História Apenas uma garota diferente - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Lendas Urbanas, Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Creepypasta, Maggie, Toby
Visualizações 8
Palavras 1.215
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Mistério, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 3 - Sangue


A cada passo que eu dava, menos vontade me dava,eu poderia fingir uma doença qualquer pra não ir pra escola? Poderia,mas eu sei que não daria certo, a minha mãe sempre sabe quando minto ou digo a verdade, quer dizer,só algumas vezes... Os meus segredos obscuros estão guardados a sete chaves,ninguém sabe,ninguém viu. Me encostei em uma parede e tirei minha bolsinha,onde guardava minha maquiagem,peguei o espelho e me olhei eu estava com uma boa aparência, era so da um sorriso que fazia parecer que tudo estava bem. Guardei tudo no fundo da bolsa e voltei a andar, atravessei a rua e vi Alisson com Lana andando de mãos dadas,eles são um casal qualquer da escola, eu andei um pouco devagar deixando eles se afastarem,o Alisson e eu estudamos juntos na quinta e na sexta série, e ele é muito bom de papo com qualquer um,basta ele ver alguém e puxa conversa, não importa. 

Passei pelo portão entrando na escola, a diretora que estava no portão, pagando uma de vigia,falou "bom dia" mas fingi que não ouvi,passei direto sem olhar ou falar com ninguém, entrei no banheiro e entrei em uma cabine, levantei a manga da minha jaqueta até o cotovelo , olhei os esparadrapos espalhados pelo meu braço, que estavam com sangue. Fui tirando um a um,e jogando no lixo, tirei a atadura da bolsa, e enrolei no meu braço. O sinal tocou,quase me ensurdercendo, senti uma pontada na cabeça,o sino ficava perto do banheiro, então o som doia muito. Puxei minha jaqueta, escondendo a atadura, sai da cabine, e fui pra fila.

A nossa fila era a última, me encostei no muro e cruzei meus braços, os professores levavam seus alunos para a sala,enquanto a gente ficava, pelo canto do olho vi Déborah se aproximando de mim enquanto amarrava sua jaqueta xadrez na cintura, eu olhei pra ela e ela sorriu

-Oi mana!- a voz da Déborah era nasal,ela tinha um hábito de fazer amizades rápida, o que era bom, foi por isso que eu e ela nos damos bem, eu não acho que a Déborah merece ter uma falsa como amiga.

-Oi!- foi tudo o que consegui falar, eu não sei por que ela quer manter essa amizade entre a gente, mas a Déborah é a única que sabe de algumas coisas, tipo eu nunca contei pra ninguém que fumava,mas eu contei pra ela. Eu não sei bem por que, eu acho que precisava desabafar, e olha com quem fiz isso, com uma garota religiosa, a Déborah não me puniu,ou mandou eu parar,na verdade ela me aceitou,e acho que é por isso que mantenho isso com ela. Mas eu não sou uma amiga de verdade, eu não sou amiga de ninguém! 

O pedagogo mandou a gente ir pra sala,parece que o professor Rodrigo não tinha chegado ainda, e nós formos pra sala,Déborah andou do meu lado até chegarmos na sala.

-Mana senta ali!- Déborah puxou meu braço e apontou para a última cadeira, da fila que ficava do lado da janela,dei de ombros e ela me puxou até o final da fila,a Déborah sentava na quarta fila na última cadeira, me joguei sentada na cadeira, sentir meu braço formiga, estava coçando 

O único motivo de eu ficar me contando é que gosto de ver sangue, eu sou uma garota diferente,  eu tenho sede de sangue, se tivesse coragem, eu meteria uma faca no crânio de alguém, só pra ver sangue esguichando pra todo lado,eu não sei. Isso me da prazer, na minha gaveta,onde guardo minhas roupas íntimas, tem alguns desenhos que eu fiz,não são os melhores desenhos,mas você reconhece as gotas de sangue que usei para pintar, e tem também algumas frases que eu escrevo com sangue, sangue de verdade. Quando eu assisto algum filme de terror eu presto atenção nos sangues,e o incrível é que isso não me assusta, quando eu me corto,eu vejo sangue descer pela minha pele até tocar o chão, isso me faz... Rir! É, isso me faz bem,e eu nem sei o por que. Tem um menino lá na rua de casa,que fica pegando na bunda das meninas, e ele leva muito tapa das meninas, até de mim, e quando eu bato nele,da vontade de bater mais, eu fiz um saco com areia pra mim ficar batendo, e eu gosto de ficar espancando o saco de areia. Eu reconheço que sou bem doida,que tipo de pessoa se corta por que fica feliz com isso? Eu sou a única que faz isso, pelo menos até onde eu sei,só eu faço isso. 

-O que tu tem?- perguntou Déborah, olhei para ela e dei um sorriso e neguei com a cabeça, ela abriu a bolsa e tirou seu material, e eu decidi fazer o mesmo. 

O meu braço estava formigando demais, eu não podia coçar,a Déborah ia ver a atadura, eu não gosto que vejam o que eu faço,não importa o que eu faço,mas é coisa minha,e pra mim isso ja é o suficiente para ninguém saber o que faço.

-Abram o livro na página 166!- falou o professor Rodrigo, eu fechei minha bolsa e comecei a procurar pela página.

Me encostei na cadeira, e não prestei atenção em nada que o professor Rodrigo falava, olhei pela janela,vendo um campo que o professor de história usava pra plantar, ele chamava alguns alunos pra ajudar ele a plantar,e os alunos vinham,eu nunca vinha por que não me dava vontade mesmo. Olhei para a mangueira que tinha por ali, e fiquei fitando ela,até eu perceber que tinha uma figura por lá, tinha o cabelo castanho bagunçado, óculos redondo,e a roupa era suja de sangue, de promeira achei que eu estava vendo coisas de novo, mas não. Tinha mesmo alguém lá 

-Maggie! -fui tirada de meus pensamentos por Déborah que me chamou,olhei para ela e ela apontou para a caneta preta que estava na minha cadeira- Me empresta? - entreguei a caneta pra ela que olhou pro quadro e começou a escrever, eu olhei pro quadro e o professor escrevia algumas coisas,então resolvi copiar

Olhei mas uma vez pela janela mas eu não vi mais nada 

                        ***

Eu esfregava meu dedo pelo papel espalhando o sangue, eu estava sentada no muro de casa,desenhando um coração partido e costurado, mas o coração continuava junto,apesar de estar todo quebrado e acabado, passei a mão pelo joelho pegando mais sangue para desenhar. Escultei baterem no portão de casa, peguei o papel e pulei saindo de cima do muro, coloquei o desenho na janela e corri pra frente, e vi um homem com um uniforme, e pela van que estava atrás dele,vi que era o correio, assim que o homem me viu ele estendeu uma caixa, abri o portão e peguei a caixa, assinei no papel e sem falar mais nada ele subiu na van e foi embora, eu fechei o portão e entrei em casa com a caixa nas minhas mãos. A coloquei encima da mesa, peguei uma faca e cortei a fita e abri a caixa,tinha algumas roupas,um quadro,um conjunto de copo,mas o que chamou minha atenção, foi o taco de basebol, o peguei e percebir que era o que a Daniele ia mandar pra gente,eu pedi dela um taco de basebol, e agora esta aqui. Tinha carta na caixa, mas achei melhor não ler,eu so queria um taco, então isso era tudo.



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