as desativei.

- E na fuga? Como o levará? Não acha que vão anotar a placa do veículo, imbecil? – Dock continua o interrogatório.

- Não! Eu já contratei alguns caras que são mestres nessas paradas de química aí... Eles irão fazer bombas de um gás que vão fazer a rua inteira entrar em pura neblina, deixando tudo mais discreto; assim o veículo, que vai estar estacionado na ruela que tem na lateral do local, vai poder sair sem ser percebido e sem levantar suspeita! – explica Flávio.

- Hum... Bombas de gás, é? Tem certeza que isso vai dar certo? Certeza que esses tais químicos aí são de confiança? – pergunta Nile.

- Sim, tenho certeza! Eles próprios já me fizeram uma demonstração ontem e tenho que admitir que me deixou bastante confiante! – responde Flávio.

- E as câmeras dos postes da cidade? – questiona ainda relutante.

- O gás também tem efeito embaçante, portanto as câmeras estarão fora de cogitação! – responde mais uma vez Flávio.

- Bom, acho que estou convencido! Aqui está a arma! E como já lhe disse... Tome muito cuidado! Se essa belezinha aqui acabar parando nas mãos das polícia, seu cu vai estar mais fodido que o de puto em estupro coletivo. Por falar nisso, já pensou na morte que vai querer caso algo dê errado? Temos duas opções ótimas! A primeira é dacapitação, sabia? Já imaginou loirinho? Seu pescoço sendo colocado naquele troço e vindo a lâmina e separando sua cabeça do seu corpo como se fosse manteiga? A imagem de seu corpo se debatendo no chão? Seus olhos da cara piscando sem parar? Sabe por que isso acontece? Porque o corpo não sabe que está morto! E essa é a melhor parte! Ver aquela cena que mais parece uma possessão demoníaca. Ah, é simplesmente lindo ver aquele corpo perturbado sem cabeça se mexendo de um lado para o outro! E claro! Temos a segunda opção! Um estupro com todos os meus companheiros da minha organização! Todos arrombando você sem dó nenhuma, o fazendo implorar pela morte por causa da dor da invasão e das investidas sem aviso prévio! Imagina como meus colegas não vão ficar quando souberem que vão poder lhe fuder, caso falhe! – ameaça Nile e Flávio começa a ficar um pouco receoso com tudo o que o mais velho está a lhe dizer. – Você não sabe o que é isso seu loiro medíocre! Volte atrás na ideia enquanto ainda é tempo! Você não tem estômago para matar uma pessoa! Você é fraco, um fraco sem nenhuma perspectiva de vida!

- Já tem seu dinheiro, Dock! Agora pode deixar a arma e sair! Nada vai acontecer com ela e eu vou conseguir me livrar do dito cujo! – responde Flávio.

Nile o olha bem no olho fixamente, tentando buscar alguma expressão no rosto do outro que demonstre insegurança, mas o garoto parece estar bem convicto. Dock sai depois de entregar-lhe a arma e pensando se o que fez realmente foi uma boa escolha... O garoto lhe pagou muito bem, quer dizer, mas Nile não acha que esse filhinho de papai tem o mesmo tipo de estômago que ele para uma coisa tão forte quanto é matar alguém. Uma parte de Dock o alertava que o garoto iria dar para trás ou que algo ia dar muito errado nesse plano e estava torcendo para que o que estivesse sentindo fosse apenas maluquice de sua cabeça, senão estaria em apuros...

Já Flávio, este estava com a maior cara de psicopata a admirar a arma. A mirava para a parede como quem estava segurando uma máquina fotográfica. Estava feliz por saber que finalmente iria se livrar de Levi Ackerman, que iria ter Eren totalmente só para sí e não ía ter que se preocupar mais com a presença do outro.

Enquanto tudo isso acontecia na casa de Flávio, nossos pombinhos naquele momento estavam a aproveitar da companhia um do outro, numa lanchonete onde Levi levara Eren para jantar uma comida saudável, boa e que não seria muito carregada para o horário. Claro que Levi avaliava tudo ao seu redor, desde o brilho das mesas, passando pela higienização da louça e chegando até a conferir se a touca dos funcionários estavam realmente bem bordadas, o que fazia Eren rir do outro.

Eles fizeram seus pedidos e os comeram tranquilamente. Bom, até a hora de pagar a conta, como sempre...

- Eu vou pagar a conta! – insiste Levi.

- O cu da galinha da angola que você vai! Nada disso! Eu que vou, passa para cá! – rebate Eren tomando a cardeneta das mãos de Levi por ser um pouco mais alto, portanto tinha mais alcance que o outro.

- Olha, por que não fazemos assim... Cada um paga pela parte que comeu e bebeu! – impõe Levi.

- Claro que não! – rebate, imediatamente, Eren.

- Por que, não? – pergunta Levi já sabendo muito bem do por que, não. Isso o faz ter vontade de rir, então ele leva o resto do chá da xícara a sua boca para poder escondê-lo.

