História Apenas uma garota diferente - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Lendas Urbanas, Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Creepypasta, Maggie, Toby
Visualizações 20
Palavras 1.431
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Mistério, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 1 - Um mês antes


-Maggie! - olhei para frente vendo a professora Jane me olhando,ela ainda não entendeu que se eu não estou prestando atenção na sua aula,é por que não estou nem um pouco interessada? - Presta atenção! Por isso que no dia da prova,tira nota baixa, não presta atenção! Depois vem aqui pai e mãe perguntando "por que meu filho tem nota vermelha?"- fez uma voz um pouco mais fina.

Arquiei as sobrancelhas, e voltei meu olhar pro meu caderno onde eu desenhava um taco de basebol, eu não estava com vontade de vim pra aula mesmo, talvez se eu tiro nota baixa, a culpa é da minha mãe, eu nunca pedi para ela me colocar pro turno matutino, eu estava muito bem de tarde,  ela acha mesmo que tomar essa atitude iria melhorar minhas notas? Ela esta muito errada,minhas notas praticamente despencaram quando eu vim pro turno matutino,as minhas notas ja eram ruins, e agora so piorou, no primeiro bimestre eu tirei 5 em matemática. Eu nunca vou me acostumar com isso, ficar me acordando cedo pra vim pra aula, eu fico com sono,minha mãe ja foi chamada aqui na escola por que eu dormia na sala de aula. Ela sempre diz pra eu abri meu olho,e não sei mais o que, eu to no 9° ano, último ano do ensino fundamental. E quando eu terminar isso aqui ela quer me colocar em uma escola federal,igual a da minha irmã, Gabriele,que estuda de manhã e de tarde. Eu não aguento ficar meia hora numa escola, imagine o dia todo. O que me irrita mais, é que ela praticamente toma essas decisões sem nem ao menos pergunta se eu quero ou não, eu disse que era uma péssima ideia me colocar pra manhã, mas ela me ouve? Não! So por que eu tenho 14 anos,só por que sou filha dela, eu não tenho direito de decidi se eu gosto ou não das coisas? Eu não tenho direito de dar a minha opinião? 

Acho que se ela tivesse chance no passado, ela me abortaria se soubesse como eu seria. Mas não abortou e agora eu tô aqui! Eu não pedi pra nascer. Por que eu vim pra esse mundo? Pra sofrer? Por que se foi pra isso, eu não devia nem ter nascido. Desde que o Lucas morreu eu não tenho mais ninguém que realmente, me entenda,que me abrace do jeito mais reconfortante do mundo,que me faça sorrir de verdade, não tem! O meu pai ta pouco se fodendo pra mim,ele foi embora com uma vagabunda qualquer, e esqueceu que eu nasci,ele so reapareceu por que o Lucas morreu, ele vem aqui algumas vezes so pra dizer "oi" e depois vai embora. 

A minha irmã é uma idiota junto com o namorado dela,tudo o que ela faz é encher o saco, por que ela não vai pro inferno hein? Ela vive esfregando na minha cara que pintou o cabelo de vermelho, e que eu ainda tenho que esperar mais um ano pra pintar o meu.

A minha outra irmã, Daniele, mora no México, eu tinha 5 anos quando ela foi embora, e não voltou mais,ela sempre diz que vai voltar no final do ano, mas eu acho mais fácil a gente ir pra lá, do que ela vim pra cá. Ela é minha irmã por parte de mãe, ela não sabe quem é o pai dela,a mãe disse que ele largou ela quando ela ficou grávida. A Daniele chama a nossa avó de mãe, ja que a mãe teve que trabalhar pra sustentar ela,e nossa vó que cuidava dela.

O meu irmão morreu,com 16 anos, ele ainda era novo,o Lucas pra mim era meu irmão, amigo,pai,meu braço direito, ele era tudo pra mim,a única pessoa que eu realmente confiava. Ele sabia de coisas que ninguém da minha familia sábia, eu fazia coisas que não devia. E quando ele morreu, o que acha que eu fui fazer? Eu sabia onde ele escondia cigarros, eu pegava um maço de cigarro, uma gilete e me trancava no quarto, eu fumava enquanto me cortava, aquele era o único jeito de me fazer aliviar aquela dor, a dor de perder o meu irmão. 

O sinal tocou e eu agradeci mentalmente por isso, ninguém merece ficar olhando pra professora Jane, com as suas sobrancelhas tortas, o batom vermelho, e sua sombra pesada, o exagero de maquiagem fazia ela ficar mais velha, até que ela tem um corpo sarado,mas a cara,pela fé! 