- Não se faça de bicha falsa para cima desta Beyoncé versão viado loka, aqui! Eu, Hein... Sabe muito bem o porquê! Você comeu feito o ralo da pia quando desentope! Só foi uma descarga pra dentro do seu estômago! Quero nem saber! É injusto, é exploração e #NãoVaiTerGolpe, Mon amour! – responde Eren. – É rachado meio a meio ou eu pago essa caçola da vizinha sozinho!

- Não, tudo bem! Eu aceito! Não quero discutir com você. – concorda Levi, que acaba tendo a mão de Eren posta na gola da sua camisa, o puxando para mais perto do outro e ficaram se olhando no ponto fixo das retinas a sua frente.

- Eu nunca discuto, eu fecho com a cara, querido! Mas com você eu estou aberto a novas experiências! E quando digo aberto pode entender sim, no duplo sentido! – responde Eren devolvendo à Levi toda a voracidade, selvageria e paixão num beijo. Usou aquele momento como forma de recompensa ao outro, aproveitando para retribuir as boas sensações que lhe davam quando estava com o mesmo.

- Ok... Eu acho que vou pagar a conta agora! – responde Levi tentando se levantar e correr até o caixa, mas Eren agarra em seu braço antes mesmo de sair da cadeira.

- Os pentelhos do seu cu que você vai! Eu fazendo aqui a cena toda romântica e você querendo correr? Volta agora, viado papa-léguas! – responde Eren.

- Aaahhnn, Eren... Eu não tenho isso aí não! É coisa para porco! Raspo a cada duas semanas! – explica Levi.

- Sério? Quero ver quando você estiver com a coluna toda fodida depois da velhice e eu estiver tendo que trocar tuas fraldas! Quero ver se nessa idade você vai raspar! Apesar de que não posso falar nada... Também me depilo frequentemente...

- Enquanto houver barbeador por R$ 1,99, sim! Eu irei me raspar sempre! E que bom saber que você também cuida da higiene, não sei se conseguiria namorar você caso não fizesse isso! – brinca Levi.

- Ah, é? Só porque você falou vou deixar virar a floresta amazônica, agora! – responde Eren devolvendo a brincadeira.

- Mas não vai mesmo! Nem que eu mesmo tenha que fazer isso com minhas próprias mãos pelo seu corpo todo! – rebate Levi.

- Isso é uma oferta? Uuuii aaddoorrooo!! Já quero você passando a mão no meu corpo todo! – responde Eren.

- Você está bem assanhadinho, hein? Bom, acho melhor irmos já esta ficando tarde! – avisa Levi.

- Tuuudo bem! QUEM CHEGAR PRIMEIRO NO CAIXA PAGA A CONTA! – grita Eren apostando a corrida com Levi.

Óbvio que mesmo Eren saindo primeiro em disparada, Levi o alcançou e não só o ultrapassou, como diminuiu a velocidade dos seus passos para chegar com Eren na mesma hora e assim poder dar o “empate” que o garoto tanto queria.

Após pagarem a conta, os dois saíram da lanchonete tomando o rumo da casa do mais novo, indo abraçados um ao outro e quase que caindo pela forma como Eren se agarrava ao corpo de Levi. Os dois iam rindo e conversando sobre coisas aleatórias, acabando por se lembrarem da bombinha de mais cedo.

Aquela bombinha realmente os assustou. Eren quase que levava um tombo épico naquela hora, sorte sua Levi ter reflexos rápidos e o segurado rente ao peito. Eles ficaram rindo daquele momento, lembrando da expressão que um encontrou no rosto do outro ao trocarem olhares entre si.

Mais alguns poucos minutos depois e finalmente eles estavam em frente a casa de Eren, que ficou triste por já ter chegado e ter que sair do lado de Levi.

- Por que que quando estamos juntos as horas parecem que pegam o santo do Sonic? – pergunta Eren.

- Por que o que é bom dura pouco, Eren! – responde Levi.

- Não! Não dura! – birra Eren. – O nosso amor mesmo, não vai durar pouco! Vamos ficar juntos até a mumificação!

- Tem toda a razão! Nós duraremos infinitos de infinitos! Acredito que vamos até quebrar o paradoxo temporal com o tamanho desse amor! – responde Levi abaixando Eren e beijando seu cabelo. – Agora, vai! Amanhã nos vemos de novo, ok?

- Sim! Amanhã, depois de amanhã, depois de depois de amanhã! Todo dia! – responde Eren.

- Todo dia! – confirma Levi acolhendo o outro em seu abraço.

- Até amanhã, Levi!

- Até amanhã, Eren!


Part Narrador End


































CONTINUES IN THE NEXT CHAPTER!!!


Notas Finais


Então gente... Tá aí! Manti o prazo de sábado!!! Por pouco, mas consegui *_*_*_*_*
O cap. Hoje tá corrido né??
Então... O enredo precisava de uma acereladinha aí... Aproveitei a onda hehehehehe...

Então é isso!! Beijões Geenntteeeee!! Até os coment! Ou o próximo capítulo!!!!
😍😍😍😘😘😘😘😘😘


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