-Maggie! - olhei para o lado e Déborah fazia um movimento pra eu ir até ela,me levantei da cadeira, me agachei e engatinhei passando pelo espaço que tinha entre a cadeira de Bruna e Ian, me sentei entre a cadeira da Déborah e a de Bruna, ela apoiou suas mãos no braço da cadeira e se curvou um pouco- Mana, por que a professora chamou tua atenção? - encostei minha cabeça na parede atrás de mim e olhei pra ela

-Por que tu acha?-Déborah ajeitou seus óculos quadrados, ela não era feia,na verdade seus óculos a faziam ficar mais bonita, o cabelo liso curto que não passava de seus ombros, os lábios rosados por causa do batom

-Mas a tu falou com tua mãe? - a Déborah sabia que eu não queria ir pra mesma escola que a minha irmã 

-Eu falo,mais ela não me escuta!- suspirei pesadamente 

-Oi meninas!- falou Yasmin se aproximando de nós, remexendo seu cabelo preto, tingido de louro nas pontas,seu sorriso largi mostrando o seu aparelho azul, fazendo toda essa pose,recebeu um tapa em sua bunda grande, que estalou. Essa doeu até em mim

A Lorena era uma baixinha, com o cabelo comprido castanho, apesar de ser a menor ds sala,tem uma mão pesada,é verdade, ela ja bateu na bunda de todp mundo aqui, até nas dos meninos. Yasmin fez uma cara de dor e colocou a mão na bunda, ela olhou pra Lorena que se fazia de inocente, Yasmin bateu no braço dela que riu, então ela se sentou na minha frente encima dos joelhos. 

-Yasmin, tu nem sabe quem teve a cara de pau de vim falar comigo!

-O Ruan?- Déborah assentiu com a cabeça e elas começaram a falar sobre isso.

O Ruan é um menino do 9°2°, que usou a Déborah pra fazer ciúme na Yasmin, e tipo,agora tá arrependido, eu praticamente falei pra Déborah manda ele ir pro inferno e esquecer ele, mas a Déborah deseja sim que ele vá pro inferno, algumas vezes ela chama ele de empecilho, mas sabe,ela que começa a falar dele,tipo, não tem ninguém falando do Ruan,e lá vem a Déborah falar dele,quando ninguém perguntou. Sinceramente, quem gostaria de ficar com um garoto desse? Eu não! Ela vive falando mal dele,mas eu tenho certeza que o que ela quer,é ir lá pra biblioteca, se agarrar com ele no cantinho. 

Olhei em volta da sala e pude ver a bagunça que estava,eu não sei o que aconteceu com a professora Rosiane, a professora de ciências, mas isso não importa,o bom é que ela não tá aqui, ela é uma professora muito chata. Quando eu estudava de tarde,no 6° ano,ela trancou a gente na sala,e ficamos até as 18 horas na escola, isso fez a gente odiar ela ainda mais,ela sempre exigi que compramos um caderno so pra materia dela,ela acha que eu cago dinheiro é? Porra mano,eu so tenho um caderno de arame de vinte matérias, e olhe lá hein.  Ela pode ganhar um bom salario,mas a questão lá em casa é diferente, pro bolsa família, a mãe so ganha 150,como se isso fosse o suficiente, a mãe também é professora, mas de uma creche, eu não sei quanto se ganha naquilo, mas não é muito, só o suficiente para comprar a nossa comida e pagar as contas. 

-Maggie!-olhei para Bruna que estava me chamando- O Kaio tá te chamando! - olhei para Kaio que fez um sinal pra mim ir até a cadeira dele

Kaio sentava na minha frente, então eu tive que voltar pro meu lugar pra ver o que ele queria,me sentei de volta na minha cadeira e ele se virou pra mim com um sorriso nos seus lábios pequenos e finos. 

-Tá muito bonita Maggie! - ele queria alguma coisa,ele sempre faz isso, embora eu não me achava bonita, tenho cabelo preto levemente ondulado, que ia até o meu busto,os olhos castanhos escuros,e eu sou parda, como minha mãe fala

-O que você quer Kaio?- cruzei os braços esperando ele falar que só olhou pra frente, olhei pra frente também e vi Carlinhos olhando pra nós lá da sus cadeira, que era uma das primeiras, pelo seu sorriso, ele esperava algo



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